domingo, 12 de dezembro de 2010

Prefeitura admite de forma não oficial o fracasso da padronização na propaganda do bilhete único

      





       Campanha do bilhete unico da prefeitura publicada na Veja Rio no dia 11 de dezembro de 2010. Aqui, a prefeitura não usa padronizados, o que pode indicar admissão de fracasso e não aceitação da pintura padronizada perante a população que encontra dificuldades em aceita-la.

         Campanha do bilhete unico utilizando a padronização publicado no jornal O Globo em novembro de 2010.
     Hoje, dia 11 de dezembro, por volta das 22:30, fui a livraria Letras e Expressões com minha esposa ler e comprar revista. E para minha surpresa, vi uma propaganda bastante insólita na Veja Rio sobre o Bilhete Ùnico Municipal. Até ai, nada de mais, se não fosse por um detalhe: a propaganda não mais mostra os ônibus padronizados e sim os ônibus da empresas Alpha e São Silvestre com suas cores originais. Isso pode até não significar nada, mas a prefeitura ao colocar fotos de ônibus com as pinturas originais das empresas de ônibus significa que inidretamente a padronização pode não está dando certo como também não está sendo bem aceita pela população. Ainda mais que a prefeitura além de impor isso, não fez campanha para divulgar tal medida perante a população e ainda não conta com o apoio dos empresários que estão implantando a padronização em marcha bem lenta e ainda tem o fato dela ser pouco funcional em termos de denuncia e orientação dos passageiros, pois do jeito que está confunde os passageiros. Ao percerber isso, a prefeitura que tinha feito uma campanha publicitária em novembro com os ônibus padronizados agora está fazendo com ônibus não padronizados, mostrando ainda que não admitindo, o quanto ela é um equivoco para a cidade. Diante disso, e que há ainda mais possibilidade para que esta padronização caia, pois a prefeitura mostrou uma brecha para isso. Portanto vamos lutar para que isso caia. Pensem nisso!

5 comentários:

Marcelo Pereira disse...

Não só a pintura padronizada como todo o novo sistema, que está virando um festival de trapalhadas.

Se fosse só a pintura, até dava para engolir, mas temos a certeza que a pintura surgiu mesmo para mascarar as irregularidades.

Deu para ver a cara de nervosismo de Paes quando lançou o protótipo. Parecia que estava cometendo um delito.

Não se preocupe. Em 2017, a diversidade visual retorna e poderemos ver novamente as empresas com suas pinturas personalizadas.

Victor Faria disse...

É impressão minha ou o Rio de Janeiro está copiando o modelo de ônibus de São Paulo? Vendo uma reportagem ontem, reparei que os coletivos têm escrito "Cidade de São Paulo" bem grande, na mesma posição colocada na nova pintura carioca. Lá também há poucas cores de ônibus e as empresas ficam em segundo plano (com os consórcios em destaque na carroceria)? E em outras capitais, como está a situação do sistema de ônibus?

Mudando de assunto, quando as vans serão "transformadas" em micro-ônibus aqui no Rio? Não tinha um projeto neste sentido por aqui? Se não engano, começaria pela Zona Oeste. Há alguma previsão para o "Bilhete Único" carioca chegar às vans (futuros micro-ônibus)? As vans intermunicipais já aceitam o bilhete único?

Voltando aos ônibus, ainda há empresa que por enquanto não mexeram um nada na pintura de seus carros, como a Viação Padre Miguel (antiga Feital). E há empresa que têm carros já totalmente prontos e outros que nem sequer foram mexidos, como é o caso da Viação Bangu.

MPierre disse...

A impressão que passa é que está imitando SP sim.

Mas, a minha outra preocupação é a RIOITIZAÇÃO, ou seja, empresas superinchadas fazendo o seu monopólio como era a Rio Ita antes de entregar algumas linhas para a Fagundes em 2001 e está ocorrendo isso na Pégaso. Está relacionado a uma tradição que está sendo ameaçada: a limitação de 500 carros por empresa. Que graça teria a Bangu sem o 585xx, a São Silvestre 375xx, etc. e tal? Para mim, que me motivou também a organização PERFEITA da numeração, não tem graça nenhuma.

Victor Faria disse...

Agora, a linha 300 (Sulacap - Carioca), que era da Via Rio, está operando toda a frota com carros da antiga Auto Diesel, (que agora, assim como a Via Rio, é City Rio). Os carros ainda estão com a tradicional pintura da Auto Diesel. Os bancos destes carros (micrões), são mais confortáveis. A 261 também está com carros da Auto Diesel, só não sei quantos carros, creio que não sejam todos, pois esta linha roda com muitos carros.

A Viação Padre Miguel (antiga Feital), que opera a linha 875 (Cascadura - Cpo. Grande), que só pra frisar custa R$ 2,40 (aumentou seu preço no mesmo dia do lançamento do Bilhete Único Carioca) continua sem alterar em nada sua pintura, nem sequer foi colocado o nome do consórcio. Além disso, também não há a placa indicando que a mesma aceita Bilhete Único.

Hoje passei em um carro da linha 746 e o mesmo acusou que meu cartão tinha saldo insuficiente (porém o mesmo foi recarregado a mais de uma semana), pensei em descer, mas não fiz isso e paguei a passagem com dinheiro (por sinal, o motorista não tinha nem 60 centavos pra dar de troco, foi um rolo só). Porém, na volta, resolvi pegar o 917 e o cartão recarregou e passou.

Gabriel disse...

Também torço para que a padronização caia. Fiz um post sobre esse assunto no meu blog também há umas semanas atrás (http://otemizando.blogspot.com/2011/03/o-fracasso-da-prefeitura-na.html) e lá aponto que todos os argumentos que a prefeitura usou pra promover tal padronização, são incoerentes e não estão funcionando.

Um abraço!