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terça-feira, 23 de julho de 2013

Se pudesse, o Papa andaria só de ônibus, de metrô, de trem...

Parece que tem gente no Palácio do Planalto arrancando os cabelos devido aos esforços do Papa Francisco em diminuir o aparato de segurança que o governo brasileiro oferece para escolta-lo em sua visita ao país, a partir de hoje. O bispo de Roma recusou carros blindados e mandou tirar os vidros blindados dos papamóveis que foram despachados para o Brasil.

O curioso é que o governo brasileiro leva porrada de todos os lados, não importa o que faça ou deixe de fazer. Os caras merecem. São um bando de incompetentes, chefiados por uma presidenta incompetenta. Se os governantes fazem a segurança dos peregrinos da Jornada Mundial da Juventude (Papa incluído), aparece gente reclamando que estão gastando dinheiro público com um evento privado, blá blá blá. Os mesmos protestantes não cobram a retirada da Polícia Militar dos estádios privados que promovem eventos em que 22 homens brigam para colocar uma bolinha entre duas traves (grande definição de Marcelo Pereira para futebol). E reclamariam (com razão) se algum peregrino fosse vítima de algum incidente que gerasse mortos e feridos.

Os governantes brasileiros não deveriam estranhar a preferência do Papa Francisco pelo mínimo tolerável de simplicidade de qualquer coisa. Obviamente ele não dispensará totalmente a segurança dos guarda-costas vaticanos nem dos países que visitará. Se nem os supostamente simples líderes bolivarianos dispensam guarda-costas, não será o Papa que dispensará os seus. Se não fosse Papa, o cardeal Bergoglio ainda estaria fazendo o que fez a vida toda em Buenos Aires: pegaria o metrô para continuar encontrando as comunidades portenhas, a começar pelas mais carentes. Se fosse arcebispo do Rio de Janeiro, não conseguiria ir a todas as comunidades da cidade de metrô, ainda mais com esse metrô ridículo que temos aqui na terra de Malboro. Nem seria possível ir a todas as comunidades de trem. Teria que recorrer a esses ridículos ônibus sucateados pintados todos com o mesmo desenho de caixa de remédio. E teria que torcer para que algum engarrafamento não o prendesse por mais de duas horas no mesmo ônibus, impedindo-o de utilizar o Bilhete Único na segunda viagem.

Dentro do Vaticano até dá pra andar de ônibus. Logo depois do Conclave de 2013, o Papa pegou um, junto com alguns cardeais, ao invés de pegar um carro que estava disponível. Seria Francisco o Papa dos busólogos? E olha que conheço uns três busólogos!

Esquerda brasileira: do "A luta continua, cumpanhêro!" ao "Eike lindo!"

Resposta para Leonardo Ivo:

Organização de Combate à Corrupção

O maior erro do nosso regime militar foi não ter criado uma subversão ideológica ao comunismo, não ter informado devidamente a todo o Brasil o que ele significa e como é devastador, hoje brasileiros não tem embargo de conhecimento algum sequer pra identificar estas ações comunistas, estas milícias e o que elas querem, que estão espalhadas em todo o Brasil.
Em quase toda Europa e nos EUA desde o início sempre foram feitas tais subversões, houve países em que chegaram a fazer cerimônias queimando a bandeira do comunismo em público e transmitindo para o país todo, a mesma bandeira que a CUT usa, que o MST usa, aquela da foice e martelo. Este foi o nosso erro, os militares confiaram demais no poder do Exército, que poderiam manter aquilo apenas a força e não na conscientização, no ensino, nas escolas, em todos os lugares, o resultado está aí, malditos como o Tancredo Neves entre outros políticos conseguiram enganar a todos. Estamos vivendo um passado que já morreu, não é a OCC que está no passado, é o Brasil que está, a América Latina que está, por acaso lembram do nome do partido comunista comandado por Lenin, Stalin e Trotsky? O nome era Social Democratas. Exatamente como o nosso PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), pra informação de muitos, o FHC sempre foi comunista, privatizar não torna um partido capitalista, é apenas um jogo para se manter no poder. O Lenin fez isto, tornou algumas propriedades privadas para que acalmasse a população por algum tempo e não a fizesse desistir da "revolução" que matou milhões de russos. O PSDB é o lado "intelectual" do comunismo no Brasil e o PT é o lado terrorista, aquele preparado para aniquilar as classes que não os interessa.

Leonardo Ivo

Será que PSDB é mesmo esquerdaE o PT?

Marcelo Pereira

E o Capitalismo? Quem vai combater?

Meu amigo Marcelo Pereira, se quem tem obrigação ideológica de combater o Capitalismo e os Grandes Empresários incorporou a ambos na base de apoio do Governo que tem os genes da esquerda (se meter exame de DNA aparecerão os genes), não serão os não esquerdistas que combaterão.

O tradicional "A luta continua, cumpanhêro!" foi trocado pelo "Eike lindo!". Se as esquerdas (a falsa e a verdadeira) caírem, não farei nada para impedir ou protestar. Ficarei quieto, assistindo de camarote.

Eu sempre disse que o regime militar foi ineficiente até sob o ponto de vista da visão tecnocrata dos neoliberais, pois não aniquilou a esquerda. Aniquilou milhares com a morte, mas pensou reprimir os demais apenas pela força e pela censura, sem fazer o contraponto ideológico. O resultado está aí. Ao fazerem apenas um contraponto bélico, alimentaram a corja que cresceu politicamente e está aí até hoje: José Serra, FHC e aqueles que fundaram o PT.

A verdadeira reforma política não virá desses partidos que estão aí. Virão de partidos de ideologias não assumidamente representadas, podendo até mesmo partir de dissidentes dos grupos partidários atualmente fora do poder.

No entanto, sou contra que se queime bandeiras, seja do que for.

O mi mi mi de João Pedro Stédile é uma hilariante tragicomédia

É a conclusão a que se chega depois da leitura atenta do Blog do João Pedro Stédile. Dá para se divertir rindo dele. É uma boa ideia se divertir com os mi mi mis dos poderosos, seja lá qual for a ideologia que tenham, da extrema direita à extrema esquerda. Porque passar a vida toda só se indignando (ou, pior, juntando raiva) faz mal à saúde. E é isso que essa corja no poder quer: que os discordantes morram mais cedo, para que sobrem somente eles e o cordão de puxa-sacos e bajuladores em geral.

Na ótica do Stédile, todo mundo é culpado pela inflação: a burguesia em geral, a imprensa burguesa, os bancos, as empresas do agronegócio e a "base social tucana que opera o aumento dos preços, beneficiando-se com o aumento dos seus lucros" (essa base social tucana são os "capitalistas proprietários das fábricas, supermercados ou lojas do comércio"). A típica meia verdade de um dirigente profissional do MST.

Meia verdade porque, até aqui, há a verdade na apuração de culpados pela inflação. Só que falta a outra metade: a culpa do Governo Lula-Dilma nessa história toda. Um governo que torra bilhões de reais de dinheiro público com copas, olim piadas e outras bobagens. Ah, mas aqui o cumpanhêro Stédile estaria acabando com as ilusões em torno de um governo que a cumpanherada chama de "pogressista (sic), democrático e popular". No governo do cumpanhêro Sarney também era assim: todo mundo tinha culpa pela inflação. Menos o governo. Chegaram a acionar a Polícia Federal para caçar boi no pasto, botando a culpa nos pecuaristas pela alta do preço da carne, fossem grandes ou micropecuaristas.

Aliás, dá para levar a sério um governo que gera coisas como os "fiscais do Sarney"?

Coitados dos sem-terra de verdade, se continuarem dependendo da corja para promover a Reforma Agrária que esses líderes poderiam ter feito mas empurram com suas barrigas gordas adiante. Barrigas que engordaram bastante nesses dez anos no poder. Se eles não fizeram a Reforma Agrária, ninguém jamais a fará. Filhos e netos dos sem-terra continuarão herdando somente a lona plástica que serve de telhado nos assentamentos.

João Pedro Stédile é tão atrasado que nem os socialistas de verdade que conheço utilizam mais esses termos que ele usa. Os socialistas que conheço preferem chamar os maiores capitalistas não mais de burguesia, mas de Grandes Empresários. Assim mesmo, em maiúsculas. O termo burguesia é tão gasto que já foi utilizado até por capitalistas confessos, como o saudoso Renato Russo, que usou o termo para se referir à elite de Brasília em Faroeste Caboclo.

Se Stédile aceita de bom grado utilizar o mesmo linguajar de um capitalista como foi Renato Russo, faça bom proveito. E que ouça mais da obra da Legião Urbana. Melhor que aquela música de cabresto que até os dirigentes do MST e os sem-terra ouvem.

sábado, 27 de abril de 2013

Vidas Secas 2013

Fonte: ANON H4.

Protesto na sede do Banco do Nordeste em Campina Grande. Funeral simbólico do rebanho dizimado na Paraíba. Mais de 600 mil animais mortos. E o grito de perdão pela dívida dos pequenos agricultores do Nordeste. A imagem é forte, mas necessária. Não falta dinheiro para construir os Estádios da Copa, mas falta para concluir a Transposição do São Francisco. Não queremos migalhas nem esmolas. Queremos obras estruturantes.

P.S: Se nem os amigos do Nordeste chegaram a um consenso sobre essa transposição, eu é que não me meto nessa conversa. Mas quanto a reclamações sobre perdão de dívida de pequenos agricultores ou pequenos pecuaristas e sobre Copa do Mundo, compartilho da indignação da página do Facebook.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Graça Foster dando pretexto para a defesa de demo-tucanos

Alguns integrantes do Governo Lula-Dilma adoram criar pretexto para que as campanhas eleitorais dos candidatos governistas não possam usar a tática (até agora) vitoriosa de vincular o demo-tucanato às privatizações. Outro dia, ao defender a política de reajustes de preços dos combustíveis adotada pela Petrobrás e descartar qualquer interferência do governo para segurar novos aumentos de combustível e evitar impacto na inflação, a presidente Graça Foster disse que nenhum governo "de esquerda, de direita nem de centro" fará "qualquer mal" à companhia, "extremamente importante para a economia do país".

Graça Foster deu um pretexto para os marqueteiros demo-tucanos defenderem seus candidatos presidenciais das acusações de que demo-tucanos só sabem privatizar. Basta usarem o discurso de Graça Foster.

Se bem que os atuais governistas estão privatizando aeroportos e querendo leiloar bacias de petróleo e gás. Fazer concessões é privatizar, conforme definição do Houaiss. Mas coerência e a observação da lexicografia não são comuns em governos brasileiros. Sejam eles de esquerda, de direita, de centro, de cima, de baixo, de frente ou de trás.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A política brasileira é algo admirável e canhota: todos dizendo serem mais esquerda que os outros

Resposta para Raphael Tsavkko:

Continuo curtindo seu blogue, Tsavkko. Embora eu tenha a estranha sensação de que é muito fácil ser de esquerda no Brasil. Seja dentro do governo ou fora do governo. Mesmo sendo esquerda autêntica, como é o seu caso. Afinal, todo mundo diz que é de esquerda, todo mundo diz que é progressista (até o Bolsonaro, do PP!), todo mundo diz que é politicamente correto. Se alguém da esquerda acerta, é porque é de esquerda. Que maravilha! Se alguém erra, é porque é de direita ou era alguém da esquerda que virou direita. Facinho, facinho de se desvencilhar. A esquerda é pura, santa, imaculada, Não erra nunca. Nem o Papa falando de fé e doutrina católica com a assistência do Espírito Santo é tão infalível quanto a esquerda. Se meterem um exame de DNA no Governo Lula-Dilma, encontraremos o querido DNA da esquerda, ali. Por mais que a direita esteja ali presente no Governo, como o amigo Tsavkko bem apontou. Se foi a esquerda que pariu politicamente o Lula e a Dilma durante o regime militar (ele como líder sindical, ela como guerrilheira), que assumam a paternidade ou a maternidade. Mas eu sinceramente não espero que a esquerda assuma coisa alguma. Eu sou um descrente absoluto, como o amigo Tsavkko. Se Lula é Deus (como os fanáticos fazem crer que seja), eu prefiro ser ateu. Um dia veremos a esquerda e a direita caírem juntas, e se juntarem ao demo-tucanato no raio que o parta. Aí ascenderá algo superior.

sábado, 30 de junho de 2012

Previsões sombrias sobre a Copa 2014 não são coisas de 'urubólogos'


A blogosfera lulo-dilmista, jocosa que só, cunhou um termo para aqueles que fazem a mínima previsão pessimista a respeito do desenvolvimento econômico e social do país: urubólogos. Termo normalmente aplicado apenas aos comentaristas econômicos neoliberais que geralmente trabalham na imprensa dita golpista. O engraçado é que essa blogosfera dita progressita faz algo que seu suposto adversário político Fernando Henrique Cardoso fazia, ao classificar como fracassomaníacos todos que discordavam dos rumos do Governo e da nação sob sua gestão. Não há diferença em classificar os outros como fracassomaníacos ou urubólogos.

Eu francamente discordo de uns e de outros. Discordo dos urubólogos que não reconhecem os poucos méritos do Governo e não reconhecem que, mesmo com as sérias deficiências educacionais e estruturais, este país tem um enorme potencial de crescimento. Apesar do Governo, não por causa dele, e muitas vezes apesar das ações governamentais contrárias ao país. Também discordo da blogosfera lulo-dilmista, essa em que alguns integrantes dizem detestar futebol, mas reduzem torpemente o debate político a um Fla-Flu entre os progressistas lulo-dilmistas e todos os outros, muito convenientemente não fazendo distinção entre as diferentes tendências dos outros.

Essa blogosfera progressista ainda não não classificou como urubólogos aqueles que preveem um saldo de dívidas monumentais e de estádios ociosos, após a Copa 2014. Mas não demorarão. Ficam atacando a ala fisiológica direitista que apoia o Governo Lula-Dilma (foi Lula quem trouxe a Copa) e poupam a dupla que acreditam ter encerrado a História com sua chegada ao poder, não havendo nada a surgir depois deles.

Aqui trago endereços para uma matéria radiofônica que aborda essa problemática da Copa 2014, sem mencionar uma única tendência política. É uma matéria mais técnica (sem ser tecnocrata) que qualquer outra coisa. E ainda tem o mérito de abordar o problema dos estádios ociosos da Copa 2010, que a imprensa governista tida como golpista esconde. A matéria está dividida em duas partes.

Exclusivo: quatro sedes da Copa do Mundo de 2014 têm estaduais deficitários - Com média de público irrisória, Mato Grosso, Amazonas, Distrito Federal e Rio Grande do Norte correm o risco de ficar com quatro elefantes brancos após o Mundial

Exclusivo: organizadores da Copa ignoram custos de manutenção dos estádios - Apesar dos campeonatos estaduais deficitários, Mato Grosso, Amazonas, Rio Grande do Norte e Distrito Federal mantém otimismo e rejeitam rótulo de elefante branco

Lula e Dilma continuarão vencendo todas! Até que...

Se quiser ler o complemento do título, leia este texto até o final.

Tive a ideia de escrever este texto depois de ler uma entrevista de Armando Boito Jr. (professor do Departamento de Ciência Política da Unicamp e Editor da revista Crítica Marxista) no jornal Brasil de Fato. No blogue do Altamiro, fiz um comentário irresistível:

Eu dou gargalhada com essa gente. Estão no poder e ainda querem posar de críticos.

Fiz referência a críticos como Armando Boito Jr.

A ideia que trago aqui é que o lulo-dilmo-petismo continuará no poder e os candidatos lulo-dilmistas vencerão todas as eleições presidenciais daqui por diante, enquanto o grosso da população estiver satisfeita com a vida que leva e enquanto a elite brasileira estiver dividida entre a elite fisiológica neoliberal (lulo-dilmista) e a neoliberal ortodoxa (adepta do demo-tucanismo).

A rigor, pro grosso da população brasileira, tá delícia, tá gostoso. Mudar pra quê? Tá (quase) todo mundo comprando de tudo a prestações de perder de vista, tá (quase) todo mundo fazendo faculdade (mesmo que sejam faculdades particulares que formam autômatos, não cidadãos autônomos), tá (quase) todo mundo curtindo muita música de cabresto, tá (quase) todo mundo bestificado porque agora pode ver o Neymar em TVs de alta definição. Ainda que através de uma antena no alto de um barraco caindo aos pedaços numa favela.

Lula e Dilma continuarão vencendo todas! Até que...

1 - A elite internacionalista brasileira deixe de ser dividida e resolva apoiar unida um oposicionista. Não tem como os neoliberais ortodoxos elegerem alguém se o grosso da população e a elite fisiológica neoliberal forem lulo-dilmistas. E o grosso do influenciável eleitorado brasileiro, vendo a elite lhe pedindo votos ora para lulo-petistas ora para candidatos da direita, na dúvida fica onde já está: no lulo-dilmismo.

2 - Ou que ocorra um levante nacionalista neste país, para enxotar todos esses internacionalistas que fizeram ou fazem parte dos governos demo-tucanos ou lulo-dilmistas.

Desconsidero a viabilidade da ultraesquerda e da extrema esquerda, porque esses, ainda que divididos, votam majoritariamente nos candidatos lulo-petistas, quando convém. Não representam alternativa alguma ao Governo Federal. Até são satisfeitos parcialmente pelo Governo...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mobilidade & Transportes: Ramal ferroviário Santa Cruz - Itaguaí poderá voltar em breve

     Excelente noticia que tive ontem do blog Cidadania do Porto, do nosso amigo Danilo Aguiar, colaborador do site parceiro Tvs do RJ. O Ramal Santa Cruz Itaguaí poderá voltar em breve. Porém ha uma novidade na volta deste ramal, ele será eletrificado até Itaguaí e poderá ter duas linhas. A outra novidade é com relação ao trajeto. Ele reaproveitará o trecho de linha dupla até o Matadouro, e de lá um novo leito ou viaduto será construído até o trecho da Rua João XVIII, pouco depois da Rua do Império, continuando seu trajeto normal até Itaguaí, ou seja, este ramal não mais passará atrás do hospital Pedro II e não terá mais passagem de nível no centro de Santa Cruz. O governo do estado já iniciou o processo de desapropriação e desocupação de imóveis na região de Santa Cruz, porém tem feito isso de forma lenta.
        O ramal Santa Cruz - Itaguaí foi desativado em 1993 por conta de danos em uma ponte no Rio Guandu, que nunca foi consertada. Após isso, este ramal nunca mais voltou a funcionar e teve vários trechos invadidos e trilhos roubados. Nele, também operou os trens de primeira e segunda classe, as Litorinas e os trens populares com carros de madeira, os lendários Macaquinhos. Ambos iam até Mangaratiba e foram extintos pela RFFSA em 1982, permanecendo apenas a linha Santa Cruz - Itaguaí, com carros de aço carbono e com roletas internas, onde eram cobradas as passagens, como nos ônibus.
         A volta deste ramal só está sendo possível, pois a CSA está financiando parte do projeto e também porque a cidade de Itaguaí e arredores tem tido um gigantesco crescimento demográfico, por conta dos diversos investimentos feitos naquela região que será coberta pelo renascente ramal Santa Cruz - Itaguaí. E também porque o transporte rodoviário, seja ele o individual, coletivo, alternativo e os de fretamento já começam á não dá conta da crescente demanda, que tende a crescer cada vez mais, em função de mais investimentos que poderão vir para aquele local, como a construção de mais dois portos e um aeroporto. Por conta de tudo isso, a volta deste ramal torna-se inevitável.  Soma-se a isso o fato de que além da Supervia ser obrigada a operar este ramal, por força de clausulas do contrato de concessão,  também o fato de que Supervia fôra comprada pela Odebrecht, que tem procurado restruturar a empresa, com objetivo de torna-la séria e rentável.
     Torço imensamente pela volta deste ramal. Ramal este que nunca deveria ter sido desativado e que ao invés disso, era para ter sido duplicado e eletrificado. Cabe agora, a nós contribuintes e eleitores, torcer para que este ramal volte de verdade e cobrar do estado e da Supervia a aceleração nas desapropriações e na obra, e não deixar que ele vire obra inacabada, como ocorre em muitas obras pelo Brasil afora. Este ramal é de grande importância para aquela região e não pode continuar fora de operação, por motivos citados anteriormente. Temos de lutar com todas as forças pela volta deste ramal, já modernizado, eletrificado e com duas linhas. Os povos do Rio e de Itaguaí, a economia local e estadual, a mobilidade e o meio ambiente merecem e agradecem! Pensem nisso! Leiam o texto do nosso amigo Danilo Aguiar.
Tudo leva a crer que o novo ramal de Itaguaí seguirá os mesmos moldes do ramal de Paracambí

O Blog Cidadania do Porto após contato com a assessoria de imprensa da SUPERVIA, confirmou através de nota que a empresa aguarda a posição do estado em relação a remoção das casas e desocupação dos terrenos para a reconstrução da linha férrea que ligará a estação de Santa Cruz a nova estação de Itaguaí.
Após o governo do estado proceder a desocupação total do leito aonde passará a linha férrea, a empresa concessionária Supervia iniciará a implantação do trecho, espera-se que as antigas estações, que eram 3 (Arrozal, Cristo Redentor e Distrito Industrial) também sejam reabertas.
Tudo leva a crer que esse novo ramal será operada por linha simples eletrificada a exemplo do ramal de Paracambí. Pela primeira vez, a Supervia comunica oficialmente que o único impecílio ao início do projeto está nas mãos do estado (que é a desocupação do espaço da linha).

Prof. Danilo Aguiar

Blog Cidadania do Porto

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Empresas ligadas a entidades religiosas poderão ficar isentas de impostos. Parte II

    No que se refere ao caso do último texto escrito aqui, quero deixar claro que também sou contra, pois entendo que isso além de ser concorrência desleal, fere a economia popular, pois quem paga impostos vai se prejudicar, enquanto que quem não paga vai crescer de forma assustadora. O maior exemplo disso é a Record onde esta cresce as custas do dízimo da IURD e não por conta da venda de publicidade em sua programação como a Globo. Isso ja está produzindo efeitos devastadores no mercado de Tv aberta.
   Vale lembrar que isso favorece também a lavagem de dinheiro e muitos outros crimes graves na sociedade. E ainda cria uma sociedade de classes sob religiões, onde quem não tem religião fica na marginalidade. Portanto temos que nos voltar contra isso.
   Infelizmente as religiões, não apenas as evangélicas, mas até a maçonaria, estão sendo um celeiro seguro para estelionatários, onde estes se aproveitam da boa fé e da fraquesa física e emocional das pessoas para rouba-las, assim como facilita a prática do estelionato real, aquele com punição em lei. As religiões infelizmente também viraram celeiros de estelionatários porque alí a chance de eles serem presos por estelionato e outros crimes reduz drásticamente, pois são defendidos por estes fieis de espirito enfraquecido e porque a religião tem peso moral positivo na sociedade. Com isso, facilita a prática de crimes punidos em lei. Um exemplo disso são os caso da Renascer e da própria IURD.
   Cabe as religiões, como a evangélica, que é mais atingida por estes bandidos, fazer um imenso processo de depuração, expulsão e até denuncia criminal contra estes estelionatários. A grande questão é que os evangélicos pensam cada um por sí, muitos são influenciados por estes estelionatários, a maioria  é desunida e acha que não ha nada a fazer, pois o mundo irá acabar com volta de Cristo, na crença deles. Com isso, esta religião se afunda cada vez mais moralmente e seus seguidores acabam virando massa de manobra destes estelionatários.
   Não critico da mesma forma a Católica, pois a mesma depois de séculos cometendo crimes, procurou se redimir através do Concilio Vaticano II, ocorrido no final da década de 60 do século passado. Isso acabou levantando a reputação da Igreja Católica.
   Esse é o quadro das religiões no mundo, onde a dominação e a exploração prevalece. Cabe a quem tem boa fé lutar contra tudo isso para preservar a ideologia inicial de suas religiões. E só!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sobre a obrigatoriedade da Voz do Brasil e o trânsito das grandes cidades


 
     Para quem está saindo do trabalho e está indo para casa ou para a escola ou faculdade, deve saber o quanto é suplicante ficar num congestionamento, principalmente quando se está atrasado, teve um dia de trabalho ou pessoal estressante e quer logo chegar em casa ou ao compromisso marcado. Nessas situações, em geral em horario de rush, ocorrem os congestionamentos, congestionamentos estes que tem o seu ápice entre as 18:30 as 21:00. Nesta hora, você leitor precisa de informações para fugir de congestionamentos ou mesmo saber sua causa, extensão e quando acaba, assim como o funcionamento dos transportes sobre trilhos, e quem lhe dá estas informações? O rádio! Mas justamente neste horário de ápice, sobretudo os horários de 19:00 as 20:00, quando você mais precisa dele para obter estas informações, você não pode contar com ele. Sabe por que? Por causa da Voz do Brasil.
     Este texto escrito por Daniel Stark, autor e dono do site Tudo Radio diz muito sobre isso, mostrando a sua utilidade, pois apesar dos transtornos que ela causa, ela ainda é, e vai continuar sendo, um excelente meio de informação, uma vez que nem tudo a midia divulga. Neste texto, ele fala que a Voz do Brasil tem a função social de informar brasileiros nos mais remotos locais do pais se sobrepondo ao poder dos coronéis divulgando informações que eles jamais divulgariam. Mais isso que ele falou não precisa ir muito longe. Uma prova de como a Voz do Brasil ainda é extremamente útil nos grandes centros foi quando na época em que estava tendo aquela onda de ataques de bandidos no Rio de Janeiro e naquela fuga dos mesmos da Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão, estava sendo discutida no Congresso Nacional, mas precisamente na Câmara de Deputados a PEC 300, que unifica os salários de PM's e bombeiros ao salário dos mesmos do DF que são os mais altos do Brasil. Nesta hora, o governador Sergio Cabral ao mesmo tempo em que ficava posando na mídia, ia no Congresso lutar contra a PEC300, na mesma hoa em que vários policiais morriam e travavam lutas fraticidas nas ruas e favelas do Rio. E aonde deu isso? Na Voz do Brasil! Nenhuma emissora de ŕadio, Tv ou jornal divulgou tal noticia. E justamente nessa hora que ela mostra a sua utilidade, quando a imprensa, que criminosamente se utiliza do termo opinião publica, se apropriando do termo e se auto intitulando representante da mesma indevidamente (quando não auto intitula a tal), omite tais informações, informações testas de imensa importância para a população.
    O único defeito dela é o fato de ser extremamente chapa branca, o que é natural, já que ela representa o governo oficialmente falando. Porém, apesar de ela ter sido feita para ser chapa branca, nem sempre ela foi assim. Curiosamente durante os dois governos FHC, não apenas ela, mas os outros orgãos de impressa do governo como as Radios Nacional, MEC, antiga TVE e a própria Voz do Brasil tinham a liberdade para criticar o governo, o que fazia com que eles adquirissem certa idoneidade nas noticias que divulgavam. A TVE tinha vários programas como o Olhar 9x a 200x ( que depois mudou o nome para Espaço Publico) que criticava o proprio governo abertamente e isso numa emissora do mesmo.  A própria plástica da Voz do Brasil era boa, menos panfletária e mais sóbria. Depois que o PT entrou no governo isso acabou. Posso dizer que a questão da liberdade de expressão, sobretudo nos órgãos governamentais, foi uma das poucas coisas boas que o governo FHC ja teve tirando é claro, os erros graves cometidos pelo mesmo.
   Não sou a favor do seu fim e muito menos a sua restrição a emissoras governamentais, educativas e comunitárias, pois no caso destas últimas, estas não irão cumprir, pois a maioria delas não funcionam como tais, mas como comerciais difarçadas. Sou a favor da flexibilização, pois acho que ela é um serviço importante, porém deve ser colocado em horários que não atrapalhem os ouvintes e as emissoras. Leiam o texto de Daniel Stark.






A Voz do Brasil: prós e contras



Nos últimos dois meses o assunto “obrigatoriedade do programa A Voz do Brasil” tem tomado as páginas do Tudo Rádio e demais veículos que tem o rádio como foco editorial. Muito se discute sobre o real papel da veiculação desse programa produzido e executado pela Radiobras em nossas AMs e FMs brasileiras, além do que significa a imposição de transmissão obrigatória em empresas privadas e voltadas à comunicação teoricamente livre e democrática. Então, qual é o significado de tudo isso e para onde o rádio está caminhando? Quais são os prós e contras dessa pratica na radiodifusão?

Quem defende a transmissão obrigatória em cadeia as 19h00 (horário de Brasília) bate na tecla da “informação”. Vou explicar: vários brasileiros (alias, muitos brasileiros) tem o rádio como principal ou única fonte de informação e entretenimento. Em determinados municípios a informação fica concentrada na mão de quem tem o poder de controlar a concessão de rádio local. A Voz do Brasil vira um mecanismo de comunicação direta entre as ações de quem governa o país até o governado, ou seja, nós. É uma forma de comunicação a mais a serviço da população.

Seria uma espécie de canal direto entre o cidadão e o Governo Federal, independente da relevância do conteúdo veiculado pelo programa. Se os parlamentares passaram o dia todo empinando pipas, o ouvinte vai saber a execução dessa “importante” atividade através da Voz do Brasil. Se for aprovada uma lei de grande interesse à população, saberemos o ponto de vista do Governo Federal através do programa da Radiobrás. É basicamente um “grande clipping institucional do governo”. Basicamente isso.

Independente do partido que esteja governando, essa ferramenta sempre foi utilizada pelos governos brasileiros desde a criação do programa, lá na Era Vargas (faz tempo, hein?). Ao longo desses mais de 70 anos de Voz do Brasil, o programa apresentou várias mudanças em sua estrutura, porém o propósito final permaneceu o mesmo. O governo tem um canal esmagador para propagar suas ações, utilizando-se de concessões destinadas legalmente a empresas privadas, além das estações que já fazem parte do plantel federal.

Se você leu tudo isso, quero que esqueça o assunto “partidos”, “governos” e “situações”. A discussão aqui é única: obrigatoriedade. Concordo com o papel de levar algum tipo de informação a todo território brasileiro, como uma forma de integração nacional (necessária em um país de grandes dimensões como o Brasil), fazendo valer da mídia mais poderosa e menos valorizada: o rádio. Não concordo com a extinção da Voz do Brasil, porém o “projeto” precisa urgentemente de ajustes.

Não estou falando de trocar conteúdo, vinhetas, locutores, etc. Longe disso. Não é o ponto central da discussão. É inadmissível que empresas privadas que possuem o direto legal de operar através de concessões de rádio sejam obrigadas a executar um programa político/federal ao mesmo tempo. O ouvinte e o mercado não possuem saídas, estão acuados. Na minha visão pessoal é a mesma coisa que a sua operadora de celular (que também opera no formato de concessão) seja obrigada a enviar mensagens de texto (SMS) com ações sobre o governo. Que situação, hein?

Também não sou favorável a flexibilização do horário obrigatório de transmissão. Rádio comercial não precisa transmitir a Voz do Brasil, muito menos de madrugada. Essa flexibilização é a banalização do programa da Radiobrás. Porém esses novos projetos de lei sobre a Voz do Brasil possuem instrumentos interessantes para uma nova fase da radiodifusão. A idéia de tornar obrigatória a transmissão das 19h00 da Voz do Brasil apenas em concessões educativas, comunitárias e também estatais é algo muito inteligente.

Com a Voz do Brasil nas educativas, comunitárias e estatais mantém-se a idéia de propagar informações e unificar território, além de manter um canal aberto entre o Governo e os cidadãos. Livrando as rádios comerciais da obrigatoriedade é possível dar diversidade ao conteúdo veiculado, além de não afugentar a audiência. Vamos a alguns exemplos.

Gosto muito de citar a SulAmérica Trânsito de São Paulo. O motorista paulistano que tem a rádio como principal fonte de informação contra o caos urbano é tratado como um trouxa quando o relógio marca 19h00. A SulAmérica Trânsito está obrigada a transmitir a Voz do Brasil nessa faixa de horário, interrompendo a prestação de serviço factual. É quase um “se vira motorista, agora você se f...”. E as rádios de entretenimento que não possuem grades jornalísticas? Diversidade de conteúdo! É necessária a opção que fuja do jornalismo, afinal entretenimento também é uma forma de prestar serviços.

Tem gente que ouve a Voz do Brasil? É claro. Por isso é importante a idéia de mantê-la no local certo. Porém boa parte da audiência desliga o rádio e isso é algo extremamente negativo. Além da ação “desligar o rádio”, as emissoras concorrem com os agradáveis mp3 player, internet móvel, entre outras ferramentas que se sobressaem as 19h00. Até o “quase-antigo” CD ganha de goleada do rádio nessa novela Voz do Brasil.

Do jeito que está a Voz do Brasil é encarada como vilão do mercado de rádio, intruso pelos ouvintes e auxilia diretamente no enfraquecimento da mídia rádio perante outros meios e serviços. Vamos torcer para um capitulo mais favorável ao rádio nessa longa novela Voz do Brasil.
Tudo Radio