No que se refere ao caso do último texto escrito aqui, quero deixar claro que também sou contra, pois entendo que isso além de ser concorrência desleal, fere a economia popular, pois quem paga impostos vai se prejudicar, enquanto que quem não paga vai crescer de forma assustadora. O maior exemplo disso é a Record onde esta cresce as custas do dízimo da IURD e não por conta da venda de publicidade em sua programação como a Globo. Isso ja está produzindo efeitos devastadores no mercado de Tv aberta.
Vale lembrar que isso favorece também a lavagem de dinheiro e muitos outros crimes graves na sociedade. E ainda cria uma sociedade de classes sob religiões, onde quem não tem religião fica na marginalidade. Portanto temos que nos voltar contra isso.
Infelizmente as religiões, não apenas as evangélicas, mas até a maçonaria, estão sendo um celeiro seguro para estelionatários, onde estes se aproveitam da boa fé e da fraquesa física e emocional das pessoas para rouba-las, assim como facilita a prática do estelionato real, aquele com punição em lei. As religiões infelizmente também viraram celeiros de estelionatários porque alí a chance de eles serem presos por estelionato e outros crimes reduz drásticamente, pois são defendidos por estes fieis de espirito enfraquecido e porque a religião tem peso moral positivo na sociedade. Com isso, facilita a prática de crimes punidos em lei. Um exemplo disso são os caso da Renascer e da própria IURD.
Cabe as religiões, como a evangélica, que é mais atingida por estes bandidos, fazer um imenso processo de depuração, expulsão e até denuncia criminal contra estes estelionatários. A grande questão é que os evangélicos pensam cada um por sí, muitos são influenciados por estes estelionatários, a maioria é desunida e acha que não ha nada a fazer, pois o mundo irá acabar com volta de Cristo, na crença deles. Com isso, esta religião se afunda cada vez mais moralmente e seus seguidores acabam virando massa de manobra destes estelionatários.
Não critico da mesma forma a Católica, pois a mesma depois de séculos cometendo crimes, procurou se redimir através do Concilio Vaticano II, ocorrido no final da década de 60 do século passado. Isso acabou levantando a reputação da Igreja Católica.
Esse é o quadro das religiões no mundo, onde a dominação e a exploração prevalece. Cabe a quem tem boa fé lutar contra tudo isso para preservar a ideologia inicial de suas religiões. E só!
segunda-feira, 18 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Empresas ligadas a entidades religiosas poderão ficar isentas de impostos
Agora que a Record vai crescer, o Vaticano expandirá seu patrimônio no Brasil e LBV idêm! Deste jeito montar igreja dá dinheiro e vai ser melhor do que montar uma empresa formal. Leiam esta matéria!
Projeto de lei visa que empresas ligadas a igrejas evangélicas não precisem pagar qualquer imposto!
Projeto de lei visa que empresas ligadas a igrejas evangélicas não precisem pagar qualquer imposto
do GnotíciasO deputado evangélico Walter Tosta (PMN-MG), apresentou o projeto de Lei 436/2011. A câmara esta analisando a proposta, que propõe isentar de impostos não só as igrejas, associações e as mais diversas denominações religiosas, mas também todas as outras instituições que de certa forma estejam vinculadas a ela.
Ou seja, uma escola confessional, por exemplo, iria cobrar a mensalidade do aluno, mas sem pagar qualquer imposto. Assim também se daria em rádios e televisões, caso venha ser possível concluir que elas desempenham um serviço público.
Na justificativa para seu projeto de lei, Walter Tosta afirma que os dízimos e ofertas “são a fonte de lucro principal de uma igreja”. Sendo aprovado a PL decretaria que as igrejas “não são tributados por Imposto de Renda, contribuição social nem IPTU”.
Segundo o deputado, ele não está a defender nenhuma religião e diz: “mas todas que de uma forma ou de outra promovem a paz, o bem-estar social e a assistência mútua entre as pessoas”.
Para Walter Tosta esse será um meio de “recompensa”, pois, as instituições religiosas promovem certa ação complementar às do Governo, suprindo a carência da efetiva atuação estatal em determinados setores da sociedade.
O vereador e Pastor Elair (PMDB) tem já em vigor, um projeto de lei que isenta os templos religiosos em Montes Claros dos tributos municipais, como o IPTU, embora, parecido com o projeto de Lei 436/2011, não é tão abrangente e seguro (por ser um projeto nacional) como o de Walter Tosta.
“Claro que o PMDB vai apoiar essa iniciativa, além do mais a bancada evangélica é muito grande e acredito que esse projeto não terá dificuldades para passar. Afinal de contas nenhum templo religioso tem função que não seja filantrópica e religiosa e não tem interesses comerciais e por isso deve ser livres de quaisquer impostos (…) os templos religiosos prestam um grande serviço social e espiritual e sem fins lucrativos e por isso entende ser mais do que justo a isenção de impostos.” Disse o vereador Elair (PMDB) a respeito do projeto de lei 436/2011.
Link:
http://noticias.gospelmais.com.br/projeto-empresas-ligadas-igrejas-precisem-pagar-imposto-21852.html
Meu Comentário!
Como esse povo das tais 'igrejas evangélicas' gosta de mamar nas tetas do Estado, hein? Eles não querem pagar imposto algum, mesmo quando são donos de empresas privadas com fins lucrativos, como são os casos de emissoras de rádio, tv e de escolas particulares.
Eta vida boa!!!
Assim,eu também quero, oras!
Afinal, eu também sou um filho de Deus!
Esse pessoas de muitas destas igrejas autodenominadas 'evangélicas' falam muito em Deus e no mundo espiritual, mas a verdade é que eles são bons, mesmo, na hora de defender o rico dinheiro deles!!
O que eles entendem mesmo é do mundo material.
Fontes: blog Contexto Livre e Guerrilheiros do entardecer
Ministério Publico de Mauá poderá barrar e mesmo evitar a farra das pinturas padronizadas naquela cidade assim como poderá ser um exemplo no pais
Pela primeira vez um Ministério Publico poderá se meter nesta farra promovida por várias prefeituras e governo estaduais pelo pais no seguimento de transportes urbanos rodoviários, que são as pinturas padronizadas dos ônibus destas cidades estados onde ela sã implantada. Em qualquer cidade do pais que se preze, excluindo Aracajú e Curiitba, elas não são usadas para organizar os transportes e sim ocultar empresas corrúptas e inieficiente promover governos em situação igual. Tanto é que em muitas cidades onde elas são implantadas, como Brasilia, por exemplo, muda-se o governo e também muda a pintura dos ôninbus, comprovando-se sua inutilidade e o seu verdadeiro fim.
Agora o Ministério Publico da cidade de Mauá poderá investigar isso, uma vez que se descobriu que a padronização naquele municipio tem função exclusivamente politica e eleitoreira, não trazendo beneficio algum para a população.
Se o Ministério Publico daquela cidade abraçar esta causa e mover ações contra esta aberração, será um tremendo avanço, uma vez que isso também poderá ser feito em outras cidades onde ela está sendo inplantada ou ja foi inplantada.
Tal situação corrompe a ideia de poder concedente e operador privado, uma vez que passa a falsa impressão de que o serviço é operado pelo poder publico, quando na verdade é operado pela iniciativa privada. E como se existisse uma CTC ou uma CMTC (empresas de ônibus estatiasa com frota, funcionários e linhas próprias) virtual quando na verdade ela não existe na prática. E como se ainda existisse a CTC-RJ e esta tivesse terceirizado sua frota e parte de funcionários, só administrando as linhas e tendo funcionários no serviço fim, o que na prática não é verdade. Em resumo, se o estado atua como poder concedente, quem tem que aparecer não é ele e sim o concessionário, como acontece com serviços como telefonia, ferrovias, rodovias, metrô e outros serviços privatizados e não o governo. Se fosse assim a MRS deveria se chamar RFFSA ou Valec, a Oi: Telerj ou Telebras, Telefônica: Telesp, Ampla:Cerj, Supervia: Flumitrens, CCR: Dnit, Barcas Sa: Conerj, por exemplo.
Devemos barrar o mau uso dos serviços, pois tal situação é um tremendo abuso na vida dos brasileiros. Caso Ministério Publico de Mauá assuma esta causa, vamos procurar os Ministérios Publicos de outras cidades do pais para lutar contra esta sacanagem. E só

Ônibus municipais de Mauá terão cores em alusão ao PT
Se for comprovada motivação política na mudança do padrão de pintura de ônibus, Ministério Público pode ser acionado
ADAMO BAZANI – CBN
A Prefeitura de Mauá deve colocar as cores do PT, partido do chefe do executivo, Oswaldo Dias, na nova padronização de pinturas de ônibus da cidade.
Há menos de um ano, no dia 06 de novembro, entrou uma nova operadora de ônibus na cidade, a Leblon, dentro da reestruturação dos transportes de Mauá.
A empresa entrou com cores próprias, autorizada pelo poder público, e a população começou a assimilar melhor as diferenças de qualidade entre as duas viações que operam na cidade. Além disso, os passageiros com dificuldades visuais conseguiram identificar melhor os ônibus que servem os seus bairros, diferenciando dos outros.
Um especialista em direito público ouvido pelo jornal Diário do Grande ABC, André Castro Carvalho, afirmou que se for comprovada motivação política na mudança de cores dos ônibus, o Ministério Público pode multar a Prefeitura de Mauá, e mandar refazer as pinturas da padronização. Qualquer cidadão pode acionar o Ministério Público.
VELA LINK DO DIÁRIO DO GRANDE ABC:
http://www.dgabc.com.br/News/5899987/maua-ira-mudar-a-cor-dos-onibus-municipais.aspx
A Prefeitura de Mauá, no ABC Paulista, trabalho com afinco.
Trabalha para mudar as cores dos ônibus municipais.
O sistema municipal desde novembro do ano passado tem registrado mudanças importantes:
• A entrada de uma nova empresa operadora em 18 linhas do Lote 02 da cidade, a Leblon, que trouxe 100% de ônibus novos e com acessibilidade
• Nova Bilhetagem Eletrônica, com o Cartão Da Hora
• Integração não apenas dentro do Terminal Central da cidade, como era antes, mas também pelo bilhete eletrônico em qualquer ponto, dentro do prazo de uma hora
• Monitoramento de GPS em todos os ônibus municipais
• Possibilidade de acompanhar o posicionamento, os horários e as vias atendidas por todo cidadão nos sites das duas empresas. Viação Cidade de Mauá ( http://www.viacaocidadedemaua.com.br/linhas.php ) e Leblon Transporte de Passageiros (http://www.leblontransporte.com.br/linhas_maua_urbano.html )
• Sistema tronco-alimentador: O Terminal do Zaíra possibilitou que as linhas do Zaíra 3, 5 e 6 se tornassem alimentadoras e em vez de os ônibus irem com lotação incompleta até o Centro da cidade, gerando poluição e trânsito na já tumultuada Avenida Presidente Castelo Branco, eles circulam nos bairros, diminuindo o intervalo e o tempo de espera. Os passageiros no Terminal Zaíra fazem a transferência de graça para ônibus de maior porte, mas que substituem vários veículos, que prestam serviços nas linhas 080 Troncal (Terminal Zaíra – Terminal Centro), 084 (Zaíra 4 – Terminal Central) e de forma inédita no ABC Paulista contam com uma linha Expressa, a linha 356, que liga o Terminal Zaíra ao Terminal Central, sem paradas em pontos, o que reduz em mais da metade o tempo de viagem. Todo este sistema é operado pela Leblon Transporte de Passageiros, mas a intenção é que haja semelhante nas linhas da Viação Cidade de Mauá, antiga Viação Barão de Mauá.
Um dos pontos destes avanços é a existência de duas empresas que pertencem a grupos diferentes, o que gera concorrência em alguns pontos da cidade. Há mais de 30 anos, Mauá só teve um grupo operador, o de Baltazar José de Sousa, que controlava duas empresas: A Viação Barão de Mauá e a Viação Januária. Depois de muita batalha judicial, e até ações criminosas contra a Prefeitura e a Leblon Transporte de Passageiros, a empresa paranaense conseguiu assumir o lote 02, começando as operações no dia 06 de novembro.
A população logo percebeu a mudança pela diferenciação de pintura dos ônibus. A Viação Cidade de Mauá continuava com o antigo padrão de cores, estabelecido pelo governo de Oswaldo Dias, do PT, com cor predominantemente vermelha e branca (as mesmas cores do partido) e a Leblon entrou com as cores prata e azul e um símbolo de uma águia formada por rostos humanos, o que indica que os transportadores devem ter a agilidade e a visão de uma águia, mas devem fazer todos os seus serviços para o ser humano, segundo a própria Leblon.
O fato de haver duas cores diferentes agradou a população que pode perceber melhor a diferença de qualidade das duas empresas e principalmente identificar melhor nos pontos qual o ônibus que atende os bairros onde moram e trabalham.
A Prefeitura diz que a cidade é uma só, já que nos transportes há ainda a impressão de haver “duas Mauás”, embora a Viação Cidade de Mauá tenha melhorado os serviços, mas não sua cultura.
Mas o nivelamento pode ser um tiro no pé da própria prefeitura que quer impor sua marca e de seu partido nas latarias dos ônibus, pois a percepção normalmente é para o lado pior dos serviços.
Isso sem contar no dinheiro do passageiro investido pela nova empresa de ônibus, a Leblon, se tiver de mudar de pintura, que poderia ser usado em outras ações, como manutenção, ampliação de frota, aperfeiçoamento dos serviços ou mesmo reforço da saúde financeira da companhia.
É um passo atrás nas mudanças importantes dos transportes que Mauá tem vivenciado. Pode ser um tiro no pé de Oswaldo Dias.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Agora o Ministério Publico da cidade de Mauá poderá investigar isso, uma vez que se descobriu que a padronização naquele municipio tem função exclusivamente politica e eleitoreira, não trazendo beneficio algum para a população.
Se o Ministério Publico daquela cidade abraçar esta causa e mover ações contra esta aberração, será um tremendo avanço, uma vez que isso também poderá ser feito em outras cidades onde ela está sendo inplantada ou ja foi inplantada.
Tal situação corrompe a ideia de poder concedente e operador privado, uma vez que passa a falsa impressão de que o serviço é operado pelo poder publico, quando na verdade é operado pela iniciativa privada. E como se existisse uma CTC ou uma CMTC (empresas de ônibus estatiasa com frota, funcionários e linhas próprias) virtual quando na verdade ela não existe na prática. E como se ainda existisse a CTC-RJ e esta tivesse terceirizado sua frota e parte de funcionários, só administrando as linhas e tendo funcionários no serviço fim, o que na prática não é verdade. Em resumo, se o estado atua como poder concedente, quem tem que aparecer não é ele e sim o concessionário, como acontece com serviços como telefonia, ferrovias, rodovias, metrô e outros serviços privatizados e não o governo. Se fosse assim a MRS deveria se chamar RFFSA ou Valec, a Oi: Telerj ou Telebras, Telefônica: Telesp, Ampla:Cerj, Supervia: Flumitrens, CCR: Dnit, Barcas Sa: Conerj, por exemplo.
Devemos barrar o mau uso dos serviços, pois tal situação é um tremendo abuso na vida dos brasileiros. Caso Ministério Publico de Mauá assuma esta causa, vamos procurar os Ministérios Publicos de outras cidades do pais para lutar contra esta sacanagem. E só
NOVA PADRONIZAÇÃO DE MAUÁ TERÁ CORES DO PT. MINISTÉRIO PÚBLICO PODE SER ACIONADO

Pintura da Viação Cidade de Mauá já segue padronização adotada pelo PT antes da reformulação dos transportes.
Cores da nova padronização, que devem anular o azul da e prata e a mensagem
de força e visão voltada às pessoas que transmite a águia formada por rostos humanos da Leblon,
devem privilegiar as cores do PT de Oswaldo Dias. Foto: Adamo Bazani
Cores da nova padronização, que devem anular o azul da e prata e a mensagem
de força e visão voltada às pessoas que transmite a águia formada por rostos humanos da Leblon,
devem privilegiar as cores do PT de Oswaldo Dias. Foto: Adamo Bazani
Se for comprovada motivação política na mudança do padrão de pintura de ônibus, Ministério Público pode ser acionado
ADAMO BAZANI – CBN
A Prefeitura de Mauá deve colocar as cores do PT, partido do chefe do executivo, Oswaldo Dias, na nova padronização de pinturas de ônibus da cidade.
Há menos de um ano, no dia 06 de novembro, entrou uma nova operadora de ônibus na cidade, a Leblon, dentro da reestruturação dos transportes de Mauá.
A empresa entrou com cores próprias, autorizada pelo poder público, e a população começou a assimilar melhor as diferenças de qualidade entre as duas viações que operam na cidade. Além disso, os passageiros com dificuldades visuais conseguiram identificar melhor os ônibus que servem os seus bairros, diferenciando dos outros.
Um especialista em direito público ouvido pelo jornal Diário do Grande ABC, André Castro Carvalho, afirmou que se for comprovada motivação política na mudança de cores dos ônibus, o Ministério Público pode multar a Prefeitura de Mauá, e mandar refazer as pinturas da padronização. Qualquer cidadão pode acionar o Ministério Público.
VELA LINK DO DIÁRIO DO GRANDE ABC:
http://www.dgabc.com.br/News/5899987/maua-ira-mudar-a-cor-dos-onibus-municipais.aspx
A Prefeitura de Mauá, no ABC Paulista, trabalho com afinco.
Trabalha para mudar as cores dos ônibus municipais.
O sistema municipal desde novembro do ano passado tem registrado mudanças importantes:
• A entrada de uma nova empresa operadora em 18 linhas do Lote 02 da cidade, a Leblon, que trouxe 100% de ônibus novos e com acessibilidade
• Nova Bilhetagem Eletrônica, com o Cartão Da Hora
• Integração não apenas dentro do Terminal Central da cidade, como era antes, mas também pelo bilhete eletrônico em qualquer ponto, dentro do prazo de uma hora
• Monitoramento de GPS em todos os ônibus municipais
• Possibilidade de acompanhar o posicionamento, os horários e as vias atendidas por todo cidadão nos sites das duas empresas. Viação Cidade de Mauá ( http://www.viacaocidadedemaua.com.br/linhas.php ) e Leblon Transporte de Passageiros (http://www.leblontransporte.com.br/linhas_maua_urbano.html )
• Sistema tronco-alimentador: O Terminal do Zaíra possibilitou que as linhas do Zaíra 3, 5 e 6 se tornassem alimentadoras e em vez de os ônibus irem com lotação incompleta até o Centro da cidade, gerando poluição e trânsito na já tumultuada Avenida Presidente Castelo Branco, eles circulam nos bairros, diminuindo o intervalo e o tempo de espera. Os passageiros no Terminal Zaíra fazem a transferência de graça para ônibus de maior porte, mas que substituem vários veículos, que prestam serviços nas linhas 080 Troncal (Terminal Zaíra – Terminal Centro), 084 (Zaíra 4 – Terminal Central) e de forma inédita no ABC Paulista contam com uma linha Expressa, a linha 356, que liga o Terminal Zaíra ao Terminal Central, sem paradas em pontos, o que reduz em mais da metade o tempo de viagem. Todo este sistema é operado pela Leblon Transporte de Passageiros, mas a intenção é que haja semelhante nas linhas da Viação Cidade de Mauá, antiga Viação Barão de Mauá.
Um dos pontos destes avanços é a existência de duas empresas que pertencem a grupos diferentes, o que gera concorrência em alguns pontos da cidade. Há mais de 30 anos, Mauá só teve um grupo operador, o de Baltazar José de Sousa, que controlava duas empresas: A Viação Barão de Mauá e a Viação Januária. Depois de muita batalha judicial, e até ações criminosas contra a Prefeitura e a Leblon Transporte de Passageiros, a empresa paranaense conseguiu assumir o lote 02, começando as operações no dia 06 de novembro.
A população logo percebeu a mudança pela diferenciação de pintura dos ônibus. A Viação Cidade de Mauá continuava com o antigo padrão de cores, estabelecido pelo governo de Oswaldo Dias, do PT, com cor predominantemente vermelha e branca (as mesmas cores do partido) e a Leblon entrou com as cores prata e azul e um símbolo de uma águia formada por rostos humanos, o que indica que os transportadores devem ter a agilidade e a visão de uma águia, mas devem fazer todos os seus serviços para o ser humano, segundo a própria Leblon.
O fato de haver duas cores diferentes agradou a população que pode perceber melhor a diferença de qualidade das duas empresas e principalmente identificar melhor nos pontos qual o ônibus que atende os bairros onde moram e trabalham.
A Prefeitura diz que a cidade é uma só, já que nos transportes há ainda a impressão de haver “duas Mauás”, embora a Viação Cidade de Mauá tenha melhorado os serviços, mas não sua cultura.
Mas o nivelamento pode ser um tiro no pé da própria prefeitura que quer impor sua marca e de seu partido nas latarias dos ônibus, pois a percepção normalmente é para o lado pior dos serviços.
Isso sem contar no dinheiro do passageiro investido pela nova empresa de ônibus, a Leblon, se tiver de mudar de pintura, que poderia ser usado em outras ações, como manutenção, ampliação de frota, aperfeiçoamento dos serviços ou mesmo reforço da saúde financeira da companhia.
É um passo atrás nas mudanças importantes dos transportes que Mauá tem vivenciado. Pode ser um tiro no pé de Oswaldo Dias.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Adamo Bazani denuncia o uso politico da pintura padronizada em Mauá-SP
Como já era de se esperar, já estão usando a pintura padronizada para fins eleitoreiros. O seu objetivo desde o começo não era organizar transportes e sim fazer promoção politica de politicos corrúptos. Neste texto do jornalista Adamo Bazani, ele denuncia o uso eleitoreiro da mesma onde o prefeito resolveu adota-la um anos antes das eleições municipais. O mesmo exemplo cabe ao Rio, onde esta não é nem usada no sistema SRO(BRS). Temos não apenas que denunciar este uso eleitoreiro, como impedir que esta medida que só prejudica a população em todos os sentidos, seja implantada nas demais cidades do pais. Como ja foi dito aqui exaustivamente, ela só serve para uso eleitoreiro e ocultar empresas corrúptas e nada mais.Enquanto isso, assinem o abaixo assaindao ao lado deste texto. Pensem nisso!
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Mauá quer padronizar pintura de ônibus
Passageiros aprovaram que cada empresa tivesse sua cor, mesmo assim Prefeitura quer impor sua marca nas latarias
ADAMO BAZANI – CBN
Mauá, na Grande São Paulo, que tem vários problemas de transportes, mas que tem recebido elogios pelas mudanças que vem realizando, como a entrada de uma nova empresa operadora, a instalação de um sistema tronco-alimentador de uso de linhas mais racionais e a renovação de frota, pode tomar uma medida que deve desagradar os usuários do sistema.
A administração municipal estuda em criar uma autarquia de transportes e como primeira medida quer padronizar as pinturas dos ônibus que operam os dois lotes da cidade.
Atualmente, a vida do passageiro de ônibus de Mauá, principalmente dos que possuem mais dificuldades de visão, foi facilitada, pelo fato de as duas empresas terem cores e desenhos diferentes. A VCM – Viação Cidade de Mauá – adora a padronização antiga com as cores branca, vermelha e azul, formando uma espécie de sorriso no desenho, igual ao símbolo da prefeitura.
A operadora mais nova, Leblon Transporte de Passageiros Ltda, que presta serviços desde 06 de novembro de 2010, já possui uma pintura mais sofisticada: prata e azul com uma águia formada por rostos humanos.
De acordo com a empresa, a pintura foi permitida desde a época do edital de licitação e foi feita especialmente para Mauá, já que onde opera há mais tempo, nas cidades de Fazenda Rio Grande e Curitiba, no Paraná, há padronização das cores dos ônibus conforme os serviços e linhas atendidos.
A pintura concorre a prêmios nacionais de desenhos de frota.
A empresa diz que o desenho reflete o que deve ser os transportes coletivos. Um transportador deve ter a força, a agilidade e a visão de uma águia, que é determinada em seus objetivos e impõe respeito. Mas ela abriga a quem é responsável. Como os transportes são feitos por seres humanos e para seres humanos, os rostos formam a águia demonstrando a preocupação e a prioridade que os serviços devem dar ao ser humano. Ou seja, são seres humanos servindo seres humanos, na visão da empresa.
A população acha bonita a pintura, que é metálica e escolhe as cores azul e prata para fazer uma referência às cores da cidade e também ser uma combinação suave, não agressiva e que não destoa na paisagem urbana.
A população aprova, tanto pela beleza da pintura, na opinião dos usuários, como pela facilidade de diferenciar os dois serviços.
Mas Mauá, em ano de eleição, quer nivelar as duas empresas de ônibus, impossibilitando de o passageiro por ele mesmo saber as diferenças entre elas de maneira mais fácil, e impor sua marca.
É verdade que o poder público tem méritos nas mudanças que ocorrem nos transportes de Mauá.

Mas vale ressaltar, antes de colocar sua marca nos ônibus com predominância, que foram as empresas que compraram os veículos e que investiram milhões em renovação da frota. A Leblon entrou na cidade com todos 86 ônibus 0 km e a Viação Cidade de Mauá também trouxe vários veículos novos.
Já existe até um profissional na área de design elaborando a pintura da Prefeitura.
Só de saber que duas empresas diferentes podem ser niveladas e que a identificação dos ônibus nas ruas será mais difícil, a população não aprova a idéia.
Mauá se destacava justamente por quebrar os paradigmas das padronizações.
A questão da padronização das pinturas de ônibus é polêmica e mostra o quanto as diversas esferas do poder público querem aproveitar cada espaço na cidade para imporem suas marcas e as dos seus respectivos partidos.
Há vários casos emblemáticos que fizeram com que o dinheiro público e das empresas de ônibus, que vem do público também, fosse tratado de foram ridícula também.
No início dos anos 2000, quando Marta Suplicy assumiu a Prefeitura de São Paulo, a pintura que era para ser padrão na cidade tinha cinco “bonequinhos”, de bracinhos dados, que davam a impressão de serem estrelas vermelhas. O símbolo, que a administração pública dizia representar união e integração, na verdade mais lembrava a estrela do PT, símbolo do partido de Marta Suplicy.
A prefeita foi obrigada a mudar a padronização para uma mais racional adotada nos dias de hoje, apesar de tal padronização não dar direito de o cidadão saber de maneira facilitada a empresa que presta serviços.
Em Santo André, o desrespeito com o dinheiro dos passageiros foi maior ainda.
No final de 2008, o prefeito petista João Avamileno determinou que o azulão que já padronizava os ônibus da cidade desde 1997, quando o Prefeito Celso Daniel privatizou os serviços operacionais da EPT (Empresa Pública de Transportes) e reorganizou os transportes, fosse substituído por uma pintura nas cores branca e vermelha, ciom um pequeno detalhe azul.
No mesmo ano, o candidato a Prefeitura Vanderlei Siraque, do PT, cotado como favorito perde as eleições para o médico Aidan Ravin, do PTB, partido rival histórico do PT na cidade.
Em 2009, quando Ravin assumiu, uma das primeiras medidas foi determinar a troca da cor dos ônibus. Com o mesmo desenho, o vermelho teve de dar lugar ao azul. Ocorre que as empresas nem tiveram tempo de trocar o azulão de Celso Daniel, tiveram de adotar uma terceira pintura em menos de 09 meses depois da determinação do ex prefeito João Avamileno.
Em nome da política, a padronização, que em tese significa organização dos transportes virou bagunça total. Na mesma linha, havia empresas na cor azul Celso Daniel, vermelho João Avamileno e Azul mais claro no tom Aidan Ravin.
O petebista afirmava que os ônibus e os pontos tinham de ter as cores da bandeira da cidade e que não havia motivação política. Mas o objetivo seria mesmo apagar as marcas do PT na cidade.
Com isso, dinheiro das passagens das empresas de ônibus que poderia ser investido em renovação de frota, em manutenção ou mesmo no caixa para a saúde financeira da empresa, foi gasto em tinta. O nome EPT, que já era gerenciadora dos transportes, foi trocado para SATRANS. Ocorre que a autarquia não mudou praticamente em nada sua função. O munícipe teve dinheiro gasto, com a burocracia de mudança de nome, só para que o nome da antiga administração não fosse lembrado mais pela população.
Teve de aderia à pintura de Aidan até mesmo a Expresso Guarará, que não faz parte do Consórcio União Santo André, pois opera depois de vencer a licitação do Sistema de Vila Luzita, que possui um corredor, terminal e linhas alimentadoras (AL) e troncais (TR), tinha uma pintura diferenciada para mostrar que prestava serviços em um sistema diferente. Era uma pintura predominantemente branca, com detalhes azuis e vermelhos.
Em Santo André a situação é tão explícita que, com exceção da Expresso Guarará, todos os ônibus do Consórcio União Santo André sequer levam os nomes de suas empresas, Na parte traseira dos veículos, está escrito União Santo André, o nome do Consórcio. Se o passageiro quiser saber qual empresa o serve ou qual o ônibus por exemplo que arrancou o retrovisor de um carro e fugiu, tem de decorar o prefixo que fica na frente do número do ônibus, o que ninguém é obrigado a saber. (01 –Viações Guaianazes e Curuçá, 02 Viação Vaz, 03 Transporte Coletivo Parque das Nações, 04 ETURSA – Empresa de Transportes Urbanos Rodoviários de Santo André e 05 – EUSA – Empresa Urbana Santo André).
O Rio de Janeiro, considerada a capital exemplo de preservação das pinturas de ônibus que preservavam a identidade que as pessoas tinham com as empresas, aboliu neste ano esta ligação entre população e transportes públicos, e na formação dos consórcios adotou pinturas padronizadas.
Agora com Mauá, deve se repetir a novela.
Os ônibus, que começaram a ter aprovação de parte da população, vão ter de seguir a caprichos de administração pública, coincidência ou não, em ano de eleições.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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MAUÁ QUER PADRONIZAR PINTURAS DE ÔNIBUS EM ÉPOCA DE ELEIÇÃO

Visão e força como da águia, impondo respeito são características
predominantes nos transportes coletivos.
Mas os serviços são feitos por seres humanos e para o ser humano.
Assim, a águia é formada por rostos de pessoas.
Esta é a visão de como devem ser os serviços de acordo com o
Grupo Leblon Transporte de Passageiros
As cores remetem tranqüilidade, não agressão ao ambiente urbano
e às cores da bandeira de Mauá.
Tudo isso pode ser anulado com a padronização de pinturas que a
prefeitura quer fazer, evidenciando
sua marca nas latarias dos ônibus em ano eleitoral. Foto: Adamo Bazani
predominantes nos transportes coletivos.
Mas os serviços são feitos por seres humanos e para o ser humano.
Assim, a águia é formada por rostos de pessoas.
Esta é a visão de como devem ser os serviços de acordo com o
Grupo Leblon Transporte de Passageiros
As cores remetem tranqüilidade, não agressão ao ambiente urbano
e às cores da bandeira de Mauá.
Tudo isso pode ser anulado com a padronização de pinturas que a
prefeitura quer fazer, evidenciando
sua marca nas latarias dos ônibus em ano eleitoral. Foto: Adamo Bazani
Passageiros aprovaram que cada empresa tivesse sua cor, mesmo assim Prefeitura quer impor sua marca nas latarias
ADAMO BAZANI – CBN
Mauá, na Grande São Paulo, que tem vários problemas de transportes, mas que tem recebido elogios pelas mudanças que vem realizando, como a entrada de uma nova empresa operadora, a instalação de um sistema tronco-alimentador de uso de linhas mais racionais e a renovação de frota, pode tomar uma medida que deve desagradar os usuários do sistema.
A administração municipal estuda em criar uma autarquia de transportes e como primeira medida quer padronizar as pinturas dos ônibus que operam os dois lotes da cidade.
Atualmente, a vida do passageiro de ônibus de Mauá, principalmente dos que possuem mais dificuldades de visão, foi facilitada, pelo fato de as duas empresas terem cores e desenhos diferentes. A VCM – Viação Cidade de Mauá – adora a padronização antiga com as cores branca, vermelha e azul, formando uma espécie de sorriso no desenho, igual ao símbolo da prefeitura.
A operadora mais nova, Leblon Transporte de Passageiros Ltda, que presta serviços desde 06 de novembro de 2010, já possui uma pintura mais sofisticada: prata e azul com uma águia formada por rostos humanos.
De acordo com a empresa, a pintura foi permitida desde a época do edital de licitação e foi feita especialmente para Mauá, já que onde opera há mais tempo, nas cidades de Fazenda Rio Grande e Curitiba, no Paraná, há padronização das cores dos ônibus conforme os serviços e linhas atendidos.
A pintura concorre a prêmios nacionais de desenhos de frota.
A empresa diz que o desenho reflete o que deve ser os transportes coletivos. Um transportador deve ter a força, a agilidade e a visão de uma águia, que é determinada em seus objetivos e impõe respeito. Mas ela abriga a quem é responsável. Como os transportes são feitos por seres humanos e para seres humanos, os rostos formam a águia demonstrando a preocupação e a prioridade que os serviços devem dar ao ser humano. Ou seja, são seres humanos servindo seres humanos, na visão da empresa.
A população acha bonita a pintura, que é metálica e escolhe as cores azul e prata para fazer uma referência às cores da cidade e também ser uma combinação suave, não agressiva e que não destoa na paisagem urbana.
A população aprova, tanto pela beleza da pintura, na opinião dos usuários, como pela facilidade de diferenciar os dois serviços.
Mas Mauá, em ano de eleição, quer nivelar as duas empresas de ônibus, impossibilitando de o passageiro por ele mesmo saber as diferenças entre elas de maneira mais fácil, e impor sua marca.
É verdade que o poder público tem méritos nas mudanças que ocorrem nos transportes de Mauá.

Ônibus da Viação Cidade de Mauá seguem a pintura da antiga padronização municipal.
Mesmo assim, a diferenciação de suas cores com as da Leblon agradam
a população que identifica melhor o ônibus que deve pegar.
O fato de as duas empresas terem duas tonalidades e desenhos
diferentes ajuda principalmente a quem possui algum tipo de dificuldade
visual e também colabora para os usuários julgarem melhor a qualidade
de serviços entre as duas companhias, diferentemente de Santo André,
por exemplo, onde a população não tem sequer o direito de saber qual
empresa está prestando serviços em sua linha. Foto: Adamo Bazani.
Mesmo assim, a diferenciação de suas cores com as da Leblon agradam
a população que identifica melhor o ônibus que deve pegar.
O fato de as duas empresas terem duas tonalidades e desenhos
diferentes ajuda principalmente a quem possui algum tipo de dificuldade
visual e também colabora para os usuários julgarem melhor a qualidade
de serviços entre as duas companhias, diferentemente de Santo André,
por exemplo, onde a população não tem sequer o direito de saber qual
empresa está prestando serviços em sua linha. Foto: Adamo Bazani.
Já existe até um profissional na área de design elaborando a pintura da Prefeitura.
Só de saber que duas empresas diferentes podem ser niveladas e que a identificação dos ônibus nas ruas será mais difícil, a população não aprova a idéia.
Mauá se destacava justamente por quebrar os paradigmas das padronizações.
A questão da padronização das pinturas de ônibus é polêmica e mostra o quanto as diversas esferas do poder público querem aproveitar cada espaço na cidade para imporem suas marcas e as dos seus respectivos partidos.
Há vários casos emblemáticos que fizeram com que o dinheiro público e das empresas de ônibus, que vem do público também, fosse tratado de foram ridícula também.
No início dos anos 2000, quando Marta Suplicy assumiu a Prefeitura de São Paulo, a pintura que era para ser padrão na cidade tinha cinco “bonequinhos”, de bracinhos dados, que davam a impressão de serem estrelas vermelhas. O símbolo, que a administração pública dizia representar união e integração, na verdade mais lembrava a estrela do PT, símbolo do partido de Marta Suplicy.
A prefeita foi obrigada a mudar a padronização para uma mais racional adotada nos dias de hoje, apesar de tal padronização não dar direito de o cidadão saber de maneira facilitada a empresa que presta serviços.
Em Santo André, o desrespeito com o dinheiro dos passageiros foi maior ainda.
No final de 2008, o prefeito petista João Avamileno determinou que o azulão que já padronizava os ônibus da cidade desde 1997, quando o Prefeito Celso Daniel privatizou os serviços operacionais da EPT (Empresa Pública de Transportes) e reorganizou os transportes, fosse substituído por uma pintura nas cores branca e vermelha, ciom um pequeno detalhe azul.
No mesmo ano, o candidato a Prefeitura Vanderlei Siraque, do PT, cotado como favorito perde as eleições para o médico Aidan Ravin, do PTB, partido rival histórico do PT na cidade.
Em 2009, quando Ravin assumiu, uma das primeiras medidas foi determinar a troca da cor dos ônibus. Com o mesmo desenho, o vermelho teve de dar lugar ao azul. Ocorre que as empresas nem tiveram tempo de trocar o azulão de Celso Daniel, tiveram de adotar uma terceira pintura em menos de 09 meses depois da determinação do ex prefeito João Avamileno.
Em nome da política, a padronização, que em tese significa organização dos transportes virou bagunça total. Na mesma linha, havia empresas na cor azul Celso Daniel, vermelho João Avamileno e Azul mais claro no tom Aidan Ravin.
O petebista afirmava que os ônibus e os pontos tinham de ter as cores da bandeira da cidade e que não havia motivação política. Mas o objetivo seria mesmo apagar as marcas do PT na cidade.
Com isso, dinheiro das passagens das empresas de ônibus que poderia ser investido em renovação de frota, em manutenção ou mesmo no caixa para a saúde financeira da empresa, foi gasto em tinta. O nome EPT, que já era gerenciadora dos transportes, foi trocado para SATRANS. Ocorre que a autarquia não mudou praticamente em nada sua função. O munícipe teve dinheiro gasto, com a burocracia de mudança de nome, só para que o nome da antiga administração não fosse lembrado mais pela população.
Teve de aderia à pintura de Aidan até mesmo a Expresso Guarará, que não faz parte do Consórcio União Santo André, pois opera depois de vencer a licitação do Sistema de Vila Luzita, que possui um corredor, terminal e linhas alimentadoras (AL) e troncais (TR), tinha uma pintura diferenciada para mostrar que prestava serviços em um sistema diferente. Era uma pintura predominantemente branca, com detalhes azuis e vermelhos.
Em Santo André a situação é tão explícita que, com exceção da Expresso Guarará, todos os ônibus do Consórcio União Santo André sequer levam os nomes de suas empresas, Na parte traseira dos veículos, está escrito União Santo André, o nome do Consórcio. Se o passageiro quiser saber qual empresa o serve ou qual o ônibus por exemplo que arrancou o retrovisor de um carro e fugiu, tem de decorar o prefixo que fica na frente do número do ônibus, o que ninguém é obrigado a saber. (01 –Viações Guaianazes e Curuçá, 02 Viação Vaz, 03 Transporte Coletivo Parque das Nações, 04 ETURSA – Empresa de Transportes Urbanos Rodoviários de Santo André e 05 – EUSA – Empresa Urbana Santo André).
O Rio de Janeiro, considerada a capital exemplo de preservação das pinturas de ônibus que preservavam a identidade que as pessoas tinham com as empresas, aboliu neste ano esta ligação entre população e transportes públicos, e na formação dos consórcios adotou pinturas padronizadas.
Agora com Mauá, deve se repetir a novela.
Os ônibus, que começaram a ter aprovação de parte da população, vão ter de seguir a caprichos de administração pública, coincidência ou não, em ano de eleições.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
Ramau di guapimirim ista çuspençu
A Supervia deve achar que quem mora em Guapimirim vive na roça ou é analfabeto ou roceiro. Vejam o erro de português na mensagem de plataforma da mesma.
domingo, 10 de julho de 2011
Empresas de ônibus estão sentido na pele o que elas fizeram com o transporte ferroviário ha 50 anos atrás
Após se aproveitar da decadência do transporte ferroviário de passageiros, de eleger politicos contra este tipo de transporte e formar poderosissímos lobbys para acabar ou mesmo impedir a volta dos trens de passageiros, eis que agora elas começam a beber do próprio veneno. Agora sofrem a concorrência predatória do transporte aéreo, do transporte pirata e dos grandes vilões da atualidade, os automoveis. Mas elas ainda tem fôlego para reagir. Já começam a fazer promoções, a criar tímidos programas de milhagens e até parcelar passagens em lojas como Casas Bahia, por exemplo. Leiam este texto do Adamo Bazani.
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Ônibus novos e confortáveis que oferecem muito mais espaço e bem estar que qualquer avião.
Mas as estratégias das viações para conter a perda de passageiros para o avião não se limitam apenas a isso.
Um melhor atendimento ao passageiro, parcelamento e desconto nas passagens e até vendas em faculdades e
nas Casas Bahia são ações das empresas de ônibus frente ao setor aéreo.
Foto: Adamo Bazani.A Agência O Globo traz uma matéria com algumas empresas de ônibus sobre as estratégias do setor para recuperar parte dos passageiros perdidos para as companhias aéreas em trajetos acima de 75 quilômetros.
Estas estratégias não se limitam apenas à compra de veículos novos, embora que a ação faz parte dos planos para atrair os passageiros. Passagens vendidas pela internet, com desconto e parceladas e até comercialização em bilhetes em faculdades e lojas de varejo como as Casas Bahia fazem parte das ações. Foram ouvidas grande viações como Águia Branca, 1001 e Cometa, do Grupo JCA, e Itapemirim.
CONFIRA: Numa tentativa de driblar a perda de clientes para as companhias aéreas, as empresas de ônibus estão se renovando. Já parcelam os bilhetes em até seis vezes, lançam programas de milhagem, oferecem tarifas diferenciadas para as poltronas e estão até implantando totens de autoatendimento para quem compra passagens pela internet, uma espécie de check-in antecipado. Além das novidades, algumas chegam a oferecer descontos de até 50% no valor das passagens, de olho nas classes D e E.
Nos últimos dois anos, o número de passageiros de ônibus que viajaram longas distâncias (acima de 75 quilômetros) caiu 9%, de quase 54 milhões em 2008 para 49 milhões em 2010, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). No mesmo período, o número dos que escolheram o avião para viajar pelo Brasil — a briga entre aéreas e ônibus se dá nos trajetos domésticos — saltou 39,4%, para 139,4 milhões, de acordo com a Infraero. Foram essas estatísticas discrepantes que fizeram as empresas de ônibus se mexer e inovar sua estratégia para atrair clientes.
A Viação 1001, do grupo JCA, iniciou em maio passado o parcelamento em até seis vezes sem juros no cartão de crédito e avalia estendê-lo até dez vezes, sem valor mínimo de compra. Até então, o cliente só podia dividir em três vezes com valor mínimo de R$ 100. A companhia também vai lançar no segundo semestre o programa Conta Giro, em que os passageiros acumulam pontos e podem trocá-los por bilhetes, uma espécie de programa de milhagem. A iniciativa, segundo o diretor-executivo da empresa, Heinz Wolfgang, visa especialmente às classes D e E, que não costumam ter cartão de crédito e já começam a viajar com a família de ônibus.
“Da mesma forma que a classe C galgou degraus e está viajando de avião, as classes D e E também estão estreando no ônibus nas viagens de férias”, disse o diretor.
As classes D e E também são o novo foco da Itapemirim, que tem apostado nos preços baixos para atrair a nova clientela. Até junho, a empresa oferecia desconto de até 45% em alguns trechos, como na rota Rio-São Paulo (R$ 99). Também elegeu alguns trajetos para oferecer tarifas promocionais a quem compra com antecedência, a exemplo do que fazem as companhias aéreas. Por exemplo, os seis primeiros que compraram assentos em cada um dos ônibus que partem do Rio para Vitória pagaram R$ 45 até o fim de junho. Os menos apressados (são 42 lugares em média nos ônibus) desembolsaram R$ 79 ou 83% mais. Estratégia semelhante deve ser adotada nos próximos meses.
“São estratégias como essas que têm nos permitido estabilizar o número de passageiros transportados em 3,5 milhões por ano”, diz o gerente nacional de vendas da Itapemirim, Emílio Mendes, frisando que, além das aéreas, os ônibus têm perdido clientes para o transporte pirata e para os automóveis particulares.
A capixaba Águia Branca igualmente entrou na guerra de preços. Entre as promoções que oferecia mês passado estava Vitória-Salvador (R$ 99, desconto de 50%). Se o passageiro optasse por encurtar a viagem e fazer o trajeto de avião, pagaria de R$ 169 a R$ 209 por perna para voar o mesmo trecho, segundo pesquisa feita pelo GLOBO nos sites das principais aéreas do país. A empresa também está reforçando as rotas em que não há concorrência aérea direta. Assim, espera elevar o faturamento este ano em 3%.
“Nas viagens de capital a capital, superior a mil quilômetros, o setor aéreo é mais competitivo. Isso porque os aeroportos costumam se localizar nas capitais e, por isso, o passageiro não precisa fazer outra viagem para chegar ao destino final. Caso contrário, o ônibus torna-se mais competitivo, devido à sua capilaridade”, avalia Paula Corrêa, diretora Comercial e de Marketing da Viação Águia Branca.
As empresas também estão renovando esforços para recuperar clientes que faziam o trecho Rio-São Paulo, uma turma que preferiu a rapidez e o conforto dos aviões e abandonou os ônibus. Na Viação 1001, por exemplo, nos quatro primeiros meses do ano houve perda de 4% no número de passageiros nessa rota.
Por isso, a companhia passou a oferecer mais uma facilidade a quem embarca na Rodoviária Novo Rio e na Rodoviária Tietê (SP): as chamadas salas net, em que os passageiros que compram pela internet retiram seus bilhetes sem enfrentar filas nos guichês. Também mantém cinco salas VIP em rodoviárias do Sudeste. Além disso, seus ônibus já estão equipados com tomadas, de modo que os passageiros possam recarregar laptops e outros eletrônicos durante a viagem.
A Viação Cometa, por sua vez, fechou parcerias há 15 dias com uma faculdade paulista para venda das passagens em duas de suas unidades. A exemplo do que vêm fazendo algumas aéreas, também mantém um canal de vendas em lojas de varejo, como na matriz da Casas Bahia, em São Caetano do Sul, e parcela o valor dos bilhetes em até seis vezes. Tem apostado ainda em ônibus mais modernos: investiu R$ 65 milhões este ano na aquisição de 128 carros para renovar a frota, de mil veículos.
Da Agência O Globo"
Blog Ponto de ônibus
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CRESCIMENTO DO SETOR AÉREO: AS EMPRESAS DE ÔNIBUS TENTAM REAGIR

Ônibus novos e confortáveis que oferecem muito mais espaço e bem estar que qualquer avião.
Mas as estratégias das viações para conter a perda de passageiros para o avião não se limitam apenas a isso.
Um melhor atendimento ao passageiro, parcelamento e desconto nas passagens e até vendas em faculdades e
nas Casas Bahia são ações das empresas de ônibus frente ao setor aéreo.
Foto: Adamo Bazani.
Estas estratégias não se limitam apenas à compra de veículos novos, embora que a ação faz parte dos planos para atrair os passageiros. Passagens vendidas pela internet, com desconto e parceladas e até comercialização em bilhetes em faculdades e lojas de varejo como as Casas Bahia fazem parte das ações. Foram ouvidas grande viações como Águia Branca, 1001 e Cometa, do Grupo JCA, e Itapemirim.
CONFIRA: Numa tentativa de driblar a perda de clientes para as companhias aéreas, as empresas de ônibus estão se renovando. Já parcelam os bilhetes em até seis vezes, lançam programas de milhagem, oferecem tarifas diferenciadas para as poltronas e estão até implantando totens de autoatendimento para quem compra passagens pela internet, uma espécie de check-in antecipado. Além das novidades, algumas chegam a oferecer descontos de até 50% no valor das passagens, de olho nas classes D e E.
Nos últimos dois anos, o número de passageiros de ônibus que viajaram longas distâncias (acima de 75 quilômetros) caiu 9%, de quase 54 milhões em 2008 para 49 milhões em 2010, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). No mesmo período, o número dos que escolheram o avião para viajar pelo Brasil — a briga entre aéreas e ônibus se dá nos trajetos domésticos — saltou 39,4%, para 139,4 milhões, de acordo com a Infraero. Foram essas estatísticas discrepantes que fizeram as empresas de ônibus se mexer e inovar sua estratégia para atrair clientes.
A Viação 1001, do grupo JCA, iniciou em maio passado o parcelamento em até seis vezes sem juros no cartão de crédito e avalia estendê-lo até dez vezes, sem valor mínimo de compra. Até então, o cliente só podia dividir em três vezes com valor mínimo de R$ 100. A companhia também vai lançar no segundo semestre o programa Conta Giro, em que os passageiros acumulam pontos e podem trocá-los por bilhetes, uma espécie de programa de milhagem. A iniciativa, segundo o diretor-executivo da empresa, Heinz Wolfgang, visa especialmente às classes D e E, que não costumam ter cartão de crédito e já começam a viajar com a família de ônibus.
“Da mesma forma que a classe C galgou degraus e está viajando de avião, as classes D e E também estão estreando no ônibus nas viagens de férias”, disse o diretor.
As classes D e E também são o novo foco da Itapemirim, que tem apostado nos preços baixos para atrair a nova clientela. Até junho, a empresa oferecia desconto de até 45% em alguns trechos, como na rota Rio-São Paulo (R$ 99). Também elegeu alguns trajetos para oferecer tarifas promocionais a quem compra com antecedência, a exemplo do que fazem as companhias aéreas. Por exemplo, os seis primeiros que compraram assentos em cada um dos ônibus que partem do Rio para Vitória pagaram R$ 45 até o fim de junho. Os menos apressados (são 42 lugares em média nos ônibus) desembolsaram R$ 79 ou 83% mais. Estratégia semelhante deve ser adotada nos próximos meses.
“São estratégias como essas que têm nos permitido estabilizar o número de passageiros transportados em 3,5 milhões por ano”, diz o gerente nacional de vendas da Itapemirim, Emílio Mendes, frisando que, além das aéreas, os ônibus têm perdido clientes para o transporte pirata e para os automóveis particulares.
A capixaba Águia Branca igualmente entrou na guerra de preços. Entre as promoções que oferecia mês passado estava Vitória-Salvador (R$ 99, desconto de 50%). Se o passageiro optasse por encurtar a viagem e fazer o trajeto de avião, pagaria de R$ 169 a R$ 209 por perna para voar o mesmo trecho, segundo pesquisa feita pelo GLOBO nos sites das principais aéreas do país. A empresa também está reforçando as rotas em que não há concorrência aérea direta. Assim, espera elevar o faturamento este ano em 3%.
“Nas viagens de capital a capital, superior a mil quilômetros, o setor aéreo é mais competitivo. Isso porque os aeroportos costumam se localizar nas capitais e, por isso, o passageiro não precisa fazer outra viagem para chegar ao destino final. Caso contrário, o ônibus torna-se mais competitivo, devido à sua capilaridade”, avalia Paula Corrêa, diretora Comercial e de Marketing da Viação Águia Branca.
As empresas também estão renovando esforços para recuperar clientes que faziam o trecho Rio-São Paulo, uma turma que preferiu a rapidez e o conforto dos aviões e abandonou os ônibus. Na Viação 1001, por exemplo, nos quatro primeiros meses do ano houve perda de 4% no número de passageiros nessa rota.
Por isso, a companhia passou a oferecer mais uma facilidade a quem embarca na Rodoviária Novo Rio e na Rodoviária Tietê (SP): as chamadas salas net, em que os passageiros que compram pela internet retiram seus bilhetes sem enfrentar filas nos guichês. Também mantém cinco salas VIP em rodoviárias do Sudeste. Além disso, seus ônibus já estão equipados com tomadas, de modo que os passageiros possam recarregar laptops e outros eletrônicos durante a viagem.
A Viação Cometa, por sua vez, fechou parcerias há 15 dias com uma faculdade paulista para venda das passagens em duas de suas unidades. A exemplo do que vêm fazendo algumas aéreas, também mantém um canal de vendas em lojas de varejo, como na matriz da Casas Bahia, em São Caetano do Sul, e parcela o valor dos bilhetes em até seis vezes. Tem apostado ainda em ônibus mais modernos: investiu R$ 65 milhões este ano na aquisição de 128 carros para renovar a frota, de mil veículos.
Da Agência O Globo"
Blog Ponto de ônibus
sábado, 9 de julho de 2011
Fato comprovado: multinacionais e empresas brasileiras passam a perna nos brasileiros.
Finalmente a grande imprensa e outros meios de comunicação ja perceberam que as multinacionais e empresas brasileiras passam a perna na gente. Ha dois anos atrás, escrevi um texto sobre isso no que se refere aos produtos chineses e a qualidade dos produtos nacionais de de grandes empresas multinacionais. Na época de fato, os celulares chineses citados no texto não tinham a qualidade que tem hoje, ou seja, atualmente não está deixando a dever aos melhores produtos, e o melhor, com preços justos.
Aqui sempre se justificou o alto preço por conta da alta carga tributária, algo que está sendo desmascarado até pelas Organizações Globo, através de uma matéria desta semana da revista Auto Esporte e num comentário feito por Carlos Alberto Sardemberg na CBN. Leiam o texto escrito no blog do Altamiro Borges.
Aqui sempre se justificou o alto preço por conta da alta carga tributária, algo que está sendo desmascarado até pelas Organizações Globo, através de uma matéria desta semana da revista Auto Esporte e num comentário feito por Carlos Alberto Sardemberg na CBN. Leiam o texto escrito no blog do Altamiro Borges.
“Custo Brasil” ou “lucro Brasil”?
Por Altamiro Borges
A elite patronal adora falar no tal “Custo Brasil”. Ambiciosa e marota, ela difunde que a economia é vítima da alta carga tributária e do elevado custo da força de trabalho. Repetitiva, ela usa sua mídia para defender a redução dos impostos e o corte dos direitos trabalhistas. Os editoriais do jornalões e os comentários na TV são unânimes na defesa deste "pensamento único" neoliberal.
Felizmente, ainda há jornalistas na velha mídia que não se submetem às bravatas empresariais e exercitam com ética a profissão – pesquisando as reais causas que entravam o desenvolvimento da economia. É o caso do jornalista Joel Leite, especialista no setor automobilístico, que produziu uma reportagem no UOL que desmascara o discurso do Custo Brasil. Reproduzo alguns trechos:
O carro mais caro do mundo
“O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os salários – e os benefícios sociais - representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.
A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor (...).
Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.
Pois bem: o Brasil fechou 2010 como quinto maior produtor de veículos do mundo e como quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades. Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?
Carga tributária caiu e preço do carro subiu
O imposto, o eterno vilão, caiu nos últimos anos. Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor até 100cv recolhia 34,8% (gasolina) e 32,5% (álcool). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a álcool. Hoje – com os critérios alterados – o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a álcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto é de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a álcool.
Quer dizer: o carro popular teve um acréscimo de 0,9 ponto percentual na carga tributária, enquanto nas demais categorias o imposto diminuiu: o carro médio a gasolina paga 4,4 pontos percentuais a menos. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, o imposto também caiu: 0,5 ponto no carro e gasolina (de 36.9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex.
Enquanto a carga tributária total do País, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010, o imposto sobre veículo não acompanhou esse aumento. Isso sem contar as ações do governo, que baixaram o IPI (retirou, no caso dos carros 1.0) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse totalmente repassado para o consumidor.
As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência fora-de-estrada. Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns têm suspensão elevada, pneus de uso misto, estribos laterais. Outros têm faróis de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma aparência mais esportiva.
Margem de lucro é três vezes maior que em outros países
O Banco Morgan concluiu que esses carros são altamente lucrativos, têm uma margem muito maior do que a dos carros dos quais são derivados. Os técnicos da instituição calcularam que o custo de produção desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, é 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas são vendidos por 10% a 15% a mais.
O Palio Adventure (que tem motor 1.8 e sistema locker), custa R$ 52,5 mil e a versão normal R$ 40,9 mil (motor 1.4), uma diferença de 28,5%. No caso do Doblò (que tem a mesma configuração), a versão Adventure custa 9,3% a mais. O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.
O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do carro no Brasil. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido no México por R$ 25,8 mil (versão LX). Neste preço está incluído o frete, de R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.
Adicionando os custos de impostos e distribuição aos R$ 20,3 mil, teremos R$ 16.413,32 de carga tributária (de 29,2%) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concessionárias (10%). A soma dá R$ 40.692,00. Considerando que nos R$ 20,3 mil faturados para o México a montadora já tem a sua margem de lucro, o “Lucro Brasil” (adicional) é de R$ 15.518,00: R$ 56.210,00 (preço vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.
Isso sem considerar que o carro que vai para o México tem mais equipamentos de série: freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo: 1.5 de 116cv. Será possível que a montadora tenha um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro desses? O que a Honda fala sobre isso? Nada. Consultada, a montadora apenas diz que a empresa “não fala sobre o assunto”.
Na Argentina, a versão básica, a LX com câmbio manual, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas, custa a partir de US$ 20.100 (R$ 35.600), segundo o Auto Blog. Já o Hyundai ix35 é vendido na Argentina com o nome de Novo Tucson 2011 por R$ 56 mil, 37% a menos do que o consumidor brasileiro paga por ele: R$ 88 mil.
A elite patronal adora falar no tal “Custo Brasil”. Ambiciosa e marota, ela difunde que a economia é vítima da alta carga tributária e do elevado custo da força de trabalho. Repetitiva, ela usa sua mídia para defender a redução dos impostos e o corte dos direitos trabalhistas. Os editoriais do jornalões e os comentários na TV são unânimes na defesa deste "pensamento único" neoliberal.
Felizmente, ainda há jornalistas na velha mídia que não se submetem às bravatas empresariais e exercitam com ética a profissão – pesquisando as reais causas que entravam o desenvolvimento da economia. É o caso do jornalista Joel Leite, especialista no setor automobilístico, que produziu uma reportagem no UOL que desmascara o discurso do Custo Brasil. Reproduzo alguns trechos:
O carro mais caro do mundo
“O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os salários – e os benefícios sociais - representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.
A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor (...).
Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.
Pois bem: o Brasil fechou 2010 como quinto maior produtor de veículos do mundo e como quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades. Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?
Carga tributária caiu e preço do carro subiu
O imposto, o eterno vilão, caiu nos últimos anos. Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor até 100cv recolhia 34,8% (gasolina) e 32,5% (álcool). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a álcool. Hoje – com os critérios alterados – o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a álcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto é de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a álcool.
Quer dizer: o carro popular teve um acréscimo de 0,9 ponto percentual na carga tributária, enquanto nas demais categorias o imposto diminuiu: o carro médio a gasolina paga 4,4 pontos percentuais a menos. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, o imposto também caiu: 0,5 ponto no carro e gasolina (de 36.9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex.
Enquanto a carga tributária total do País, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010, o imposto sobre veículo não acompanhou esse aumento. Isso sem contar as ações do governo, que baixaram o IPI (retirou, no caso dos carros 1.0) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse totalmente repassado para o consumidor.
As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência fora-de-estrada. Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns têm suspensão elevada, pneus de uso misto, estribos laterais. Outros têm faróis de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma aparência mais esportiva.
Margem de lucro é três vezes maior que em outros países
O Banco Morgan concluiu que esses carros são altamente lucrativos, têm uma margem muito maior do que a dos carros dos quais são derivados. Os técnicos da instituição calcularam que o custo de produção desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, é 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas são vendidos por 10% a 15% a mais.
O Palio Adventure (que tem motor 1.8 e sistema locker), custa R$ 52,5 mil e a versão normal R$ 40,9 mil (motor 1.4), uma diferença de 28,5%. No caso do Doblò (que tem a mesma configuração), a versão Adventure custa 9,3% a mais. O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.
O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do carro no Brasil. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido no México por R$ 25,8 mil (versão LX). Neste preço está incluído o frete, de R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.
Adicionando os custos de impostos e distribuição aos R$ 20,3 mil, teremos R$ 16.413,32 de carga tributária (de 29,2%) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concessionárias (10%). A soma dá R$ 40.692,00. Considerando que nos R$ 20,3 mil faturados para o México a montadora já tem a sua margem de lucro, o “Lucro Brasil” (adicional) é de R$ 15.518,00: R$ 56.210,00 (preço vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.
Isso sem considerar que o carro que vai para o México tem mais equipamentos de série: freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo: 1.5 de 116cv. Será possível que a montadora tenha um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro desses? O que a Honda fala sobre isso? Nada. Consultada, a montadora apenas diz que a empresa “não fala sobre o assunto”.
Na Argentina, a versão básica, a LX com câmbio manual, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas, custa a partir de US$ 20.100 (R$ 35.600), segundo o Auto Blog. Já o Hyundai ix35 é vendido na Argentina com o nome de Novo Tucson 2011 por R$ 56 mil, 37% a menos do que o consumidor brasileiro paga por ele: R$ 88 mil.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Sobre a obrigatoriedade da Voz do Brasil e o trânsito das grandes cidades
Para quem está saindo do trabalho e está indo para casa ou para a escola ou faculdade, deve saber o quanto é suplicante ficar num congestionamento, principalmente quando se está atrasado, teve um dia de trabalho ou pessoal estressante e quer logo chegar em casa ou ao compromisso marcado. Nessas situações, em geral em horario de rush, ocorrem os congestionamentos, congestionamentos estes que tem o seu ápice entre as 18:30 as 21:00. Nesta hora, você leitor precisa de informações para fugir de congestionamentos ou mesmo saber sua causa, extensão e quando acaba, assim como o funcionamento dos transportes sobre trilhos, e quem lhe dá estas informações? O rádio! Mas justamente neste horário de ápice, sobretudo os horários de 19:00 as 20:00, quando você mais precisa dele para obter estas informações, você não pode contar com ele. Sabe por que? Por causa da Voz do Brasil.
Este texto escrito por Daniel Stark, autor e dono do site Tudo Radio diz muito sobre isso, mostrando a sua utilidade, pois apesar dos transtornos que ela causa, ela ainda é, e vai continuar sendo, um excelente meio de informação, uma vez que nem tudo a midia divulga. Neste texto, ele fala que a Voz do Brasil tem a função social de informar brasileiros nos mais remotos locais do pais se sobrepondo ao poder dos coronéis divulgando informações que eles jamais divulgariam. Mais isso que ele falou não precisa ir muito longe. Uma prova de como a Voz do Brasil ainda é extremamente útil nos grandes centros foi quando na época em que estava tendo aquela onda de ataques de bandidos no Rio de Janeiro e naquela fuga dos mesmos da Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão, estava sendo discutida no Congresso Nacional, mas precisamente na Câmara de Deputados a PEC 300, que unifica os salários de PM's e bombeiros ao salário dos mesmos do DF que são os mais altos do Brasil. Nesta hora, o governador Sergio Cabral ao mesmo tempo em que ficava posando na mídia, ia no Congresso lutar contra a PEC300, na mesma hoa em que vários policiais morriam e travavam lutas fraticidas nas ruas e favelas do Rio. E aonde deu isso? Na Voz do Brasil! Nenhuma emissora de ŕadio, Tv ou jornal divulgou tal noticia. E justamente nessa hora que ela mostra a sua utilidade, quando a imprensa, que criminosamente se utiliza do termo opinião publica, se apropriando do termo e se auto intitulando representante da mesma indevidamente (quando não auto intitula a tal), omite tais informações, informações testas de imensa importância para a população.
O único defeito dela é o fato de ser extremamente chapa branca, o que é natural, já que ela representa o governo oficialmente falando. Porém, apesar de ela ter sido feita para ser chapa branca, nem sempre ela foi assim. Curiosamente durante os dois governos FHC, não apenas ela, mas os outros orgãos de impressa do governo como as Radios Nacional, MEC, antiga TVE e a própria Voz do Brasil tinham a liberdade para criticar o governo, o que fazia com que eles adquirissem certa idoneidade nas noticias que divulgavam. A TVE tinha vários programas como o Olhar 9x a 200x ( que depois mudou o nome para Espaço Publico) que criticava o proprio governo abertamente e isso numa emissora do mesmo. A própria plástica da Voz do Brasil era boa, menos panfletária e mais sóbria. Depois que o PT entrou no governo isso acabou. Posso dizer que a questão da liberdade de expressão, sobretudo nos órgãos governamentais, foi uma das poucas coisas boas que o governo FHC ja teve tirando é claro, os erros graves cometidos pelo mesmo.
Não sou a favor do seu fim e muito menos a sua restrição a emissoras governamentais, educativas e comunitárias, pois no caso destas últimas, estas não irão cumprir, pois a maioria delas não funcionam como tais, mas como comerciais difarçadas. Sou a favor da flexibilização, pois acho que ela é um serviço importante, porém deve ser colocado em horários que não atrapalhem os ouvintes e as emissoras. Leiam o texto de Daniel Stark.
A Voz do Brasil: prós e contras
Nos últimos dois meses o assunto “obrigatoriedade do programa A Voz do Brasil” tem tomado as páginas do Tudo Rádio e demais veículos que tem o rádio como foco editorial. Muito se discute sobre o real papel da veiculação desse programa produzido e executado pela Radiobras em nossas AMs e FMs brasileiras, além do que significa a imposição de transmissão obrigatória em empresas privadas e voltadas à comunicação teoricamente livre e democrática. Então, qual é o significado de tudo isso e para onde o rádio está caminhando? Quais são os prós e contras dessa pratica na radiodifusão?
Quem defende a transmissão obrigatória em cadeia as 19h00 (horário de Brasília) bate na tecla da “informação”. Vou explicar: vários brasileiros (alias, muitos brasileiros) tem o rádio como principal ou única fonte de informação e entretenimento. Em determinados municípios a informação fica concentrada na mão de quem tem o poder de controlar a concessão de rádio local. A Voz do Brasil vira um mecanismo de comunicação direta entre as ações de quem governa o país até o governado, ou seja, nós. É uma forma de comunicação a mais a serviço da população.
Seria uma espécie de canal direto entre o cidadão e o Governo Federal, independente da relevância do conteúdo veiculado pelo programa. Se os parlamentares passaram o dia todo empinando pipas, o ouvinte vai saber a execução dessa “importante” atividade através da Voz do Brasil. Se for aprovada uma lei de grande interesse à população, saberemos o ponto de vista do Governo Federal através do programa da Radiobrás. É basicamente um “grande clipping institucional do governo”. Basicamente isso.
Independente do partido que esteja governando, essa ferramenta sempre foi utilizada pelos governos brasileiros desde a criação do programa, lá na Era Vargas (faz tempo, hein?). Ao longo desses mais de 70 anos de Voz do Brasil, o programa apresentou várias mudanças em sua estrutura, porém o propósito final permaneceu o mesmo. O governo tem um canal esmagador para propagar suas ações, utilizando-se de concessões destinadas legalmente a empresas privadas, além das estações que já fazem parte do plantel federal.
Se você leu tudo isso, quero que esqueça o assunto “partidos”, “governos” e “situações”. A discussão aqui é única: obrigatoriedade. Concordo com o papel de levar algum tipo de informação a todo território brasileiro, como uma forma de integração nacional (necessária em um país de grandes dimensões como o Brasil), fazendo valer da mídia mais poderosa e menos valorizada: o rádio. Não concordo com a extinção da Voz do Brasil, porém o “projeto” precisa urgentemente de ajustes.
Não estou falando de trocar conteúdo, vinhetas, locutores, etc. Longe disso. Não é o ponto central da discussão. É inadmissível que empresas privadas que possuem o direto legal de operar através de concessões de rádio sejam obrigadas a executar um programa político/federal ao mesmo tempo. O ouvinte e o mercado não possuem saídas, estão acuados. Na minha visão pessoal é a mesma coisa que a sua operadora de celular (que também opera no formato de concessão) seja obrigada a enviar mensagens de texto (SMS) com ações sobre o governo. Que situação, hein?
Também não sou favorável a flexibilização do horário obrigatório de transmissão. Rádio comercial não precisa transmitir a Voz do Brasil, muito menos de madrugada. Essa flexibilização é a banalização do programa da Radiobrás. Porém esses novos projetos de lei sobre a Voz do Brasil possuem instrumentos interessantes para uma nova fase da radiodifusão. A idéia de tornar obrigatória a transmissão das 19h00 da Voz do Brasil apenas em concessões educativas, comunitárias e também estatais é algo muito inteligente.
Com a Voz do Brasil nas educativas, comunitárias e estatais mantém-se a idéia de propagar informações e unificar território, além de manter um canal aberto entre o Governo e os cidadãos. Livrando as rádios comerciais da obrigatoriedade é possível dar diversidade ao conteúdo veiculado, além de não afugentar a audiência. Vamos a alguns exemplos.
Gosto muito de citar a SulAmérica Trânsito de São Paulo. O motorista paulistano que tem a rádio como principal fonte de informação contra o caos urbano é tratado como um trouxa quando o relógio marca 19h00. A SulAmérica Trânsito está obrigada a transmitir a Voz do Brasil nessa faixa de horário, interrompendo a prestação de serviço factual. É quase um “se vira motorista, agora você se f...”. E as rádios de entretenimento que não possuem grades jornalísticas? Diversidade de conteúdo! É necessária a opção que fuja do jornalismo, afinal entretenimento também é uma forma de prestar serviços.
Tem gente que ouve a Voz do Brasil? É claro. Por isso é importante a idéia de mantê-la no local certo. Porém boa parte da audiência desliga o rádio e isso é algo extremamente negativo. Além da ação “desligar o rádio”, as emissoras concorrem com os agradáveis mp3 player, internet móvel, entre outras ferramentas que se sobressaem as 19h00. Até o “quase-antigo” CD ganha de goleada do rádio nessa novela Voz do Brasil.
Do jeito que está a Voz do Brasil é encarada como vilão do mercado de rádio, intruso pelos ouvintes e auxilia diretamente no enfraquecimento da mídia rádio perante outros meios e serviços. Vamos torcer para um capitulo mais favorável ao rádio nessa longa novela Voz do Brasil.
Tudo Radio
sábado, 25 de junho de 2011
Dois anos sem Michael Jackson
Embora em termos de vida pessoal e até profissional houvesse muita controvérsia sobre sua vida, eu era fã dele. Gostava muito das suas músicas e no ramo em que atuava era extremamente competente, apesar de a industria da mídia e do entrenimento ter feito de tudo para que ele fosse o mais rentável possível, o que de fato consegiram com sucesso retumbante em função de seu talento e competência.
Ele apesar de sua vida atribulada, lutava por causas sociais, que não era apenas em relação a questão da fome na África e nos paises subdesenvolvidos, mas também pelo meio ambiente. Em 1996 ele gravou esta musica dedidcada ao assunto.
Sobre seus bens últimos locais de vida, no caso da casa onde morreu, foi vendida para um estilista francês, e no caso do Rancho Never Land, este foi vendido por ele em vida para pagar dívidas. Atualmente este rancho se encontra com uma aparência um pouco abandonada, embora esteja cercada de seguranças, cujo o aparato lembra um pouco o de um quartel do Exército, mas em menor escala, ou seja, é extremamente vigiado. Isso foi mostrado no programa Tudo Aver da Tv Record de ontém. De qualquer forma, desejo muita paz a alma de Michael Jackson aonde ela esteja e que Deus a ilumine. E só!
Uma Lâmpada na Califórnia está acesa há mais de cem anos
Vejam esta história, uma lâmpada de um quartel do corpo de bombeiros da Califórnia está acesa há 101 anos quase ininterrúptos. Segundo o bombeiro que trabalha neste quartél, ela foi feita de uma material especial, de forma manual e alimentada com uma corrente relativamente baixa, o que permitiu que durasse até agora. Por conta disso, ela ganhou o prêmio no Guiness Book. De qualquer forma isso serve para uma reflexão sobre a durabilidade dos produtos hoje em dia. Na época em que esta lâmpada foi fabricada, as coisas eram fabricadas para durar o máximo de tempo possível, ao contrário de hoje em que tudo é descartavel e por conta disso provocando a poluição do meio ambiente. Leiam este texto do blog Vamos usar o Linux e o video da BBC.
Caraca, é isso mesmo que eu lí??, é sim!, é isso mesmo, a matéria vem do site da BBC e nos faz refletir sobre como seria o mundo se as invenções fossem feitas para durar como esse exemplar de lâmpada!
Como ficaria o capital de giro das empresas?, como a tecnologia evoluiría?? enfim, qual seria o comportamento de nossa sociedade perante a longevidade dos mecanismos dos quais dispomos?
Acredito que essas perguntas, não poderiam ser respondidas no campo da realidade, mas poderiam sê-las, no campo da ficção!
Reflitam e imaginem um mundo assim, meio que imutável!, conseguiríamos traçar um paralelo entre ambas as eventuais sociedades, levando em conta essa longevidade e o que temos disposto hoje em dia??
Segue o filme:
Blog Vamos usar o Linux
Lâmpada acesa a mais de 100 anos!!
Boa tarde a todos,Caraca, é isso mesmo que eu lí??, é sim!, é isso mesmo, a matéria vem do site da BBC e nos faz refletir sobre como seria o mundo se as invenções fossem feitas para durar como esse exemplar de lâmpada!
Como ficaria o capital de giro das empresas?, como a tecnologia evoluiría?? enfim, qual seria o comportamento de nossa sociedade perante a longevidade dos mecanismos dos quais dispomos?
Acredito que essas perguntas, não poderiam ser respondidas no campo da realidade, mas poderiam sê-las, no campo da ficção!
Reflitam e imaginem um mundo assim, meio que imutável!, conseguiríamos traçar um paralelo entre ambas as eventuais sociedades, levando em conta essa longevidade e o que temos disposto hoje em dia??
Segue o filme:
Blog Vamos usar o Linux
sexta-feira, 24 de junho de 2011
A campanha anti-padronização ainda continua ativa, participem!
A campanha contra padronização das pinturas do ônibus do Rio continua ativa. Anteontem, estive com os bombeiros na Alerj assinando o abaixo assinado pela anistia dos 400 guerreiros. Ainda esta semana e na semana que vem, pretendo entrar em contato com eles sobre nossa causa e sobre essa mudança de numeração de linhas sem critério. E na mesma semana, faremos uma nova rodada de divulgação do abaixo assinado nos principais locais de circulação do Rio. Embora esta mudança nas pinturas já esteja avançada, ainda há tempo de dete-la, pois ela assim como esta mudança desnecessára de numeração de linhas, estão trazendo um tremendo transtorno para empresas e passageiros. O exemplo mais gritante desta mundaça de linha é o caso da S27 ( Marechal Hermes - Urucânia), que havia mudado para 897 e agora é 738 confundindo rodoviários e passageiros. Por conta disso, nós também iremos criar um abaixo assinado para reverter esta mudança de linhas.
Pedimos encarecidamente que participem deste abixao assinado e do outro que será criado em breve, pois entendemos que a população, icluindo os leitores deste blog, não são cobaias e muito menos palhaços. Por isso pedimos a colaboração de vocês. Leiam o texto do nosso amigo Alexandre Figueiredo.
CONTINUA PETIÇÃO CONTRA PADRONIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS DO RJ

A petição contra a padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro continua valendo, apesar da repintura dos ônibus estar em estágio avançado e do grupo político de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho praticamente ter "comprado" a adesão de alguns busólogos fluminenses.
Vale lembrar que não são todos os busólogos fluminenses, mesmo alguns que fotografam ônibus padronizados, que aderiram ao esquema. Até porque vários desses busólogos fotografam os ônibus de visual padronizado por uma simples questão de informação.
http://www.blogger.com/img/blank.gif
No entanto, há outros que passaram a ter uma conduta mais esnobe, arrogante, grosseira e até ofensiva, o que mostra o quanto estes estão do lado dos interesses anti-populares do grupo político de Paes e Cabral, e estão nervosos por verem que o que eles defendem não é do interesse da coletividade (ainda que tentem dizer o contrário).
Mas, em que pese essa situação, a petição continua valendo através do seguinte endereço:
http://www.petitiononline.com/alexfig2/petition.html
É preciso que os leitores participem dessa petição, mas procurem chamar seus amigos e familiares para fazer o mesmo. Essa campanha não conta com patrocinadores, é feita no mais puro interesse público.
Agora, o pessoal que ficar do lado da padronização visual, estará do lado de governantes que despejam moradores de casas populares, mandam prender bombeiros, estão de rabo preso com empreiteiros e dirigentes esportivos e pouco estão se lixando com o sofrimento das classes"
terça-feira, 21 de junho de 2011
Estude sem sair de casa e de graça
Mais uma vez a internet mostra sua utilidade publica na vida das pessoas. Depois de dar voz a quem não tinha de mostrar o lado oculto daquelas que eram considerada a reserva moral e que se autopoclama opinião publica, a imprensa, eis que a internte permite outra revolução: a da educação.Hoje estudar em casa ou em qualquer outro lugar é possível e de graça. E o melhor de tudo, com materiais de excelente qualidade que se fossem vendidos em livrarias ou fossem cobrados em cursos custariam uma fortuna.
Sites como Youtube, 4shared e mesmo redes sociais como Orkut e Facebook, possuem materais didáticos de excelente qualidade.
Muita gente usa estes canais para entretenimento barato e para futilidades sem pensar no potencial que estes canais tem para a vida pessoal e profissional delas. São pessoas que quando buscam qualificação pagam caríssimo por cursos preparatórios, apostilas, livros e etc, e muitas vezes está tudo ao alcance delas sem elas saberem.Leiam esta matéria abaixo no site profissionais de TI e vejam também sites de educação nesta mesma postagem, alguns já presentes nos links deste blog. Bons estudos!
"O título desse artigo mais parece aquelas propagandas “milagrosas” de emagrecimento rápido que a gente vê adesivado nos carros ou com seus broches pendurados na roupa.
Mas na verdade, quero acabar com vários discursos prontos, que as pessoas insistem em dizer:
- Estou sem tempo para estudar;
- Cursos de qualidade são caros;
- Cursos grátis não prestam;
Esses e outros discursos sempre são ditos uma vez ou outra, na roda de amigos, quando se fala em desemprego, capacitação e dinheiro. Na verdade, eu vou passar uma série de cursos, das mais variadas áreas, alguns com diplomas, outros não, mas que ajudarão muito a incrementar seu currículo:
Informática:
- Material rico sobre a linguagem de programação Java: www.dfjug.org/jedi/index.jsp
- Cursos Diversos, como informática básica: www.escolavirtual.org.br
- Série de apostilas sobre os mais variados assunto de TI: www.apostilando.com
- Cursos de HTML e SEO grátis: www.jcead.com.br
- Cursos de tecnologias recentes como Computação nas Nuvens e Virtualização e não tão recentes como ERP e BI: www.nextgenerationcenter.com/home.aspx
- Preparatório para os cursos da Cisco: freeciscolab.com
- Curso sobre a nova tecnologia IPV6: curso.ipv6.br/
Gestão:
- Cursos para quem está iniciando um negócio: www.ead.sebrae.com.br
- Cursos para quem já tem um negócio: www.sebrae-sc.com.br/negociocerto
- Cursos diversos sobre gestão empresarial: www.fgv.br/fgvonline
Idiomas:
- Curso de inglês: www.bbc.co.uk/portuguese/aprenda_ingles
- Curso de alemão: www.dw-world.de
- Aprenda diversos idiomas online www.babelmundo.com.pt
- Umas das melhores escolas de idioma online: www.livemocha.com
Gestão Pública:
- Cursos sobre política: www.senado.gov.br/sf/senado/ilb/asp/ED_Cursos.asp
- Cursos com foco em gestão pública: www.enap.gov.br/index.php?option=com_include&evento=calendario_ead&Itemid=52
Bolsa de Valores:
- Para quem quer iniciar a investir na Bolsa de Valores, esse é um excelente local para iniciar: www.bmfbovespa.com.br/pt-br/educacional/cursos/cursos.aspx?idioma=pt-br
Como podemos ver, temos diversas empresas, muito conhecidas ou não, ofertando educação de forma gratuita. Se você conhecer outros locais com cursos gratuitos, compartilhe! Deixe seu comentário…
Bons estudos!
"
sábado, 18 de junho de 2011
São Paulo quer abolir cobradores de ônibus e aumentar salário de motorista com dupla função
Em São Paulo, as empresas estã se utilizando de uma prática bastante curiosa. Eles estão colocando duas roletas, uma com cobrador e outra sem no mesmo veiculo. Eles alegam que a maioria dos paulistanos não usam mais dinheiro para pagar as passagens, mas VT eletrônico.
A única diferença de lá é que com a extinção dos cobradores os motoristas receberão R$250,00 a mais em seus salários. No Rio, o motorista que exerce dupla função ganha em torno de 60 a 70% do salário de um motorista que só dirige. Esta função no Rio tem o nome de motorista junior. O resultado aqui no Rio já é conhecido: viajens mais demoradas e acidentes com mortes que quase sempre não dão em nada. E ainda tem mais um detalhe: a maioria dos cariocas e fluminenses pagam suas passagens em dinheiro. Soma-se a isso a ainda concorrencia com as vans clandestinas que aceitam apenas dinheiro, o que fez com que as empresas desistissem por hora de não mais aceitar dinheiro nos ônibus. A Fetranspor até tentou acabar com a aceitação de dinheiro nos ônibus através do projeto Rio Card Expresso, mas não foi adiante não apenas pelo motivo citado, mas também porque eles não habilitaram integração com outros modais e mesmo entre os próprios ônibus em sí com este cartão, a exemplo do que ocorre nos Bilhete Unico Carioca e no BU estadual.
Eu particularmente sou contra a extinção dos cobradores por dois motivos. O primeiro é porque para acabar com ele tem que ter formas de qualficar quem vai perder estas vagas, já que além de terem pouco grau de instrução, em geral, poucos são aproveitados nas empresas. A outra é que a dupla função gera acidentes, pois o motorista além de dirigir tem que cobrar a passagem e dar troco, isso tira atenção e provoca graves acidentes, alem é claro de a viagem ficar mais demorada. Soma-se também a cultura da cidade onde esta medida vai ser implementada. Em cidades onde a maioria já paga com o VT eletrônico até é compreensivél, agora em cidades como o Rio em que maioria paga em dinheiro, não tem como dar certo.
O que proponho para os cobradores não seria acabar com a função, mas sim ganhar dinheiro com a mesma. As empresas de ônibus não sabem o potêncial que esta função tem. Por que falo isso? Simples, nos ônibus, os cobradores além de cobrarem a passagem, poderiam também vender produtos e serviços nos mesmos como venda de jornais,pães, cafés, doces, biscoitos, recargas de celulares, VT eletrônico online e ainda o pagamento de contas. Pense naquele trabalhador que acorda entre 3:00 e 5:30 da manhã. Muitas vezes não tem uma padaria aberta e nem uma banca de jornais, mas o ônibus já está ali para leva-lo para o serviço. Em geral, para não dizer sempre, este trabalhador saiu de casa sem tomar café e sem comer pão, ou seja, em jejum. Se no ônibus que ele pega para o trabalho, o cobrador além de cobrar a passagem vendesse pão e café, a situação deste trabalhador em jejum estaria resolvida. Pense também em situações como engarrafamentos onde este trabalhador precisa avisar a empresa que vai se atrasar? Se seu celular estiver sem crédito ele terá que ligar a cobrar e nem todas as empresas aceitam ligações a cobrar de seus funcionários. Tendo recarga online no ônibus sua situação também se resolveria.
Esta situação de fato seria excelente se não fosse um detalhe: violência urbana. Infelizmente voltaria a aumentar o número de assaltos, pois a quantidade de dinheiro circulando nos ônibus voltaria a aumentar. Depois do Vt eletrônico e das câmeras de vigilância diminuiu muito os assaltos nos ônibus, pois o dinheiro não circula na mesma frequencia de antes. Com esta minha ideia ele voltaria a circular novamante, talvês até em dobro.
Soluções existem para manter empregos, lucros e agilizar a viagem. E só eles quererem. Leiam esa matéria do Adamo Bazani.

Duas catracas nos ônibus de São Paulo: uma tentativa de tirar o cobrador definitivamente?
SPTrans afirma que o objetivo é apenas agilizar o embarque e diminuir os custos de operação
ADAMO BAZANI – CBN
A utilização de duas catracas em 19 ônibus da Capital Paulista, a título de experiência, tem agradado tanto empresas, passageiros como a SPTrans, empresa gerenciadora e fiscalizadora do sistema de transportes da Capital Paulista.
São 19 ônibus que servem as zonas Sul e Leste de São Paul, com linhas que atendem, por exemplo São Mateus e as estações do Metrô Tamanduateí e Parque Dom Pedro II.
A nova catraca é colocada ao lado da tradicional e só aceita passageiros com o Bilhete Único.
Segundo a SPTrans, em alguns casos, o tempo de embarque nos ônibus foi reduzido em 40%. Para as empresas, a medida significa custos menores, já que o ônibus parado para a entrada do passageiro é gasto de combustível e tempo de forma ociosa.
O cobrador continua na catraca antiga.
Muitos, no entanto, veem a medida como uma tentativa a mais para retirar os cobradores dos ônibus.
Depois de um determinado tempo, as empresas devem apresentar balanços à SPTrans dizendo que a catraca sem cobrador recebeu mais passageiros do que o equipamento com o profissional.
A retirada dos cobradores de alguns ônibus da Capital Paulista já vem sido discutida há alguns anos, mas ganhou força agora com a ajuda do próprio Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus, que no último acordo salarial da categoria aceitou que os ônibus circulassem sem cobrador desde que o motorista ganhasse R$ 250,00 a mais trabalhando sozinho.
Uma ótima oportunidade para os empresários. Afinal, R$ 250,00 a mais para o motorista sai bem mais em conta que pagar o salário de um cobrador que ganha de R$ 978,00 a R$ 1072,00 dependendo do mês trabalhado.
A SPTrans e as empresas afirmam que a minoria dos passageiros, apenas 8%, pagam as tarifas de ônibus a dinheiro e que o cobrador fica ocioso a maior parte do tempo.
A ideia é reaproveitar o cobrador em outras funções.
A dúvida, no entanto, é saber se haverá vagas para todos os cobradores que poderão ser dispensados.
As empresas pretendem retirar os cobradores não de toda a frota, mas de cerca de 2/3, em especial dos ônibus que servem terminais e corredores.
A Prefeitura, no entanto, não apresentou nenhuma proposta para criar nos corredores de ônibus da Capital o sistema de pré-embarque, pelo qual o passageiro paga a tarifa no ponto ou na estação antes de entrar no ônibus, a exemplo do que ocorre no sistema de BRT – Bus Rapid Transit – de Curitiba. Na capital do Paraná, os cobradores ficam na estação tubo.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN especializado em transportes
A única diferença de lá é que com a extinção dos cobradores os motoristas receberão R$250,00 a mais em seus salários. No Rio, o motorista que exerce dupla função ganha em torno de 60 a 70% do salário de um motorista que só dirige. Esta função no Rio tem o nome de motorista junior. O resultado aqui no Rio já é conhecido: viajens mais demoradas e acidentes com mortes que quase sempre não dão em nada. E ainda tem mais um detalhe: a maioria dos cariocas e fluminenses pagam suas passagens em dinheiro. Soma-se a isso a ainda concorrencia com as vans clandestinas que aceitam apenas dinheiro, o que fez com que as empresas desistissem por hora de não mais aceitar dinheiro nos ônibus. A Fetranspor até tentou acabar com a aceitação de dinheiro nos ônibus através do projeto Rio Card Expresso, mas não foi adiante não apenas pelo motivo citado, mas também porque eles não habilitaram integração com outros modais e mesmo entre os próprios ônibus em sí com este cartão, a exemplo do que ocorre nos Bilhete Unico Carioca e no BU estadual.
Eu particularmente sou contra a extinção dos cobradores por dois motivos. O primeiro é porque para acabar com ele tem que ter formas de qualficar quem vai perder estas vagas, já que além de terem pouco grau de instrução, em geral, poucos são aproveitados nas empresas. A outra é que a dupla função gera acidentes, pois o motorista além de dirigir tem que cobrar a passagem e dar troco, isso tira atenção e provoca graves acidentes, alem é claro de a viagem ficar mais demorada. Soma-se também a cultura da cidade onde esta medida vai ser implementada. Em cidades onde a maioria já paga com o VT eletrônico até é compreensivél, agora em cidades como o Rio em que maioria paga em dinheiro, não tem como dar certo.
O que proponho para os cobradores não seria acabar com a função, mas sim ganhar dinheiro com a mesma. As empresas de ônibus não sabem o potêncial que esta função tem. Por que falo isso? Simples, nos ônibus, os cobradores além de cobrarem a passagem, poderiam também vender produtos e serviços nos mesmos como venda de jornais,pães, cafés, doces, biscoitos, recargas de celulares, VT eletrônico online e ainda o pagamento de contas. Pense naquele trabalhador que acorda entre 3:00 e 5:30 da manhã. Muitas vezes não tem uma padaria aberta e nem uma banca de jornais, mas o ônibus já está ali para leva-lo para o serviço. Em geral, para não dizer sempre, este trabalhador saiu de casa sem tomar café e sem comer pão, ou seja, em jejum. Se no ônibus que ele pega para o trabalho, o cobrador além de cobrar a passagem vendesse pão e café, a situação deste trabalhador em jejum estaria resolvida. Pense também em situações como engarrafamentos onde este trabalhador precisa avisar a empresa que vai se atrasar? Se seu celular estiver sem crédito ele terá que ligar a cobrar e nem todas as empresas aceitam ligações a cobrar de seus funcionários. Tendo recarga online no ônibus sua situação também se resolveria.
Esta situação de fato seria excelente se não fosse um detalhe: violência urbana. Infelizmente voltaria a aumentar o número de assaltos, pois a quantidade de dinheiro circulando nos ônibus voltaria a aumentar. Depois do Vt eletrônico e das câmeras de vigilância diminuiu muito os assaltos nos ônibus, pois o dinheiro não circula na mesma frequencia de antes. Com esta minha ideia ele voltaria a circular novamante, talvês até em dobro.
Soluções existem para manter empregos, lucros e agilizar a viagem. E só eles quererem. Leiam esa matéria do Adamo Bazani.
DUAS CATRACAS EM ÔNIBUS: AGILIZAR OU TENTATIVA DE TIRAR COBRADOR?

Ônibus com duas catracas têm agradado empresas, pela redução dos custos, SPTrans e passageiros pela redução no tempo de embarque que pode chegar a 40%. No entanto, lugares dentro do ônibus são retirados para o passageiro sentar e medida é vista como tentativa de justificar retirada dos cobradores dos ônibus, algo que as empresas querem há algum tempo e que foi aceito pelo sindicato que representa os próprios cobradores. Foto: Isadora Brant – Folha Press.
SPTrans afirma que o objetivo é apenas agilizar o embarque e diminuir os custos de operação
ADAMO BAZANI – CBN
A utilização de duas catracas em 19 ônibus da Capital Paulista, a título de experiência, tem agradado tanto empresas, passageiros como a SPTrans, empresa gerenciadora e fiscalizadora do sistema de transportes da Capital Paulista.
São 19 ônibus que servem as zonas Sul e Leste de São Paul, com linhas que atendem, por exemplo São Mateus e as estações do Metrô Tamanduateí e Parque Dom Pedro II.
A nova catraca é colocada ao lado da tradicional e só aceita passageiros com o Bilhete Único.
Segundo a SPTrans, em alguns casos, o tempo de embarque nos ônibus foi reduzido em 40%. Para as empresas, a medida significa custos menores, já que o ônibus parado para a entrada do passageiro é gasto de combustível e tempo de forma ociosa.
O cobrador continua na catraca antiga.
Muitos, no entanto, veem a medida como uma tentativa a mais para retirar os cobradores dos ônibus.
Depois de um determinado tempo, as empresas devem apresentar balanços à SPTrans dizendo que a catraca sem cobrador recebeu mais passageiros do que o equipamento com o profissional.
A retirada dos cobradores de alguns ônibus da Capital Paulista já vem sido discutida há alguns anos, mas ganhou força agora com a ajuda do próprio Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus, que no último acordo salarial da categoria aceitou que os ônibus circulassem sem cobrador desde que o motorista ganhasse R$ 250,00 a mais trabalhando sozinho.
Uma ótima oportunidade para os empresários. Afinal, R$ 250,00 a mais para o motorista sai bem mais em conta que pagar o salário de um cobrador que ganha de R$ 978,00 a R$ 1072,00 dependendo do mês trabalhado.
A SPTrans e as empresas afirmam que a minoria dos passageiros, apenas 8%, pagam as tarifas de ônibus a dinheiro e que o cobrador fica ocioso a maior parte do tempo.
A ideia é reaproveitar o cobrador em outras funções.
A dúvida, no entanto, é saber se haverá vagas para todos os cobradores que poderão ser dispensados.
As empresas pretendem retirar os cobradores não de toda a frota, mas de cerca de 2/3, em especial dos ônibus que servem terminais e corredores.
A Prefeitura, no entanto, não apresentou nenhuma proposta para criar nos corredores de ônibus da Capital o sistema de pré-embarque, pelo qual o passageiro paga a tarifa no ponto ou na estação antes de entrar no ônibus, a exemplo do que ocorre no sistema de BRT – Bus Rapid Transit – de Curitiba. Na capital do Paraná, os cobradores ficam na estação tubo.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN especializado em transportes
6 respostas a DUAS CATRACAS EM ÔNIBUS: AGILIZAR OU TENTATIVA DE TIRAR COBRADOR?
Blog Ponte de Ônibussegunda-feira, 13 de junho de 2011
Que fim levaram!
Para quem se pergunta o que aconteceu com a Ocidental, Santa Sofia e Amigos Unidos, veja nesta foto tirada no inicio deste ano sobre o seu fim. A garagem da falecida Ocidental virou sepultura das três. Como muitos devem saber, a Translitorânea sucedeu a Amigos Unidos e a Rio Rotas a Santa Sofia e a Ocidental. No caso da Rio Rotas, esta reativou a garagem da Santa Sofia assim que a mesma surgiu após a licitação de araque feita pela prefeitura, optando por desativar a garagem da Ocidental e tranforma-la em cemitério e depósito das três. Na epoca desta foto, esta garagem estava com esta quantidade de ônibus, agora quase seis meses depois, está com o triplo disso.
Na prática, a única empresa que saiu do Rio e foi extinta, foi a Oriental. O restante continua com outros nomes como a City Rio ( Bresa, Via Rio e Auto Diesel), Translitorânea (Amigos Unidos) Gire (Erig) e Rio Rotas ( Ocidental e Santa Sofia).
De qualquer forma as empresas que estão nesta ex-garagem, agora cemitério de ônibus, vão ficar na saudade, sobretudo nos períodos de auge como a Santa Sofia e Ocidental. Que elas descancem em paz! E só!
Na prática, a única empresa que saiu do Rio e foi extinta, foi a Oriental. O restante continua com outros nomes como a City Rio ( Bresa, Via Rio e Auto Diesel), Translitorânea (Amigos Unidos) Gire (Erig) e Rio Rotas ( Ocidental e Santa Sofia).
De qualquer forma as empresas que estão nesta ex-garagem, agora cemitério de ônibus, vão ficar na saudade, sobretudo nos períodos de auge como a Santa Sofia e Ocidental. Que elas descancem em paz! E só!
Postado por
Leonardo Ivo
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segunda-feira, junho 13, 2011
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o meu comentário é que sempre houve a idéia dos empresarios em retirar os cobradores . mas isto nunca vai acontecer , pois tem que haver alguem para cobrar o passageiro . se o motorista cobra , veja bem não é acumulo de função ? querem poupar de um lado , e gastar de outro . mais tarde o motorista reclama que exercia duas funções , e daí vem a reclamatória , pouparam de um lado e gastaram de outro .
tem uma empresa na região metrop de porto alegre que usa duas roletas ,
uma na entrada e outra na saida .
entra pela frente , recebe um cartão de entrada , e na saida entrega para o cobrador que está na roleta de saida , para que a tarifa seja calculada pela roleta eletronica . paga e desce .
salomão
Haviam alguns onibus Mafersa com duas catracas, uma para DINHEIRO e outra para FICHAS.
Era o tempo em que se usavam fichas nas catracas automáticas, o maquinario era feito pela Villares, se não me engano … Esse sistema foi extinto em Santos no ano de 1995
Atualmente existem duas linhas para Peruibe, com saidas de Sao Vicente e de Santos, linhas 905 e 926, que tem catracas na entrada e na porta de saída, nesse mesmo sistema de Porto Alegre. Mas as empresas da baixada santista não tem mais cobradores de onibus desde 2001. Isso atrasa muito os embarques
Essa questão de catraca na entrada e outra na saída é o princípio de o passageiro pagar pelo que é relamente transportado, no estilo das seções antigas que eram marcadas pelas cores das fichas.
Porque creio ser algo justo, afinal, o passageiro que usa o ônibus por 3, 4 pontos não deveria pagar igual aquele qiue usa mais de 70% do trajeto.
No post sobre a questão da segurança dentro dos coletivos em Maceió, sugeri, o pagamento através de fichas, extinguindo o pagamento em dinheiro.
Salvo engano de minha parte, parece-me que, em Sorocaba – SP, este sistema já existe, pois, uma vez, dirigindo-me a trabalho para a referida cidade, e, talvez precisando utilizar-me de um coletivo local, fui informado para, adquirir uma ficha antes, pois do contrário, meu embarque seria recusado pelo motorista.
Contribuí para agilidade, segurança e praticidade.
Quanto ao cobrador. Por favor, não me julguem mal, contudo, eu, vocês, enfim nós, estamos presenciando ao longo das últimas décadas, a extinção de vários ofícios, profissões e o surgimento de tantas outras.
Neste caso, assim como a vida, o cobrador também é passageiro.
Outras portas, profissões, até melhor pagas surgirão, para aqueles que, sorriram, nos disseram bom dia, acompanharam durante anos, o nosso voltar da escola.
Motorneiro, relojoeiro (quase em extinção) e o alfaiate, são alguns exemplos de como o tempo passa e ele passará, podemos ter certeza.
Abraços
Isso que eles querem fazer ai em Sampa ja existe no Rio de Janeiro há quatorze anos. Começou nos micros onibus onde o motorista cobra a passagem e dirige ao mesmo tempo. Depois substituiram estes ônibus por micromasters, que são ônibus do tamanho dos antigos ônibus Mercedes LPO 1113 com carrocerria Condor que aqui é chamado de micrão, também com motorista cobrando a passagem e dirigindo. E ainda ha casos e empresas da região metropolitana e que ja foi praticadas por empresas extintas da capital, com a Ocidental, por exemplo em que nos onibus convencionais eles removeram a cadeira do cobrador e o motorista cobra e dirige também. Neste ultimo caso, a empresa deixa o passageiro sentar nesta cadeira, as vezes proibe, remove e alguns casos coloca dois portas dinheiros, um no capô do motor e outro sobre a cadeira do cobrador. O pior disso tudo é qu o motorista que faz a dupla função além de não receber a mais por ela ainda ganha em torno de 60 a 70% do salário do motorista convencional que só dirige. O cargo do motorista que se encontra nesta situação chama-se motorista junior. Tal situação ja provocaram acidentes com mortes sérias e que nunca deram em nada.
Aqui para eles fazerem isso eles nunca precisaram colocar duas roletas. Isso só ocorreu ha vinte anos atrás para evitar calotes nos ônibus ( e um a delas não cobrava e nem contablizava nada só servia para travar caloteiros )o que era uma prática comum e que acabou não dando certo, tendo sido abolido tempos depois.