sábado, 18 de setembro de 2010

A partir de agora pegar ônibus no Rio se tornará mais triste e perigoso em todos os sentidos

 
       O que eu, busólogos e a população carioca mais temia aconteceu: as pinturas das empresas de ônibus serão padronizadas. E vai ser por região, o vai aumentar o preconceito contra as pessoas que moram em locais mais humildes como a Zona Oeste e parte da Zona Norte. E o pior de tudo, a tal pintura padronizada consegue ser mais feia que a de São Paulo, por exemplo, se igualando as de Brasilia da década de 90 que eram cinza e branca. Até as de Aracajú e as atuais de Brasilia conseguem serem melhores que as daqui. O pior disso tudo é que muitas pessoas vão parar em lugares perigosos e serão assaltadas, poderão chegar aos seus compromissos atrasados e diversos outros transtornos que nem sempre o dinheiro paga o prejuízo. Para as empresas e encarroçadoras, nem se fala, pois muitas ja compraram os ônibus com layout de pintura ja definidos e agora terão de mudar tudo de novo gerando um imenso prejuízo.
 

         Vale lembrar que a padronização em qualquer lugar do pais só serve para camuflar empresa corrupta,  ineficiênte e para fazer propaganda de governos corruptos, e o Rio não fugirá a regra. Se o Eduardo Paes sair hoje, caso as empresas não retomem suas pinturas originais, o próximo prefeito as obrigará a trocar a pintura e colocar a propaganda institucional  do governo dele. Isso é o que acontece em Brasilia e irá acontecer la no começo do ano que vem caso aquele um dos candidatos Joaquim Roriz ou Agnelo Queiroz venha assumir o governo local, por exemplo. Vale ressaltar que o Sergio Cabral quer também padronizar as pinturas dos ônibus intermunicipais do estado, tal qual o Serra fez em São Paulo, onde obrigou as empresas a adotarem as pinturas dos trens da CPTM, e de uma forma tão grotesca, que as empresas para não deixar os passageiros á pé, tiveram que colocar nas ruas ônibus com pinturas inacabadas.
   

     Eduardo Paes sabia que sua medida era altamente impopular. Tanto é que escondeu  a padronização dos editais de licitação e principalmente da mídia. Para não dizer que ele não divulgou isso na mídia, ele colocou tal noticia aberrativa no jornal O Dia, mas ao perceber o repúdio da população, dos especialistas de transportes e da opinião publica( que não é a imprensa, já que a mesma se auto-intitula assim). Então ele manteve esta aberração na encolha, não divulgou na midia e muito menos colocou tal exigência no edital. Para se ter uma idéia, nem os profissionais do ramo e busólogos que trabalham no meio como Alexandre Brito sabiam desta aberração, que sempre são os primeiros a saber, foram pegos de surpresa. Ou seja, Eduardo Paes sabe o quanto a populaçao repúdia esta medida e ainda sim não voltou atrás de tão prepotente que é.
       Numa situação dessas, só resta a população lutar de todas as formas contra esta aberração, seja denunciando no ministério publico, fazendo abaixo assinado, petições online etc. Tudo é válido para impedir que este prefeito faça esta aberração conosco. Se conseguimos impedir que o Parque Municipal do Mendanha fosse destruido ( o seu parceiro de partido Jorge Felipe tentou fazer isso, mas foi barrado por milhares de assinaturas online na internet) e manter venda de mate nas praias, nós também com muito esforço podemos barrar monstrengo do Rio. Senão fizermos isso, a vida do carioca vai virar um tremendo transtorno e a nos busólogos só olharmos nostálgicos o site Guarubus e Cia de Onibus e isso não merecemos. Vamos lutar com todas as forças. E o seu direito de ir e vir que está em jogo. Pense nisso! E só!

4 comentários:

Marcos Vinicius Gomes disse...

Apenas uma correção - o sistema de cores semelhante aos trens da CPTM (que inclusive agora estão com padrão cromático sendo modificado para vermelho e branco) nos ônibus foi feito no governo de Geraldo Alckmin. O que facilita é que aqui em SP há a formação de verdadeiros trustes com grupos administrando seis empresas! (são os chamados consórcios). Para piorar este descaso com o transporte público, há um movimento de moradores de Higienópolis - uma espécie de Copacabana paulistana onde mora a classe média alta de SP, incluindo tucanos, FHC - que querem impedir a execução de projeto que prevê a construção de uma estação de metrô no bairro. Qualquer paulistano com um mínimo de sanidade mental e consciência ecológica e senso de lucro quer o metrô perto de casa e o metrô paulistano é um dos melhores do mundo apesar de ser restrito. É uma elite perversa que diz em discursos bonitos sobre preservação da natureza a verdadeira índole. Eles não querem que a 'plebe' circule pelo bairro, pois eles não teriam R$ 3500,00 para pagar um aluguel de um apartamento na região...pobre país!



http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/?s=metro

Rolando disse...

ola. Estive aqui. muito bom. Abraços.

Anônimo disse...

Só uma coisa a fazer também, não vote nesse prefeito cabeça-de-bagre que deveria se preocupar em problemas mais sério na cidade do Rio ao invés de se meter em mudar pinturas de ônbus. Eu sinceramente nunca gostei de César "Mala", mas prefero que ele volte a governar a prefeitura do Rio, que ele governou por 12 anos e nunca quis padronizar pinturas de ônibus.

Franklin do Grupo FR-BUS
http://fr-bus.fotopages.com
Isso além de causar confusão aos usuários ainda vai descaracterizar as identidades visuais das empresas e desempregar vários criadores de layout de ônibus que não poderão mais criarem novas pinturas. Um absurdo que causou a extinçao de algumas empresas como a Amigos Unidos.

Vivix disse...

Eu não suporto o Eduardo Paes, mas devo admitir que não entendo alguns de seus argumentos. De que maneira a padronização vai levar a "muitas pessoas vão parar em lugares perigosos e serão assaltadas, poderão chegar aos seus compromissos atrasados e diversos outros transtornos que nem sempre o dinheiro paga o prejuízo" ? Como essas complicações podem ser relacionadas a cor dos ônibus? Eu sou carioca da gema, mas atualmente não moro na cidade e ainda estou buscando informações sobre essa padronização.

Outro ponto, discordo no quesito preconceito. O preconceito com relação as regiões já existe e quem é carioca já tem sua opinão formada sobre as regiões e bairros, que já se conhece pelos nomes, cor nenhuma muda isso...