Fonte: TV Magazine.
Bellneri
Data: 15/03/2013 00:32
Olhem a gafe mítica do apresentador Zé Cirilo (TV Difusora, afiliada do SBT no Maranhão), que não só anunciou a morte de Chorão chamando-o de "Chales Brown", como achou estar falando de Carlinhos Brown! E ao som de Benito di Paula. Assistam.
E ainda tentou se redimir:
Nada surpreendente, vindo da TV do senador Lobão Filho. Qualquer dia desses, Zé Cirilo confundirá o patrão com aquele cantor egresso do rock oitentista. Se já não o fez.
terça-feira, 26 de março de 2013
Gafe de apresentador da afiliada do SBT no Maranhão
Postado por
Marcelo Delfino
às
terça-feira, março 26, 2013
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Benito di Paula,
Carlinhos Brown,
Chorão,
Lobão,
Lobão Filho,
SBT,
Troféu Tolo do Ano,
TV,
TV Difusora MA,
TV Magazine,
Zé Cirilo
sexta-feira, 22 de março de 2013
É assim que se faz uma Copa do Mundo?
COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Infelizmente, o grupo político de Sérgio Cabral Filho e Eduardo Paes são dotados de decisões autoritárias. Eles acham que, agindo assim, estão promovendo o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro e sua capital, enfrentando oposições aos seus projetos "progressistas". Mas num momento ou em outro eles mostram que não têm a menor sensibilidade com o interesse público, parecendo que estão governando para turistas. E hoje eles realizaram a expulsão das tribos indígenas da Aldeia Maracanã, mesmo com todos os clamores de juristas e ativistas sociais em defesa dos índios.
É assim que se faz uma Copa do Mundo?
Por Fernanda Sánchez* - Reproduzido do blogue Maria da Penha Neles e do blogue de Raquel Rolnik
Nesta sexta-feira, o Batalhão de Choque da Polícia Militar invadiu a Aldeia Maracanã, antigo Museu do Índio, e agiu com extraordinária truculência. Os policiais jogaram bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, gás pimenta, bateram nos manifestantes e prenderam ativistas e estudantes. A Aldeia estava ocupada desde o ano de 2006 por grupos representativos de diferentes nações indígenas que, nos últimos tempos, diante do projeto de demolição do prédio (para aumentar a área de dispersão do Estádio do Maracanã, estacionamento e shopping), vinham resistindo.
As lideranças indígenas são apoiadas por diversos movimentos sociais, estudantes, pesquisadores, universidades, comitês populares, organizações nacionais e internacionais de defesa dos Direitos Humanos, redes internacionais e outras organizações da sociedade civil. A luta dos índios e o conflito estabelecido entre o governo e o movimento resultaram num importante recuo do governo, que diante da pressão social desistiu da demolição do prédio e passou a defender a sua “preservação”. A desocupação do prédio foi decretada, com hora marcada. Os índios, no entanto, continuaram a resistir, apoiados por diversas organizações.
Certamente essa posição política ensina muito mais aos cidadãos cariocas e ao mundo sobre preservação, direitos e cidades do que as violentas ações que vêm sendo mostradas nos diversos meios. Para os índios e para as organizações sociais que os apoiam, preservar o prédio vai muito além de preservar sua materialidade. A essência da preservação, neste caso como em muitos outros, está na preservação das relações sociais, usos e apropriações que lhe dão sentido e conteúdo. Seria um exemplo para o Brasil e para o mundo a preservação da Aldeia Maracanã, o reconhecimento de seu uso social e a pactuação democrática acerca da reabilitação arquitetônica do edifício.
Cada vez que se comete um ato de violência que coloca em risco a integridade de um grupo social indígena, se esfacela sua cultura, seu modo de vida, suas possibilidades de expressão. É uma porta que se fecha para o conhecimento da humanidade, como dizia Levi-Strauss. É essa a Copa do Mundo que o governo quer fazer? É esse espetáculo da violência, a lição civilizatória que o Rio de Janeiro tem para mostrar ao mundo? A política-espetáculo tem um efeito simbólico: mostrar que o avanço do projeto de cidade, rumo aos megaeventos esportivos, far-se-á a qualquer custo.
Direitos humanos, democracia e pactuação estão fora da agenda deste projeto de cidade. Os manifestantes, em absoluta condição de desigualdade frente à força policial e seu aparato de violência, lançaram mão de instrumentos bem diferentes daqueles utilizados pelo Batalhão de Choque: ocuparam o prédio para apoiar os índios, resistiram à sua desocupação e manifestaram, no espaço público, nas ruas e avenidas do entorno do complexo do Maracanã, sua reprovação e indignação frente à marcha violenta desta política.
*Fernanda Sánchez é professora da UFF e pesquisadora sobre megaeventos e as cidades.
Supervia e governo do estado do Rio de Janeiro prometem reativar o ramal ferroviário Santa Cruz - Itaguaí
Tomara mesmo que volte, pois aquela região está em crescimento acelerado, tanto em Itaguaí como em Santa Cruz. No ano passado, a Supervia no Twitter estava mostrando seu programa de investimento em seu site e nele nem sequer mostrava o ramal de Itaguaí no seu programa de investimentos. Diante disso, nós do Fatos Gerais questionamos sobre ele e a mesma havia dito que não tinha planos naquele momento de reativa-lo. Todavia, nós comentamos que o presidente da Supervia prometeu em audiência na Alerj reativa-lo até 2015. Após isso, eles apagaram a postagem no Twitter em que dizia que não havia planos para reativação do supracitado ramal e em seguida disseram que estão estudando reativa-lo.
Diante deste fato e da noticia veiculada pelo O Dia e pela Revista Ferroviária, nós torcemos para que o mesmo seja de fato reativado. Que ele não seja promessa eleitoreira, visto que o vice governador é pré-candidato ao governo do estado. Tomara que de fato ele volte de verdade. Aquela região carece dele e a Rio - Santos já está ficando saturada.
Ramal de trens de Santa Cruz pode voltar a Itaguaí
22/03/2013 - O Dia (RJ)
De olho no crescimento da Baixada Fluminense nos próximos 15 anos, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, anunciou nesta quinta-feira, durante seminário promovido pela Firjan sobre o futuro da região, a extensão do ramal ferroviário de Santa Cruz até Itaguaí.
Outros investimentos de melhoria na mobilidade urbana, como a ampliação da Via Light até Madureira, com licitação marcada para o mês que vem, devem sair do papel ainda este ano.
O projeto de reativação da linha férrea do ramal Itaguaí, desativada desde a década de 1980, tem prazo até 2015 para ser concluído pela SuperVia. No entanto, a concessionária aguarda a atuação do Estado, para desapropriar centenas de imóveis que tomam a via férrea irregularmente. A partir de 2016, Itaguaí deve abrigar uma enorme base offshore da Petrobras.
No relatório de nove páginas, mais de mil profissionais ligados à Firjan, criaram dezenas de ações para preparar a Baixada nos próximos anos. As sugestões foram desde a melhoria no abastecimento de água e gás natural até a construção de uma nova rodovia ligando a Baixada até a capital, na tentativa de desafogar a Rodovia Presidente Dutra.
Os 70 quilômetros do Arco Metropolitano, que ligará o Porto de Itaguaí ao Complexo Petroquímico em Itaboraí foi o investimento apontado como “essencial” no seminário. As obras, que começaram com dois anos de atraso, serão concluídas até dezembro.
Participaram os prefeitos de Mangaratiba, Itaguaí, Seropédica, Queimados, Japeri, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Paracambi.
Pedido de UPP na região
De todos os desafios apontados no relatório da Firjan, a segurança foi um dos temas mais preocupantes. Antes de iniciar o seminário, o presidente regional da Baixada da Fundação, Carlos Erane de Aguiar, pediu ao vice-governador, a chegada da UPP na Baixada.
“A insegurança afasta investidores e rebaixa a atratividade de capital para região”, explicou. Na defensiva, Pezão ressaltou que vai abrir concurso para seis mil policiais neste ano, mas não revelou quando a Baixada receberá uma UPP.
Outros investimentos de melhoria na mobilidade urbana, como a ampliação da Via Light até Madureira, com licitação marcada para o mês que vem, devem sair do papel ainda este ano.
O projeto de reativação da linha férrea do ramal Itaguaí, desativada desde a década de 1980, tem prazo até 2015 para ser concluído pela SuperVia. No entanto, a concessionária aguarda a atuação do Estado, para desapropriar centenas de imóveis que tomam a via férrea irregularmente. A partir de 2016, Itaguaí deve abrigar uma enorme base offshore da Petrobras.
No relatório de nove páginas, mais de mil profissionais ligados à Firjan, criaram dezenas de ações para preparar a Baixada nos próximos anos. As sugestões foram desde a melhoria no abastecimento de água e gás natural até a construção de uma nova rodovia ligando a Baixada até a capital, na tentativa de desafogar a Rodovia Presidente Dutra.
Os 70 quilômetros do Arco Metropolitano, que ligará o Porto de Itaguaí ao Complexo Petroquímico em Itaboraí foi o investimento apontado como “essencial” no seminário. As obras, que começaram com dois anos de atraso, serão concluídas até dezembro.
Participaram os prefeitos de Mangaratiba, Itaguaí, Seropédica, Queimados, Japeri, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Paracambi.
Pedido de UPP na região
De todos os desafios apontados no relatório da Firjan, a segurança foi um dos temas mais preocupantes. Antes de iniciar o seminário, o presidente regional da Baixada da Fundação, Carlos Erane de Aguiar, pediu ao vice-governador, a chegada da UPP na Baixada.
“A insegurança afasta investidores e rebaixa a atratividade de capital para região”, explicou. Na defensiva, Pezão ressaltou que vai abrir concurso para seis mil policiais neste ano, mas não revelou quando a Baixada receberá uma UPP.
RF – Leia na íntegra a nota enviada pela SuperVia à imprensa:
“A SuperVia, que atua no Rio de Janeiro e em mais 11 municípios da região metropolitana, investe, em parceria com o Governo do Estado, R$ 2,4 bilhões na revitalização de todo o sistema ferroviário. Entre as intervenções previstas está a reativação do trecho entre Santa Cruz e Itaguaí, que contemplará a substituição de trilhos e dormentes, aquisição de novas composições e construção de estações e plataformas. Para dar início ao projeto, serão necessárias desapropriações na região e obtenção de licenças ambientais, que são de responsabilidade do Governo Estadual.”
Fonte: O Dia e Revista Ferroviária
quinta-feira, 21 de março de 2013
Combat 18 ou CCC? Não importa. São igualmente extremistas
Algumas pessoas que não tem inteligência nem sabedoria para arrumar uma boa ideia nem para rebater ideias das quais discordam partem para a agressão física ou injuriosa, muitas vezes se aproveitando do anonimato. Em pleno Rio de Janeiro, uma cidade formada por descendentes de habitantes das mais variadas origens (fora as tribos originais cariocas há muito tempo extintas), surge um grupo neonazista autointitulado Combat 18, fazendo sua propaganda de ódio contra desafetos, ameaçando-os de morte e tudo mais. Os caras espalharam cartazes na Lapa, bairro boêmio da cidade. O alvo de agora são os comunistas. Mas pode ser também qualquer pessoa que eles classifiquem como comunista, mesmo sem ser de fato.
Segundo relatos publicados no Facebook, o 18 do nome Combat 18 faz referência às iniciais do nome de Adolf Hitler. A é a primeira letra do alfabeto e H é a oitava letra no alfabeto latino. o grupo surgiu na Inglaterra e já se espalhou por vários países.
É melhor a sociedade carioca reagir contra esses caras. Inclusive cidadãos não alvos dessa corja (mas que poderão se-lo no futuro) e, principalmente, as autoridades. Como os covardões são anônimos, eles devem estar infiltrados por aí. Assim como os caras do CCC estão por aí até hoje.
sábado, 16 de março de 2013
A ligação dos donos da UOL 89 FM com a ditadura militar
Acima, da esq., os empresários José Camargo, José Camargo Jr. e Neneto Camargo, da 89, e Otávio Frias Filho, da Folha de São Paulo, donos da atual UOL 89 FM. Abaixo, Paulo Maluf, uma viatura da Folha incendiada por manifestantes e o general Mário Andreazza.
Um fato sombrio está nos registros da imprensa e da História e que colocam em xeque o caráter supostamente "vanguardista" da suposta "rádio rock" UOL 89 FM, no ar desde dezembro passado, como continuidade da famigerada 89 FM.
Sabe-se que, como rádio de rock, a conduta da 89 FM sempre foi bastante duvidosa para o segmento. Apesar do logotipo impactuante, a rádio nunca teve o estado de espírito necessário nem adotava uma linguagem apropriada que a colocasse como rádio de rock de verdade, sendo mais bem-sucedida pelo poderio político de seus donos e pelo marketing em torno da rádio.
Evidentemente, quando a 89 FM voltou ao ar, muita gente falou besteira. Diziam que ela era "rádio rock de verdade", que São Paulo estava órfã de uma grande rádio de rock - e continua estando, apesar dos esforços da Kiss FM (mas ela ainda está longe de ser uma 97 Rock dos tempos áureos) - , que a 89 era "a única e verdadeira rádio rock", "a melhor rádio rock do mundo", entre outros adjetivos delirantes.
Ouvindo a emissora, vi que nada disso valiam os adjetivos exagerados. A programação é meramente hit-parade. A rádio adota um estilo de locução de rádio pop das mais imbecis. As músicas se repetem constantemente e não há criatividade na escolha de músicas a serem tocadas, e a grade de programação inclui programas de besteirol, game shows inócuos e até programas de piadas e futebol (?!).
Pior é aguentar o fanatismo de internautas adeptos da 89 FM, conhecidos pelo seu temperamentalismo e reacionarismo altos. É como se o jornalista de Veja, Reinaldo Azevedo, fosse um punk adolescente. Eles pensam a cultura rock com o umbigo e desprezam completamente a realidade da cultura rock em volta. "Que o mundo se dane!! Só vale o que a gente pensa!!", esta é sua "filosofia".
Se compararmos o oba-oba da volta da 89 FM e todos os eventos de recordação da antiga Fluminense FM - cuja exposição eu pude conferir com meus amigos Leonardo Ivo, Marcelo Delfino e meu irmão Marcelo Pereira, no ano passado - , dá para ver uma grande diferença.
A celebração da Fluminense FM e seus trinta anos de aparecimento era um evento humano, onde se recordava não apenas uma rádio que tocava rock, mas uma trajetória de vida, um trabalho profissional que não foi muito fácil, que gerou uma grande credibilidade mas não permitiu que o formato da antiga Maldita fosse ampliado para o resto do país.
A festa de relançamento da 89 FM era apenas uma festinha de convidados vip associados à rádio. Uma badalação digna de aparecer na revista Caras, que por sinal já publicou várias notas em favor dos acionistas majoritários da rádio, José Camargo, José Camargo Jr. e Neneto Camargo, do Grupo Camargo de Comunicação, dono não só da 89 mas também da rádio brega-popularesca Nativa FM.
Numa pesquisa cuidadosa, vi que José Camargo já era conhecido como deputado federal pelo PDS e PFL, mas com carreira política surgida na ARENA. Ele tinha fortes ligações com Paulo Maluf e havia apoiado também Mário Andreazza, um dos generais da ditadura militar.
Vendo que os donos da 89 FM cederam uma parte das ações para o Universo On Line, isso significa que o empresário Otávio Frias Filho também se tornou dono da 89 FM, já que o UOL é ligado ao jornal Folha de São Paulo, conhecido por suas posturas reacionárias em favor do PSDB.
Só que a Folha, tal qual o Grupo Camargo de Comunicação, também tem como pano de fundo o apoio à ditadura militar, tendo oferecido suas viaturas para o transporte de presos políticos para as prisões do DOI-CODI, na capital paulista.
Conhecendo esse ponto sombrio, dá para perceber o quanto a cultura rock, associada a um processo social de rebelião cultural e política, entra em sério conflito com a 89 FM, com seus donos ligados a um pano de fundo político ideológico nada agradável aos verdadeiros apreciadores do rock.
Chega a ser estranho que músicos de Rock Brasil, inclusive punks, de relevância como Clemente e Philippe Seabra aprovem a volta da 89 FM, quando os músicos e os donos da rádio andavam em caminhos ideológicos diferentes. Mas, infelizmente, em nome da visibilidade e outras vantagens, joga-se os princípios na lata de lixo. Vide o PT...
Espera-se que as pessoas se atentem por esse aspecto sombrio que explica o quanto a 89 FM nunca esteve comprometida com um perfil de rádio de rock autêntico, como eram as antigas Fluminense e 97 FM. Seus interesses não eram apenas comerciais, mas politiqueiros, e o temor é que o Grupo Folha utilize a UOL 89 FM para reciclar seu poderio sobre a sociedade paulista.
Esse é o perigo que poucos percebem. O de que os grandes senhores do poder midiático, indiferentes ao interesse público, usem uma "rádio rock" para criar uma base de apoio juvenil, o que poderá gerar, no futuro, adultos bastante reacionários e autoritários.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Industria de celulares quer barrar celulares xing-lings para poder voltar a praticar o Lucro Brasil
Celulares Xing-lings
Eles querem penalizar a população pelo fato de esta se recusar a pagar pelo preço superfaturado dos celulares que vendem. Como eles não conseguem convencer a população do contrário, agora eles estão pressionando a Anatel e as operadoras para barrar os xing-lings. Em 2009, o Fatos Gerais tratou deste assunto.
Antes da chegada dos xing-lings, um simples celular dual chip custava em torno de R$1000,00. Com a chegada deles, os fabricantes tiveram que colocar o preço real do equipamento, ou seja, o preço de mercado, que é o preço que ele custa de verdade. Uma vez que aqui eles vendiam o mesmo aparelho com preços três vezes mais caros que os que eles vendem lá fora. Tal situação assim como o caso dos automóveis, denuncia o Lucro Brasil, onde uma mercadoria custa três vezes mais no Brasil do que em qualquer lugar do mundo, sem os impostos embutidos. Diante disso, o argumento de que a carga tributária era culpa de tudo cai por terra, e no caso dos celulares, os xing-lings desmistificaram isso.
Quando os xing-lings chegaram no Brasil, eles tinham os mesmos recursos ou até o dobro dos celulares legalizados, porém sendo vendidos pela metade do preço destes últimos. Isso forçou os fabricantes a baixarem os preços dos celulares que fabrica assim como aperfeiçou os mesmos. Pode-se comparar isso indiretamente, a abertura econômica feita pelo ex-presidente Fernando Collor, onde antes se vendia equipamentos de baixa qualidade e defasados tecnológicamente a peso de ouro e que com a entrada dos importados, a industria foi obrigada a se reinventar para sobreviver.
Siemens CF75
Sony Ericsson R306
Quanto a qualidade, isso é discutível, uma vez que os celulares fabricados pelas marcas oficiais também apresentam os mesmos problemas ou até piores. Já houve casos de um celular de uma marca famosa explodir nas mãos de um usuário.Isso sem contar os erros de projetos, onde eles lançam um celular no mercado e ele acaba dando tanto defeito que eles são obrigados a tira-los do mercado, como foi o caso do R306 da Sony Ericsson, que após dar um monte de defeito, eles tiveram que trocar junto aos clientes estes celulares por outros similares ( este foi o meu caso). Isso quando tal fato não provoca a saída do próprio fabricante do mercado, como foi o caso da Siemens que fabricou um modelo de celular, o CF75, que causou uma reputação tão ruim para ela que a mesma se viu obrigada a sair do mercado de celulares. E tem também o caso das assistência técnicas cujo o serviço é sofrível. Pelo menos quem compra um xing-ling sabe que ele é descartável e que vai durar pouco, sendo que muitas vezes se surpreende positivamente com ele, uma vez que ele pode durar até mais de três anos. E o caso do celular que eu dei para minha mãe.
Com esta medida corporativista e elitista quem se prejudica é o pobre que fica impedido de comprar um celular relativamente bom e que vai atender as expectativas dele, justamente para que os fabricantes possam voltar a praticar o Lucro Brasil. Isso sem contar que lhe tiram uma opção e o seu direito de escolha, pois tais questões de decisão pessoal pertence exclusivamente ao individuo e isso eles querem suprimir de nós. Portanto, não deixemos isso acontecer. Vamos lutar contra isso.
Chamados de piratas, estes aparelhos costumam chegar ao Brasil por meio de contrabando e geralmente são vendidos em camelôs e sites. O comércio paralelo levanta polêmica e há anos incomoda os fabricantes legalmente instalados por aqui.
O documento cobra uma "solução tecnológica para coibir o uso de estações móveis não certificadas, com IMEI adulterado, clonado ou outras formas de fraude nas redes do SMP". A sigla para 'International Mobile Equipment Identity" vem grafada em todos os celulares e dentro dela há um número que os identifica. No caso dos não-homologados, este registro é clonado para enganar as operadoras.
A operação deverá ser conduzida com cautela para não prejudicar os donos das milhões de unidades piratas em serviço no Brasil. O desligamento da base destes aparelhos será gradual "de modo a minimizar os impactos sobre a população", esclarece o texto. Depois de instaurado o sistema, novos terminais piratas terão o acesso negado.
Para garantir sucesso ao plano, o documento prevê que as operadoras façam campanhas públicas de conscientização. Além disso, há preocupação em preservar os celulares estrangeiros em atividade no país - já que muitos deles não são homologados - e uma solução deverá ser encontrada para minimizar transtornos a este respeito.
De acordo com o Mobile Time, o assunto está sendo coordenado pelo SindiTeleBrasil, representante das operadoras, e o prazo para que o sitema entre em vigor é janeiro de 2014. Procurada pelo Olhar Digital, a Anatel não comenta o assunto.
Olhar Digital
Eles querem penalizar a população pelo fato de esta se recusar a pagar pelo preço superfaturado dos celulares que vendem. Como eles não conseguem convencer a população do contrário, agora eles estão pressionando a Anatel e as operadoras para barrar os xing-lings. Em 2009, o Fatos Gerais tratou deste assunto.
Antes da chegada dos xing-lings, um simples celular dual chip custava em torno de R$1000,00. Com a chegada deles, os fabricantes tiveram que colocar o preço real do equipamento, ou seja, o preço de mercado, que é o preço que ele custa de verdade. Uma vez que aqui eles vendiam o mesmo aparelho com preços três vezes mais caros que os que eles vendem lá fora. Tal situação assim como o caso dos automóveis, denuncia o Lucro Brasil, onde uma mercadoria custa três vezes mais no Brasil do que em qualquer lugar do mundo, sem os impostos embutidos. Diante disso, o argumento de que a carga tributária era culpa de tudo cai por terra, e no caso dos celulares, os xing-lings desmistificaram isso.
Quando os xing-lings chegaram no Brasil, eles tinham os mesmos recursos ou até o dobro dos celulares legalizados, porém sendo vendidos pela metade do preço destes últimos. Isso forçou os fabricantes a baixarem os preços dos celulares que fabrica assim como aperfeiçou os mesmos. Pode-se comparar isso indiretamente, a abertura econômica feita pelo ex-presidente Fernando Collor, onde antes se vendia equipamentos de baixa qualidade e defasados tecnológicamente a peso de ouro e que com a entrada dos importados, a industria foi obrigada a se reinventar para sobreviver.
Siemens CF75
Sony Ericsson R306
Quanto a qualidade, isso é discutível, uma vez que os celulares fabricados pelas marcas oficiais também apresentam os mesmos problemas ou até piores. Já houve casos de um celular de uma marca famosa explodir nas mãos de um usuário.Isso sem contar os erros de projetos, onde eles lançam um celular no mercado e ele acaba dando tanto defeito que eles são obrigados a tira-los do mercado, como foi o caso do R306 da Sony Ericsson, que após dar um monte de defeito, eles tiveram que trocar junto aos clientes estes celulares por outros similares ( este foi o meu caso). Isso quando tal fato não provoca a saída do próprio fabricante do mercado, como foi o caso da Siemens que fabricou um modelo de celular, o CF75, que causou uma reputação tão ruim para ela que a mesma se viu obrigada a sair do mercado de celulares. E tem também o caso das assistência técnicas cujo o serviço é sofrível. Pelo menos quem compra um xing-ling sabe que ele é descartável e que vai durar pouco, sendo que muitas vezes se surpreende positivamente com ele, uma vez que ele pode durar até mais de três anos. E o caso do celular que eu dei para minha mãe.
Com esta medida corporativista e elitista quem se prejudica é o pobre que fica impedido de comprar um celular relativamente bom e que vai atender as expectativas dele, justamente para que os fabricantes possam voltar a praticar o Lucro Brasil. Isso sem contar que lhe tiram uma opção e o seu direito de escolha, pois tais questões de decisão pessoal pertence exclusivamente ao individuo e isso eles querem suprimir de nós. Portanto, não deixemos isso acontecer. Vamos lutar contra isso.
Celulares piratas com os dias contados no Brasil
Anatel cobra das operadoras um sistema de combate aos aparelhos não-homologados Ofício enviado em 16 de janeiro pela Anatel às operadoras determina que elas construam em um ano um sistema para identificar e bloquear o uso de celulares não-homologados no país. A informação foi obtida pelo Mobile Time, que teve acesso ao documento.Chamados de piratas, estes aparelhos costumam chegar ao Brasil por meio de contrabando e geralmente são vendidos em camelôs e sites. O comércio paralelo levanta polêmica e há anos incomoda os fabricantes legalmente instalados por aqui.
O documento cobra uma "solução tecnológica para coibir o uso de estações móveis não certificadas, com IMEI adulterado, clonado ou outras formas de fraude nas redes do SMP". A sigla para 'International Mobile Equipment Identity" vem grafada em todos os celulares e dentro dela há um número que os identifica. No caso dos não-homologados, este registro é clonado para enganar as operadoras.
A operação deverá ser conduzida com cautela para não prejudicar os donos das milhões de unidades piratas em serviço no Brasil. O desligamento da base destes aparelhos será gradual "de modo a minimizar os impactos sobre a população", esclarece o texto. Depois de instaurado o sistema, novos terminais piratas terão o acesso negado.
Para garantir sucesso ao plano, o documento prevê que as operadoras façam campanhas públicas de conscientização. Além disso, há preocupação em preservar os celulares estrangeiros em atividade no país - já que muitos deles não são homologados - e uma solução deverá ser encontrada para minimizar transtornos a este respeito.
De acordo com o Mobile Time, o assunto está sendo coordenado pelo SindiTeleBrasil, representante das operadoras, e o prazo para que o sitema entre em vigor é janeiro de 2014. Procurada pelo Olhar Digital, a Anatel não comenta o assunto.
Olhar Digital
terça-feira, 5 de março de 2013
ICMBIO libera desmatamento criminoso no Corcovado para atender a industria hoteleira
Enquanto emissoras como Kiss FM e Senado FM sofrem para instalar seus equipamentos no Sumaré sem derrubar uma única árvore sequer, este órgão maldito libera um desmatamento gigantesco na região do Corcovado para atender a interesses particulares da industria hoteleira. Enquanto isso, quem quer promover o interesse público com cultura de qualidade ou informação, é boicotado pelo órgão supracitado pela reportagem. Leiam:
Corte de árvores no Hotel das Paineiras gera indignação
Pio de pássaros e canto de cigarras foram substituídos pelo som agressivo das motosseras
Caio Lima*
De acordo com trecho da nota oficial emitida pela direção do Parque Nacional da Tijuca ao Jornal do Brasil, “a supressão de vegetação foi autorizada pelo Instituto Chico Mendes para implantação do Complexo Paineiras, projeto selecionado em concurso público nacional de arquitetura organizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil e previsto no plano de manejo do Parque Nacional da Tijuca”.
Há 15 anos fazendo diariamente o trajeto de subida e descida ao morro do Corcovado, o taxista Rubens Júnior diz que já denunciou o desmatamento na região.
“Uma vez até falei diretamente com um guarda da polícia florestal que passava por aqui e denunciei os cortes de árvores. Ele disse para eu procurar outros órgãos ambientais e que não podia fazer nada. Como isso? Ele não é um guarda para coibir qualquer tipo de crime ambiental?”, indaga indignado o taxista.
Ainda segundo Rubens Júnior, os cortes das árvores estão sendo feitos sem nenhuma segurança e para quem quiser ver: “é de dia e de noite e sem nenhum tipo de isolamento da área. Outro dia pessoas que vinham visitar o Cristo passavam embaixo de uma árvore enquanto seus galhos iam caindo”.
Para a deputada estadual Aspásia Camargo (PV-RJ), a lei de uso de solo do Rio de Janeiro permite esse tipo de coisa, que requer compensações", comentou. Outro dia uma amiga quis remover duas árvores de seu terreno, com o compromisso de plantar outras duas, e não conseguiu autorização. Mas para este tipo de situação as normas parecem ser outras", ironizou.
Falta de transparência
Para os trabalhadores da região das Paineiras, além do problema da derrubada de árvores, que segundo eles já está mudando o ecossistema local, a revolta é por conta da falta de informação sobre a prática, autorizada pelo ICMBio.
“Eles fazem às escondidas, sem dizer nada para ninguém. Está claro que não se prontificaram em proteger a natureza. Pelo que sei, não existe pretensão de remanejar a vegetação. O grande problema é o ecossistema. Antes era comum vermos, por exemplo, tucanos se alimentando nas árvores vizinhas”, ressalta um trabalhador do local, que também não se identificou, temendo represálias.
Parque dá sua versão
Procurada pelo Jornal do Brasil, a administração do Parque Nacional da Tijuca, administrado pelo ICMBio, enviou uma nota oficial para esclarecer a situação. Confira abaixo a íntegra:
A supressão de vegetação foi autorizada pelo Instituto Chico Mendes para implantação do Complexo Paineiras, projeto selecionado em concurso publico nacional de arquitetura organizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil e previsto no plano de manejo do Parque Nacional da Tijuca.
A revitalização do antigo Hotel das Paineiras incluirá estacionamento subterrâneo, exposição educativa, café, restaurante panorâmico, loja de souvenir e mini centro de convenções, proporcionando maior conforto para os visitantes que procuram o Corcovado e ordenando a visitação, o que reduzirá o impacto do turismo no Parque.
É importante destacar que a área de intervenção já foi objeto de diversas obras e aterros para construção do próprio hotel e da estrada, mas mesmo assim foram tomados todos os cuidados ambientais, com realização de sondagem no solo e inventário completo das árvores.
As árvores que estão sendo retiradas são, em sua maioria, exóticas, ou seja de espécies que não ocorrem na Mata Atlântica, e sua retirada também já estava prevista no plano de manejo. As árvores nativas serão compensadas com plantio de 3 vezes o número de indivíduos em outras áreas do Parque.
O processo de ordenamento da visitação do Corcovado já apresenta bons resultados na recuperação da vegetação na estrada entre as paineiras e o Corcovado, após a proibição de acesso e estacionamento de veículos particulares.
*Do Programa de Estágio do Jornal do Brasil
JB
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Rede TV! pode ser vendida para Eike Batista
Tomara que esta venda aconteça, pois é muito triste que um canal que um dia abrigou as duas melhores redes que o Brasil já teve, continue nas mãos de gente amadora e caloteira como estes cidadãos. Tomara que ele traga o canal de volta para Rio de Janeiro, de onde jamais deveria ter saído. Que esta venda aconteça logo para que este canal possa ser revitalizado.
REDE TV PARA EIKE BATISTA E BONI.
Reunião com Dilma pode garantir transferência da Rede TV para Eike e Boni
Hoje um encontro no Palácio do Planalto pode mudar o cotidiano de uma
das emissoras de TV do país. A presidenta Dilma Roussef tem um encontro
marcado, às 17h30, com Amílcare Dallevo, que comanda a Rede TV!. A pauta
da reunião não foi divulgada, mas nos corredores da emissora não falta
quem especule os motivos.
O
principal rumor dá conta de que parte das ações do canal seria
transferida para os empresários Eike Batista e Boni. O comentário, que
tem ganhado força nas últimas semanas, é que os dois aportariam capital e
dariam novos rumos à emissora. A informação não é confirmada pelo
canal.
No ano passado, a Associação Brasileira de Imprensa
enviou ofício à Presidência da República pedindo uma intervenção na Rede
TV! por causa dos constantes atrasos de salário que vinham ocorrendo.
A concessão pública do canal foi renovada em junho do ano passado e tem validade de 15 anos.
Fonte: Conexão Repórter, Blog da Radio Jovem Pan AM e Blog Na TV
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Por causa de um pacote de feijão, morador de rua é humilhado
Se fosse um ricaço, um politico isso não teria acontecido. Tirem suas conclusões.
A DIGNIDADE CUSTA UM PACOTE DE FEIJÃO NO HIPER BOMPREÇO DE PETROLINA/PE
Vivi ontem, dia 23/02/2013, uma fato que me deixou indignada, uma atitude de desrespeito, ignorância e má preparação profissional dos funcionários e da equipe do supermercado mencionado no título. A pessoa ofendida não fui eu, mas a natureza do problema e a minha interação com o ocorrido não me permitem ficar calada diante desse absurdo.
Estava com minha filha ontem e realizamos uma compra de alguns itens de alimentação e limpeza para nossa residência, enquanto aguardávamos na fila, fomos abordadas por um jovem de aparência humilde com aproximadamente 15 anos, que com educação descrição e um certo receio, me pediu que lhe comprasse um pacote de feijão.
Isso mesmo, um simples pacote de feijão, não me pediu dinheiro, não me pediu futilidades, não fez apelos, nem veio com frases prontas apelativas, apenas pediu um pacote de feijão, disse, inclusive, que iria buscar para que eu não tivesse que deixar a fila. Eu o encarei por alguns instantes e enxerguei fome, desespero, medo, humildade, enxerguei uma pessoa vítima de uma sociedade que no auge de sua ausência de perspectiva recorreu a um estranho para lhe prover o que um sistema público eficiente deveria assegurar a todos.
Eu concordei e ele agiu prontamente, foi até o corredor, buscou o feijão e retornou rapidamente, nem sequer escolheu um dos tipos mais caros ou de marcas mais consagradas, pegou um modelo simples, tradicional, tipo aquele que nossa mãe manda comprar quando não temos muito dinheiro, sei porque passei por isso na minha infância.
Foi o primeiro item a passar na minha lista, como demonstra o comprovante que demonstro acima. Tão logo foi feito o registro a empacotadora colocou o produto numa sacola e o entregou ao garoto.
Quando encerrou-se o registro das minhas compras, às 15h32min, realizei o pagamento, e enquanto terminávamos o empacotamento vi a moça que me auxiliava no caixa interceder numa situação um pouco distante dizendo “não façam isso, foi a moça aqui que pagou o feijão dele”, prontamente me atentei para o ocorrido e então percebi o absurdo: quando tentava sair do supermercado, pelo corredor de caixas, com o item na sacola, o segurança lhe tomou o produto, mandou que uma funcionária devolvesse à prateleira e o tangiam como quem tenta afastar um bicho ameaçador. Uma senhora que estava na minha frente na fila do caixa tentava explicar o ocorrido, mas não era ouvida pelos funcionários grosseiros e intolerantes. Enquanto isso o pobre garoto se silenciava diante do constrangimento, acuado num canto sem saber o que fazer ou para onde ir.
Dei de encontro com a funcionária que retornava com o feijão e imediatamente ORDENEI, sim ordenei aos gritos, que a mesma retornasse imediatamente e devolvesse o produto ao rapaz, pois eu havia realizado o pagamento.
E assim começou a confusão e a sucessão de absurdos que só pioraram a situação. A moça devolveu o produto ao rapaz e o mesmo rapidamente se foi sem que percebêssemos ou que um pedido adequado de desculpas lhe fosse ofertado.
O segurança informou que a medida fora tomada porque ele estava sem o recibo, porque estava importunando os demais clientes e porque estava andando pela loja com produtos na mão há algum tempo com aparência suspeita.
Ora, nada disso justifica a conduta, primeiramente, não encontraram nada escondido no rapaz, quanto ao recibo, não lhe deram a chance de explicar que eu havia pago, não procuraram explicações e nem me questionaram, antes de tomar medidas mais radicais. Ora, o produto estava em uma sacola e o garoto saia do corredor de caixas, tudo isso são indícios de que o pagamento havia sido realizado, por quem quer que fosse, mas nada disso foi levado à conta. O interessante é que frequento aquele estabelecimento há anos e nunca me pediram para verificar um produto sequer, nunca tive minha nota solicitada, nunca, assim como muitos outros acredito eu.
Outro funcionário logo se aproximou ao ver a confusão e informou que esse era o procedimento padrão, mas que padrão esse para se adotar!?! Então com meu carrinho cheio de mercadorias sugeri que, em cumprimento ao procedimento padrão, o mesmo verificasse item por item na nota se eu também não estaria subtraindo nada, pois saí do mesmo corredor que o garoto sem apresentar recibo, mas o mesmo informou que isso não seria preciso pois eu “era diferente”.
“Diferente”, um conceito meio complexo, já que acredito que sejamos todos diferentes, mas a minha falta de ingenuidade me fez concluir exatamente o que ele quis dizer, então solicitei que explicasse claramente, mas adverti-lo de que isso era discriminação, preconceito e até mesmo crime, acredito eu. Então ele ficou sem palavras, não soube mais o que dizer, não tinha mais o que dizer, enquanto nós, que demos uma voz àquele menino, esbravejávamos indignadas e um público já bastante grande, atento ao que era dito, questionava.
Aumentando a bola de neve que a situação se tornou me disseram que se eu desejasse fazer isso novamente deveria entregar a mercadoria fora do supermercado. Cada vez mais revoltada informei que o que faço com minhas mercadorias não era problema de nenhum deles, se quisesse eu poderia simplesmente derramar tudo ali, largado, e ir embora, porque diferentemente daquele menino, eu pude pagar por aquelas compras, e depois que passei daquele caixa tudo era meu, não sendo mais da conta de nenhum deles o que faço com meus produtos ou a quem entrego cada um deles, nem dentro, nem fora do supermercado.
Em mais uma tentativa frustrada de justificação me disseram que eu não estava ajudando o rapaz, pois ele provavelmente venderia o feijão para comprar drogas, acreditem, sim, me disseram isso, ali, descaradamente, na frente de todo mundo. Os profissionais supostamente sérios e preparados para assegurar a segurança do estabelecimento, para lidar com consumidores, para solucionar crises em um estabelecimento comercial de grande porte, é triste, mas eles fizeram isso.
Gente estúpida, mal preparada, de mente fechada, preconceituosos, julgando por estereótipos, taxam o rapaz de bandido, tomaram-lhe o produto. Eles sim é que me perturbam e me incomodam, não aquele menino que precisava de ajuda, que pediu ajuda, se bem que eles também precisam de ajuda, precisam urgentemente aprender como se trata uma pessoa com respeito, porque todos merecem respeito, TODOS!!!
Seguranças, supervisores, responsáveis pela administração, todos tentado justificar o injustificável. Mas a explicação é simples: discriminaram, taxaram, suspeitaram, acusaram e condenaram o rapaz sem uma chance de explicações ou defesa.
Não porque o mesmo tenha agido errado, não porque estivesse sem o recibo, mas porque era simples, humilde, estava mal vestido, um tanto quanto sujo, pedindo ajuda, estava receoso de ser expulso, se esquivando e depois de tantos nãos, procurava um ser humano que lhe ofertasse um pouco de solidariedade, mas acreditaram que ele não poderia ter pago um pacote de feijão que custou R$ 4,56 (quatro reais e cinquenta e seis centavos), e antes de apurar o ocorrido com responsabilidade, foram totalitários e intolerantes, todo esse absurdo por causa de um produto desse valor! Esse estabelecimento e esses funcionários incompetentes que não souberam lidar com a situação são uma vergonha para nossa comunidade, ou até mesmo para toda a raça humana.
ROZANI ALVES COSTA
Carlos Britto
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Sobre a Linha 742 e a importância para os moradores de Realengo
E muito triste o que está acontecendo com a linha 742. Esta linha histórica que foi uma das mais importantes e rentáveis da Viação Bangu, sofre com o descaso desta mesma empresa, correndo o risco de acabar de vez. O jornal Extra de ontem e hoje fez duas reportagens sobre essa linha, onde a Viação Bangu desativou a linha mais uma vez e a revelia. Vale lembrar que antes dela fazer isso, a linha já tinha circulação e horários irregulares, o que fez com que muita gente deixasse de pegar a linha.
A Viação Bangu tem operado o 742 maquiado de 777, ou seja, o ônibus da linha 742 chega no ponto final lá na Rua Olimpia Esteves em Padre Miguel e ao chegar ele é mudado para 777 ou para variante dessa mesma linha que passa pela Rua do Governo. O jornal Extra fez esta reportagem devida imensa reclamação feita pelos passageiros ao jornal, já que a prefeitura nada fez para resolver o problema.
Esta linha e a mais antiga desta empresa e foi uma das mais rentáveis da mesma. Ela foi inaugurada pela Viação Andorinha em 1958 com a denominação de S50, ganhando a numeração 742 em 1963, quando o governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda fez a reforma das linhas de ônibus na cidade do Rio de Janeiro, transformando cooperativas e empresas de lotação em empresas de ônibus. O ponto final em Cascadura é o mesmo da época da inauguração em 1958, porém o ponto final em Realengo mudou diversas vezes até mudar até mesmo de bairro. Quando a linha começou, ela fazia ponto na Rua Guaraci, ao lado da Igreja Batista Gileade, que na ocasião se chamava Segunda Igreja Batista em Realengo. Até 1974 era a única linha a fazer ponto naquela rua, situação que só mudou quando neste mesmo ano foram inauguradas pela Andorinha as linhas 741 e 743, que quando inauguradas não iam para Bangu e sim até o centro de Realengo. Esta linha permaneceu neste ponto até o final da década de 70, quando seu ponto foi transferido para o seu histórico ponto, na Rua Demétrio Tourinho, ao lado do recém inaugurado loteamento do Parque Real. Alí permaneceu até 1998 quando a Bangu mudou a linha para Padre Miguel, o que falaremos adiante.
Na virada da década de 70 para 80, a Bangu compra a viação Andorinha e a 742 acaba sendo incorporada pela Bangu. Nesta mesma época, Sr. Max Gollo vende a Bangu para Jacob Barata assim como o dono da Andorinha também a vende para o mesmo. Jacob Barata então funde as duas empresas. E é nesta época que a linha 742 vive seus melhores momentos, ou seja, seus momentos de lucro e de boa frota. Nesta época era a linha mais usada pelos moradores da região do Barata e da região da Rua Limites, uma vez que era uma das únicas linhas que iam para Avenida Brasil, Deodoro, Rocha Miranda e a região de Madureira onde fica o Mercadão de Madureira. Por conta disso era uma linha que vivia lotada a ponto de as pessoas viajarem nas portas, como nos trens na parte da manhã e no começo da noite, sobretudo para quem precisava pegar ônibus para o Centro pela Avenida Brasil e para estação de Deodoro.
Era uma linha muito querida no bairro tanto que na Copa do Mundo de 1990, os moradores fizeram uma pintura de um ônibus da linha (com o número 742 na capela, que na ocasião, os ônibus já não ostentava mais as capelas nos seus tetos) com pessoas penduradas na porta e ao mesmo tempo com a bandeira do Brasil nas mãos e comemorando gol da seleção.
Essa linha tinha como trajeto este roteiro: Rua Demétrio Tourinho, Rua Aritiba, Rua Capituva, Rua Guaraci, Rua Tecobé, Rua Ocaibi, Rua do Governo, Rua Limites, Rua General Sezefredo, Avenida Santa Cruz, Estrada General Canrobert da Costa, Avenida Duque de Caxias, Estrada Marechal Alencastro, Avenida Brasil, Estrada João Paulo, Rua das Safiras, Rua Conselheiro Machado, Viaduto Negrão de Lima, Rua Carolina Machado, Praça Nossa Senhora do Amparo. A volta era as mesmas ruas com substituição da Rua General Sezefredo pela Rua do Imperador, Conselheiro Galvão pela Rua Edgard Romero,Incluindo as Ruas Cerqueira Daltro, Bornel e Carvalho de Souza.
Esta linha foi muito importante para mim, Leonardo Ivo, um dos autores deste blog. Eu utilizava esta linha junto com minha família para ir na casa da minha avó em Nilópolis. Nós pegávamos ele na esquina da Rua Aritiba com a Capituva e desciamos na numa praça ao lado da Rua General Possolo para pegar o Nova Iguaçú - Meier, da Viação Nossa Senhora da Penha, ou o Meier - Belford Roxo da mesma empresa ou o Deodoro - Nilópolis da Viação Nilopolitana, na Estrada São Pedro de Alcântara, que na época ainda tinha em sua frota Caios Grabriela com Chassis Mercedes LPO 1113 em plena virada das décadas de 80 para 90. Nós iamos par a casa dela pelo menos uma vez por mês ou a cada 15 dias. Para voltar a Realengo desciamos na Avenida Brasil, no caso desta linha da Nilopolitana ou na mesma praça citada deste texto e pegávamos o 742 de volta para casa. Vale lembrar que esta linha foi muito importante para mim para ir para escola, para passear e foi onde conheci um grande amigo, Alexandre Britto, onde este em 1994 foleava prospectos de encarroçadoras e foto e alí começou nossa amizade. E esta amizade dura até hoje, graças ao 742. Isso sem contar o fliperama que ficava no ponto final desta mesma linha na Rua Demétrio Tourinho, onde eu era frequentador assíduo.
Só uma curiosidade, 1989, a Bangu comprou uma grande frota de ônibus Ciferal Alvorada com os chassis Mercedes Benz 1315 para a 742, tamanha a importância que esta linha tinha na empresa, porém devido a demanda forte da linha,cinco anos depois estes ônibus já estariam velhos e surrados, o que comprovava o quanto a linha era movimentada.
Em 1995 veio a cisão onde a Andorinha retornava, porém as linhas que esta empresa assumiria não seriam aquelas que deixou de assumir no final da década de 70 e sim as linhas que eram originalmente da Bangu. Enquanto isso, a Bangu assumiria as linhas que eram da Andorinha, incluindo o 742.
Até este momento pouca coisa muda para a 742. Sua situação começa a mudar em 1997 quando surge a 367 da então guerreira Feital. Esta linha começa a roubar passageiros da 742, uma vez os passageiros não mais precisava pegar duas conduções para ir para o centro e sim uma. E também não dependiam mais do 391, cujo os horários eram irregulares. Nesta mesma época, a Feital também tenta criar uma linha Marechal Hermes - Itaguai passando pelo Barata, que dura poucos dias. E neste momento que a Bangu passa a investir na 794, que na ocasião vivia o mesmo ostracismo que vive hoje a 742. Nesta época a 794 ia até Padre Miguel, onde fica o ponto do 391, tinha circulação rarefeita e por conta disso vivia lotada. A Bangu transfere o ponto da 794 para Bangu, para a Rua Silva Cardoso, ao lado da Primeira Igreja Batista de Bangu. A partir deste momento, o número de passageiros da 742 cai pela metade, pois a Bangu além de mudar o ponto final do 794, passa a investir pesadamente nela, colocando mais ônibus e e diminuindo os seus intervalos.
O verdadeiro golpe de misericórdia a 742 ocorreu em 1998, quando equivocadamente a Bangu muda seu ponto da Rua Demétrio Tourinho para a Praça dos Abrolhos. Após isso a linha nunca mais foi a mesma e foi perdendo passageiros. Entre 1999 e 2000 a Bangu cria uma variante da 777 que passa pela Rua do Governo. A 742 nunca mais se recuperou e a Bangu foi mudando seu ponto e trajeto diversas vezes, até desativar a linha por volta de 2003 e 2004. Nesta mesma epoca, a Viação Bangu vivia uma crise financeira e adminstrativa em função da concorrência do transporte "alternativo" pirata e de sucessivos erros administrativos, a ponto de quase fechar as portas no começo de 2008, quando suas linhas quase foram repassadas para a Andorinha e a 383 para a Estrela. Neste mesmo ano ela é vendida e sofre um grande processo de revitalização, onde várias linhas como a 742 são reativadas.
Quando a 742 volta, esta retorna com ponto na Rua Ribeiro de Andrade e logo tem seu ponto alterado para a Praça dos Abrolhos. A principal novidade no seu retorno era que não mais passava por Honório Gurgel e sim na estação do Metrô de Coelho Neto, o que foi uma mão na roda para os moradores de Realengo. Ainda sim a Bangu, muda o ponto da 742 novamente colocando o ponto junto com a linha 777. Após isso ela volta a ter o funcionamento irregular e o resultado é esses que vocês leram no jornal Extra.
Isso é muito triste para uma linha que cresceu junto com o bairro de Realengo e trouxe desenvolvimento e progresso para o sub bairro do Barata. E uma opção para a Avenida Brasil para vários lugares como Rocha Miranda e Mercadão de Madureira, onde as linhas que também atendem estes locais quando não dão volta, tem seus pontos longe das residências dos moradores do Barata. O certo era a linha voltar a fazer ponto final na Rua Demétrio Tourinho e retornar com parte de seu itinerário original, mantendo apenas o trajeto onde esta passa na estação de Coelho Neto. Esta linha é lucrativa e muito util para os moradores de Realengo. Tanto é util que há linhas de kombis piratas que fazem o trajeto original da 742, da estação de Realengo a rua onde foi históricamente seu ponto. Cabe a direção da Bangu rever suas politicas adminstrativas e dar o devido valor que a linha e os seus passageiros merecem.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Hipóteses para a sucessão papal
Com a multiplicação de nacionalidades representadas no conclave que elege os papas, o sucessor de Bento XVI poderá vir de qualquer lugar. E poderá ter qualquer foco em seu pontificado. O nome desse Papa e o foco que ele terá depende fundamentalmente das questões priorizadas pelos cardeais eleitores do conclave. Além, obviamente, do direcionamento espiritual que qualquer líder religioso deve (ou deveria) buscar.
Se os cardeais eleitores quiserem que o futuro Papa priorize questões mais tradicionais da Igreja e mesmo o diálogo com outras agremiações cristãs e com as outras crenças abraâmicas (judaísmo e islamismo), é provável que elejam um Papa europeu, e que ele seja possivelmente um Papa italiano, dada a prevalência de cardeais italianos no conclave (são cerca de 22 cardeais italianos num universo de 119).
Se os cardeais eleitores (mesmo os europeus, a esmagadora maioria) admitirem que a igreja europeia precisa de uma sacudida, talvez um Papa de fora da Europa seja a melhor pedida. Um profeta não é bem vindo em sua terra. Um Papa missionário poderá ajudar o catolicismo europeu, que anda sofrendo com uma série de questões. Alguns organismos da Igreja Católica tem uma história de eurocentrismo: aquela doutrina aplicada em várias áreas humanas segundo a qual os europeus devem ensinar ao mundo, sem que os outros lhes ensinem. Um Papa de fora da Europa reverteria o eurocentrismo: a Europa também tem o que aprender com outras partes do mundo.
Na hipótese de um Papa de fora da Europa, o mais provável é que ele venha da América Latina ou da África, de onde vem alguns cardeais eleitores influentes. A igreja latinoamericana e a africana são as que mais cresceram nos últimos séculos. Não sem problemas. Um Papa latinoamericano ou um africano poderá atacar os problemas do catolicismo nessas regiões. Há a hipótese remota de surgir um Papa americano, pois o segundo maior grupo de cardeais eleitores é de americanos (o maior é o de italianos) e a Igreja americana tem uma pujança enorme no país e tem influência no Vaticano, a despeito dos bispos e padres americanos que violaram os mais diversos votos e promessas feitas por ocasião de suas ordenações e atraíram a reprovação até dos fiéis católicos. Contra os papáveis americanos pesa a influência do próprio país de origem, influência já considerada enorme em qualquer campo a nível mundial e que poderia melindrar adversários históricos do papado, como o governo da China. Outra questão: um Papa americano representaria mais os interesses da Igreja ou os interesses da nação americana? É o mesmo tipo de dúvida que ameaçou a eleição do presidente John Kennedy, até hoje o único católico a chegar à Presidência dos Estados Unidos, país pródigo em eleger protestantes para o cargo. Por fim, apontam a possibilidade remota de surgir um Papa filipino ou canadense.
Um Papa latinoamericano seria uma cartada tão ou mais ousada que a da eleição do Papa João Paulo II. O Papa polonês foi o primeiro Papa de fora da Itália em séculos, e foi decisivo na queda do comunismo no Leste Europeu, inclusive em seu país natal. A eleição de um Papa latinoamericano deverá ter impacto semelhante. Dependendo do país natal do Papa, se repetirá o mesmo que aconteceu na Polônia, cujos governantes locais viram seus esquemas de poder caírem com o passar do tempo, muito por influência do Papa conterrâneo. Aliás, a América Latina possuiu e possui, como outras regiões do mundo, vários governantes que não largam o cargo mesmo com incapacidade física para exercerem o cargo. O oposto do que Bento XVI prometeu fazer no próximo dia 28.
Tudo isso são apenas hipóteses para a sucessão papal. Hipóteses que levam em conta aspectos espirituais, aspectos de gestão e aspectos geopolíticos. O Papa é líder de um credo com mais de 1,1 bilhão de seguidores declarados (alguns só declarados, sem o serem de fato ou sem praticarem) e é também chefe de um minúsculo Estado independente que lhe serve basicamente para formular pronunciamentos, documentos, normas eclesiásticas e leis canônicas sem prestar contas a nenhuma autoridade secular. Um Papa só pode ser grande se não ignorar os aspectos espirituais, nem os de gestão nem os geopolíticos.
Texto publicado originalmente no Blogue do Delfino.
Postado por
Marcelo Delfino
às
sábado, fevereiro 16, 2013
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
África,
América Latina,
Bento XVI,
Canadá,
catolicismo,
China,
comunismo,
cristianismo,
EUA,
Europa,
Filipinas,
ICAR,
islamismo,
Itália,
João Paulo II,
John Kennedy,
judaísmo,
Polônia,
Vaticano
Bryan Singer promete corrigir bagunça que Fox fez na cronologia dos filmes da franquia X-Men
Resposta para Judão publicada no Facebook:
Passei o carnaval assistindo esses cinco filmes dos X-Men, inclusive o primeiro solo do Wolverine. O que tem de quebra de continuidade entre o Primeira Classe e os outros quatro filmes, putz... O Xavier fica paraplégico no fim do First Class, aparece andando no filme do Wolverine, andando num flash back do Confronto Final (vinte anos antes da trama do Confronto Final) e de cadeira de rodas em todo o restante da trilogia.
Falam que, nos quadrinhos, vivem trocando a condição física do Xavier. Uma hora com paraplegia, na outra sem, na outra com paraplegia de novo...
Se não consertarem essa bagaça, melhor ressuscitarem a Fênix e convencerem ela a destruir a Fox toda, como fez com aquele monte de soldados, capangas da Irmandade e a fábrica da Worthington Labs em Alcatraz.
Texto publicado originalmente no Blogue do Delfino.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Mais uma bolsa do governo: Bolsa novela
E bolsa isso, bolsa aquilo e por ai vai. E mais paternalismo, para manter o povo cada vez mais encabrestado.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, explicou que o projeto - de autoria da pasta - pretende doar conversores digitais às famílias atendidas pelo programa Bolsa Família.
A ideia é discutida porque o governo prepara o leilão da faixa de frequência de 700 MHz, atualmente ocupada pela TV analógia, destinando-a às operadoras para que implantem o 4G. Com isso, só sobraria o sinal de TV digital, que demanda um televisor adaptado um um conversor.
Bernardo disse que o Ministério já faz estudos de impacto financeiro para, depois, enviar a proposta à presidente Dilma Rousseff. O "bolsa novela" concederá benefícios fiscais e subsídios, além de facilitar crédito para quem adquirir TVs e conversores digitais. Para ajudar a população de baixa renda, o governo pode bancar parte ou mesmo toda a aparelhagem.
Televisores digitais custam a partir de R$ 300, enquanto os conversores saem por R$ 100 - dos quais R$ 25 são tributos estaduais e federais. Outra medida em estudo pelo governo é desonerar os conversores.
Todas as medidas, entretanto, só valeriam a partir de 2015, sendo que o leilão está programado para 2014. Ou seja, até lá, muita gente deve ficar sem assistir a televisão
Olhar Digital
Governo pode criar 'bolsa novela' para popularizar a TV digital
Ministro das Comunicações diz que estuda doar aparelhos a quem não pode comprá-los 07 de Fevereiro de 2013 | 09:02hJá que quer acelerar a adoção da telefonia 4G e, para isso, terá de acabar de vez com a TV analógica, o governo prepara uma medida que ajudará a popularizar o sinal digital, o que vem sendo chamado de "bolsa novela".Em entrevista à Folha de S.Paulo, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, explicou que o projeto - de autoria da pasta - pretende doar conversores digitais às famílias atendidas pelo programa Bolsa Família.
A ideia é discutida porque o governo prepara o leilão da faixa de frequência de 700 MHz, atualmente ocupada pela TV analógia, destinando-a às operadoras para que implantem o 4G. Com isso, só sobraria o sinal de TV digital, que demanda um televisor adaptado um um conversor.
Bernardo disse que o Ministério já faz estudos de impacto financeiro para, depois, enviar a proposta à presidente Dilma Rousseff. O "bolsa novela" concederá benefícios fiscais e subsídios, além de facilitar crédito para quem adquirir TVs e conversores digitais. Para ajudar a população de baixa renda, o governo pode bancar parte ou mesmo toda a aparelhagem.
Televisores digitais custam a partir de R$ 300, enquanto os conversores saem por R$ 100 - dos quais R$ 25 são tributos estaduais e federais. Outra medida em estudo pelo governo é desonerar os conversores.
Todas as medidas, entretanto, só valeriam a partir de 2015, sendo que o leilão está programado para 2014. Ou seja, até lá, muita gente deve ficar sem assistir a televisão
Olhar Digital
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Outdoor móvel substituindo pintura padronizadada dos ônibus urbanos
E se no lugar das famigeradas pinturas padronizadas que os ônibus urbanos ostentam em várias cidades do país, estas fossem substituidas por propaganda publicitária? Já pensou pegar um ônibus da Tim, um da Skol, da Claro? Em muitas cidades do mundo isso é possivel. Aqui no Brasil, só ônibus de fretamento podem ser usados como outdoor publicitário. O que acham dos ônibus urbanos virarem outdoor? De uma linha ser bancada por um anunciante (isso não significa pegar onibus de graça)? Bem, para nós dos blogs Fatos Gerais e Movimento Antipadronização dos ônibus do Brasil, tal ideia obviamente não nos agrada, porém antes isso do que pintura padronizada para exaltar politicos corruptos. Reflitam!
Resposta padrão da redação de um jornal...
Esta foi a resposta padrão que a redação do jornal Destak deu a um leitor que questionava a abordagem excessiva de um assunto por parte da mídia em geral. Tal noticia saiu na edição de 6 de fevereiro de 2013. Confira!
www.destakjornal.com.br
www.destakjornal.com.br
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Lincoln (filme)
Filmes retratando a figura do presidente Abraham Lincoln houve vários na história do cinema. Até mesmo um filme francamente fantasioso, em que o presidente era, secretamente, um caçador de vampiros. Filmes idiotas sobre vampiros viraram uma doença no cinema hollywoodiano nos últimos anos. Ironicamente, coube ao historicamente escapista cineasta Steven Spielberg fazer agora um filme realístico sobre o icônico político americano, da Guerra de Secessão ocorrida durante seu mandato até o assassinato (o assassino não é mostrado ou mencionado no filme).
Há anos Spielberg se diz arrependido dos "filmes escapistas" (definição dele) que ele fez no auge de sua carreira. Filmes como Tubarão, E.T. e a saga Indiana Jones, fora os filmes de fantasia que ele produziu, como Gremlins e a saga De Volta Para o Futuro. Meu amigo Alexandre Figueiredo tem razão em criticar canais de TV que tentam enquadrar Steven como um cineasta de filmes de arte ou de cinema alternativo, não como o competente cineasta pop que é. Spielberg diz que passou a fazer mais filmes "sérios" a partir do momento em que ele se tornou pai, dizendo querer deixar um legado permanente que ensinasse algo para os filhos. Filmes na linha de A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan, este talvez o melhor da filmografia dele. Mas nem este escapou de alguma pieguice, algo comum em filmes pop ou em filmes de drama feitos por cineastas pop. Não é nada verossímil que um pelotão de militares americanos da Segunda Guerra Mundial fossem destacados apenas para tirar vivo do campo de batalha um único soldado só porque seus três irmãos tinham morrido em combate na mesma guerra.
Talvez o maior mérito de Steven Spielberg neste filme Lincoln tenha sido não interferir na história e deixar o elenco à vontade. Porque é o elenco que faz este filme ser magistral, salvando-o do ar de documentário arrastado e monótono que fatalmente teria se tivesse sido feito por um diretor incompetente ou se tivesse um elenco mediano. O filme também acertou muito em mostrar todos os lados do icônico presidente Lincoln. Lado bom e lado mau, diga-se de passagem. O lado bom mostrado: seu combate à escravidão, iniciado com a Proclamação de Emancipação e tendo seu auge no assunto principal da trama do filme: o processo político que levou à 13ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos. O lado mau mostrado: para chegar à 13ª Emenda, Lincoln não hesitou em trocar votos de representantes (deputados) democratas que perderam a reeleição em 1864 por cargos de confiança no seu segundo mandato presidencial. Um tipo de relação entre os poderes Executivo e Legislativo que se tornaria rotina em muitos países do continente nos séculos seguintes.
Aqui, alguns parêntesis ausentes no filme: o Partido Democrata era na época um partido ultraconservador, daqueles que conservam o que deveriam e o que não deveriam. O Partido Democrata só viraria para a atual realpolitik de esquerda liberal no século XX. O então novato Partido Republicano (nascido em 1854) tinha sido fundado exatamente para promover o liberalismo econômico, o que incluía a abolição da escravatura. Mesmo assim, o movimento abolucionista não era unanimidade entre os republicanos. O próprio Lincoln (um republicano) era contra a escravidão, mas era inseguro quanto a aderir ao movimento. Só optou por aderir irreversivelmente ao movimento quando viu na Abolição uma oportunidade de dar fim à motivação dos Estados Confederados da América em irem para a guerra civil, e por consequência apressar o fim da própria guerra. Mas, por essa época, Lincoln já estava sendo influenciado por pensadores que se diziam favoráveis à subordinação do capital ao trabalho, como Karl Marx. Algo que seria inadmissível no Partido Republicano a partir do século XX.
Publicado originalmente no Blogue de Delfino em 31 de janeiro de 2013.
Postado por
Marcelo Delfino
às
terça-feira, fevereiro 05, 2013
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Abraham Lincoln,
cinema,
conservadorismo,
escravidão,
Esquerda,
EUA,
Guerra de Secessão,
Karl Marx,
liberalismo,
Lincoln (filme),
Partido Democrata EUA,
Partido Republicano EUA,
Steven Spielberg
Django Livre
Já faz uma semana que estreou o sétimo lançamento do diretor Quentin Tarantino: Django Livre. Trata-se de mais um filme de drama com muita ação, em que Tarantino mexe diretamente com um gênero que sempre o influenciou: o chamado western spaghetti. É um bom filme, mais ainda para quem aprecia algum desses gêneros. Conta com um elenco de nomes já conhecidos. Jamie Foxx ficou com o papel principal: Django, ex-escravo nos Estados Unidos do século XIX (antes da escravidão ser abolida por lá) que, ao ser alforriado, torna-se um caçador de recompensas que passa a caçar seus ex-senhores e ex-capatazes. Christoph Waltz (o oscarizado de Bastardos Inglórios) ficou com o papel de um alemão, caçador de recompensas parceiro de Django. Leonardo DiCaprio aparece como um rico fazendeiro escravocrata e Samuel L. Jackson aparece como o empregado de confiança do personagem de DiCaprio, a ponto de o personagem de Jackson ser tão cruel e racista quanto o patrão escravocrata, mesmo sendo o próprio empregado um negro.
Embora os filmes de Quentin Tarantino sejam bons, ele tem se tornado uma espécie de Ramones do cinema. O que, no caso deles, não é ruim. Os Ramones praticamente regravaram o mesmo disco umas dez vezes. Já o Tarantino fez praticamente o mesmo filme sete vezes. Apenas trocou a história, os personagens, o tempo e as locações. De resto, Django tem todos os elementos que Tarantino faz questão de colocar em seus filmes: tiroteios, sangue jorrando, diálogos longos e complexos, personagens buscando vingança, dança (aqui ficou a cargo do cavalo de Django, em cena impagável) e o fetiche por pés descalços que Tarantino insiste em dividir com o distinto público com closes de pés descalços das atrizes. Se bem que desta vez ele foi super discreto no único close com a atriz que faz o papel da esposa do Django: apenas uma cena banal da mulher dormindo sozinha no quarto escuro. E ainda por cima com a câmera em movimento. Bem diferente da podolatria forçada nos outros filmes.
Mas esse filme traz elementos novos na filmografia de Tarantino. Há aqui tomadas de tiroteios ainda mais arrojadas que nos filmes anteriores. Os elementos mais evidentes são os temas do racismo contra negros e a escravatura que havia nos Estados Unidos até meados do século XIX. O filme faz bem em fazer uma abordagem radicalmente contrária tanto ao racismo quanto à escravatura, mesmo quando deixa os vilões verbalizarem seus pensamentos racistas. Não é uma apologia do racismo. Ao explicitar o racismo, o filme o faz em tom de denúncia, tipo "É mentira que racismo não existe! Olhem estes racistas aqui!". O parceiro alemão de Django mostra logo no início do filme com palavras e atitudes ser contra tanto ao racismo quanto à escravatura. Em que circunstâncias Django conhece seu parceiro de caçadas e como ele obtém a alforria são detalhes que deixo para os leitores descobrirem junto com os outros detalhes ao assistirem o filme.
O tema da escravatura nos Estados Unidos do século XIX também é abordado em outro filme: Lincoln, o novo do Spielberg que está sendo lançado hoje. Mas isso é assunto para outro texto.
Publicado originalmente no Blogue do Delfino em 25 de janeiro de 2013.
Postado por
Marcelo Delfino
às
terça-feira, fevereiro 05, 2013
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
Bastardos Inglórios,
Christoph Waltz,
cinema,
Django Livre,
escravidão,
EUA,
Jamie Foxx,
Leonardo DiCaprio,
Lincoln (filme),
podolatria,
Quentin Tarantino,
racismo,
Ramones,
Samuel L Jackson,
Steven Spielberg
Assinar:
Postagens (Atom)
































