terça-feira, 6 de abril de 2010

Linux, suas versões compactas e o meio ambiente

         Como trabalho com análise de sistemas e já uso o Linux há quase dez anos, resolvi dar minha opinião  sobre ele e descrever o funcionamento de determinadas distribuições do Linux. Já tive oportunidade de usar pelo menos as principais distribuições do Linux no mercado ou parte dele, pois existem milhares delas na internet. Como usuário básico deste sistema, ainda tenho algumas dificuldades com ele, mas nada que me impeça de usá-lo e de me movimentar por ele, até porque procuro tutoriais na internet para saber de seus comandos. Minha iniciação em Linux começou em 2001, quando ganhei de um colega um CD do Red Hat de revistas de informática. Depois disso, usei Debian (que uso até hoje nas minhas máquinas), Slackware, Knoppix e outras que não lembro agora. Destas versões, a que mais gostei para máquinas desktop foi o Kurumin, principalmente a versão 7. Foi a melhor versão de Linux feita para usuário final até agora.
  
       O Kurumin era uma fusão do Debian com Knoppix e tinha como ambiente gráfico o KDE. Este sistema era fácil e intuitivo de usar e configurar. Era voltado principalmente para o usuário final e ainda tinha a vantagem  de ser compativel com a maioria dos hardwares disponíveis do mercado. Este sistema foi criado por Carlos Morimoto, do site Guia do Hardware, e foi descontinuado no início de 2008. Não se sabe ao certo porquê ele foi descontinuado. Morimoto disse que havia briga entre os programadores do Kurumin e  também falta de tempo disponível para se dedicar a ele. Assim, decidiu descontinuá-lo. Um grupo de programadores independentes tentou ressucitá-lo, sob o nome de Kurumin 8 NG, meses depois de Morimoto descontinuá-lo, porém acabou não indo adiante e o sistema foi definitivamente abandonado, o que é uma pena. Era uma das únicas versões de Linux voltadas para usuário final com condições reais de competir face a face com o Windows XP e o Vista na época do seu fim e que se estivesse de pé até hoje poderia ter plenas condições de competir com Windows 7 tranquilamente. Uma curiosidade sobre o Kurumin e o Morimoto: o Kurumin é carioca, foi criado aqui no Rio de Janeiro, na UFRJ, onde Morimoto leciona, mais precisamente no campus do Fundão, ao invés de Curitiba, onde todo mundo pensava que o sistema dele tivesse sido criado (inclusive eu). Morimoto é professor da UFRJ e ainda mantém o site Guia do Hardware e escreve diversos livros de informática. Esse é um dos motivos que o fizeram abandonar o Kurumin, pois não estava tendo tempo suficiente para se dedicar, além das brigas entre os programadores. Foi uma pena ele ter feito isso. Poderia ao menos terceirizá-lo ou mesmo criar uma instituição sem fins lucrativos e ali colocar estagiários de informática para gerir e atualizar o Kurumin constantemente, mas preferiu tomar esta atitude drástica.
     

  

       Diante disso o Ubuntu, versão de Linux baseada no Debian e criado e mantido pela Canonical, vem crescendo ano a ano. É uma versão fácil e intuitiva de Linux, mas com algumas falhas no que se refere a recursos e drivers para máquinas antigas que até tem suporte, mas sua instalação é relativamente complicada e, às vezes, a habilitação dos dispositivos tem que ser feita manualmente cada vez que se entra no sistema. Outras duas falhas que percebi nele é no que se refere à detecção e gerenciamento de hardware: não há opções de detecção e localização de dispositivos como há, por exemplo, no Kurumin. E, além disso, em qualquer local que se entre no sistema é pedida uma senha de adminstrador. Do ponto de vista da segurança isso pode ser muito bom, mas do ponto de vista da praticidade e rapidez no acesso aos seus recursos, acaba sendo muito ruím e demorado, uma vez que se pede login e senha de adminstrador em setores do sistema que não precisam disso para serem acessados. É bom lembrar que estes problemas acontecem muito com versões  que vêm com o  ambiente gráfico Gnome (ambiente gráfico padrão do Ubuntu), coisa que não acontece quando ele vem com o ambiente gráfico KDE. Quando vem com ambiente gráfico KDE, ele passa a se chamar Kubuntu e em geral é muito mais fácil de usar, até porque lembra o Kurumin em seu uso, pois o mesmo também usava este  mesmo ambiente gráfico. O Ubuntu é um ótimo sistema, mas precisa corrigir estas falhas para se tornar ainda melhor.
         Mas o motivo deste texto não é descrever sobre estas distribuições de Linux que a maioira dos usuários conhece e usa, e sim descrever e incentivar o uso de versões minimalistas. Versões minimalistas são versões de Linux com kernel do mesmo atualizado e que são feitos para rodarem em máquinas antigas. São versões leves que não possuem aplicativos pesados em sua composição e que posuem ambientes gráficos também leves. Possuem tamanho geral máximo de até 200MB e assim como as versões mais pesadas do Linux, também rodam apartir de um CD e podem serem instalados em pendrives. Obviamente, seus boots são mais rápidos que as distribuições que citei anteriormente e, assim como as versões mais pesadas do Linux, fazem quase tudo o que elas fazem, com a diferença de serem mais leves e de não terem todos os recursos de detecção de hardware e de outros aplicativos como nas versões mais pesadas de Linux. Porém, é possivel editar textos e planilhas, acessar internet, reconhecem a maioria dos hardwares, sobretudo os antigos, lêem partição de Windows e, ainda, é possível ouvir MP3 e até assistir vídeos. Ou seja, faz o básico e o que o usuário precisa sem a necessidade de se usar uma máquina potente para isso. Com um simples 486 é possivel desfrutar disso tudo sem perdas e ainda fazer quase tudo o que faria numa máquina com processador Dual Core de maneira rápida e simples.
     Há várias versões de sistemas minimalistas no mercado. A maioria roda a partir do Pentium 1, mas há versões que rodam a partir do 486, como o DSL e o Slitaz. As versões por mim pesquisadas e testadas são estas: DSL, Feather, Puppy e Slitaz. Todas rodam a partir de CD e pendrive e ocupam espaço de até 200MB, sendo que no caso do DSL e do Slitaz ocupam menos de 100MB.


        Sobre o DSL, cuja sigla é Dann Small Linux, é uma distribuição minimalista baseada no Knoppix. Ocupa apenas 50MB de hd, CD, pendrive ou memória ram. Possui ambiente gráfico baseado no Fluxbox, que é o ambiente gráfico mais leve feito para Linux no mercado atualmente. Roda em máquinas a partir do Pentium 1 e com apenas 64MB de memória ram ou menos. Existe também uma versão mais aprimorada chamada N-DSL, mas que não foge muito da versão principal. Foi a primeira versão de Linux minimalista com que tive contato, em 2007. É uma versão muito estável e com um ambiente gráfico muito bom para um sistema tão pequeno. O único problema é no que se refere a sua instalação, pois é um pouco complicado instalá-lo juntamente com outros sistemas como o Windows, por exemplo. Ele não apaga a partição do Windows quando instalado, mas não cria menu de escolha de sistema, seja no Grub ou no Lilo, que são dois gereciadores de boot que vêm com ele. Já quando está carregado, reconhece a partição do Windows, lendo e escrevendo nele normalmente. E na versão antiga havia um menu de instalação mais amigável e mais fácil de usar. Na versão nova é um pouco mais complicado, mas ainda assim dá para instalá-lo sem sustos. Reconhece todos os periféricos da máquina, com excessão de placas de rede wireless, algo que ainda estou tentando fazer reconhcer no meu notebook. Tirando isso, ele é rápido, leve, vem com jogos, editor de texto, planilha e até software de banco de dados. Foi feito em inglês, mas o autor disponibilizou em outros idiomas como francês, alemão e espanhol, e em português ele disponibilizou um plugin que ainda não consegui instalar. Apesar destes contratempos, vale a pena instalá-lo.


      Já o Feather Linux é baseado no Debian, o que é uma grande vantagem, pois o torna compatível com versões de Linux como o Ubunto e ainda se pode instalar uma série de aplicativos e drivers feitos para este tipo de distribuição de Linux (como Wine, por exemplo). Assim como o DSL, usa como ambiente gráfico o Fluxbox e vem com o navegador Firefox. Também assim como o DSL, vem com editor de texto, planilha eletrônica, sofware de banco de dados e reconhece a maior parte dos periféricos do micro, mas também não consegui configurar rede wireless nele, embora nas placas de rede comum eles funcionem muito bem. É mais fácil de instalar que o DSL e reconhe as partições de outros sistemas tanto no gerenciador de boot como no sistema já carregado, lendo e escrevendo em partições de Windows normalmente. Por ser um derivado do Debian é possivel turbiná-lo instalando, além do Wine, o Star Office e vários softwares voltados para o Debian. É bastante rápido e estável.


       O Puppy Linux ou Linux do cachorro é uma versão que possui kernel de Linux próprio. Ele não é baseado no Debian, Red Hat ou Slackware, por exemplo. Foi criado do zero a partir do kernel básico do Linux. Tem um ambiente gráfico muito intuitivo e de fácil uso. Reconhece de forma fácil e rápida quase todos os periféricos do micro. Foi o único a reconhecer até agora placas de rede wireless e é o que apresenta mais facilidades de configuração de todos os periféricos. No caso da rede wirelles, ele acessa normalmente a rede caso não tenha qualquer tipo de bloqueio, porém caso queira colocar senhas ou WEPs para acessar redes bloqueadas, terá de acessar um script existente na pasta ETC existente no Linux, onde terá de incluir senhas e weps. Passarei tal arquivo e scripts em breve. Voltando ao assunto, as versões mais recentes deste sistema não rodam em máquinas muito antigas, como Pentium 1, por exemplo. Já existe uma versão em português deste sistema que vou disponibilizar no final do texto.


       Por último, tem o Slitaz, ou Linux da aranha. Ele ocupa em HD e memória ram apenas 26 MB e as versões mais modernas, 50 MB. Foi criado na Suíça e era escrito em francês, porém já existe uma versão em português. Possui um ambiente gráfico muito bonito, quase tão bem definido quanto o KDE e o Gnome, por exemplo, porém é muito leve. É facíl de instalar, mas ainda não reconhece dispositivos wireless. É o mais indicado dos quatro para máquinas como 486, por ser o mais leve de todos. Vale lembrar que, dos quatro, é o único que possui site oficial em português.

         Estou dando destaque aos sistemas minimalistas por vários motivos. O primeiro é que,  para aplicações leves e normais, e até para aplicações relativamente pesadas, não é preciso usar um sistema pesado ou mesmo uma configuração de hardware cara e pesada para  fazer a mesma coisa que pode ser feita numa máquina antiga e modesta e com um sistema relativamente leve. Em segundo lugar, ao utilizar estes sistemas, gera-se uma economia de custos quando se evita realizar trocas de máquinas e sistemas, pois além de serem gratuitos, com eles podem ser feitas as mesmas coisas que seriam realizadas numa  máquina  de grande capacidade de processamento, como acessar internet, fazer planilhas, acessar banco de dados, escrever textos, ouvir músicas e até mesmo jogar, dependendo do jogo. E ainda por cima diminui-se o prejuízo ao meio ambiente, pois evita-se que um micro em bom estado de conservação vá para os lixões e polua solos, ares, rios e mares com cádmio, chumbo, zinco, ácidos de toda natureza, etc. Vale lembrar que este é um dos grandes problema do planeta hoje: o descarte contínuo e  desenfreado de equipamentos eletrônicos e a sua destinação, pois quase sempre não se sabe bem o que fazer com eles. E, para piorar, sempre estão lançando coisas novas no mercado em menos de seis meses, gerando mais lixo eletrônico e quinquilharias em residências e empresas de uma maneira geral. Há ainda mais um detalhe: é uma pena depenar ou destroçar um equipamento eletrônico em bom estado e funcionando perfeitamente. Eu mesmo fico com dó dos meus e não faço isso. E tem também o lado social a ser considerado, pois máquinas como estas podem ser usadas em escolas de informática de bairros pobres, favelas e zonas rurais, onde as pessoas, sejam crianças, adultos ou idosos, aprenderiam de fato informática. Aprender informática através do Windows não é necessariamente aprendê-la de fato, já que aprende-se apenas coisas e produtos da Microsoft, quando na verdade existe uma verdadeira gama de softwares além do que esta produz. E é em sistemas como o Linux que se aprende de fato informática, pois as pessoas conhecerão de verdade seus computadores e os verão funcionando por dentro. Por isso aderi à campanha dos sistemas minimalistas, pois está demais esta oferta excessiva de equipamentos eletrônicos no mercado sem se levar em consideração as consequências disso no meio ambiente. Essa iniciativa, além de gerar economia de custos com a compra de um novo computador, evita que mais computadores sejam jogados fora à toa quando ainda podem funcionar por muito mais tempo e de forma tão eficiente quanto um novo.

        Sou a favor do Linux, pois não posso ser a favor de um monopólio cujo fundador não criou absolutamente nada, só roubou idéia dos outros, comprou as mesmas dos mais fracos e enriqueceu as custas disso e de intimidar fabricantes de computadores. Costumo comparar Bill Gates a Edir Macedo, pois em termos de caráter são bem parecidos. Por conta disso, sou defensor do Linux, por mais complicado que ainda seja seu uso, embora esta complicação venha desaparecendo ano após ano e em algumas versões, como o Kurumin, é até mais fácil de usar que o XP, por exemplo. Os sistemas da Microsoft felizmente não têm mais a mesma influência de antes, mesmo ainda dominando o mercado. Nós  precisamos fazer com que o Linux cresça mais e mais. Temos que aproveitar o fracasso do Vista e a não penetração do Windows 7 no mercado para que o Linux ocupe este espaço o mais rápido possível. Vale lembrar que na maioria das máquinas montadas (montadas pelo próprio usuário), as pessoas ainda instalam o XP ao invés do Vista ou do 7, por mais turbinada que esta máquina possa ser, o que mostra o fracasso e o desinteresse do mercado nestes sistemas. Eles estão vindo apenas em computadores montados em fábrica como os da Positivo, HP, Dell e Toshiba, por exemplo e, ainda assim, muitas vezes incompletos. Na verdade, ainda  falta alguma empresa grande acolher o Linux para que ele assuma seu lugar e destrone a Microsoft. O Google começou a fazer  isso a partir do Crome OS, mas até agora não deu continuidade. Tomara que retome o mais rápido possível. De qualquer forma, deixarei os links dos sistemas minimalistas para vocês conferirem, baixarem e instalarem em suas máquinas. É só!


Links:
Feater Linux site: http://featherlinux.berlios.de/
Para Baixar: http://featherlinux.berlios.de/download.htm

DSL Linux (Dann Small Linux) site:   http://www.damnsmalllinux.org
PAra Baixar: http://www.damnsmalllinux.org/download.html

Puppy Linux site: http://www.puppylinux.com/
Para baixar: http://puppylinux.org/main/index.php?file=How%20to%20download%20Puppy.htm
Versão em português para dowload: http://files.getdropbox.com/u/1189551/bigpupbr-beta1.iso

 Slitaz Linux:  site: http://www.slitaz.org/pt/index.html
 Para baixar: http://www.slitaz.org/pt/get/index.html

 DSl Linux-N site: http://www.damnsmalllinux.org/dsl-n/
 Para baixar: http://www.damnsmalllinux.org/dsl-n/download.html

quarta-feira, 24 de março de 2010

Viação Bangu assume a linha 367

        Micrão Mascarelo chassis Mercedes Benz comprado em 2008, através de financiamento do Banco Safra ja em péssimo estado de conservação.
      A Viação Bangu assumiu desde ontem, 23 de março, a linha 367( Praça XV - Relaengo). Esta linha foi reativada pela Viação Campo Grande ha seis meses atrás, após compra-la da Feital. Porém a Campo Grande não teve gaz e competencia suficiente para continuar operando e diante disso, repassou para a Bangu. Esta empresa se encontra num estado de sucateamento similar ao que se encontrava a Ocidental antes da prefeitura tomar suas linhas em setembro do ano passado. A Campo Grande não renova sua frota desde 2008, quando adquiriu micrões Mascarello com chassis Mercedes Benz, através de financiamento pelo Banco Safra. Vale lembrar que estes mesmos onibus ja se encontram bastante sucateados, com suspensões avariadas e até com caixa de itinerário e de fusiveis presa com rebite e remendos de chapas de aluminio. Isso para um onibus com pelo menos dois anos de uso é vergonhoso. O mesmo acontece com os onibus que ela comprou usados a Lourdes, os Apaches Vips. Como a Oriental, Ocidental e Santa Sofia, esta empresa ja teve momentos melhores tendo onibus com chassis Scania 133 em suas linhas.
       Esta empresa se encontra com um forte défict profissionais, não apenas motoristas como lanterneiros, mecânicos, faxineiros, eletricistas e etc. Na ultima vez que embarquei na 367, ainda com a Campo Grande, ela fazia anuncio procurando tais profissionais. Isso foi no dia 20 de março. Com relação as linhas que assume, não é a primeira vez que ela assume e abandona em seguida por falta de competencia ou estrura. No ano passado, ela assumiu as linhas 379 e 395, logo depois teve de repassa-las a Bangu pelo mesmo motivo que está repassando a 367. Eu mesmo ja vi dois onibus da Campo Grande um do lado do outro enguiçados ha uns meses atrás.E aproximadamente ha um mes, vi três na Avenida Brasil enguiçados. Concluindo: sua manutenção e renovação de frota estão péssimos de mais, e ainda para completar, utilizam um velho caminhão reboque Mercedes Benz 1113 para fazer socorro na rua. E no caso da 367, eram muitos onibus enguiçando , tempo de espera de até duas horas e ainda reduziu o numero de onibus na para apenas quatro carros. A reclamação sobre a Campo Grande no que se refere a linha era constante. Ha quem diga que estava ficando igual a época da Feital, o que não acredito, pois era bem pior e eu era passageiro assíduo desta linha na época da Feital. Sobre a Campo Grande, numa pesquisa da Prefeitura, ela ficou entre as piores empresas de onibus do Rio, juntamente com a Breda e a Oeste.
     Auto Viação Bangu hoje(acima) e há dois anos atrás na época do Grupo Guanabara.

      Sobre a Bangu, muita gente gostou de ve-la assumir a 367. Tanto é que até existia antes da Campo Grande assumir a linha uma comunidade de manifesto pela Bangu assumir esta mesma linha. Quando a Campo Grande assumiu a linh, a comunidade ficou perdida, só não sei se chegou a ser extinta pelo criador dela. De qualquer forma, foi um movimento vitorioso, mesmo que tardiamente. Mas voltando a Bangu, muita gente gostou da operação dela na linha que logo colocou alguns onibus com ar comdicionado, mas ainda sim não veem isso com bons olhos por dois motivos. Primeiro é no que se refere a monopólio, pois entendem que ficar tudo na mão de uma empresa só  piora o serviço, esse foi um dos motivos desta linha não ido de imediato para a Bangu e ido para Campo Grande, embora o serviço da Bangu seja relativamente bom principalmente na atual adminstração. A outra seria ao atual crescimento acelerado que esta empresa vem vivendo nos ultimos dois anos. Muita gente, assim como eu, deve lembrar como ela era ha dois anos atras e ficam felizes com sua atual situação, mas tem medo de que ela por conta de pegar muitas linhas fique numa situação análoga a da Ocidental que também teve crescimento acelerado durante um tempo e depois que assumiu parte das linhas da Santa Sofia praticamente quebrou. Mais olhando do ponto de vista positivo, não acredito que a Bangu quebre ou se deteriore, uma vez que seu dono também é dono da Lacosta Turismo também fez esta ultima crescer e agora conseguiu fechou contratos de fretamento com varias empresas da Zona Oeste, entre elas a Hermes. Um outra reclamação que se tem sobre a Bangu é o excesso de micrões nas linhas e a não priorização com suas linhas originais suas, como a 725,794 e 383, esta ultima com um numero muito alto de micrões. Espero que esta linha seja a ultima da Bangu, uma vez que ela não tem profissionais suficientes para assumir tantas linhas assim e isso com certesa pode trazer sérios problemas para ela. Há que diga que ela tambem está para assumir a S11 (Praça XV - Inhoaiba) no lugar da Santa Sofia e da Oeste.
     O que poderiam ter feito eram ter repassado esta linha para outras empresas como a Andorinha, Novacap e Vila Real, que são empresas menores e com condições de assumi-la, embora no caso da Andorinha não seja das melhores, uma vez que esta empresa não tem um histórico recente de bons serviços e só agora é que por ter adquirido a 756( Barra -Senador Camará) é que foi obrigada a comprar onibus novos ja que não renovava sua frota ha mais de três anos, vide o 391( Praça Tiradentes -Padre Miguel). De qualquer forma desejo boa sorte a Bangu e que ela não repita o que Feital e Campo Grande fizeram com a linha. E só!

terça-feira, 23 de março de 2010

Sobre a volta da Feital. Parte II

                  Onibus reformados recem adquiridos da Santo Antonio
       Dessa vez não é boato, a Feital vai voltar mesmo. Ela ja reformou os onibus recem adquiridos da Santo Antonio, conforme o site OCD Holding. Ela deverá operar as linhas 856 e 875. Tomara que ela tome jeito mesmo e quem sabe  seu dono tome vergonha na cara e ela volte ao que era há 15 anos atrás, pois aqueles foram seus melhores momentos. Quando ela só operava linhas intermunicipais e a cor de seus carros eram azul com uma aza branca.
                      Garagem da Feital em Padre Miguel

sábado, 20 de março de 2010

Sobre os blogs que abrem os olhos da população

      Gostaria aqui de parabenizar o trabalho feito pelos blogs Brasil, Um Pais de Tolos, O Kylocyclo, Planeta Laranja, Cultura Alternativa e Futebosta. Blogs pertencentes aos blogueiros Marcelo Delfino, aos irmãos Alexandre e Marcelo Pereira e Bruno Oliveira. Estes blogs prestam um excelente serviço de utilidade publica a população ao mostrar como a sociedade brasileira é de fato, como ficou assim e as saidas de como mudar tal quadro em que vivemos hoje.  Cada blog descreve a sociedade brasileira sob uma ótica própria de acordo com a visão de seus autores, porém eles se complementam entre si no que se refere a descrição e a critica da sociedade brasileira em si.
     
           O blog Brasil , Um pais de Tolos, do Marcelo Delfino, faz uma abordagem politica e ao mesmo jornalistica sobre os fatos que ocorrem no pais. Ele mostra o que verdadeiramente acontece por tras dos fatos ocorridos e dá uma visão imparcial das noticias e de seus  comentários destas noticias procurando esclarecer aos seus leitores a verdadeira intensão dos atores envolvidos nas noticias que ele publica em seu blog. Marcelo Delfino também é editor do site Tributo ao Radio do Rio de Janeiro.
    

      

 Ja o blog O Kylocyclo, do Alexandre Figueiredo, é um blog que embora também trabalhe na mesma ênfase do Marcelo Delfino, é mais voltado a fazer uma crítica cultural e social da sociedade brasileira em todos os sentidos, mostrando suas mazelas e vicios e a influencia da midia no processo de degradação da sociedade brasileira como um todo. Neste blog ele descreve como a midia manipula a população a serviço dos interesses das elites e das corporações nacionais e internacionais e de que forma isso influencia na vida de cada um. Também decreve como as classes dominantes tem feito para dominar a população de todas as formas sem se utiliza apenas das armas, onde esta procura através da midia, de artistas fabricados, de ritmos musicais maldosamente deturpados e na promoção  de valores politicos, culturais e até comportamentais, desmobilizar a população a deixando alienada, desunida e com valores em suas mentes que se volta contra si mesma, mas que não se dá conta disso. Nele ele descreve como a ditadura militar influenciou neste processo, que alem de despolitizar a população e desmobiliza-la, também está destruindo as culturas locais do pais a serviço da classe dominante loca e estrangeira, processo este em franca expansão nos dias de hoje.
         Ja o Planeta Laranja, segue a mesma linha do O Kylocyclo, porém ele é mais intuitivo e ao descrever em linguagem simples, atual e didática as mesmas idéias pregadas no O  Kylocyclo de uma maneira geral. Ele trabalha muito com figuras e imagens e é voltado para aqueles que estão iniciando no processo de entendimento das ideias e soluções apresentadas no Kylocyclo. Este blog pertence ao Marcelo Pereira, irmaõ do Alexandre Figueiredo e que também edita o blog Futebosta. O blog Futebosta faz uma crítica ao futebol brasileiro no que se refere ao seu uso pela classe dominante e pela midia no precesso de alienação de desmobilização do povo. Nele, Marcelo Pereira descreve como as classes dominantes usam o futebol e os times no processo de manipulação, despolitização e desmobilzação popular, onde a midia é a sua principal aliada neste processo.
       Ja o blog Cultura Alternativa segue também a mesma linha do Kylocyclo, porém voltado totalmente para o lado cultural deixando de lado o politico. Ele é escrito pelo Bruno Oliveira que tem apenas 14 anos e ja tem ideias formadas e inteligentes, embora ele seja parcialmente influenciado pelo Alexandre Figueiredo. Porém só fato de ele se relacionar com pessoas inteligentes e mais velhas do que ele, de ter opinião formada e inteligente sobre  o que pensa, e de buscar boas referencias para sua vida, ja o colocar na dianteira em relação as pessoas de sua faixa etária que em geral são completamente alienadas, manipulaveis, consumistas e voltadas  em  si mesmas. Ele poderia, e não sei se ja o faz, utilizar todo este conhecimento e opinião a seu favor influenciando seus colegas nas ideias que acredita e prega. E tem mais, ele também tem talento para compositor. E um jovem lider de opinião se formando e que pode fazer a diferença no meio de uma juventude cada vez mais alienada.
     Estes blogs, assim como varios outros que seguem a mesma linha na internet, não podem e não devem de forma nenhuma ficarem restrito apenas ao ambiente da internet. Eles tem de ser disseminandos e divulgados para o maior numero de pessoas possiveis, ou seja, aos quatro ventos. Eles fazem um excelente serviço a população ao abrir os seus olhos em cima do que as classes dominantes fazem com elas. Antes do advento da  internet e principalmente destes blogs que seguem esta linha (não são só estes, mas centenas deles), as pessoas não tinham como saber se tudo o que midia divulgava por radio, tv e jornal eram de fato idonêas. Só pessoas muito esclarecidas e muito perpicazes é que conseguiam perceber o que midia queria com a divulgação de tal noticia tendenciosa, com a promoção de um artista fabricado ou mesmo um ritmo musical maldosamente deturpado. A maioria aceitava sem questionar tudo como ainda é hoje com a diferença que não havia site e blogs que mostrassem o que estava por tras da midia. Com a existencia deles, muitas pessoas que antes eram manipuladas pelas classes dominantes começarão a pensar e a influenciar as pessoas a sua volta. Vão poder ver o outro lado oculto dos fatos da sociedade brasileira como um todo como nunca se viu antes sob uma ótica diferente do que estavam acostumados a verem, lerem e ouvirem, podendo ai formarem seu senso crítico e tirarem suas próprias conclusões e dai suas opiniões e não serão apenas manadas de gado, mas pessoas de verdade pensantes. Estes blogs tem de ser divulgados o mais rápidos possivel para que a população brasileira começe lentamente a gestar  uma nova semente de mudança. Parabens aos autores destes blogs e divulgue-os. E só!

domingo, 14 de março de 2010

Linha 261 Praça XV x Marechal Hermes, do articulado ao micro

                                      Tipos de onibus que rodavam na 261 na época da CTC.
       Eu estava analisando o histórico desta linha e me chamou a atenção a sua atual situação em que ela se encontra. Esta linha hoje é operada exclusivamente por micrões e as vezes por micros, mas nem sempre foi assim. No passado esta linha ja teve articulados e os primeiros onibus a gas que eram do tamanho de micrões, porém com estrutura de ônibus convencional. Esta linha existe há apoximadamente quarenta anos e pertencia a saudosa e finada CTC. Ela ja teve vários tipos de onibus convencionais e até articulados. Eu mesmo ja andei nestes articulados, eram bem legais. Estes aritculdado que ela teve foram de dois tipos, todos da Ciferal, sendo que os primeiros eram do modelo Alvorada com chassis Scania e os ultimos GLS com chassis Volvo. De convencionais, teve de tudo até o Brisa, o primeira carroceira da Ciferal pos estatização e cujo nome foi dado para homenagear Brizola pelo feito de então. Este modelo de onibus da Ciferal só teve na CTC e era com chassis Volvo e assim como os de gas foram os ultimos a circular na 261 quando ela ainda era da CTC.

     Onibus a gas comprado na época do segundo governo do Brizola em 1994 quando ela era da CTC.
        Quando ela era operada pela CTC, ela tinha uma operação razoavel, pois como era estatal tinha todas as mazelas que uma estatal tem, como falta de material, greve, roubos, politicagens e outras coisas conhecidas que aconteciam na CTC, mas isso não chegava a comprometer sua operação de forma lesiva como ocorreu com a Oriental, Feital e Ocidental, tanto que as linhas como a 261, por exemplo tinham uma boa frequencia e operação. Quando a CTC foi desprovida de suas linhas (ela ainda existe, mas em processo de liquidação), várias linhas dela foram repassadas para outras empresas e outras extintas, como a 675, anos depois. No caso da 261, ela foi operada por um pool de empresas. Estas empresas eram a Vila Real, Madureira Candelaria e Auto Diesel. Entre 1997 e 1998, a Breda assumiu sua operação em definitivo, extinguindo o pool. No começo ela até colocou convencionais, mas com a concorrencia do transporte pirata ela teve de colocar micros, comprometendo assim seu serviço.
Ha uns 5 anos atras, a Breda transferiu esta linha para sua subsidiaria, a Via Rio, e transferiu seu ponto para a Avenida Chile assim como várias linhas da Auto Diesel e as dela também. Só que com a chegada do Rio Card e a  redução do transporte pirata por conta de repressões, ela assim como as outras empresas, não recolocou convencionais de volta e sim colocou mais micrões. Esta linha, assim como a 254,383, 266, pertencentes a Acari, Bangu, Redentor respectivamente, são linhas de alta demanda de passageiros por trecho e portanto requerem veiculos maiores e com cobrador. Se até transporte alternativo com veiculos menores usam cobradores, por que empresas de onibus tem de se desfazer deles?
           Fico perplexo com a situação da 261, pois esta linha ja teve veiculos de primeira e grandes e hoje é tratada como se fosse uma linha de baixa demanda, coisa que ela não é. Teve uma época, ja na época da Breda, em que seus onibus demorava quase duas horas. Quem conheceu esta linha na época da CTC e vê ela hoje, com certesa fica muito triste.
                                                  261 hoje nas mãos do grupo Breda.
           Este problema da 261 não é exclusivo dela, mas de todo grupo Breda. A Breda vem relaxando na qualidade de seus seviços ja há algum tempo. Uma prova disso foi que ela ficou entre as piores empresas do Rio numa pesquisa realizada pela prefeitura. Tal situação pode ser percebida na linha 484 e 485 que tirando aqueles Scanias comprados para operar no Metrô e os poucos onibus novos  que comprou, só tem veiculo velho e mau conservado. O mesmo acontece em outras empresas do grupo como a Andorinha que não renovava a frota ha anos. E no caso da Mangaratiba e da Oeste, a situação é ainda pior. A única que está com onibus novos e com operação razoavel é a Auto Diesel, mesmo assim cheia de micrões e com micro em linhas de alta demanda como as da Iha do Fundão e com demora consideravel no tempo de viagem. No caso da Mangaratiba e da Oeste, estas empresas aboliram os convencionais e colocaram micros e micrões em todas as suas linhas.
          A Oeste encurtou trajeto de maioria de suas linhas que iam para o Centro, só restando a S15 e a 1131, onde ela colocou mistos de convencionais com frescões com uma porta só. Todas linhas que ela encurtou, ela colocou com ponto final na estação do metrô de Coelho Neto. Estas linhas tinham convenio com o Metrô na época em que a Pegaso administrava a Oeste. Quando a Breda comprou a Oeste ela além de rescindir com o Metrô, acabando assim com a integração, e colocou todas estas linhas que tinham ponto final no Centro, ali mesmo na estação de Coelho Neto e encheu estas linhas de micrões. No caso da Mangaratiba é ainda mais grave, pois além de acabar com onibus convencional, ela colocou um monte de micrões tipo intercity para fugir das gratuidades e poder cobrar passagens mais caras. Tanto uma como a outra tem operação péssima em todos os sentidos com a diferença de que não tem um numero de onibus enguiçados de forma expressiva, mas tirando isso o serviço é péssimo. A Mangaratiba também opera linhas municipais piratas no Rio. Ela faz operação da linha 858 (que era da Santa Sofia e da Ocidental e recentemente tranferidas para Oeste) no lugar da Oeste com onibus com logotipo, pintura e nº ordem da MAngaratiba na maior cara de pau. Isso acontece principalmente a noite apartir da madrugada dos dias seguintes, configurando mais desrespeito contra a população. Se alguem tiver dúvida, vá á rodoviaria de Campo Grande apartir das 22:00 e verão o que estou dizendo.
         Se eu fosse ficar aqui contando tudo o que esse grupo empresarial faz não termino hoje, é muita irregularidade uma atrás da outra. E de pensar que quando ele começou operava tão bem. Foram os primeiros a colocar ar condicionado em onibus urbanos na cidade do Rio. Só trabalhavam com convencionais e com Scanias e Volvos e tinham um serviço de primeira. Quem pegou o 484 e 485 entre 1996 a 2005 sabem bem o que estou falando. A 261 não merecia uma situação desta assim como as outras deste grupo. E só!

domingo, 7 de março de 2010

Os escombros e o processo de decomposição da Oriental

Este é um video que encontrei na comunidade Busólogos RJ do Orkut. Neste video mostra como a Oriental ja se encontrava em seus ultimos meses de vida. E a alguns meses atrás ja estava assim, imagine agora? A uma semana atrás, eu vi os onibus da Viação Santa Izabél, outra finada, ja sendo desmontados. Estes ônibus até o final do ano passado ainda estavam inteiros. Tais ônibus assim como parte dos da Oriental estão guardados num terreno baldio ao lado da faculdade FEUC, perto da estação de Campo Grande. Este foi o fim que estas duas pioneiras e guerreiras, Santa Izabel e Oriental tomaram devido ao roubo e má adminstrção.

Um texto sobre Rio e os 50 anos de Brasilia

   Finalizando esta semana que o Rio fez 445 anos de vida, deixo este texto escrito por J.R.Guzzo que ele escreveu para Veja em homenagem a vitória do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016. Aqui ele obviamente não previa os escandalos que ocorreram no governo do DF. Leia esta homenagem feita por ele ao Rio.
""Não foi o Rio de Janeiro que perdeu o direito de ser
a capital do Brasil. Foi o Brasil que perdeu o direito de
ter sua capital no Rio de Janeiro. Isso não tem conserto"
Dentro de alguns meses, em abril de 2010, vão se completar cinquenta anos do ato de agressão mais perverso que já se cometeu, em toda a história nacional, contra uma grande cidade brasileira: a expropriação da capital do país, tomada do Rio de Janeiro e transferida para Brasília. A data vai ser motivo de festa oficial de primeira categoria, com desfile, show e missa; deveria ser um dia de luto fechado. Até abril de 1960, o Brasil tinha o que poderia haver de mais próximo, no mundo inteiro, a uma capital perfeita. A partir dali, perdeu-a para sempre. Até hoje não dá para entender por que um país abençoado pela existência de um prodígio como o Rio de Janeiro, uma das cidades que a natureza e o gênio humano colocaram entre as mais brilhantes do planeta, decidiu que ela não servia mais para ser sua capital. Nada, nem ninguém, forçou o Brasil a sofrer essa perda. Nenhuma vantagem trazida pela nova capital compensou, nem de longe, o desmanche do patrimônio incomparável que a nação havia construído no Rio – e que hoje, com o progresso geral dos últimos cinquenta anos, sabe-se lá em que alturas poderia estar.
Bendita Olimpíada de 2016, portanto. Já estava mais do que na hora de ser tomada alguma grande decisão em favor do Rio de Janeiro, e sua escolha como sede dos Jogos Olímpicos pode ser um momento de virada; é, certamente, a maior oportunidade de reação oferecida ao Rio desde o atentado que sofreu meio século atrás. Não se trata, nesta questão, de fazer pouco de Brasília, ignorar quanto ajudou para irradiar progresso no centro do país ou negar o muito que foi construído ali. O comentário é sobre a calamidade que o poder público impôs a uma cidade que vive no coração de todos os brasileiros capazes de admirar seu próprio país; ao cassar do Rio a condição de capital, matou uma parte de sua alma. A perda, no fundo, vai muito além dos limites da geografia carioca. Pois a verdade é que não foi o Rio de Janeiro que perdeu o direito de ser a capital do Brasil. Foi o Brasil que perdeu o direito de ter sua capital no Rio de Janeiro. Isso não tem conserto.
Nenhum exército de ocupação estrangeiro conseguiria fazer tanto mal ao Rio quanto os próprios governos brasileiros fizeram; comparado ao presidente Juscelino Kubitschek, em termos de estrago a longo prazo, o corsário Duguay-Trouin parece um benemérito. Perdida a capital, foi imposta à cidade, tempos depois, uma fusão irresponsável, inepta e ruinosa com o antigo estado do Rio, numa operação que conseguiu apenas somar vícios e subtrair virtudes. Nos anos seguintes, o Rio de Janeiro se viu castigado por alguns dos piores governos já registrados na história humana. A certo momento, por decisão de Brasília, chegou-se pura e simplesmente, em 1976, à demolição física do Palácio Monroe, um dos principais monumentos da arquitetura carioca e antiga sede do Senado Federal. Talvez nada tenha servido tão bem como símbolo do rancor e despeito dos governantes brasileiros pelo Rio quanto esse feito do presidente Ernesto Geisel, baseado no argumento de que o Monroe atrapalhava o trânsito e um túnel do metrô – que já estava pronto quando o palácio foi demolido. (Presidentes da República, naquela época, podiam fazer essas coisas. Não havia liminares, relatórios de impacto ambiental ou procuradores – ou melhor, até havia procuradores, mas estavam procurando outras coisas e, sobretudo, outras pessoas.)
A Olimpíada de 2016 não pode ressuscitar o que foi destruído, assim como não pode fazer, nos próximos sete anos, a maior parte do que deveria ter sido feito nos últimos cinquenta. Além disso, não temos um histórico bom quando se colocam na mesma frase as palavras governo, verbas e obras – daqui até a cerimônia de abertura dos Jogos, o público vai se cansar de ouvir notícias sobre obras erradas, obras malfeitas, obras atrasadas, obras abandonadas, obras caras demais e, até, verbas sem obra. Mas tudo terá valido a pena, certamente, se na cerimônia de encerramento o Rio estiver melhor do que está hoje.
O Brasil, que já fez um plebiscito para decidir se queria voltar à monarquia ou continuar sendo república, não perguntou à população do Rio, ou a qualquer outro brasileiro, se concordava com a mudança da capital. Hoje não tem mais nada a perguntar sobre o assunto, mas tem a obrigação de reparar ao máximo o mal já feito. O Rio de Janeiro continua vivo, é claro, pois cidades são coisas duras de destruir – não é fácil nem com bomba atômica, como comprovam Hiroshima e Nagasaki. Mas merece muito mais do que sobreviver." E só!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Novidades sobre o transporte publico de Magé e suas belezas naturais

                 Onibus da Alfa Rodobus em operação em Magé substituindo a finada Primavera
     Depois da falência da Viação Primavera e da desistência da Viação Reginas de operar linhas municipais deixadas pela primeira, eis que finalmente tivemos uma luz no fim do túnel. Trata-se da empresa Alfa Rodobus. Ela adquiriu junto a prefeitura a concessão das linhas que eram da finada Primavera. Ela ainda não adquiriu validadores junto a Prodata e a Fetranspor e logo terá de adquiri-los como fez várias empresas do estado do Rio, pois atualmente dificilmente uma empresa de onibus nos dias de hoje se mantém apenas com o dinheiro arrecadado da roleta e sim do Vt eletrônico, pois com a concorrencia do transporte alternativo que ainda é forte lá, sua rentabilidade fica muito prejudicada. LA ainda se usa VT de papel suscetivel a fraudes como a troca destes por dinheiro por parte dos ambulantes do transporte alternativo. Foi graças ao VT eletrônico que as empresas de onibus se recuperaram, pois estavam quase falindo devido a concorrencia do transporte alternativo, incluindo ai a Primavera que faliu por causa disso. E é mais estranho ainda a sua não adesão imediata ao Riocard, pois Magé faz parte da região metropitana do Rio de Janeiro, mas precismamente da Baixada Fluminesne e todas as empresas, com excessão da Mosa, Santa Izabel e Staneck que estavam para falir e acabaram falindo, aderiram ao Rio Card.Embora numa conversa com um motorista desta nova empresa, ele tenha dito que empresa começou suas operações ha um ano e estava se capitalizando para poder investir no sistema de bilhetagem eletrônica, pois os mesmos são muito caros para se investir de imediato. De qualquer forma, tomara que a Alfa Rodobus invista no Rio Card o mais rápido possivel, pois senão correrá o risco de ficar na mesma situação de sua antecessora, a falencia.
Apesar disso, o governo de Magé, ou Estrela se prefirirem, seu nome original,  está conseguindo mesmo durante o governo ultra corrupto de Nubia Cozzolino. Ele conseguiu reorganizar o transporte alternativo, taxis e agora conseguiu colocar esta empresa para operar as linhas municipais após quase dez anos da falencia da Primavera e cinco da desistencia da Reginas de operar lá. Até pouco tempo atrás, o transporte alternativo era uma praga lá e não havias mais linhas municipais dentro de Magé. Todo mundo dependia dos onibus intermunicipais que passam longe de muitos bairros ou distritos fazendo com que muita gente andasse quilometros a pé para poder pegar uma condução para o centro do municipio ou para o Rio e municipios vizinhos. Agora este problema está resolvido por enquanto, caso de tudo certo.
     

        Estação de Piabetá e entroncamento com a primeira ferrovia do Brasil, onde a Supervia tirous trilhos dela ao lado da plataforma juntamente com os aparelhos de mudança de via.

          Agora uma outra novidade também em Magé no seguimento ferroviario. Uma boa e duas ruins. A boa é que o ramal de Guapimirim ganhou uma composição reformada novinha em folha. A outra é que vão tirar a composição não reformada de circulação alegando falta de locomotiva para mante-la em circulação. E tem mais uma coisa, não se sabe se vai aumentar os horários, pois atualmente só há  horarios de 5:35, 8:34 e 20:10 nos dias de semana, sábados de 8:40 e 20:10 e domingos e feriados de 8:40 e 20:10. Outra de revoltar é  ver o ramal Guia de Pacobaiba abandonado, ramal este que foi o primeiro ramal ferroviario do Brasil abandonado em que esta mesma prefeita corrupta tentou construir praças e avenidas em cima dele, porém a União devido ao seu carater histórico impediu que  isso fosse feito e  isso foi um dos motivos de sua cassação como prefeita de Magé, segundo moradores , noticia esta não divulgada na midia. Enquanto isso este ramal segue abandonado sem está nas mãos de ninguém, nem da prefeitura, nem do estado, nem da superviam e muito menos da Vale. Chegou a se cogitar oepra um trem turistico devido ao seu carater histórico, mas ainda é só promessa e estudo no momento. Enquanto isso ele segue abandonado. Este ramal desemboca na linha de Piabetá da Supervia, linha está que ia até depois de Petropolis até 1964 via cremalheira. Sua conexão com este ramal em Piabetá foi desfeita pela Supervia ha alguns anos atrás ao retirar os aparelhos de mudanças de via que ligavam este ramal ao de Vila Inhomirim deixando o isolado e tendo conexão só em Bongaba com a linha do Guapimirim.
                                                           Cachoeira de Piabetá.
    
        Tirando isso, foi um passeio muito legal. Fui numa cachoeira em Piabetá com aguas limpídas, porém com um problema sério, os frequentadores poluem demais aquele local ao jogarem lixos de diversos tipos no chão e na mata, sobretudo material plástico. O plástico como muita gente sabe, leva até 400 anos para se decompor. Duas coisas boas que vi também foi em relação as casas no entorno da cachoeira e a qualidade da água. As casa não roubam as águas da cachoeira como acontece em várias cachoeiras daqui. A outra é que em todas casa que vi não há lançamento de esgoto em suas águas, tanto é que nas partes densamente habitadas ao longo do leito da cachoeira muitas pessoas, incluindo adultos, se banhavam em suas águas sem medo. Outra coisa boa que vi também foi a presença de policiais florestais, coisa que não vi em parques igualmente grandes como o Parque da Pedra Branca. Só não descobri ainda em que parque aquela cachoeira pertence. E tem mais uma coisa interessante e ao mesmo tempo rara, foi encontrar  águas cristalinas e peixes, coisa que não se vê aqui nas cachoeiras do Rio e de outras cidades há bastante tempo. Só não vi uma coisa lá, foi sapos e rãs, coisa comum nas cachoeiras do Rio.
     
                               Cachoeira de Piabetá e ruinas de uma antiga fábrica de tecidos.

       Diante de tudo que vi, percebo algo que desde criança faz parte da minh vida e consciencia: o de preservar este santuario e  vários outros pelo pais a fora antes que eles desapareçam de vez. O ser humano depende dele de forma muito intima e não pode destrui-los sob pena de termos sérios problemas não só ambientais como também sociais, pois a água potavel se tornará cada vez mais rara dentro de décadas e portanto temos de preservar nossas florestas e hidrografias, bem como recuperar locais antes degradados e foram abandonados pelos fazendeiros como muitas extensões de terras que até pouco tempo eram criações de gado e que também no passado eram plantações de café. Hoje estas extensões se encontram em parte abandonadas e sem uso algum, muitas em cima de morros e montanhas. Diante disso, nada mais justo que recuperar a mata que fôra tirada de la há 200 atrás replantando ali espécies nativas e trazendo de volta parte da fauna que ali existia. Façamos nestes lugares o que Dom Pedro II e o  Major Archer fizeram que foi o de recuperar uma área então degradada que era a Floresta da Tijuca, antes uma região de cafezais e que havia sido completamente desmatada. O que eles fizeram foi uma atitude ousada para época ja que esta preocupação com o meio ambiente não existia e como como também estava começando a faltar água na cidade, eles tiveram esta brilhante, ousada e pioneira ídéia. Poucos governantes possuem esta visão pioneira de verdade como Dom Pedro II. Os que tem utilizam isso não para o seu devido fim e sim para fins de marketing elitista e eleitoreiro e nada mais e também por pressão de parte da  população e dos ambientalistas. Tanto é que se eles tiverem a oportunidade desmatar ele vão desmatar sem dó nem piedade. È por conta disdo que parabenizo e celebro Dom Pedro II, pois este era ambientalista de coração e não demagogicamente.
  
Voltando a Magé ou históricamente Estrela, seu nome original, esta cidade possui não só mazelas como também belezas naturais e um povo muito trabalhador. Foi la que se criou criou Garrincha, no distrito de Pau Grande. E um local pobre, mas muito lindo e que tem como ser bem adminstrado, vide o que estamos vendo no transporte. Que o povo de lá saiba de fato votar e lutar pelos seus direitos, pois lá sempre foi adminstrados por estelionatários publicos que são chamados de politicos, pois este são seu verdadeiro nome. Politica é algo muito importarte para ser associado ao estelionato como é hoje e a midia e população tem que aprender que o temos no poder hoje não só em Magé como no pais todo não são politicos e sim estelionatarios que da mesma forma dos religiosos também sabem que se forem praticar o estelionato convencional vão se ferrar feio, então eles vão para politica ou para as religiões como é hoje, pois sabem que não serã presos e poderão ali praticar o estelionato convencional sem problemas. Diante disso não só o povo de Magé como do Brasil precisa separar o estelionatario do verdadeiro politico o mais rápido possivel. Magé precisa do nosso cuidado e carinho, pois foi ali que nasceu a primeira ferrovia do Brasil e a ocorrencia de muitos momentos históricos neste lugar e de ruinas também históricas. Valorizemos este lugar, pois ele merece. E só!