domingo, 19 de abril de 2009

Um novo modelo para o transporte ferroviário

Como se pode ver as nossa estradas se encontram em péssimo estado de conservação facilitando acidentes e encarecendo o frete e o transporte de pessoas. Diariamente acontecem acidentes automobilísticos com vitimas fatais ou gravemente feridas em função deste problema de má conservação das estradas assim como em função das imperícias causadas por motoristas irresponsáveis, bêbados, ou por causa do sono devido ao excesso de trabalho no caso dos caminhoneiros.Quanto ao transporte aéreo este em breve também deve saturar, pois embora seja bastante seguro pode ocorrer falhas como a que aconteceu recentemente com acidente da Gol e o caso dos controladores de vôo que são obrigados a administrar um numero maior de aeronaves acima do que o espaço aéreo e eles podem administrar gerando transtornos como atrasos em vôos cancelamento e até a possibilidade de acidentes,pois os mesmos andam sobrecarregados por esse motivo,somando o fato que o próprio custo do transporte aéreo é alto em função de combustível,funcionário e manutenção e que em função disto
nem sempre as companhias aéreas podem colocar valores muito baixos aos consumidores , pois muitas vezes isso pode repercutir em prejuízo o que pode até causar sua falência.
Baseado nisso e que proponho investir no transporte ferroviário sendo que da seguinte forma:as locomotivas,vagões,garagens de guarda e manutenção continuariam na mão do setor privado,porem a malha viária, as sinalizações e as estações de trem voltariam para a RFFSA.Nesse contexto as companhias de transporte de carga (MRS, FCA, ALL, etc) continuariam a operar normalmente só que de maneira livre no território nacional como acontece com as transportadoras de carga aérea e rodoviária, e não mais numa região pré-definida e ao mesmo tempo administrando a malha ferroviária naquela região que operam como ocorre atualmente, mas concorrendo entre si em todo o Brasil e cabendo o consumidor escolher quem vai transportar sua carga.Estas seriam indenizadas pelos investimentos que fizeram na malha e na sinalização das regiões em que operam.
Já no transporte de passageiro seria feito da seguinte forma: as empresas de ônibus receberiam incentivos fiscais (isenções totais ou parciais de tributos federais, municipais e estaduais), para migrarem para o setor ferroviário alem de empréstimos a juros baixos para adquirirem trens, locomotivas e vagões, através dos bancos federais.Esta mesma medida também seria repassada as companhias aéreas para que migrassem ou,melhor ainda,fizessem uma espécie de convergência em que milhas adquiridas em vôo sirvam também para andar em trens e vice-versa.O mesmo seriam feito com encarroçadoras de ônibus e fabricantes de caminhões e automóveis (como a GM, e a FIAT que fabricam trens e locomotivas em seus paises de origem),adaptarem seu maquinário e seu parque industrial para fabricação de trens e locomotivas,através dos mesmos incentivos dados aos transportadores de passageiros.
Quanto ao governo caberia a ele fazer a expansão da malha ferroviária, através do exercito ou de empreiteiras, eletrificar as ferrovias existentes e as que serão criadas ou expandidas e oferecer mais de duas matrizes energéticas para os operadores escolherem o que será melhor para eles.Também seria reativada a RFFSA que faria o mesmo papel que a Infraero faz no transporte aéreo, que seria administração e conservação da sinalização,da malha ferroviária e das estações de trem.No mesmo processo de expansão e migração empresas, tanto cargueiras como de passageiros completariam as viagens com suas atuais frotas de ônibus e caminhões até seus destinos finais até que a expansão daquele ramal se completasse, como acontece com linha um do Metro do Rio de Janeiro entre Ipanema e a Copacabana em que este trajeto é completado por ônibus até que as obras de expansão terminem.Este processo de migração teria duração máxima de 15 a 20 anos.
Com isso espera-se resolver diversos problemas de logística, segurança (pois, diminuiriam o roubo de cargas e passageiros nas estradas assim como os acidentes) aliviaria o transporte aéreo e as próprias estradas (ficando livre de pedágios), reduzindo assim seu desgaste e custos de manutenção, integraria o pais e promoveria o desenvolvimento de lugares longínquos atraindo pessoas e empresas.Com esta medida o Brasil poderá se desenvolver melhor, atraindo investimentos estrangeiros e aumentara seu PIB assim como poderá distribuir melhor a renda, promovendo a redução do frete e reduzindo a migração para os grandes centros urbanos e os custos gerais.Está medida também servira para o governo se redimir da injustiça de ter trocado o modal ferroviário pelo rodoviário, mais caro,poluente,anti-integrador, perigoso( de acordo com que já citei no texto),e que com sua redução trouxe pobreza e atraso para as cidade que dela dependiam.Com esta medida colocará o Brasil no mesmo roll dos paises desenvolvidos que tem como principal meio de transporte a ferrovia e como havia dito recuperar as economias das cidades que viviam da ferrovia e que empobreceram com o fim da mesma.

Um comentário:

thiago disse...

Essa ideia é muito boa pena que os investimentos em transpote no nosso apaís estão mais engajados nas rodovias do que nos trilhos.
Nosso pais tem um territorio muito amplo e uma infra estrutura de transporte ferroviario seria a solução para a aceleração da economia do nosso país pois um novo modal de transporte estaria a disposição, pois atualmente o sistema ferroviario na minha opinião esta esquecido.