É a impressão que temos ao sintonizar a nova rádio bancária esportiva que veio de Petrópolis para o Rio de Janeiro, trazida pelo Grupo Bandeirantes e bancada pelo Bradesco.
A rádio Bradesco Esportes FM 91,1 leva a sério demais essa de fazer "AM no FM", não apenas pela grade de programação, com (boa) música apenas de madrugada, mas também pelo péssimo som. Não me refiro apenas à sintonia, porque só telefones celulares com FM sintonizam bem essa rádio, com dificuldades quase intransponíveis para outros receptores. Me refiro também ao som que é levado ao ar. Abafado e com agudo fraco. Parece som de fita cassete velha.
As outras "AMs do FM" tentam disfarçar a coisa, colocando som de FM, até mesmo usando e abusando de vinhetas espaciais estilo Jovem Pan. E mesmo assim essas outras rádios tem o mesmo som de fita cassete velha durante as jornadas esportivas. Já a Bradesco Esportes tem som de fita velha 24 horas por dia.
sábado, 20 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Sobre o aumento das passagens de ônibus para R$ 3,05, possivelmente em janeiro
Resposta para CBN Rio no Facebook:
Concessionário de linha de ônibus não joga para perder. Os prefeitos sempre dão uma mãozinha pra eles. Primeiro aumentaram a passagem para R$ 2,75, sob pretexto de financiar a operação de funilaria: colocar a mesma pintura em todos os ônibus da cidade, com uns detalhes aqui ou ali para distinguir só os quatro consórcios em cores ridículas como amarelo apagado, azul bebê e verde marca texto. Agora esse aumento escorchante para pagar o ar condicionado, que já deveria ser item de série numa cidade escaldante como o Rio de Janeiro.
Tá na hora dos empresários de ônibus retribuírem para esta cidade a montanha de dinheiro que ganharam por décadas, com a ajuda desses políticos paspalhões.
Mais detalhes aqui.
Concessionário de linha de ônibus não joga para perder. Os prefeitos sempre dão uma mãozinha pra eles. Primeiro aumentaram a passagem para R$ 2,75, sob pretexto de financiar a operação de funilaria: colocar a mesma pintura em todos os ônibus da cidade, com uns detalhes aqui ou ali para distinguir só os quatro consórcios em cores ridículas como amarelo apagado, azul bebê e verde marca texto. Agora esse aumento escorchante para pagar o ar condicionado, que já deveria ser item de série numa cidade escaldante como o Rio de Janeiro.
Tá na hora dos empresários de ônibus retribuírem para esta cidade a montanha de dinheiro que ganharam por décadas, com a ajuda desses políticos paspalhões.
Mais detalhes aqui.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Sobre a importância do zelo e da manuntenção das frotas de ônibus
Aqui no Rio temos exemplos similares a viação Parque das Nações em termos de manutenção de veículos, sobretudo os que tem pelo menos mais de cinco anos. São elas: São Silvestre, Vila e Isabel e a Transa de Três Rios. As três conservam ônibus com mais de cinco anos com uma manutenção impecável. Estas dão de dez a zero em muitas empresas com frota nova, mas que por não fazer uma manutenção decente, seus veículos ficam parecendo que tem mais de dez anos. Os maiores exemplos disso são a Pégaso, Transmil, Rio Rotas e Bangu.
Não adianta ter uma frota nova senão tem cuidado com o que se tem. Assim como é com computador, TV, mochila, senão se tem cuidado logo se estraga. Parabéns a estas empresas profissionais e guerreiras que pensam no passageiro, pois quem faz uma boa manutenção, merece nosso respeito.



Curiosidade: Um Velho Guerreiro cheio de disposição
Ônibus ano 1988 prova que boa manutenção pode prolongar a vida de uma frota sem comprometer segurança dos passageiros Veículo já faz parte da história dos transportes na região
ADAMO BAZANI – CBN
As regulamentações dos sistemas de transportes por ônibus são essenciais para a população e para o setor como um todo.
Os contratos de concessão são fundamentais para exigir do operador itens que dificilmente seriam seguidos se não se tornassem obrigatórios. Além de cumprimento de horários e itinerários, a renovação da frota é indispensável para que os transportes coletivos sejam de fato um bom serviço para a população.
Afinal, ninguém quer pagar caro, como hoje são as tarifas em todo o país praticamente, para andar em veículos velhos, desconfortáveis e que até oferecem riscos aos ocupantes e pessoas em volta.
No entanto, além da renovação da frota, a manutenção é tão importante quanto.
Não são raros os casos de veículos relativamente novos, mas que quebram constantemente e até soltam portas, rodas, eixos e provocam acidentes.
Um exemplo de como a manutenção bem feita pode prolongar a vida útil do transporte coletivo sem comprometer a qualidade está num simpático veículo ano 1988 ainda em operação em linhas intermunicipais do ABC Paulista.
É certo que se a área 5 da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, que é correspondente ao ABC Paulista, fosse organizada e a licitação das linhas saísse do papel, como ocorreu nas demais áreas, o veículo não estaria mais em operação.
Mas o pequeno Marcopolo Torino, das primeiras gerações, encarroçado sobre chassi OF 1115, prefixo 70, da TCPN – Transportes Coletivos Parque das Nações dá uma lição em muita empresa de ônibus.
O veículo não é mais adequado à atual realidade operacional. Não tem acessibilidade, é praticamente um chassi de caminhão encarroçado, com o primeiro degrau muito alto tanto na porta traseira como na dianteira, mas seu interior oferece conforto semelhante ou até maior (mesmo com os bancos de fibra) que muitos micrões de hoje que são pequenos para a demanda que transportam, no entanto, representam lucros para os frotistas que não precisam pagar salário de cobrador nestes veículos.
A viagem entre o Parque das Nações e o Hospital Mário Covas, no Bairro Paraíso, em Santo André, deixou claro que o ônibus ainda tem muita disposição devido à conservação.
O veículo recentemente foi reformado. Ele ainda mantinha a pintura original da Transportes Coletivos Parque das Nações, mas teve de aderir à insossa pintura padrão da EMTU. Mesmo assim, mantém seu charme.
Agora, reflitam, se pelos ônibus diariamente passam milhares de vida, imagine em quantas histórias o simpático carro 70 da Parque das Nações acabou tendo participação.
Talvez muitas pessoas nem se deem conta quando veem o carro ainda rodando. Muitas delas, no entanto, estudaram com ele, fizeram amigos nele, trabalharam graças ao seu transporte, gente que era moça e hoje passeia com seus filhos nele.

Afinal, para um veículo, 24 anos é fazer parte de gerações.
Isso sem contar que o ônibus acabou fazendo parte também de várias fases do ABC Paulista , desde quando a região era tipicamente industrial ainda na década de 1980, até a saída das indústrias por conta da Guerra Fiscal, das greves e do custo ABC, tornando o setor de serviços predominante.
Ninguém aqui quer que as cidades sejam cheias de ônibus com mais de 20 anos como o carro 70, mas seria bom se todas tivessem ônibus bem conservados, como o carro 70 da Parque das Nações.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blog Ponto de ônibus
Não adianta ter uma frota nova senão tem cuidado com o que se tem. Assim como é com computador, TV, mochila, senão se tem cuidado logo se estraga. Parabéns a estas empresas profissionais e guerreiras que pensam no passageiro, pois quem faz uma boa manutenção, merece nosso respeito.
CURIOSIDADE: Um Velho Guerreiro e algumas lições



Ônibus
ano 1988, da Parque das Nações, deve sair em breve de circulação por
conta da avançada idade. Ele já não atende mais às necessidades atuais
de veículos acessíveis e menos poluentes, mas seu estado de conservação
tem de ser exemplo para muita empresa que deixa ônibus praticamente novo
soltar peças nas ruas. Fotos: Adamo Bazani
Ônibus ano 1988 prova que boa manutenção pode prolongar a vida de uma frota sem comprometer segurança dos passageiros Veículo já faz parte da história dos transportes na região
ADAMO BAZANI – CBN
As regulamentações dos sistemas de transportes por ônibus são essenciais para a população e para o setor como um todo.
Os contratos de concessão são fundamentais para exigir do operador itens que dificilmente seriam seguidos se não se tornassem obrigatórios. Além de cumprimento de horários e itinerários, a renovação da frota é indispensável para que os transportes coletivos sejam de fato um bom serviço para a população.
Afinal, ninguém quer pagar caro, como hoje são as tarifas em todo o país praticamente, para andar em veículos velhos, desconfortáveis e que até oferecem riscos aos ocupantes e pessoas em volta.
No entanto, além da renovação da frota, a manutenção é tão importante quanto.
Não são raros os casos de veículos relativamente novos, mas que quebram constantemente e até soltam portas, rodas, eixos e provocam acidentes.
Um exemplo de como a manutenção bem feita pode prolongar a vida útil do transporte coletivo sem comprometer a qualidade está num simpático veículo ano 1988 ainda em operação em linhas intermunicipais do ABC Paulista.
É certo que se a área 5 da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, que é correspondente ao ABC Paulista, fosse organizada e a licitação das linhas saísse do papel, como ocorreu nas demais áreas, o veículo não estaria mais em operação.
Mas o pequeno Marcopolo Torino, das primeiras gerações, encarroçado sobre chassi OF 1115, prefixo 70, da TCPN – Transportes Coletivos Parque das Nações dá uma lição em muita empresa de ônibus.
O veículo não é mais adequado à atual realidade operacional. Não tem acessibilidade, é praticamente um chassi de caminhão encarroçado, com o primeiro degrau muito alto tanto na porta traseira como na dianteira, mas seu interior oferece conforto semelhante ou até maior (mesmo com os bancos de fibra) que muitos micrões de hoje que são pequenos para a demanda que transportam, no entanto, representam lucros para os frotistas que não precisam pagar salário de cobrador nestes veículos.
A viagem entre o Parque das Nações e o Hospital Mário Covas, no Bairro Paraíso, em Santo André, deixou claro que o ônibus ainda tem muita disposição devido à conservação.
O veículo recentemente foi reformado. Ele ainda mantinha a pintura original da Transportes Coletivos Parque das Nações, mas teve de aderir à insossa pintura padrão da EMTU. Mesmo assim, mantém seu charme.
Agora, reflitam, se pelos ônibus diariamente passam milhares de vida, imagine em quantas histórias o simpático carro 70 da Parque das Nações acabou tendo participação.
Talvez muitas pessoas nem se deem conta quando veem o carro ainda rodando. Muitas delas, no entanto, estudaram com ele, fizeram amigos nele, trabalharam graças ao seu transporte, gente que era moça e hoje passeia com seus filhos nele.

Antes
da pintura padrão da EMTU, veículo ainda mantinha as cores tradicionais
da empresa. Muitos passageiros ainda preferem época quando cada
companhia podia ter sua identidade visual. A identificação nos pontos
era mais fácil. Veículo com 24 anos, já fez parte da história de muita
gente. Foto: Adamo Bazani.
Isso sem contar que o ônibus acabou fazendo parte também de várias fases do ABC Paulista , desde quando a região era tipicamente industrial ainda na década de 1980, até a saída das indústrias por conta da Guerra Fiscal, das greves e do custo ABC, tornando o setor de serviços predominante.
Ninguém aqui quer que as cidades sejam cheias de ônibus com mais de 20 anos como o carro 70, mas seria bom se todas tivessem ônibus bem conservados, como o carro 70 da Parque das Nações.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blog Ponto de ônibus
domingo, 14 de outubro de 2012
Música no Fatos Gerais: Tim Maia - Descobridor dos sete mares
Retomando as postagens, pois estava em período de estudos na faculdade, eis que ofereço a vocês, Tim Maia com a música Descobridor dos sete mares. Uma excelente música para o feriado prolongado. Curtam!
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Radio Bradesco Esportes FM será inaugurada hoje as 18:00
Finalmente uma novela termina com final feliz. A Anatel aprovou a mudança da torre para o morro do Morim, a Petrobras aceitou a entrada da Bradesco no Morim, onde ela controla e de quebra ainda conseguiu o que ninguém conseguiu: instalar uma potente repetidora do sinal dos 91,1 no Sumaré. Que a isonomia prevaleça e a Kiss e Senado possam também instalar seus equipamentos no Sumaré. Se a Band pode, eles podem também, pois a partir deste momento foi aberto um precedente que o ICMBIO não poderá voltar atrás com relação ao Sumaré. Leiam o texto original do site do grupo Bandeirantes.
José Carlos Araújo, o Garotinho, comanda as transmissõesReprodução/Facebook
Rádio Bradesco Esportes estreia hoje no Rio
Primeira transmissão de jogo já será nesta quarta-feira, às 21h, com o duelo entre Flamengo e Atlético-MG
José Carlos Araújo, o Garotinho, comanda as transmissõesReprodução/Facebook
Da Redação esportes@band.com.br
O Grupo Bandeirantes de Comunicaçãoestreia nesta quarta-feira a primeira rádio exclusivamente de esportes do Rio de Janeiro. Já presente em São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte, a Bradesco Esportes FM ocupará a frequência 91,1Mhz com programas, transmissões, especialistas renomados, atletas, autoridades, música e notícias de todas as modalidades 24h por dia, sete dias por semana. A primeira transmissão de jogo já acontece nesta quarta, às 22h, com o duelo entre Flamengo e Atlético-MG.
“O entusiasmo diante desse novo desafio na carreira é enorme e a possibilidade de ajudar a formar uma nova geração de jornalistas esportivos, com ética, com honestidade, com respeito ao próximo, realmente me emocionam. Esse desafio de poder provar que podemos fazer a coisa certa, mexe comigo. Acredito nisso! Vamos colocar esse Jumbo no ar e quando ele atingir a altitude e a velocidade de cruzeiro, a gente pensa no resto. A minha vontade e a vontade do nosso time me fazem crer em sucesso a curto prazo! Com os pés no chão e com muita humildade, mas com a certeza absoluta que uma iniciativa dessas só pode redundar em sucesso”, disse Jorge Eduardo, chefe de reportagem da Bradesco Esportes FM Rio.
José Carlos Araújo, mais conhecido como Garotinho, passa a fazer parte da equipe Bradesco Esportes FM em solo carioca. O narrador também é o responsável por montar a equipe das transmissões esportivas. O comentarista Gerson, o apresentador Gilson Ricardo, o técnico de basquete medalha de prata na Olimpíada de Atlanta, Miguel Ângelo da Luz, e as gêmeas do nado sincronizado Bia e Branca Feres também estarão no ar.
Entre os colunistas e apresentadores que já estão presentes na Bradesco Esportes FM em São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre estão José Carlos Brunoro (Universo do Esporte), Álvaro José (Esporte Olímpico), Elia Junior (Pá e Bola), Zetti (Futebol), Danielle Zangrando (Judô), Marcos Paulo Reis (Qualidade de Vida), Ivan Zimmerman (Esportes Americanos), Gustavo Magliocca (Medicina Esportiva), Irineu Loturco (Ciência do Esporte), Fernando Portugal (Rugby), Román Laurito (MMA), Dudu Braga e Mizael Conrado (Paradesporto) e Celso Miranda (Automobilismo).
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Música no Fatos Gerais: Lulu Santos - Ultimo Romântico
Para animar e distrair a mente, deixamos com vocês Lulu Santos, com a música Último romântico. Até a próxima!
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Inventor da bina finalmente obtém o reconhecimento da paternidade de seu invento
Nós brasileiros temos que valorizar o que temos e o nosso talento. Não é justo que nós brasileiros tenhamos que ir para fora do país para sermos valorizados. Aqui, um inventor ou excelente profissional só consegue ser valorizado porque vai lá para fora. Foi assim com Santos Dumont, por exemplo, e mesmo assim só obteve o seu reconhecimento não apenas por ter ido a França, mas porque era de família rica e influente, pois seu pai, Henrique Dumont, era um homem rico, fazendeiro e politico de grande influência em Minas Gerais. Tal sorte não teve Landell Moura (o verdadeiro inventor do radio junto com o americano Nikolas Tesla) e Bartolomeu de Gusmão ( o inventor do balão), que ficaram no esquecimento por anos.
Mais tudo isso tem uma explicação, a falta de educação, instrução da população mais a manipulação da mídia e principalmente o complexo de inferioridade coletivo do povo, o famoso " complexo de vira-lata". Dessa forma este país nunca vai para frente. Aqui só se valoriza futilidades e coisas que sirvam para dominar a população como futebol, novelas, religiões, midias sociais, gandaias e etc. Leiam esta importante reportagem do Estadão.
As operadoras Claro/Americel e Vivo são as primeiras a se manifestarem: a primeira, em razão de composição judicial, que extinguiu o processo movido pela Lune (empresa de Nélio), e a segunda por condenação judicial, determinando a indenização, o que deverá provocar medidas judiciais similares envolvendo operadoras que utilizam o Bina, o segundo invento brasileiro efetivamente universalizado. O primeiro foi o avião, por Santos Dumont.
Somente no Brasil, o Bina custa mensalmente a cada assinante R$ 10 ou US$ 6. E são 256 milhões de celulares com esse serviço no País, o que produz faturamento mensal de R$ 2,56 bilhões. Isso apenas no Brasil.
A decisão da 2.ª Vara Cível de Brasília determina que a Vivo pague em juízo "o correspondente a 25% do valor cobrado pela ré por conta do serviço de identificação de chamada para cada usuário e em cada aparelho".
Nélio é ainda autor de mais quatro inventos incorporados mundialmente à telefonia: o Salto (sinalização sonora que indica, durante uma ligação, que outra chamada está na linha), o sistema de Mensagens de Instituições Financeiras para Celular, que permite o controle de operações bancárias via celular; o Bina-Lo, que registra chamadas perdidas; e o telefone fixo celular.
Não há hoje, em todo o planeta, quem fabrique um telefone, celular ou fixo, sem inserir a maioria desses recursos. Como se trata de invento patenteado, esse uso, nos termos da Lei de Patentes, em todo o mundo, precisa ser remunerado, seja como transferência de tecnologia e/ou royalty.
Mas não foi, embora o Bina tenha conferido ao seu inventor duas comendas internacionais: um Certificado e uma Medalha de Ouro do World Intellectual Property Organization (Wipo), reconhecendo e recomendando a sua patente, além de um selo da série Invenções Brasileiras, concedido pelo Ministério das Comunicações.
A conquista ocorre, por ironia, exatamente quando acaba de cessar a vigência (20 anos) da patente de seu invento, em 7 de julho passado. A patente resistiu a todas as tentativas de anulação que lhe moveram na Justiça as operadoras e fabricantes multinacionais e os direitos gerados naquele período são agora irreversíveis.
Ao Estado, Nélio contou sua epopeia pessoal, sem apoio do Estado brasileiro. A seguir, os principais trechos da entrevista:
Como chegou ao acordo?
Graças a Deus e à minha determinação solitária de não ceder. Lutei praticamente sozinho. Não foram poucas as pessoas, que, nesse período, diante da indiferença dos sucessivos governos brasileiros e das ameaças que recebi, me aconselharam a desistir. Fui até mesmo ridicularizado por advogados, autoridades e jornalistas. Mas jamais perdi de vista esse direito, que não é só meu, mas do povo brasileiro, privado dos royalties milionários que os meus inventos proporcionam às multinacionais que o usam sem pagar.
Os advogados não acreditavam na causa?
Perdi a conta de quantos tive. Muitos desistiram diante das dificuldades, deixando de acreditar na possibilidade de uma vitória. Houve inclusive traições. Tive, porém, a sorte de encontrar um advogado experiente e competente, o dr. Luís Felipe Belmonte, que, após constatar a consistência do meu direito, desmontou, com argúcia e paciência, todas as manobras regimentais dos advogados oponentes.
Como e quando surgiu o Bina?
Inventei a primeira tecnologia Bina em 1977, quando trabalhava na Telebrasília. Fui inicialmente parabenizado, mas a seguir hostilizado. O Departamento Jurídico da empresa recusou-se a auxiliar no registro da patente, que providenciei, por conta própria, em 1980. Acabei demitido em 1984, por insistir na adoção do Bina e do Salto. Depois que saí, as duas invenções passaram a ser comercializadas por uma quantia mensal que, em reais, correspondiam respectivamente a R$ 10 e R$ 2,90.
Quando começaram as violações generalizadas?
Inventei e patenteei a segunda tecnologia Bina em 1992. A Telebrás em 1993 padronizou o seu uso (Pratica 220-250-713). Procurado por várias empresas, em 1997, optei por assinar contrato de transferência de tecnologia, em parceria com a Ericsson, à Intelbras (empresa brasileira e minha maior decepção) e à Telemar, por acreditar na seriedade aparente dessas empresas. Em 1997, o novo sistema Bina foi mundialmente implantado, também em telefonia celular, sem respeito à patente. Em 1998, não tive outro recurso senão ir ao Judiciário. Acionei primeiramente a Americel, em Brasília, em março de 1998. Fui vitorioso em primeira e segunda instâncias. Em 2002, foi proferida a sentença confirmatória, pelo TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios).
E por que não lhe pagaram?
Não só não pagaram como me fizeram mergulhar num pesadelo judicial: a Intelbras e todas as multinacionais (fabricantes e empresas operadoras) se uniram para anular a patente. Cobraram, em 2003, da Ericsson, a venda de uma tecnologia que não lhe pertencia (os editais das multinacionais especificavam: BINA=220-250-713). E a Ericsson, mesmo tendo contrato comigo, tentou sumir com o cadáver, e foi ao Tribunal Federal Justiça, da 2.ª Região, no Rio de Janeiro, pedir nulidade da patente brasileira. De vítima, passei a réu. O advogado da Ericsson, que, paradoxalmente, é também presidente da ABPI (Associação Brasileira Propriedade Intelectual) e integra o Conselho Antipirataria do Ministério da Justiça, conseguiu "suspender, à revelia" todos os direitos relativos ao meu próprio invento, até a decisão final da Justiça. Me vi numa situação surreal: não recebia, nem podia dispor do que me pertence. A outra parte podia. O dr. Belmonte fez ver o absurdo da situação: ingressou com um embargo de declaração contra esse parecer, que legitimou o uso do Bina sem ônus, até que o litígio um dia se resolvesse. Com esse acordo, acredito que tudo isso irá desmoronar.
Por que não recorreu ao Conselho Antipirataria, do Ministério da Justiça?
Claro que recorri, desde 2003, mas nunca fui recebido. E gostaria que alguém me explicasse, por que nós, portadores de patentes brasileiras, somos tratados assim. Em todas as vezes que tentei, fui apenas orientado verbalmente a procurar o Poder Judiciário, enquanto as empresas estrangeiras, que têm toda uma estrutura de defesa de seus alegados direitos, não.
Por que não recorreu a instituições internacionais de inventores?
Por idealismo, quero ser reconhecido no meu País. Mas o reconhecimento começou lá fora. Em 1998, o U.S. Patent and Trademark Office, escritório federal americano que registra marcas e patentes, se surpreendeu com a informação de que o Bina e o Salto haviam sido inventados por mim. Sabe o que me disseram lá? "Alguém deve estar ganhando muito dinheiro nas suas costas. Aqui, você seria uma celebridade e bilionário." Nos Estados Unidos, já são 65 milhões de Binas fixos, com o usuário pagando US$ 4 por mês. O governo tem de defender este patrimônio do povo brasileiro. Mas acredito que a Justiça começou, enfim, a ser feita.
Estadão
Mais tudo isso tem uma explicação, a falta de educação, instrução da população mais a manipulação da mídia e principalmente o complexo de inferioridade coletivo do povo, o famoso " complexo de vira-lata". Dessa forma este país nunca vai para frente. Aqui só se valoriza futilidades e coisas que sirvam para dominar a população como futebol, novelas, religiões, midias sociais, gandaias e etc. Leiam esta importante reportagem do Estadão.
Você está em Economia
Justiça reconhece a patente brasileira do Bina
Criador do sistema que identifica quem faz ligações telefônicas relata os 20 anos de disputas judiciais que enfrentou
09 de setembro de 2012 | 3h 07
JOÃO BOSCO RABELLO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Depois de 20 anos de disputa judicial com as operadoras
de telefonia, o inventor mineiro Nélio Nicolai, 72 anos, começa a obter
reconhecimento oficial por seu principal invento: o Bina, aplicativo que
permite identificar previamente as chamadas telefônicas, nos aparelhos
fixos e celulares.As operadoras Claro/Americel e Vivo são as primeiras a se manifestarem: a primeira, em razão de composição judicial, que extinguiu o processo movido pela Lune (empresa de Nélio), e a segunda por condenação judicial, determinando a indenização, o que deverá provocar medidas judiciais similares envolvendo operadoras que utilizam o Bina, o segundo invento brasileiro efetivamente universalizado. O primeiro foi o avião, por Santos Dumont.
Somente no Brasil, o Bina custa mensalmente a cada assinante R$ 10 ou US$ 6. E são 256 milhões de celulares com esse serviço no País, o que produz faturamento mensal de R$ 2,56 bilhões. Isso apenas no Brasil.
A decisão da 2.ª Vara Cível de Brasília determina que a Vivo pague em juízo "o correspondente a 25% do valor cobrado pela ré por conta do serviço de identificação de chamada para cada usuário e em cada aparelho".
Nélio é ainda autor de mais quatro inventos incorporados mundialmente à telefonia: o Salto (sinalização sonora que indica, durante uma ligação, que outra chamada está na linha), o sistema de Mensagens de Instituições Financeiras para Celular, que permite o controle de operações bancárias via celular; o Bina-Lo, que registra chamadas perdidas; e o telefone fixo celular.
Não há hoje, em todo o planeta, quem fabrique um telefone, celular ou fixo, sem inserir a maioria desses recursos. Como se trata de invento patenteado, esse uso, nos termos da Lei de Patentes, em todo o mundo, precisa ser remunerado, seja como transferência de tecnologia e/ou royalty.
Mas não foi, embora o Bina tenha conferido ao seu inventor duas comendas internacionais: um Certificado e uma Medalha de Ouro do World Intellectual Property Organization (Wipo), reconhecendo e recomendando a sua patente, além de um selo da série Invenções Brasileiras, concedido pelo Ministério das Comunicações.
A conquista ocorre, por ironia, exatamente quando acaba de cessar a vigência (20 anos) da patente de seu invento, em 7 de julho passado. A patente resistiu a todas as tentativas de anulação que lhe moveram na Justiça as operadoras e fabricantes multinacionais e os direitos gerados naquele período são agora irreversíveis.
Ao Estado, Nélio contou sua epopeia pessoal, sem apoio do Estado brasileiro. A seguir, os principais trechos da entrevista:
Como chegou ao acordo?
Graças a Deus e à minha determinação solitária de não ceder. Lutei praticamente sozinho. Não foram poucas as pessoas, que, nesse período, diante da indiferença dos sucessivos governos brasileiros e das ameaças que recebi, me aconselharam a desistir. Fui até mesmo ridicularizado por advogados, autoridades e jornalistas. Mas jamais perdi de vista esse direito, que não é só meu, mas do povo brasileiro, privado dos royalties milionários que os meus inventos proporcionam às multinacionais que o usam sem pagar.
Os advogados não acreditavam na causa?
Perdi a conta de quantos tive. Muitos desistiram diante das dificuldades, deixando de acreditar na possibilidade de uma vitória. Houve inclusive traições. Tive, porém, a sorte de encontrar um advogado experiente e competente, o dr. Luís Felipe Belmonte, que, após constatar a consistência do meu direito, desmontou, com argúcia e paciência, todas as manobras regimentais dos advogados oponentes.
Como e quando surgiu o Bina?
Inventei a primeira tecnologia Bina em 1977, quando trabalhava na Telebrasília. Fui inicialmente parabenizado, mas a seguir hostilizado. O Departamento Jurídico da empresa recusou-se a auxiliar no registro da patente, que providenciei, por conta própria, em 1980. Acabei demitido em 1984, por insistir na adoção do Bina e do Salto. Depois que saí, as duas invenções passaram a ser comercializadas por uma quantia mensal que, em reais, correspondiam respectivamente a R$ 10 e R$ 2,90.
Quando começaram as violações generalizadas?
Inventei e patenteei a segunda tecnologia Bina em 1992. A Telebrás em 1993 padronizou o seu uso (Pratica 220-250-713). Procurado por várias empresas, em 1997, optei por assinar contrato de transferência de tecnologia, em parceria com a Ericsson, à Intelbras (empresa brasileira e minha maior decepção) e à Telemar, por acreditar na seriedade aparente dessas empresas. Em 1997, o novo sistema Bina foi mundialmente implantado, também em telefonia celular, sem respeito à patente. Em 1998, não tive outro recurso senão ir ao Judiciário. Acionei primeiramente a Americel, em Brasília, em março de 1998. Fui vitorioso em primeira e segunda instâncias. Em 2002, foi proferida a sentença confirmatória, pelo TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios).
E por que não lhe pagaram?
Não só não pagaram como me fizeram mergulhar num pesadelo judicial: a Intelbras e todas as multinacionais (fabricantes e empresas operadoras) se uniram para anular a patente. Cobraram, em 2003, da Ericsson, a venda de uma tecnologia que não lhe pertencia (os editais das multinacionais especificavam: BINA=220-250-713). E a Ericsson, mesmo tendo contrato comigo, tentou sumir com o cadáver, e foi ao Tribunal Federal Justiça, da 2.ª Região, no Rio de Janeiro, pedir nulidade da patente brasileira. De vítima, passei a réu. O advogado da Ericsson, que, paradoxalmente, é também presidente da ABPI (Associação Brasileira Propriedade Intelectual) e integra o Conselho Antipirataria do Ministério da Justiça, conseguiu "suspender, à revelia" todos os direitos relativos ao meu próprio invento, até a decisão final da Justiça. Me vi numa situação surreal: não recebia, nem podia dispor do que me pertence. A outra parte podia. O dr. Belmonte fez ver o absurdo da situação: ingressou com um embargo de declaração contra esse parecer, que legitimou o uso do Bina sem ônus, até que o litígio um dia se resolvesse. Com esse acordo, acredito que tudo isso irá desmoronar.
Por que não recorreu ao Conselho Antipirataria, do Ministério da Justiça?
Claro que recorri, desde 2003, mas nunca fui recebido. E gostaria que alguém me explicasse, por que nós, portadores de patentes brasileiras, somos tratados assim. Em todas as vezes que tentei, fui apenas orientado verbalmente a procurar o Poder Judiciário, enquanto as empresas estrangeiras, que têm toda uma estrutura de defesa de seus alegados direitos, não.
Por que não recorreu a instituições internacionais de inventores?
Por idealismo, quero ser reconhecido no meu País. Mas o reconhecimento começou lá fora. Em 1998, o U.S. Patent and Trademark Office, escritório federal americano que registra marcas e patentes, se surpreendeu com a informação de que o Bina e o Salto haviam sido inventados por mim. Sabe o que me disseram lá? "Alguém deve estar ganhando muito dinheiro nas suas costas. Aqui, você seria uma celebridade e bilionário." Nos Estados Unidos, já são 65 milhões de Binas fixos, com o usuário pagando US$ 4 por mês. O governo tem de defender este patrimônio do povo brasileiro. Mas acredito que a Justiça começou, enfim, a ser feita.
Estadão
sábado, 8 de setembro de 2012
Música no Fatos Gerais: Tim Maia e Gal Costa - Um dia de domingo
Nós do Fatos Gerais deixamos com vocês Tim Maia e Gal Costa, com a música, Um dia de domingo. Bom final de semana!
sábado, 1 de setembro de 2012
Cuidado com a propaganda enganosa nestas eleições
Um Vereador não legisla sobre assuntos de universidades públicas, sobretudo universidades públicas federais e estaduais. O vereador Jairinho está dizendo que foi ele quem conseguiu a Uezo, coisa e tal. Não é verdade! Quem lutou por ela foi um casal nefasto, que não vou citar, mas que a criou para ser efêmera e eleitoral, mas que por azar ou sorte deles, felizmente deu certo.
Agora Jairinho está pregando que a Uezo terá seu campus ou sede inaugurada no ano que vem e que ainda oferecerá o curso de medicina. Também não é verdade! Isso porque a Uezo estava com problemas administrativos e financeiros em função do governo do estado não repassar a quantidade de verba necessária para que a mesma funcionasse adequadamente e pudesse construir seu campus. Para se ter uma ideia, a Uezo quase perdeu seu terreno na Avenida Brasil, em Campo Grande, por conta de não ter construído seu campus dentro do prazo, que era até o dia 31 de agosto, ou seja, mês passado. E também em maio, quase chegaram a repassar esse mesmo terreno para a Uerj para que a mesma contruísse um hospital, o que também foi evitado. E ainda, para completar, no começo deste ano a Uezo quase foi extinta, pois o secretário Alexandre Cardoso e o reitor da Uerj fizeram de tudo para anexar a Uezo à Uerj, fato que só não aconteceu porque alunos e professores se uniram contra isso. E por fim, não há qualquer plano de abertura de curso de medicina na Uezo, já que a reitoria não aceitou tal projeto, por ela ser uma universidade tecnológica. Se isso acontecesse até seria bom, pois abriria espaço para cursos como Direito, História, Turismo (estes últimos, dois cursos importantes para a Zona Oeste, pois valorizaria pontos turísticos inexplorados) e outros cursos que fugiriam do escopo da Uezo, embora isso de fato fosse bom, mas este não é o escopo.
Por isso tomem cuidado em quem vocês vão votar. Não votem em candidatos que prometam aquilo que não podem cumprir porque não é da alçada deles. Tomem muito cuidado e pensem muito bem nisso!
Plebe Rude - Circo Voador - 24 de agosto de 2012
Costumam chamar agosto de o mês do desgosto, mas também pode ser chamado de um mês em que acontecem apresentações musicais de bom gosto. No dia 24 de agosto houve a apresentação da Plebe Rude no Circo Voador, local de shows memoráveis da banda, especialmente nos anos de 1984 e 1986, shows esses lembrados pelo vocalista e guitarrista Philippe neste show da semana passada. Esta apresentação foi escorada nas músicas gravadas no CD/DVD Rachando Concreto, gravado ao vivo em Brasília, e também na totalidade do disco O concreto já rachou, o maior clássico da banda.
O show da semana passada foi antológico. A banda continua afiadíssima. Philippe Seabra e Clemente nos vocais e guitarras, Fred Ribeiro no baixo e um xará meu, Marcelo, como o novo baterista. Fred está provisoriamente no lugar de André X. Philippe disse que André X passará uns quatro meses fora do Brasil fazendo cursos, mas que deixou gravados os baixos do novo CD que a banda está preparando.
Mas em se tratando de Plebe Rude, não há roteiro certinho. A banda nunca foi certinha. Pois é uma das precursoras do punk rock de Brasília e do Brasil. A banda fez uma apresentação que me pareceu até maior que a duração do show de Brasília gravado em DVD em 2009. Não me arrisco a escrever aqui o set list do show, mesmo porque eu estava entusiasmado demais pra ficar anotando ou decorando, nem mesmo para contar as músicas. E eu não estava gravando o show. Já me esforçava pra caramba pra ver a banda, cantar e tirar fotos no meio da multidão que lotava o Circo... Do que eu lembro agora, posso dizer que a banda aproveitou o tempo pra resgatar músicas de todos os sete discos da banda. Inclusive a música Mentiras por enquanto, que sempre foi a que mais gostei e que, segundo Philippe, eles só tocaram no Rio (pelo menos na turnê do DVD) a pedido dos amigos da banda no Rio. Três deles estavam na frente do palco e enfartariam ao ouvir a música, segundo Philippe. A banda também enxertou músicas próprias e de outras bandas em várias das músicas do set list. Como Nunca fomos tão brasileiros, Pátria Amada (dos Inocentes, a outra banda do guitarrista Clemente), Geração Coca-Cola (enxertada não lembro em qual música), Selvagem (música dos Paralamas do Sucesso enxertada em Proteção) e até mesmo Aumenta que isso aí é rock'n'roll (enxertada em Até quando esperar pra homenagear o saudoso Celso Blues Boy). A banda também incluiu na íntegra (não enxertada em outras) a clássica Pânico em SP, outra dos Inocentes. Além de Celso Blues Boy, outro finado músico homenageado foi Redson, do Cólera, através da música Medo, incluída na íntegra, mesmo porque já está presente no repertório da Plebe há muitos anos.
A apresentação da música Minha Renda foi antológica. Além de samplearem o Chacrinha apresentando a própria Plebe em seu Cassino do Chacrinha, eles interromperam a música no meio para parodiar com corrosivo sarcasmo vários clichês da música pop descartável e da Música de Cabresto Brasileira, dos iô iô iôs, coros e gestos de mãos de vários gêneros até a pobreza da letra de um tecnobrega que a banda ameaçou tocar, mas ficou só no começo. Tudo isso só para ilustrar o discurso de Philippe contra os esquemões da música descartável de fácil rentabilidade e a favor de um caminho musical mais difícil, mas que é o caminho correto. Philippe também disse que a Plebe nunca mais tocará em rádio. Se o rádio continuar assim, é bom mesmo a Plebe ficar fora do dial.
Philippe também disse que a vantagem de morar em Brasília (onde os integrantes da banda moram, exceto Clemente, de São Paulo) é que Brasília não tem prefeito nem vereador, e por isso não está sendo bombardeada por essa palhaçada da campanha eleitoral que, como bem observou Philippe, está massacrando a nós, cariocas. Disse isso para introduzir a música Vote em branco, que ele lembrou que foi responsável pela prisão da banda toda em 1984, quando eles a tocaram em Patos de Minas, em seu primeiro show fora de Brasília e em plena campanha eleitoral naquele ano. Philippe reforçou toda a mensagem explícita da música, o que de sobremaneira desagradou a militância da candidatura do prefeitável Marcelo Freixo, militância que tinha alguns representantes na plateia. Mesmo assim, Philippe deu votos de boa sorte ao amigo Marcelo Yuka, ex-Rappa e atual candidato a vice-prefeito de Freixo.
É muito Marcelo pra um dia só. Marcelo na bateria, Marcelo Yuka sendo citado (e sendo ele vice de outro Marcelo) e eu na platéia curtindo tudo.
A banda anunciou estar feliz em participar de vários projetos. Além do novo CD/DVD, citou a participação na trilha sonora do filme Federal e a participação no documentário Rock Brasília. Também anunciou novos projetos feitos pela banda ou em que a banda é citada: o filme Somos tão jovens (em que a banda é representada por atores) e o futuro disco de inéditas, que a banda ainda não disse se será lançado apenas no iTunes ou se terá também versão em CD.
Destaco aqui que nunca vi um show com tantas dezenas de pessoas subindo ao palco para cumprimentar os músicos e pular lá de cima em cima da plateia, que fez várias rodas de pogo. Muitas dessas pessoas eram mulheres, e algumas beijavam os integrantes. Clemente até brincou, dizendo que antes a banda apanhava da polícia e hoje é beijada pelas mulheres, e que essa é uma das vantagens de ter ficado velho.
Philippe também anunciou que seu filho nasceu há alguns dias. O garoto ganhou de Clemente o codinome "Seabrinha".
Por fim, a banda disse estar muito feliz em encontrar ainda tantos plebeus (a plateia) no Rio de Janeiro. Plateia que, segundo Philippe, prefere o rock'n'roll à "essa MPB chata dessas novas casas noturnas da Lapa" (palavras dele).
A Plebe Rude pode voltar quantas vezes quiser ao Rio de Janeiro, que sempre encontrará uma platéia grande e entusiasmada. A plebe carioca agradece. Como bem disse Philippe, o rock'n'roll vive, no Rio.
O show da semana passada foi antológico. A banda continua afiadíssima. Philippe Seabra e Clemente nos vocais e guitarras, Fred Ribeiro no baixo e um xará meu, Marcelo, como o novo baterista. Fred está provisoriamente no lugar de André X. Philippe disse que André X passará uns quatro meses fora do Brasil fazendo cursos, mas que deixou gravados os baixos do novo CD que a banda está preparando.
Mas em se tratando de Plebe Rude, não há roteiro certinho. A banda nunca foi certinha. Pois é uma das precursoras do punk rock de Brasília e do Brasil. A banda fez uma apresentação que me pareceu até maior que a duração do show de Brasília gravado em DVD em 2009. Não me arrisco a escrever aqui o set list do show, mesmo porque eu estava entusiasmado demais pra ficar anotando ou decorando, nem mesmo para contar as músicas. E eu não estava gravando o show. Já me esforçava pra caramba pra ver a banda, cantar e tirar fotos no meio da multidão que lotava o Circo... Do que eu lembro agora, posso dizer que a banda aproveitou o tempo pra resgatar músicas de todos os sete discos da banda. Inclusive a música Mentiras por enquanto, que sempre foi a que mais gostei e que, segundo Philippe, eles só tocaram no Rio (pelo menos na turnê do DVD) a pedido dos amigos da banda no Rio. Três deles estavam na frente do palco e enfartariam ao ouvir a música, segundo Philippe. A banda também enxertou músicas próprias e de outras bandas em várias das músicas do set list. Como Nunca fomos tão brasileiros, Pátria Amada (dos Inocentes, a outra banda do guitarrista Clemente), Geração Coca-Cola (enxertada não lembro em qual música), Selvagem (música dos Paralamas do Sucesso enxertada em Proteção) e até mesmo Aumenta que isso aí é rock'n'roll (enxertada em Até quando esperar pra homenagear o saudoso Celso Blues Boy). A banda também incluiu na íntegra (não enxertada em outras) a clássica Pânico em SP, outra dos Inocentes. Além de Celso Blues Boy, outro finado músico homenageado foi Redson, do Cólera, através da música Medo, incluída na íntegra, mesmo porque já está presente no repertório da Plebe há muitos anos.
A apresentação da música Minha Renda foi antológica. Além de samplearem o Chacrinha apresentando a própria Plebe em seu Cassino do Chacrinha, eles interromperam a música no meio para parodiar com corrosivo sarcasmo vários clichês da música pop descartável e da Música de Cabresto Brasileira, dos iô iô iôs, coros e gestos de mãos de vários gêneros até a pobreza da letra de um tecnobrega que a banda ameaçou tocar, mas ficou só no começo. Tudo isso só para ilustrar o discurso de Philippe contra os esquemões da música descartável de fácil rentabilidade e a favor de um caminho musical mais difícil, mas que é o caminho correto. Philippe também disse que a Plebe nunca mais tocará em rádio. Se o rádio continuar assim, é bom mesmo a Plebe ficar fora do dial.
Philippe também disse que a vantagem de morar em Brasília (onde os integrantes da banda moram, exceto Clemente, de São Paulo) é que Brasília não tem prefeito nem vereador, e por isso não está sendo bombardeada por essa palhaçada da campanha eleitoral que, como bem observou Philippe, está massacrando a nós, cariocas. Disse isso para introduzir a música Vote em branco, que ele lembrou que foi responsável pela prisão da banda toda em 1984, quando eles a tocaram em Patos de Minas, em seu primeiro show fora de Brasília e em plena campanha eleitoral naquele ano. Philippe reforçou toda a mensagem explícita da música, o que de sobremaneira desagradou a militância da candidatura do prefeitável Marcelo Freixo, militância que tinha alguns representantes na plateia. Mesmo assim, Philippe deu votos de boa sorte ao amigo Marcelo Yuka, ex-Rappa e atual candidato a vice-prefeito de Freixo.
É muito Marcelo pra um dia só. Marcelo na bateria, Marcelo Yuka sendo citado (e sendo ele vice de outro Marcelo) e eu na platéia curtindo tudo.
A banda anunciou estar feliz em participar de vários projetos. Além do novo CD/DVD, citou a participação na trilha sonora do filme Federal e a participação no documentário Rock Brasília. Também anunciou novos projetos feitos pela banda ou em que a banda é citada: o filme Somos tão jovens (em que a banda é representada por atores) e o futuro disco de inéditas, que a banda ainda não disse se será lançado apenas no iTunes ou se terá também versão em CD.
Destaco aqui que nunca vi um show com tantas dezenas de pessoas subindo ao palco para cumprimentar os músicos e pular lá de cima em cima da plateia, que fez várias rodas de pogo. Muitas dessas pessoas eram mulheres, e algumas beijavam os integrantes. Clemente até brincou, dizendo que antes a banda apanhava da polícia e hoje é beijada pelas mulheres, e que essa é uma das vantagens de ter ficado velho.
Philippe também anunciou que seu filho nasceu há alguns dias. O garoto ganhou de Clemente o codinome "Seabrinha".
Por fim, a banda disse estar muito feliz em encontrar ainda tantos plebeus (a plateia) no Rio de Janeiro. Plateia que, segundo Philippe, prefere o rock'n'roll à "essa MPB chata dessas novas casas noturnas da Lapa" (palavras dele).
A Plebe Rude pode voltar quantas vezes quiser ao Rio de Janeiro, que sempre encontrará uma platéia grande e entusiasmada. A plebe carioca agradece. Como bem disse Philippe, o rock'n'roll vive, no Rio.
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Marcelo Delfino
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sábado, setembro 01, 2012
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Possíveis implicações da futura repetidora da TV Aparecida nas rádios Senado e Kiss FM
No último sábado, houve a peregrinação oficial da Arquidiocese do Rio de Janeiro na basílica de Aparecida do Norte. Antes do início da missa transmitida pela TV Aparecida, um padre redentorista do santuário anunciou que a emissora terá uma repetidora no Rio de Janeiro em breve, "se Deus quiser".
O padre não anunciou se a TV Aparecida terá uma repetidora própria no Rio de Janeiro ou se arrendará uma emissora já existente na cidade. Se a TV Aparecida inaugurar uma repetidora própria no Morro do Sumaré, estará confirmada a perseguição que alguns órgãos públicos federais estão fazendo às rádios Senado e Kiss FM. As duas rádios e a emissora de TV precisam de licenciamento dos órgãos públicos responsáveis pela radiodifusão e pelo meio ambiente, já que o parque de transmissão do Morro do Sumaré fica no Parque Nacional da Tijuca. Nenhuma das duas rádios teve atendidos seus pedidos de licenciamento ambiental para inauguração de seus equipamentos no Sumaré, apesar de ambas já terem outorgas e autorização para emitirem seus sinais a partir daquele morro.
E ainda falam que o Estado brasileiro é laico.
O padre não anunciou se a TV Aparecida terá uma repetidora própria no Rio de Janeiro ou se arrendará uma emissora já existente na cidade. Se a TV Aparecida inaugurar uma repetidora própria no Morro do Sumaré, estará confirmada a perseguição que alguns órgãos públicos federais estão fazendo às rádios Senado e Kiss FM. As duas rádios e a emissora de TV precisam de licenciamento dos órgãos públicos responsáveis pela radiodifusão e pelo meio ambiente, já que o parque de transmissão do Morro do Sumaré fica no Parque Nacional da Tijuca. Nenhuma das duas rádios teve atendidos seus pedidos de licenciamento ambiental para inauguração de seus equipamentos no Sumaré, apesar de ambas já terem outorgas e autorização para emitirem seus sinais a partir daquele morro.
E ainda falam que o Estado brasileiro é laico.
Obras da Copa não decolam, segundo dados da Controladoria-Geral da União
Resposta para Coturno Noturno:
Fico imaginando a reação popular na ressaca pós-Copa. A eleição de 2014 é logo depois. A corja no poder não perde nada por esperar. Terá a perder depois da espera.
A falta de professores de ciências exatas
O Bom Dia Brasil de 13 de agosto mostrou uma boa reportagem sobre a falta de professores de ciências exatas nas escolas de ensino médio (física, química, biologia, etc). Isso me fez lembrar que eu mesmo enfrentei esse problema, no Colégio Estadual Visconde de Cairu, no Méier, cidade do Rio de Janeiro. E olha que já faz bastante tempo: foi no ano de 1989, quando cursei o primeiro ano do então 2º grau. O colégio não tinha professor de química para a minha turma, por mais que a diretora pedisse na Secretaria Estadual de Educação o envio de um professor. A então diretora da escola resolveu se desdobrar e, sendo ela licenciada em química, resolveu ela mesma ser a nossa professora naquele ano. Minha turma não enfrentou problema semelhante nos anos seguintes.
É bem provável que várias turmas que chegaram depois no colégio tenham enfrentado a falta de professores em algumas matérias.
Nenhum país pode ser decentemente desenvolvido se não estimula a carreira docente, inclusive nessas matérias de ciências exatas. A falta de professores nessas matérias está na raiz do atraso tecnológico do Brasil.
É bem provável que várias turmas que chegaram depois no colégio tenham enfrentado a falta de professores em algumas matérias.
Nenhum país pode ser decentemente desenvolvido se não estimula a carreira docente, inclusive nessas matérias de ciências exatas. A falta de professores nessas matérias está na raiz do atraso tecnológico do Brasil.
Eduardo Paes só trata bem flamenguista em época de campanha pra arrumar voto
"Se alguém que tá se manifestando é flamenguista, saiba que eu só trato bem flamenguista na época de campanha pra arrumar voto. Cabou eleição eu quero... se danem. E ainda tem um tricolor ali no meio, coitado. Tá todo feliz... Nunca tinha ganho um título na vida".
Eduardo Paes - prefeito do Rio de Janeiro e candidato à reeleição pelo PMDB.
Rede Globo é anarcocapitalista
Resposta para Tribuna da Imprensa:
A Rede Globo é plutocrática. Mas, se dependesse dela, não haveria nem plutocracia. O regime vigente no Brasil seria o anarcocapitalismo. Ou seja: as corporações superariam o Estado e qualquer tipo de controle, impostos ou regulamentos e fariam tudo sem regulamentação alguma da sociedade, inclusive os serviços de segurança, justiça, educação e saúde.
Pra chegarmos nesse estágio, falta só oficializar o que já existe.
A Rede Globo é plutocrática. Mas, se dependesse dela, não haveria nem plutocracia. O regime vigente no Brasil seria o anarcocapitalismo. Ou seja: as corporações superariam o Estado e qualquer tipo de controle, impostos ou regulamentos e fariam tudo sem regulamentação alguma da sociedade, inclusive os serviços de segurança, justiça, educação e saúde.
Pra chegarmos nesse estágio, falta só oficializar o que já existe.
Faltava uma banda "universitária". Não falta mais
Com tanta gente da Música de Cabresto Brasileira dando um verniz intelectual em sua música com o rótulo de universitário (sertanejo universitário, fânqui universitário, pagode universitário, axé universitário, arrocha universitário, tecnobrega universitário, quem sabe já exista o gospel universitário?), faltava uma banda utilizar a palavra universitário (ou alguma contração) no próprio nome.
Não falta mais. Já existe desde 2009 a Banda Universitária. Segundo o portal oficial, a banda é radicada em Chapecó, Santa Catarina. E pelo som que apresentam no tocador do portal oficial, o forró diluído é a base do som da banda. Parece que os caras não adotaram a tchê music, a diluição da música gauchesca, prática comum de grupos de música de cabresto do estado vizinho: o Rio Grande do Sul. Mas não devem demorar a faze-lo. Se já não o fizeram. A temática brega é a tônica das letras da Banda Universitária.
Dou esporro em quem me convidar pra curtir essas bandas universiotárias.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Música no Fatos Gerais: Tim Maia - Réu confesso
Retomando a série Música no Fatos Gerais, oferecemos a vocês Tim Maia com a música Réu confesso. Aproveitem o final de semana ouvindo esta maravilhosa música.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Street Fighter completa 25 anos
Esse jogo fez parte da minha vida. Joguei muito ele nos fliperamas, sobretudo no fliper de um antigo bar da Praça do Pizão (praça Charruas) em Realengo entre 1990 a 1994. Este bar hoje é uma farmácia. Eu ainda cheguei a jogar o Street Fighter I , jogo este lançado inicialmente no Nintendinho, ou seja, rodava no Top Game da CCE e no Phanton System da Gradiente. Os que mais joguei foram o Street Fighter 2(no qual não se podia escolher o Bizon, Vega etc) e o Street Fighter 2.5 ( neste já se podia escolhero Bizon para jogar, por exemplo). Seu maior concorrente direto era Mortal Kombat. Quanta saudade!
Game foi lançado para os fliperamas em 30 de agosto de 1987.
Série de jogos de luta 'Street Fighter' completa 25 anos
Game foi lançado para os fliperamas em 30 de agosto de 1987.
'Street Fighter II' fez a série se tornar popular em todo o mundo.
Do G1, em São Paulo
61 comentários
Após mais de 60 títulos para diversos consoles de videogame e mais de
25 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, a série de jogos de luta
"Street Fighter" completa 25 anos nesta quinta-feira (30).
O primeiro jogo da série da produtora japonesa Capcom foi lançado em 30
de agosto de 1987 para os fliperamas. No título, lutadores conhecidos
até hoje pelos fãs, Ryu e Ken, fizeram a sua estreia como personagens
jogáveis. Entre os inimigos, Sagat, o grande rival de Ryu, era o chefe
final do game.
Nos arcades, os jogadores podiam usar um joystick para controlar o
lutador e dois botões para socos e chutes. A força dos golpes - fraco,
médio e forte - era medida pela força com que os jogadores pressionavam
estes botões.
Como o sistema não funcionou, uma vez que os gamers sempre pressionavam os botões com muita força, a Capcom optou por usar uma configuração de seis botões para os golpes, que é usada até hoje.
Golpes famosos que Ryu e Ken aplicam contra seus inimigos também apareceram pela primeira vez há 25 anos.
O Hadouken, uma bola de energia azul que causa danos à barra de vida do adversário; o Shoryuken, um poderoso gancho aplicado com um salto; e o Tatsumaki Senpukyaku, um chute giratório em que o personagem voa pelo cenário, podiam ser utilizados nas batalhas.
Popularização
Foi com "Street Fighter II", lançado em 1991 para os fliperamas e 1992 para os videogames da época, contudo, que a franquia se popularizou.
O jogo trazia de volta Ryu, Ken, Sagat e Balrog (o boxeador era chamado de Mike no primeiro título), e mais os lutadores E.Honda, Chun-li, Dhalsim, Guile, Zangief e o brasileiro Blanka para serem escolhidos nos confrontos. M.Bison era o chefe com Vega, Balrog e Sagat como subchefes.
O sucesso do game fez com que, apenas para o Super Nintendo, console
16-bits da criadora de "Super Mario", 6,3 milhões de cópias fossem
vendidas em todo o mundo. Para se ter uma ideia do tamanho do sucesso,
"Street Fighter IV", a versão mais recente da série, vendeu 2,04 milhões
de cópias no PlayStation 3 e 1,64 milhão para o Xbox 360.
No game, o jogador viajava para diversos lugares do mundo, inclusive na Floresta Amazônica, no Brasil, para enfrentar lutadores de diferentes habilidades. Todos eles possuíam golpes especiais que podiam ser usados ao realizar uma combinação de comandos no joystick e nos botões de ação.
A Capcom ainda lançou versões diferentes do jogo: "Super Street Figher II" trazia novos personagens (Cammy, Dee Jay, T. Hawk, Fei Long e Akuma) e cenários; "Street Fighter II Turbo" trouxe novos golpes e cores de roupas dos personagens, além de partidas com maior velocidade; e "Super Street Fighter II Turbo", com partidas mais velozes, menos bugs e o personagem secreto Akuma. Ele só podia ser enfrentado caso o jogador conseguisse vencer todas as lutas sem perder nenhum round.
Após o sucesso de "Street Fighter II", a Capcom lançou "Street Fighter III: New Generation" nos fliperamas em 1997. O game não trouxe os lutadores conhecidos do game anterior, o que, aliado a um esquema de jogo totalmente diferente, fez com que o título não fizesse tanto sucesso.
Apenas nas duas versões seguintes, "Street Fighter III: Double Impact" e "Street Fighter III: Third Strike", a Capcom colocou Chun-Li e Akuma de volta.
Imagem divulgada pela Capcom para comemorar os 25 anos da série 'Street Fighter' (Foto: Divulgação/Capcom)
A versão mais recente da franquia, "Street Fighter IV" foi lançada em
2008 para fliperamas, PlayStation 3, PC e Xbox 360 e traz gráficos 3D
com esquema de jogo em 2D, padrão que foi adotado por outros jogos de
luta. A versão com mais personagens, "Super Street Fighter IV" foi
lançada em 2010. Outro diferencial do game é a possibilidade de
confrontar outros jogadores em partidas on-line.
A Capcom ainda não anunciou se há planos para o lançamento de "Street Fighter V" ou outro título da série.
Uma edição especial comemorativa dos 25 anos da série será lançada nos Estados Unidos no dia 18 de setembro. O pacote, chamado de "Street Fighter 25th Anniversary Collector's Set" custará US$ 150.
Edição de colecionador comemora os 25 anos da franquia 'Street Fighter' (Foto: Divulgação)
A caixa traz 15 discos com os games "Super Street Fighter 2 Turbo HD
Remix", "Street Fighter III Third Strike Online Edition", "Super Street
Fighter IV Arcade Edition" e "Street Fighter X Tekken". Além dos jogos,
há um documentário, dois filmes de animação, a série animada completa da
franquia e 11 discos com a trilha sonora da série. Haverá uma estatueta
do lutador Ryu, a faixa do personagem e um livro com artes.
O filme de 'Street Fighter' foi um fracasso para a
crítica, mas faturou quase US$ 100 milhões em todo
o mundo (Foto: Divulgação)
Filmes e animaçõesO sucesso da franquia levou
"Street Fighter" para os cinemas e 1994. O filme que levou o mesmo nome
do game trazia Jean-Claude Van Damme como o lutador Guile e Raúl Juliá
como M.Bison.
Embora trouxesse quase todos os personagens da série, o filme não foi bem recebido pela crítica, que alegou baixa qualidade da produção e poucas cenas de ação. Mesmo assim, o filme arrecadou US$ 3,1 milhões em sua estreia e um total de US$ 99 milhões em todo o mundo.
Em 2009, uma nova tentativa de levar a franquia de luta para os cinemas não deu muito certo. "Street Fighter: The Legend of Chun-Li" focava na lutadora chinesa, interpretada por Kristin Kreuk (a Lana Lang de "Smallville"), mostrando a vida da personagem. No site "Rotten Tomatos", a produção ficou em 44º lugar entre os 100 piores filmes da década de 2000.
"Street Fighter" também teve desenhos animados. Em 1994, "Street Fighter II: The Animated Movie" foi lançado no Japão, recebendo uma versão para os Estados Unidos em 1996.
Uma série animada "Street Fighter II V" foi lançada em 1995 no Japão e filme para a TV, Street Fighter Alpha: The Movie" chegou em 1999. Em 2009, "Street Fighter IV: The Ties That Bind" foi lançado e distribuído na edição de colecionador do game para o PS3 e X360.
Na feira San Diego Comic Con 2012, os produtores Joey Ansah e Christian Howard anunciaram que a franquia voltará em uma nova série para a TV em 2013 com o nome de "Street Fighter: Assassin's Fist".
G1

| Brasil em 'Street Fighter' | |
|---|---|
Blanka (Foto: Reprodução)Sobrevivente de uma queda de avião, ele viveu na Amazônia, onde se transformou em um monstro verde. |
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Sean (Foto: Reprodução) |
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Oro (Foto: Reprodução) |
Como o sistema não funcionou, uma vez que os gamers sempre pressionavam os botões com muita força, a Capcom optou por usar uma configuração de seis botões para os golpes, que é usada até hoje.
Golpes famosos que Ryu e Ken aplicam contra seus inimigos também apareceram pela primeira vez há 25 anos.
O Hadouken, uma bola de energia azul que causa danos à barra de vida do adversário; o Shoryuken, um poderoso gancho aplicado com um salto; e o Tatsumaki Senpukyaku, um chute giratório em que o personagem voa pelo cenário, podiam ser utilizados nas batalhas.
Popularização
Foi com "Street Fighter II", lançado em 1991 para os fliperamas e 1992 para os videogames da época, contudo, que a franquia se popularizou.
O jogo trazia de volta Ryu, Ken, Sagat e Balrog (o boxeador era chamado de Mike no primeiro título), e mais os lutadores E.Honda, Chun-li, Dhalsim, Guile, Zangief e o brasileiro Blanka para serem escolhidos nos confrontos. M.Bison era o chefe com Vega, Balrog e Sagat como subchefes.
| 'Street Fighter II' brasileiro | |
|---|---|
![]() |
No game, o jogador viajava para diversos lugares do mundo, inclusive na Floresta Amazônica, no Brasil, para enfrentar lutadores de diferentes habilidades. Todos eles possuíam golpes especiais que podiam ser usados ao realizar uma combinação de comandos no joystick e nos botões de ação.
A Capcom ainda lançou versões diferentes do jogo: "Super Street Figher II" trazia novos personagens (Cammy, Dee Jay, T. Hawk, Fei Long e Akuma) e cenários; "Street Fighter II Turbo" trouxe novos golpes e cores de roupas dos personagens, além de partidas com maior velocidade; e "Super Street Fighter II Turbo", com partidas mais velozes, menos bugs e o personagem secreto Akuma. Ele só podia ser enfrentado caso o jogador conseguisse vencer todas as lutas sem perder nenhum round.
Após o sucesso de "Street Fighter II", a Capcom lançou "Street Fighter III: New Generation" nos fliperamas em 1997. O game não trouxe os lutadores conhecidos do game anterior, o que, aliado a um esquema de jogo totalmente diferente, fez com que o título não fizesse tanto sucesso.
Apenas nas duas versões seguintes, "Street Fighter III: Double Impact" e "Street Fighter III: Third Strike", a Capcom colocou Chun-Li e Akuma de volta.
Imagem divulgada pela Capcom para comemorar os 25 anos da série 'Street Fighter' (Foto: Divulgação/Capcom)A Capcom ainda não anunciou se há planos para o lançamento de "Street Fighter V" ou outro título da série.
Uma edição especial comemorativa dos 25 anos da série será lançada nos Estados Unidos no dia 18 de setembro. O pacote, chamado de "Street Fighter 25th Anniversary Collector's Set" custará US$ 150.
Edição de colecionador comemora os 25 anos da franquia 'Street Fighter' (Foto: Divulgação)
O filme de 'Street Fighter' foi um fracasso para acrítica, mas faturou quase US$ 100 milhões em todo
o mundo (Foto: Divulgação)
Embora trouxesse quase todos os personagens da série, o filme não foi bem recebido pela crítica, que alegou baixa qualidade da produção e poucas cenas de ação. Mesmo assim, o filme arrecadou US$ 3,1 milhões em sua estreia e um total de US$ 99 milhões em todo o mundo.
Em 2009, uma nova tentativa de levar a franquia de luta para os cinemas não deu muito certo. "Street Fighter: The Legend of Chun-Li" focava na lutadora chinesa, interpretada por Kristin Kreuk (a Lana Lang de "Smallville"), mostrando a vida da personagem. No site "Rotten Tomatos", a produção ficou em 44º lugar entre os 100 piores filmes da década de 2000.
"Street Fighter" também teve desenhos animados. Em 1994, "Street Fighter II: The Animated Movie" foi lançado no Japão, recebendo uma versão para os Estados Unidos em 1996.
Uma série animada "Street Fighter II V" foi lançada em 1995 no Japão e filme para a TV, Street Fighter Alpha: The Movie" chegou em 1999. Em 2009, "Street Fighter IV: The Ties That Bind" foi lançado e distribuído na edição de colecionador do game para o PS3 e X360.
Na feira San Diego Comic Con 2012, os produtores Joey Ansah e Christian Howard anunciaram que a franquia voltará em uma nova série para a TV em 2013 com o nome de "Street Fighter: Assassin's Fist".
G1
domingo, 19 de agosto de 2012
Encerramento das Olimpíadas: Os alguéns, os quens, a Queen, o Queen,e o The Who
Por Marcelo Pereira
A festa de despedida dos jogos olímpicos de Londres de 2012 teve mais destaque do que a abertura (onde o único destaque foi a Rainha Elizabeth II dar uma de "Bond Girl" ao lado do -excelente - ator Daniel Craig). Caso raro pois normalmente a abertura costuma ser mais animada que o encerramento, geralmente chocho.
A festa de despedida dos jogos olímpicos de Londres de 2012 teve mais destaque do que a abertura (onde o único destaque foi a Rainha Elizabeth II dar uma de "Bond Girl" ao lado do -excelente - ator Daniel Craig). Caso raro pois normalmente a abertura costuma ser mais animada que o encerramento, geralmente chocho.
Teve a consagração das boy groups, a volta de gente sumida como George Michael e Spice Girls, não-cantores cantando, como o comediante Russell Brant (mais conhecido como o cara que "comeu" a deliciosa americana Katy Perry, atual namorada do cantor John Mayer), entre outras coisas. Além do Queen estar testando mais um substituto para o insubstituível Freddie Mercury.
Também teve um cantor desses de reality para calouros, Ed Sheeran, fazendo tributo ao Pink Floyd cantando a belíssima Wish You Are Here, que os jovens alienados pensaram se tratar de uma nova música dele. A falta de informação musical não é exclusividade dos brasileiros, embora o povo-tupi seja ainda mais surreal nisso que os estrangeiros, já que pelo menos eles não se recusam a pesquisar sobre cultura.
Mas o destaque mesmo veio depois da metade, com a "transferência de cargo" na organização das olimpíadas (que vai ser aonde? Hein? Hein?). Primeiro com a surpreendente aparição de Renato Sorriso, gari que se transformou em dançarino, numa espécie de peça teatral ao lado de um ator que interpretou um segurança inglês. Bela imagem, ainda mais sabendo da missão de Sorriso (que admiro bastante), que com seu trabalho de dança, aparentemente apenas lúdico, na verdade mostra o valor e a dignidade desses profissionais que se esforçam para deixar limpas as nossas cidades, mesmo com o baixo salário e o prestígio - injustamente - mais baixo ainda.
Tivemos Marisa Monte brilhante cantando Villa-Lobos, Seu Jorge - bem conhecido por lá - fazendo uma justa homenagem a Wilson Simonal (que pelo jeito adoraria ver uma música sua cantada na terra da Rainha Elizabeth II) e o prefeito Eduardo Paes (dá para perceber porque as autoridades queriam tanto organizar esta olimpíada...) recebendo a bandeira dos jogos olímpicos, mais um desses símbolos a serem cultuados em rituais.E como brasileiro adora ritual...
Mas o melhor foi reservado para o final. E não tem nada a ver com os brasileiros. Apesar da excelente festa de "transferência de cargo", onde a sede da próxima olimpíada foi celebrada com uma bela festa (organizada por brasileiros, vale lembrar), nada foi mais comovente para quem conhece a história da música do que ver uma banda veterana a The Who ainda em plena atividade, mesmo após as mortes dos grandes John Entwistle e Keith Moon (junto com John Bonham do Led Zeppelin - banda apadrinhada por Moon - os melhores bateristas de todos os tempos no rock).
O Who fez um pequeno mas emocionante show, com a bela música Baba O'Riley, que abre o que considero o melhor álbum da banda Who's Next, lançado no ano em que eu nasci, 1971. Dele também é a empolgante Won't Get Fooled Again, que usei como tema do meu aniversário de 30 anos pela letra que diz que não seremos mais feitos de otários. The Who tem histórias para contar através de suas músicas de qualidade inquestionável e de sua importância para o desenvolvimento da cultura britânica.
E com eles a cerimônia se encerrou. Que venha o Rio 2016 e em seguida a sua fortíssima ressaca.
(Publicado originalmente no Planeta Laranja, em 18/08/2012)
(Publicado originalmente no Planeta Laranja, em 18/08/2012)
sábado, 18 de agosto de 2012
Caso Dave Grohl: quando a burrice chegou ao óbvio
A burrice dos jovens brasileiros mais convencionais chegou ao ponto da desinformação atingir o óbvio.
No fórum de uma rede social, pessoas estavam comentando a "semelhança física" entre o vocalista e guitarrista dos Foo Fighters e o ex-baterista do Nirvana.
Acontece que os "dois caras" são, na verdade, A MESMÍSSIMA PESSOA: ninguém menos que o multiiinstrumentista Dave Grohl.
E o pior é que esses internautas são os mesmos que se julgam "inteligentes", são "nota déis (sic)" e se irritam quando são chamados de desinformados.
E olha que não é uma informação difícil de se constatar, porque boa parte desse público conhece o Nirvana e o falecido cantor Kurt Cobain. Mas como é que o pessoal não pôde reconhecer que, assim que o Nirvana foi declarado extinto devido à famosa tragédia de Kurt, Dave Grohl decidiu formar outra banda, justamente os Foo Fighters?
Se o pessoal é capaz de cometer uma gafe dessas diante de uma informação tão óbvia e fácil de se obter, imagine então em informações mais complexas. E é esse pessoal que acha que será o futuro do país e os líderes do país do futuro.
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