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sábado, 3 de dezembro de 2011

Após da um show de talento como jogador, agora dá um show como politico de verdade



     Romário está me surpreendendo. Após fazer uma carreira brilhante nos campos de futebol do país, eis que ele está dando um show como politico. Está deixand vários veteranos no chinelo. Tem sido um politico de verdade com "P" maiúsculo, ao contrário de vários estelionatários publicos chamados de politicos. Parabéns Romário e continue repetindo este excelente desempenho que teve nos gramados na politica.


Romário dá show de bola e mostra que já se tornou um político de verdade. Leia esta entrevista e veja se você não concorda com ele.

O comentarista Mário Assis nos manda esta preciosidade. Uma entrevista sensacional do deputado Romário (PSB-RJ) ao repórter Cosme Rimoli, da TV Record. Mostra que os eleitores que preferiram Romário não desperdiçaram seus votos.
Você foi recebido com preconceito em Brasília?
Olha, vou ser claro, para quem ler entender como as coisas são. Há o burro, aquele que não entende o que acontece ao redor. E há o ignorante, que não teve tempo de aprender. Não houve preconceito comigo, porque não sou nem uma coisa nem outra. Mesmo tendo a rotina de um grande jogador que fui, nunca deixei de me informar, estudar. Vim de uma família muito humilde. Nasci na favela. Meu pai, que está no céu, e minha mãe ralaram para me dar além de comida, educação. Consciência das coisas… Não só joguei futebol. Frequentei dois anos de faculdade de Educação Física. E dois anos de moda. Sim, moda. Sempre gostei de roupa, de me vestir bem. Queria entender como as roupas eram feitas. Mas isso é o de menos. O que importa é que esta sede de conhecimento me deu preparo para ser uma pessoa consciente… Preparada para a vida. E insisto em uma tese em Brasília, com os outros deputados. O Brasil só vai deixar de ser um país tão atrasado quando a educação for valorizada. O professor é uma das classes que menos ganha e é a mais importante. O Brasil cria gerações de pessoas ignorantes porque não valoriza a Educação. E seus professores. Não há interesse de que a população brasileira deixe de ser ignorante. Há quem se beneficie disso. As pessoas que comandam o país precisam passar a enxergar isso. A Saúde é importante? Lógico que é. Mas a Educação de um povo é muito mais.
Essa ignorância ajuda a corrupção? Por exemplo, que legado deixou o Pan do Rio?
Você não tenha dúvidas que a ignorância é parceira da corrupção. Os gastos previstos para o Pan do Rio eram de, no máximo, R$ 400 milhões. Foram gastos R$ 3,5 bilhões. Vou dar um testemunho que nunca dei. Comprei alguns apartamentos na Vila Panamericana do Rio como investimento. A melhor coisa que fiz foi vender esses apartamentos rapidamente. Sabe por quê? A Vila do Pan foi construída em cima de um pântano. Está afundando. O Velódromo caríssimo está abandonado. Assim como o Complexo Aquático Maria Lenk… É um escândalo! Uma vergonha! Todos fingem não enxergar. Alguém ganhou muito dinheiro com o Panamericano do Rio. A ignorância da população é que deixa essa gente safada sossegada. Sabe que ninguém vai cobrar nada das autoridades. A população não sabe da força que tem. Por isso que defendo os professores. Não temos base cultural nem para entender o que acontece ao nosso lado. E muito menos para perceber a força que temos. Para que gente poderosa vai querer a população consciente? O Pan do Rio custou quatro vezes mais do que este do México. Não deixou legado algum e ninguém abre a boca para reclamar.
Se o Pan foi assim, a Copa do Mundo no Brasil será uma festa para os corruptos…
Vou te dar um dado assustador. A presidente Dilma havia afirmado quando assumiu que a Copa custaria R$ 42 bilhões. Já está em R$ 72 bilhões. E ninguém sabe onde os gastos vão parar. Ningúem. Com exceção de São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul e olhe lá…Pernambuco… Todas as outras sete arenas não terão o uso constante. E não havia nem a necessidade de serem construídas. Eu vi onze das doze… Estive em onze sedes da Copa e posso afirmar sem medo. Tem muita coisa errada. E de propósito para beneficiar poucas pessoas. Por que o Brasil teve de fazer 12 sedes e não oito como sempre acontecia nos outros países? Basta pensar. Quem se beneficia com tantas arenas construídas que servirão apenas para três jogos da Copa? É revoltante. Não há a mínima coerência na organização da Copa no Brasil.
São Paulo acaba de ser confirmado como a sede da abertura da Copa. Você concorda?
Como posso concordar? Colocaram lá três tijolinhos em Itaquera e pronto… E a sede da abertura é lá. Quem pode garantir que o estádio ficará pronto a tempo? Não é por ser São Paulo, mas eu não concordaria com essa situação em lugar nenhum do País. Quando as pessoas poderosas querem é assim que funcionam as coisas no Brasil. No Maracanã também vão gastar uma fortuna, mais de um bilhão. E ninguém tem certeza dos gastos. Nem terá. Prometem, falam, garantem, mas não há transparência. Minha luta é para que as obras não fiquem atrasadas de propósito. E depois aceleradas com gastos que ninguém controla.
O que você acha de um estádio de mais de R$ 1 bilhão construído com recursos públicos? E entregue para um clube particular?
Você está falando do estádio do Corinthians, não é? Não vou concordar nunca. Os incentivos públicos para um estádio particular são imorais. Seja de que clube for. De que cidade for. Não há meio de uma população consciente aceitar. Não deveria haver conversa de político que convencesse a todos a aceitar. Por isso repito que falta compreensão à população do que está acontecendo no Brasil para a Copa.
A Fifa vai fazer o que quiser com o Brasil?
Infelizmente, tudo indica que sim. Vai lucrar de R$3 aR$ 4 bilhões e não vai colocar um tostão no Brasil. É revoltante. Deveria dar apenas 10% para ajudar na Educação. Iria fazer um bem absurdo ao Brasil. Mas cadê coragem de cobrar alguma coisa da Fifa. Ela vai colocar o preço mais baixo dos ingressos da Copa a R$ 240,00. Só porque estamos brigando pela manutenção da meia entrada. É uma palhaçada! As classes C, D e E não vão ver a Copa no estádio. O Mundial é para a elite. Não é para o brasileiro comum assistir.
Ricardo Teixeira tem condições de comandar o processo do Mundial de 2014?
Não tem de saúde. Eu falei há mais de quatro meses que ele não suportaria a pressão. Ser presidente da CBF e do Comitê Organizador Local é demais para qualquer um. Ainda mais com a idade que ele tem. Não deu outra. Caiu no hospital. E ainda diz que vai levar esse processo até o final. Eu acho um absurdo.
Muito além da saúde de Ricardo Teixeira. Você acha que pelas várias denúncias, investigações da Polícia Federal, ele tem condições morais de comandar a organização Copa no Brasil?
Não. O Ricardo Teixeira não tem condições morais de organizar a Copa. Não até provar que é inocente. Que não tem cabimento nenhuma das denúncias. Até lá, não tem condições morais de estar no comando de todo o processo. Muito menos do futebol brasileiro…

Tribuna da Imprensa

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Adamo Bazani denuncia o uso politico da pintura padronizada em Mauá-SP

    Como já era de se esperar, já estão usando a pintura padronizada para fins eleitoreiros. O seu objetivo desde o começo não era organizar transportes e sim fazer promoção politica de politicos corrúptos. Neste texto do jornalista Adamo Bazani, ele denuncia o uso eleitoreiro da mesma onde o prefeito resolveu adota-la um anos antes das eleições municipais. O mesmo exemplo cabe ao Rio, onde esta não é nem usada no sistema SRO(BRS). Temos não apenas que denunciar este uso eleitoreiro, como impedir que esta medida que só prejudica a população em todos os sentidos, seja implantada nas demais cidades do pais. Como ja foi dito aqui exaustivamente, ela só serve para uso eleitoreiro e ocultar empresas corrúptas e nada mais.Enquanto isso, assinem o abaixo assaindao ao lado deste texto. Pensem nisso!
"

MAUÁ QUER PADRONIZAR PINTURAS DE ÔNIBUS EM ÉPOCA DE ELEIÇÃO

Leblon Transporte
Visão e força como da águia, impondo respeito são características 
predominantes nos transportes coletivos. 
Mas os serviços são feitos por seres humanos e para o ser humano. 
Assim, a águia é formada por rostos de pessoas. 
Esta é a visão de como devem ser os serviços de acordo com o 
Grupo Leblon Transporte de Passageiros 
As cores remetem tranqüilidade, não agressão ao ambiente urbano 
e às cores da bandeira de Mauá. 
Tudo isso pode ser anulado com a padronização de pinturas que a 
prefeitura quer fazer, evidenciando 
sua marca nas latarias dos ônibus em ano eleitoral. Foto: Adamo Bazani
Mauá quer padronizar pintura de ônibus
Passageiros aprovaram que cada empresa tivesse sua cor, mesmo assim Prefeitura quer impor sua marca nas latarias
ADAMO BAZANI – CBN
Mauá, na Grande São Paulo, que tem vários problemas de transportes, mas que tem recebido elogios pelas mudanças que vem realizando, como a entrada de uma nova empresa operadora, a instalação de um sistema tronco-alimentador de uso de linhas mais racionais e a renovação de frota, pode tomar uma medida que deve desagradar os usuários do sistema.
A administração municipal estuda em criar uma autarquia de transportes e como primeira medida quer padronizar as pinturas dos ônibus que operam os dois lotes da cidade.
Atualmente, a vida do passageiro de ônibus de Mauá, principalmente dos que possuem mais dificuldades de visão, foi facilitada, pelo fato de as duas empresas terem cores e desenhos diferentes. A VCM – Viação Cidade de Mauá – adora a padronização antiga com as cores branca, vermelha e azul, formando uma espécie de sorriso no desenho, igual ao símbolo da prefeitura.
A operadora mais nova, Leblon Transporte de Passageiros Ltda, que presta serviços desde 06 de novembro de 2010, já possui uma pintura mais sofisticada: prata e azul com uma águia formada por rostos humanos.
De acordo com a empresa, a pintura foi permitida desde a época do edital de licitação e foi feita especialmente para Mauá, já que onde opera há mais tempo, nas cidades de Fazenda Rio Grande e Curitiba, no Paraná, há padronização das cores dos ônibus conforme os serviços e linhas atendidos.
A pintura concorre a prêmios nacionais de desenhos de frota.
A empresa diz que o desenho reflete o que deve ser os transportes coletivos. Um transportador deve ter a força, a agilidade e a visão de uma águia, que é determinada em seus objetivos e impõe respeito. Mas ela abriga a quem é responsável. Como os transportes são feitos por seres humanos e para seres humanos, os rostos formam a águia demonstrando a preocupação e a prioridade que os serviços devem dar ao ser humano. Ou seja, são seres humanos servindo seres humanos, na visão da empresa.
A população acha bonita a pintura, que é metálica e escolhe as cores azul e prata para fazer uma referência às cores da cidade e também ser uma combinação suave, não agressiva e que não destoa na paisagem urbana.
A população aprova, tanto pela beleza da pintura, na opinião dos usuários, como pela facilidade de diferenciar os dois serviços.
Mas Mauá, em ano de eleição, quer nivelar as duas empresas de ônibus, impossibilitando de o passageiro por ele mesmo saber as diferenças entre elas de maneira mais fácil, e impor sua marca.
É verdade que o poder público tem méritos nas mudanças que ocorrem nos transportes de Mauá.
Viação Cidade de Mauá
Ônibus da Viação Cidade de Mauá seguem a pintura da antiga padronização municipal. 
Mesmo assim, a diferenciação de suas cores com as da Leblon agradam
a população que identifica melhor o ônibus que deve pegar. 
O fato de as duas empresas terem duas tonalidades e desenhos 
diferentes ajuda principalmente a quem possui algum tipo de dificuldade 
visual e também colabora para os usuários julgarem melhor a qualidade 
de serviços entre as duas companhias, diferentemente de Santo André, 
por exemplo, onde a população não tem sequer o direito de saber qual 
empresa está prestando serviços em sua linha. Foto: Adamo Bazani.
Mas vale ressaltar, antes de colocar sua marca nos ônibus com predominância, que foram as empresas que compraram os veículos e que investiram milhões em renovação da frota. A Leblon entrou na cidade com todos 86 ônibus 0 km e a Viação Cidade de Mauá também trouxe vários veículos novos.
Já existe até um profissional na área de design elaborando a pintura da Prefeitura.
Só de saber que duas empresas diferentes podem ser niveladas e que a identificação dos ônibus nas ruas será mais difícil, a população não aprova a idéia.
Mauá se destacava justamente por quebrar os paradigmas das padronizações.
A questão da padronização das pinturas de ônibus é polêmica e mostra o quanto as diversas esferas do poder público querem aproveitar cada espaço na cidade para imporem suas marcas e as dos seus respectivos partidos.
Há vários casos emblemáticos que fizeram com que o dinheiro público e das empresas de ônibus, que vem do público também, fosse tratado de foram ridícula também.
No início dos anos 2000, quando Marta Suplicy assumiu a Prefeitura de São Paulo, a pintura que era para ser padrão na cidade tinha cinco “bonequinhos”, de bracinhos dados, que davam a impressão de serem estrelas vermelhas. O símbolo, que a administração pública dizia representar união e integração, na verdade mais lembrava a estrela do PT, símbolo do partido de Marta Suplicy.
A prefeita foi obrigada a mudar a padronização para uma mais racional adotada nos dias de hoje, apesar de tal padronização não dar direito de o cidadão saber de maneira facilitada a empresa que presta serviços.
Em Santo André, o desrespeito com o dinheiro dos passageiros foi maior ainda.
No final de 2008, o prefeito petista João Avamileno determinou que o azulão que já padronizava os ônibus da cidade desde 1997, quando o Prefeito Celso Daniel privatizou os serviços operacionais da EPT (Empresa Pública de Transportes) e reorganizou os transportes, fosse substituído por uma pintura nas cores branca e vermelha, ciom um pequeno detalhe azul.
No mesmo ano, o candidato a Prefeitura Vanderlei Siraque, do PT, cotado como favorito perde as eleições para o médico Aidan Ravin, do PTB, partido rival histórico do PT na cidade.
Em 2009, quando Ravin assumiu, uma das primeiras medidas foi determinar a troca da cor dos ônibus. Com o mesmo desenho, o vermelho teve de dar lugar ao azul. Ocorre que as empresas nem tiveram tempo de trocar o azulão de Celso Daniel, tiveram de adotar uma terceira pintura em menos de 09 meses depois da determinação do ex prefeito João Avamileno.
Em nome da política, a padronização, que em tese significa organização dos transportes virou bagunça total. Na mesma linha, havia empresas na cor azul Celso Daniel, vermelho João Avamileno e Azul mais claro no tom Aidan Ravin.
O petebista afirmava que os ônibus e os pontos tinham de ter as cores da bandeira da cidade e que não havia motivação política. Mas o objetivo seria mesmo apagar as marcas do PT na cidade.
Com isso, dinheiro das passagens das empresas de ônibus que poderia ser investido em renovação de frota, em manutenção ou mesmo no caixa para a saúde financeira da empresa, foi gasto em tinta. O nome EPT, que já era gerenciadora dos transportes, foi trocado para SATRANS. Ocorre que a autarquia não mudou praticamente em nada sua função. O munícipe teve dinheiro gasto, com a burocracia de mudança de nome, só para que o nome da antiga administração não fosse lembrado mais pela população.
Teve de aderia à pintura de Aidan até mesmo a Expresso Guarará, que não faz parte do Consórcio União Santo André, pois opera depois de vencer a licitação do Sistema de Vila Luzita, que possui um corredor, terminal e linhas alimentadoras (AL) e troncais (TR), tinha uma pintura diferenciada para mostrar que prestava serviços em um sistema diferente. Era uma pintura predominantemente branca, com detalhes azuis e vermelhos.
Em Santo André a situação é tão explícita que, com exceção da Expresso Guarará, todos os ônibus do Consórcio União Santo André sequer levam os nomes de suas empresas, Na parte traseira dos veículos, está escrito União Santo André, o nome do Consórcio. Se o passageiro quiser saber qual empresa o serve ou qual o ônibus por exemplo que arrancou o retrovisor de um carro e fugiu, tem de decorar o prefixo que fica na frente do número do ônibus, o que ninguém é obrigado a saber. (01 –Viações Guaianazes e Curuçá, 02 Viação Vaz, 03 Transporte Coletivo Parque das Nações, 04 ETURSA – Empresa de Transportes Urbanos Rodoviários de Santo André e 05 – EUSA – Empresa Urbana Santo André).
O Rio de Janeiro, considerada a capital exemplo de preservação das pinturas de ônibus que preservavam a identidade que as pessoas tinham com as empresas, aboliu neste ano esta ligação entre população e transportes públicos, e na formação dos consórcios adotou pinturas padronizadas.
Agora com Mauá, deve se repetir a novela.
Os ônibus, que começaram a ter aprovação de parte da população, vão ter de seguir a caprichos de administração pública, coincidência ou não, em ano de eleições.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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