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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Mar de lama da política brasileira obriga organizadores da JMJ a transferir eventos para Copacabana

A raiz de todos os males está dois anos atrás, quando a organização da Jornada Mundial da Juventude propôs que a vigília de sábado e a missa de domingo fossem feitas no Aterro do Flamengo, o que foi vetado pela gestão do prefeito Eduardo Paes, depois das reclamações de moradores da zona sul a respeito de megaeventos evangélicos acontecidos no mesmo local. A Prefeitura ofereceu cinco outros lugares. Até uma base aérea da Aeronáutica foi oferecida. Mas o local oferecido pela gestão municipal e aceito pela equipe organizadora da Jornada foi um terreno em Guaratiba, onde cabem 2 milhões de pessoas, maior que o Aterro do Flamengo e 3 vezes maior que o Vaticano. O terreno fica praticamente no extremo oeste da cidade, bem longe do centro do Rio de Janeiro e das zonas sul e norte. O terreno, segundo dizem, pertence a proprietários de empresas integrantes de consórcios que operam as linhas de ônibus municipais da cidade.

O resultado dessa operação desastrada está em vários lugares da imprensa e da Internet. Inclusive no Ucho. A chuva que atinge a cidade desde segunda-feira transformou o terreno de Guaratiba num pantanoso lamaçal. Segundo relatos, até jacarés foram encontrados ontem por lá. O prefeito Eduardo Paes se viu obrigado a permitir que os organizadores transferissem o evento para qualquer outro lugar. Para os organizadores, liderados por Dom Orani Tempesta, não restou outra solução que não fosse transferir a vigília e a missa para o mesmo local da missa de abertura de terça, a acolhida ao Papa de ontem e a Via Sacra de hoje: a Praia de Copacabana.

A Prefeitura bancou obras no entorno do terreno em Guaratiba e, segundo dizem, a terraplanagem e a contratação de equipes de saúde de plantão. O Exército ficaria com a segurança do Papa e dos demais peregrinos. Todo o restante (palco, som, iluminação, banheiros, tendas, etc) saiu do caixa do instituto que banca a Jornada. A maior parte do orçamento do instituto (R$ 350 milhões, bancados basicamente com doações e patrocínios privados variados, como do Bradesco) está lá agora, no lamaçal. A esta lambança em Guaratiba, some-se o incidente com a escolta do Papa na avenida Presidente Vargas e a paralisação do Metrô na terça-feira, já descritas neste blogue. É uma lambança atrás da outra.

Eu sempre desconfiei dessa corja da política nacional bajulando o Papa e o episcopado, ao mesmo tempo em que despreza os fiéis católicos ("joguem aqueles carolas lá em Guaratiba") mas se interessando, obviamente, nos seus votos. Agora essa corja está provocando um prejuízo monumental para o instituto Jornada Mundial da Juventude, que se soma aos gastos da Prefeitura e ao prejuízo da imagem da cidade nos cenários nacional e internacional. Mas o dinheiro e a cidade não são deles... Estão pouco se lixando.

E ainda querem sediar Copa e Olim Piada nesta cidade. Se a JMJ está sendo um teste para a cidade, o estado e o país, as otoridades fracassaram.

"Sempre ouvi dizer que o carioca não gosta de frio e de chuva. A fé de vocês é mais forte que o frio e a chuva. Parabéns!" (Papa Francisco)

Pelo menos os cariocas (e, por tabela, os peregrinos) são guerreiros, como bem disse ontem Papa Francisco. Pelo menos o povo católico tem Dom Orani para os livrar do lamaçal literal de Guaratiba. Só falta a população (católica ou não) se livrar do lamaçal político.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

As presepadas tem seus dias contados

Resposta para Adriana Filgueira:

Acredito que o professor (ex-frei) Leonardo Boff discorda de alguns argumentos trazidos aqui pelos colegas debatedores. Olha que nem sou adepto do Boff. Mas reconheço a importância de seus pronunciamentos.

Há mudanças acontecendo no âmbito interno da Igreja, mesmo na Arquidiocese do Rio. Até o Dom Orani está indo num caminho contrário ao dos antecessores Dom Eugenio e Dom Eusébio, assim como Francisco age diferente de Paulo VI, de João Paulo II e de Bento XVI. Este ano não acabará sem que Dom Orani chegue ao cardinalato.

As presepadas tem seus dias contados. Algumas presepadas só continuarão em nichos específicos, como a RCC. O que ainda acontece de montão por aí são resquícios dos pontificados e governos arquidiocesanos anteriores.

Se os globais e os políticos brasileiros não mudam, é porque em geral são (neo)liberais em todos os sentidos. Suas crenças, ideias e ações diferem muito do que deveria ser o de um católico.

No mais, concordo no que tange à RCC. Aquilo é mais protestantismo pentecostal dentro da Igreja Católica que qualquer outra coisa. É vale tudo, mesmo. Até sertanejo universitário tem lá dentro.

E, realmente, os políticos brasileiros sabem torrar dinheiro. O seu, o meu, o nosso dinheiro.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Se pudesse, o Papa andaria só de ônibus, de metrô, de trem...

Parece que tem gente no Palácio do Planalto arrancando os cabelos devido aos esforços do Papa Francisco em diminuir o aparato de segurança que o governo brasileiro oferece para escolta-lo em sua visita ao país, a partir de hoje. O bispo de Roma recusou carros blindados e mandou tirar os vidros blindados dos papamóveis que foram despachados para o Brasil.

O curioso é que o governo brasileiro leva porrada de todos os lados, não importa o que faça ou deixe de fazer. Os caras merecem. São um bando de incompetentes, chefiados por uma presidenta incompetenta. Se os governantes fazem a segurança dos peregrinos da Jornada Mundial da Juventude (Papa incluído), aparece gente reclamando que estão gastando dinheiro público com um evento privado, blá blá blá. Os mesmos protestantes não cobram a retirada da Polícia Militar dos estádios privados que promovem eventos em que 22 homens brigam para colocar uma bolinha entre duas traves (grande definição de Marcelo Pereira para futebol). E reclamariam (com razão) se algum peregrino fosse vítima de algum incidente que gerasse mortos e feridos.

Os governantes brasileiros não deveriam estranhar a preferência do Papa Francisco pelo mínimo tolerável de simplicidade de qualquer coisa. Obviamente ele não dispensará totalmente a segurança dos guarda-costas vaticanos nem dos países que visitará. Se nem os supostamente simples líderes bolivarianos dispensam guarda-costas, não será o Papa que dispensará os seus. Se não fosse Papa, o cardeal Bergoglio ainda estaria fazendo o que fez a vida toda em Buenos Aires: pegaria o metrô para continuar encontrando as comunidades portenhas, a começar pelas mais carentes. Se fosse arcebispo do Rio de Janeiro, não conseguiria ir a todas as comunidades da cidade de metrô, ainda mais com esse metrô ridículo que temos aqui na terra de Malboro. Nem seria possível ir a todas as comunidades de trem. Teria que recorrer a esses ridículos ônibus sucateados pintados todos com o mesmo desenho de caixa de remédio. E teria que torcer para que algum engarrafamento não o prendesse por mais de duas horas no mesmo ônibus, impedindo-o de utilizar o Bilhete Único na segunda viagem.

Dentro do Vaticano até dá pra andar de ônibus. Logo depois do Conclave de 2013, o Papa pegou um, junto com alguns cardeais, ao invés de pegar um carro que estava disponível. Seria Francisco o Papa dos busólogos? E olha que conheço uns três busólogos!

Dá vontade de mostrar esta revista na cara de todos os esquerdistas do Brasil


Especialmente ateus, laicistas, abortistas, militantes e militontos em geral. Já li a matéria de capa desta semana da Carta Capital (revista lida por 171% da esquerda brasileira). A matéria tem exatamente o conteúdo anunciado na capa. Quem quiser conferir, confira por si mesmo. O Papa acaba de ganhar um excelente salvo conduto para sua viagem ao Brasil, marcada para amanhã.

O que tenho visto por aí é que, dentro da Igreja, Francisco consegue atrair a ira de vários infiéis: da esquerda católica a tradicionalistas, principalmente os sedevacantistas. A essas críticas se somam as de não católicos, da ultradireita à extrema esquerda. Sinal de que o Papa está no caminho certo. Poderíamos até sonhar com uma intervenção ou dissolução da CNBB, mas aí é sonhar demais. Se bem que vários papas bem diferentes de Francisco passaram sem agir proativamente nesse sentido, e o pontificado de Francisco só teve até agora uns 100 dias.

Um papa conservador em matéria de fé e moral e progressista em matéria de ética e questões seculares (tudo o mais que não envolva fé ou moral) só poderia atrair a ira da fauna e da flora mundial.

Mas há esquerdistas elogiando o recém-entronizado Papa. Até Leonardo Boff entrou na onda. Deixemos alguns esquerdistas festejarem o Papa Francisco, como o Boff e a Carta Capital. Deixemo-os se enganarem achando que o Papa é de esquerda. Aos poucos a Igreja tirará aquilo que nunca pertenceu à esquerda (muito menos à direita), mas nunca foi próprio da esquerda: a preocupação com as pessoas que vivem mais modestamente e a valorização de uma vida mais simples. Porque rigor a esquerda nunca se preocupou com os pobres. Só se interessa por seus votos, muitas vezes conquistados com medidas paliativas, igualzinho ao que faz um populista qualquer, seja de direita ou esquerda. O discurso e o gestual da esquerda é tudo empáfia. No fundo, o sonho de quase todo líder esquerdista é ter a mesma mordomia da burguesia, só que paga pelo Estado.

Vários infiéis da Igreja também não se preocuparam com os pobres, ao longo da história. Mas isso daria um blogue inteiro, não apenas uma postagem.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Hipóteses para a sucessão papal


Com a multiplicação de nacionalidades representadas no conclave que elege os papas, o sucessor de Bento XVI poderá vir de qualquer lugar. E poderá ter qualquer foco em seu pontificado. O nome desse Papa e o foco que ele terá depende fundamentalmente das questões priorizadas pelos cardeais eleitores do conclave. Além, obviamente, do direcionamento espiritual que qualquer líder religioso deve (ou deveria) buscar.

Se os cardeais eleitores quiserem que o futuro Papa priorize questões mais tradicionais da Igreja e mesmo o diálogo com outras agremiações cristãs e com as outras crenças abraâmicas (judaísmo e islamismo), é provável que elejam um Papa europeu, e que ele seja possivelmente um Papa italiano, dada a prevalência de cardeais italianos no conclave (são cerca de 22 cardeais italianos num universo de 119).

Se os cardeais eleitores (mesmo os europeus, a esmagadora maioria) admitirem que a igreja europeia precisa de uma sacudida, talvez um Papa de fora da Europa seja a melhor pedida. Um profeta não é bem vindo em sua terra. Um Papa missionário poderá ajudar o catolicismo europeu, que anda sofrendo com uma série de questões. Alguns organismos da Igreja Católica tem uma história de eurocentrismo: aquela doutrina aplicada em várias áreas humanas segundo a qual os europeus devem ensinar ao mundo, sem que os outros lhes ensinem. Um Papa de fora da Europa reverteria o eurocentrismo: a Europa também tem o que aprender com outras partes do mundo.

Na hipótese de um Papa de fora da Europa, o mais provável é que ele venha da América Latina ou da África, de onde vem alguns cardeais eleitores influentes. A igreja latinoamericana e a africana são as que mais cresceram nos últimos séculos. Não sem problemas. Um Papa latinoamericano ou um africano poderá atacar os problemas do catolicismo nessas regiões. Há a hipótese remota de surgir um Papa americano, pois o segundo maior grupo de cardeais eleitores é de americanos (o maior é o de italianos) e a Igreja americana tem uma pujança enorme no país e tem influência no Vaticano, a despeito dos bispos e padres americanos que violaram os mais diversos votos e promessas feitas por ocasião de suas ordenações e atraíram a reprovação até dos fiéis católicos. Contra os papáveis americanos pesa a influência do próprio país de origem, influência já considerada enorme em qualquer campo a nível mundial e que poderia melindrar adversários históricos do papado, como o governo da China. Outra questão: um Papa americano representaria mais os interesses da Igreja ou os interesses da nação americana? É o mesmo tipo de dúvida que ameaçou a eleição do presidente John Kennedy, até hoje o único católico a chegar à Presidência dos Estados Unidos, país pródigo em eleger protestantes para o cargo. Por fim, apontam a possibilidade remota de surgir um Papa filipino ou canadense.

Um Papa latinoamericano seria uma cartada tão ou mais ousada que a da eleição do Papa João Paulo II. O Papa polonês foi o primeiro Papa de fora da Itália em séculos, e foi decisivo na queda do comunismo no Leste Europeu, inclusive em seu país natal. A eleição de um Papa latinoamericano deverá ter impacto semelhante. Dependendo do país natal do Papa, se repetirá o mesmo que aconteceu na Polônia, cujos governantes locais viram seus esquemas de poder caírem com o passar do tempo, muito por influência do Papa conterrâneo. Aliás, a América Latina possuiu e possui, como outras regiões do mundo, vários governantes que não largam o cargo mesmo com incapacidade física para exercerem o cargo. O oposto do que Bento XVI prometeu fazer no próximo dia 28.

Tudo isso são apenas hipóteses para a sucessão papal. Hipóteses que levam em conta aspectos espirituais, aspectos de gestão e aspectos geopolíticos. O Papa é líder de um credo com mais de 1,1 bilhão de seguidores declarados (alguns só declarados, sem o serem de fato ou sem praticarem) e é também chefe de um minúsculo Estado independente que lhe serve basicamente para formular pronunciamentos, documentos, normas eclesiásticas e leis canônicas sem prestar contas a nenhuma autoridade secular. Um Papa só pode ser grande se não ignorar os aspectos espirituais, nem os de gestão nem os geopolíticos.

Texto publicado originalmente no Blogue do Delfino.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A política brasileira é algo admirável e canhota: todos dizendo serem mais esquerda que os outros

Resposta para Raphael Tsavkko:

Continuo curtindo seu blogue, Tsavkko. Embora eu tenha a estranha sensação de que é muito fácil ser de esquerda no Brasil. Seja dentro do governo ou fora do governo. Mesmo sendo esquerda autêntica, como é o seu caso. Afinal, todo mundo diz que é de esquerda, todo mundo diz que é progressista (até o Bolsonaro, do PP!), todo mundo diz que é politicamente correto. Se alguém da esquerda acerta, é porque é de esquerda. Que maravilha! Se alguém erra, é porque é de direita ou era alguém da esquerda que virou direita. Facinho, facinho de se desvencilhar. A esquerda é pura, santa, imaculada, Não erra nunca. Nem o Papa falando de fé e doutrina católica com a assistência do Espírito Santo é tão infalível quanto a esquerda. Se meterem um exame de DNA no Governo Lula-Dilma, encontraremos o querido DNA da esquerda, ali. Por mais que a direita esteja ali presente no Governo, como o amigo Tsavkko bem apontou. Se foi a esquerda que pariu politicamente o Lula e a Dilma durante o regime militar (ele como líder sindical, ela como guerrilheira), que assumam a paternidade ou a maternidade. Mas eu sinceramente não espero que a esquerda assuma coisa alguma. Eu sou um descrente absoluto, como o amigo Tsavkko. Se Lula é Deus (como os fanáticos fazem crer que seja), eu prefiro ser ateu. Um dia veremos a esquerda e a direita caírem juntas, e se juntarem ao demo-tucanato no raio que o parta. Aí ascenderá algo superior.

Bobagens olímpicas na Rádio Catedral


Alguns debatedores do programa Vox Populi da Rádio Catedral são uns pândegos. No último dia 7, disseram que a Olimpíada 2012 não estava tendo grande audiência porque estava sendo transmitida pela Rede Record, que segundo eles só tem importância em São Paulo, não tendo repercussão no Rio de Janeiro.

Não é o que eu vi aqui no Rio de Janeiro e nos índices do Ibope. A Record costumava atingir a liderança de audiência, quando os atletas brasileiros estavam competindo ao vivo. E naquela semana eu estava almoçando num restaurante, assistindo uma partida de hóquei feminino ao vivo. A TV do restaurante não estava no Globo Esporte. E a partida nem era com a seleção brasileira. Era com as seleções da Holanda e da Nova Zelândia. Perguntem se a dona Globo estaria transmitindo partida de hóquei.

Se a linha editorial da Record é francamente anticatólica, isso não dá direito aos senhores debatedores do Vox Populi de distorcerem informações. Houve, sim, um tempo em que a Record não tinha grande audiência no Rio de Janeiro. Mas foi no tempo dos donos da Jovem Pan. Não agora, sob o domínio dos bispos. Que não são os católicos, que fique claro.

sábado, 21 de julho de 2012

Dom Orani nomeado membro titular do Conselho de Comunicação Social

Dom Orani João Tempesta mostra com a prática que acredita na importância do uso dos meios de comunicação como espaço de debates entre toda a sociedade civil. Não há com quem Dom Orani se recuse a conversar, mesmo os discordantes da Igreja. Dom Orani é um dos integrantes da ala moderada do episcopado brasileiro, historicamente dividida entre os ditos conservadores e os simpatizantes da Teologia da Libertação. É o fundador da Fundação Nazaré, responsável por uma rádio e uma emissora de TV na cidade de Belém do Pará. Como atual arcebispo do Rio de Janeiro, é o responsável pela Fundação Catedral, que abriga a Catedral FM, o jornal O Testemunho de Fé e a WEB TV Redentor.

Fonte: ACI.

RIO DE JANEIRO, 19 Jul. 12 (ACI) - A Conferência Nacional dos bispos do Brasil informou hoje que Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, é um dos membros do Conselho de Comunicação Social um órgão auxiliar do parlamento brasileiro. Ele é um dos cinco representantes da sociedade civil.


O Congresso Nacional aprovou a nova composição do colegiado nesta terça-feira, 17 de julho. Entre suas funções está avaliar questões ligadas à liberdade de manifestação do pensamento, da criação, da expressão e da informação e emitir pareceres e recomendações ligadas à produção e programação de emissoras de rádio e TV.


A Nota da Agencia Senado sobre o fato recorda que o Consellho é composto por 13 titulares e 13 suplentes e também deve opinar, quando consultado, sobre propagandas de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias, além de diversões e espetáculos públicos. O colegiado também pode avaliar as finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas da programação das emissoras de rádio e televisão e deve prezar pela regionalização da produção cultural, artística e jornalística.


Outros temas que podem passar por análise do Conselho são propriedade, monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação social e outorga e renovação de concessão, permissão e autorização de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens.


Esta será a terceira composição do Conselho, regulamentado pela Lei 8.389/1991. A primeira foi aprovada em 2002 e a segunda, em 2004. O órgão inclui representantes dos veículos de comunicação (rádio, TV e imprensa escrita); um engenheiro com conhecimento de comunicação social; representantes de jornalistas, radialistas, artistas e profissionais de cinema e vídeo; e cinco representantes da sociedade civil.


Os nomes são sugeridos pelas entidades representativas de cada setor à Mesa do Congresso Nacional. Cada membro tem mandato de dois anos, podendo ser reconduzido por uma vez. De acordo com a lei, o Conselho de Comunicação Social deve eleger seu presidente e vice-presidente dentre os representantes da sociedade civil, e as despesas do colegiado são pagas pelo Senado.