Mostrando postagens com marcador capitalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador capitalismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de julho de 2013

Esquerda brasileira: do "A luta continua, cumpanhêro!" ao "Eike lindo!"

Resposta para Leonardo Ivo:

Organização de Combate à Corrupção

O maior erro do nosso regime militar foi não ter criado uma subversão ideológica ao comunismo, não ter informado devidamente a todo o Brasil o que ele significa e como é devastador, hoje brasileiros não tem embargo de conhecimento algum sequer pra identificar estas ações comunistas, estas milícias e o que elas querem, que estão espalhadas em todo o Brasil.
Em quase toda Europa e nos EUA desde o início sempre foram feitas tais subversões, houve países em que chegaram a fazer cerimônias queimando a bandeira do comunismo em público e transmitindo para o país todo, a mesma bandeira que a CUT usa, que o MST usa, aquela da foice e martelo. Este foi o nosso erro, os militares confiaram demais no poder do Exército, que poderiam manter aquilo apenas a força e não na conscientização, no ensino, nas escolas, em todos os lugares, o resultado está aí, malditos como o Tancredo Neves entre outros políticos conseguiram enganar a todos. Estamos vivendo um passado que já morreu, não é a OCC que está no passado, é o Brasil que está, a América Latina que está, por acaso lembram do nome do partido comunista comandado por Lenin, Stalin e Trotsky? O nome era Social Democratas. Exatamente como o nosso PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), pra informação de muitos, o FHC sempre foi comunista, privatizar não torna um partido capitalista, é apenas um jogo para se manter no poder. O Lenin fez isto, tornou algumas propriedades privadas para que acalmasse a população por algum tempo e não a fizesse desistir da "revolução" que matou milhões de russos. O PSDB é o lado "intelectual" do comunismo no Brasil e o PT é o lado terrorista, aquele preparado para aniquilar as classes que não os interessa.

Leonardo Ivo

Será que PSDB é mesmo esquerdaE o PT?

Marcelo Pereira

E o Capitalismo? Quem vai combater?

Meu amigo Marcelo Pereira, se quem tem obrigação ideológica de combater o Capitalismo e os Grandes Empresários incorporou a ambos na base de apoio do Governo que tem os genes da esquerda (se meter exame de DNA aparecerão os genes), não serão os não esquerdistas que combaterão.

O tradicional "A luta continua, cumpanhêro!" foi trocado pelo "Eike lindo!". Se as esquerdas (a falsa e a verdadeira) caírem, não farei nada para impedir ou protestar. Ficarei quieto, assistindo de camarote.

Eu sempre disse que o regime militar foi ineficiente até sob o ponto de vista da visão tecnocrata dos neoliberais, pois não aniquilou a esquerda. Aniquilou milhares com a morte, mas pensou reprimir os demais apenas pela força e pela censura, sem fazer o contraponto ideológico. O resultado está aí. Ao fazerem apenas um contraponto bélico, alimentaram a corja que cresceu politicamente e está aí até hoje: José Serra, FHC e aqueles que fundaram o PT.

A verdadeira reforma política não virá desses partidos que estão aí. Virão de partidos de ideologias não assumidamente representadas, podendo até mesmo partir de dissidentes dos grupos partidários atualmente fora do poder.

No entanto, sou contra que se queime bandeiras, seja do que for.

O mi mi mi de João Pedro Stédile é uma hilariante tragicomédia

É a conclusão a que se chega depois da leitura atenta do Blog do João Pedro Stédile. Dá para se divertir rindo dele. É uma boa ideia se divertir com os mi mi mis dos poderosos, seja lá qual for a ideologia que tenham, da extrema direita à extrema esquerda. Porque passar a vida toda só se indignando (ou, pior, juntando raiva) faz mal à saúde. E é isso que essa corja no poder quer: que os discordantes morram mais cedo, para que sobrem somente eles e o cordão de puxa-sacos e bajuladores em geral.

Na ótica do Stédile, todo mundo é culpado pela inflação: a burguesia em geral, a imprensa burguesa, os bancos, as empresas do agronegócio e a "base social tucana que opera o aumento dos preços, beneficiando-se com o aumento dos seus lucros" (essa base social tucana são os "capitalistas proprietários das fábricas, supermercados ou lojas do comércio"). A típica meia verdade de um dirigente profissional do MST.

Meia verdade porque, até aqui, há a verdade na apuração de culpados pela inflação. Só que falta a outra metade: a culpa do Governo Lula-Dilma nessa história toda. Um governo que torra bilhões de reais de dinheiro público com copas, olim piadas e outras bobagens. Ah, mas aqui o cumpanhêro Stédile estaria acabando com as ilusões em torno de um governo que a cumpanherada chama de "pogressista (sic), democrático e popular". No governo do cumpanhêro Sarney também era assim: todo mundo tinha culpa pela inflação. Menos o governo. Chegaram a acionar a Polícia Federal para caçar boi no pasto, botando a culpa nos pecuaristas pela alta do preço da carne, fossem grandes ou micropecuaristas.

Aliás, dá para levar a sério um governo que gera coisas como os "fiscais do Sarney"?

Coitados dos sem-terra de verdade, se continuarem dependendo da corja para promover a Reforma Agrária que esses líderes poderiam ter feito mas empurram com suas barrigas gordas adiante. Barrigas que engordaram bastante nesses dez anos no poder. Se eles não fizeram a Reforma Agrária, ninguém jamais a fará. Filhos e netos dos sem-terra continuarão herdando somente a lona plástica que serve de telhado nos assentamentos.

João Pedro Stédile é tão atrasado que nem os socialistas de verdade que conheço utilizam mais esses termos que ele usa. Os socialistas que conheço preferem chamar os maiores capitalistas não mais de burguesia, mas de Grandes Empresários. Assim mesmo, em maiúsculas. O termo burguesia é tão gasto que já foi utilizado até por capitalistas confessos, como o saudoso Renato Russo, que usou o termo para se referir à elite de Brasília em Faroeste Caboclo.

Se Stédile aceita de bom grado utilizar o mesmo linguajar de um capitalista como foi Renato Russo, faça bom proveito. E que ouça mais da obra da Legião Urbana. Melhor que aquela música de cabresto que até os dirigentes do MST e os sem-terra ouvem.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Regime militar de 1964 é indefensável até sob uma ótica neoliberal


São pouquíssimas as correntes ideológicas que defendem aquele malfadado regime militar de 1964, que completa hoje 49 anos de início (a um ano do cinquentenário, portanto). Por razões óbvias, todas as correntes de esquerda condenam aquele regime. Alguns condenam o regime integralmente, outros condenam apenas a ideologia de direita, mas não o fato de ter sido um regime fechado, já que até hoje apoiam regimes fechados esquerdistas em outras partes do planeta. Conservadores moderados e direitistas moderados também condenaram aquela quartelada. Os daquela época condenaram o golpismo pelo menos a partir do endurecimento do regime. A ponto de Carlos Lacerda (um dos golpistas de 1964, dos mais radicais) ter passado para a oposição (a partir do fim do sonho de uma candidatura presidencial dele) e ter tido seus direitos políticos cassados e Ulysses Guimarães (outro golpista de 1964) ter passado rapidamente para a oposição logo no início do regime e ter se transformado no maior nome da direita moderada na redemocratização do país.

Os que até hoje aprovam e celebram aquela quartelada de 1964 são os da extrema direita. Há os ultraconservadores (que os esquerdistas e os liberais malandramente chamam de conservadores, sem fazer distinção entre conservadores moderados e os ultraconservadores) não envolvidos na repressão armada, como os antigos servidores da Censura Federal que vetaram a divulgação de inúmeras obras durante o regime. E há também os reacionários da extrema direita propriamente dita. Aquela que celebra com os militares golpistas ainda vivos aquela quartelada todo dia 31 de março, fugindo do dia 1º de abril, por ser o Dia da Mentira e o Dia dos Bobos.

Por outro lado, há hoje neoliberais que não se manifestam favoráveis a qualquer aspecto daquela quartelada de 1964. Há pelo menos duas razões. Uma é que o regime militar criou alguma infraestrutura nacional a partir de empresas estatais, algumas delas privatizadas pelos neoliberais desde os anos 90. Neoliberais chamam qualquer criação de infraestrutura estatal de estatismo, em tom bastante pejorativo. Razão pela qual neoliberais não contestam a privataria de Augusto Pinochet, líder daquela outra quartelada: a de 1º de setembro de 1973. Outro ponto que leva neoliberais de hoje a não celebrarem a quartelada brasileira de 1964 é que neoliberais dizem prezar, sobretudo, a eficiência. Tudo sob uma ótica tipicamente capitalista. Não tem nada de interesse público nessa ótica dos neoliberais. Os golpistas de 1964 dizem até hoje terem vindo para livrar o Brasil do comunismo, que é como eles chamam qualquer coisa que lhes lembre esquerda. Sob uma ótica neoliberal, aqueles golpistas não foram totalmente eficientes, pois se foram vitoriosos na quartelada, exterminaram vidas humanas e deixaram sequelas presentes até hoje, eles não eliminaram a esquerda do cenário nacional. Tanto que hoje vemos esquerdistas no poder (entre eles, ex-presos, ex-torturados e ex-exilados) tendo como coadjuvantes alguns apoiadores da quartelada de 1964 e alguns antigos e novos oposicionistas a aquele regime, numa espécie de ecumenismo do mal. Pra não falar em fisiologismo. Ex-presos, ex-torturados, ex-exilados e ex-golpistas de 1964 se tornaram hoje os maiores escroques da política brasileira. Junto com os neoliberais ainda presentes nas três esferas dos poderes executivo e legislativo.