É a conclusão a que se chega depois da leitura atenta do Blog do João Pedro Stédile. Dá para se divertir rindo dele. É uma boa ideia se divertir com os mi mi mis dos poderosos, seja lá qual for a ideologia que tenham, da extrema direita à extrema esquerda. Porque passar a vida toda só se indignando (ou, pior, juntando raiva) faz mal à saúde. E é isso que essa corja no poder quer: que os discordantes morram mais cedo, para que sobrem somente eles e o cordão de puxa-sacos e bajuladores em geral.
Na ótica do Stédile, todo mundo é culpado pela inflação: a burguesia em geral, a imprensa burguesa, os bancos, as empresas do agronegócio e a "base social tucana que opera o aumento dos preços, beneficiando-se com o aumento dos seus lucros" (essa base social tucana são os "capitalistas proprietários das fábricas, supermercados ou lojas do comércio"). A típica meia verdade de um dirigente profissional do MST.
Meia verdade porque, até aqui, há a verdade na apuração de culpados pela inflação. Só que falta a outra metade: a culpa do Governo Lula-Dilma nessa história toda. Um governo que torra bilhões de reais de dinheiro público com copas, olim piadas e outras bobagens. Ah, mas aqui o cumpanhêro Stédile estaria acabando com as ilusões em torno de um governo que a cumpanherada chama de "pogressista (sic), democrático e popular". No governo do cumpanhêro Sarney também era assim: todo mundo tinha culpa pela inflação. Menos o governo. Chegaram a acionar a Polícia Federal para caçar boi no pasto, botando a culpa nos pecuaristas pela alta do preço da carne, fossem grandes ou micropecuaristas.
Aliás, dá para levar a sério um governo que gera coisas como os "fiscais do Sarney"?
Coitados dos sem-terra de verdade, se continuarem dependendo da corja para promover a Reforma Agrária que esses líderes poderiam ter feito mas empurram com suas barrigas gordas adiante. Barrigas que engordaram bastante nesses dez anos no poder. Se eles não fizeram a Reforma Agrária, ninguém jamais a fará. Filhos e netos dos sem-terra continuarão herdando somente a lona plástica que serve de telhado nos assentamentos.
João Pedro Stédile é tão atrasado que nem os socialistas de verdade que conheço utilizam mais esses termos que ele usa. Os socialistas que conheço preferem chamar os maiores capitalistas não mais de burguesia, mas de Grandes Empresários. Assim mesmo, em maiúsculas. O termo burguesia é tão gasto que já foi utilizado até por capitalistas confessos, como o saudoso Renato Russo, que usou o termo para se referir à elite de Brasília em Faroeste Caboclo.
Se Stédile aceita de bom grado utilizar o mesmo linguajar de um capitalista como foi Renato Russo, faça bom proveito. E que ouça mais da obra da Legião Urbana. Melhor que aquela música de cabresto que até os dirigentes do MST e os sem-terra ouvem.
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terça-feira, 23 de julho de 2013
O mi mi mi de João Pedro Stédile é uma hilariante tragicomédia
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Marcelo Delfino
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sábado, 27 de abril de 2013
Vidas Secas 2013
Fonte: ANON H4.
Protesto na sede do Banco do Nordeste em Campina Grande. Funeral simbólico do rebanho dizimado na Paraíba. Mais de 600 mil animais mortos. E o grito de perdão pela dívida dos pequenos agricultores do Nordeste. A imagem é forte, mas necessária. Não falta dinheiro para construir os Estádios da Copa, mas falta para concluir a Transposição do São Francisco. Não queremos migalhas nem esmolas. Queremos obras estruturantes.
P.S: Se nem os amigos do Nordeste chegaram a um consenso sobre essa transposição, eu é que não me meto nessa conversa. Mas quanto a reclamações sobre perdão de dívida de pequenos agricultores ou pequenos pecuaristas e sobre Copa do Mundo, compartilho da indignação da página do Facebook.
Protesto na sede do Banco do Nordeste em Campina Grande. Funeral simbólico do rebanho dizimado na Paraíba. Mais de 600 mil animais mortos. E o grito de perdão pela dívida dos pequenos agricultores do Nordeste. A imagem é forte, mas necessária. Não falta dinheiro para construir os Estádios da Copa, mas falta para concluir a Transposição do São Francisco. Não queremos migalhas nem esmolas. Queremos obras estruturantes.
P.S: Se nem os amigos do Nordeste chegaram a um consenso sobre essa transposição, eu é que não me meto nessa conversa. Mas quanto a reclamações sobre perdão de dívida de pequenos agricultores ou pequenos pecuaristas e sobre Copa do Mundo, compartilho da indignação da página do Facebook.
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segunda-feira, 22 de abril de 2013
Graça Foster dando pretexto para a defesa de demo-tucanos
Alguns integrantes do Governo Lula-Dilma adoram criar pretexto para que as campanhas eleitorais dos candidatos governistas não possam usar a tática (até agora) vitoriosa de vincular o demo-tucanato às privatizações. Outro dia, ao defender a política de reajustes de preços dos combustíveis adotada pela Petrobrás e descartar qualquer interferência do governo para segurar novos aumentos de combustível e evitar impacto na inflação, a presidente Graça Foster disse que nenhum governo "de esquerda, de direita nem de centro" fará "qualquer mal" à companhia, "extremamente importante para a economia do país".
Graça Foster deu um pretexto para os marqueteiros demo-tucanos defenderem seus candidatos presidenciais das acusações de que demo-tucanos só sabem privatizar. Basta usarem o discurso de Graça Foster.
Se bem que os atuais governistas estão privatizando aeroportos e querendo leiloar bacias de petróleo e gás. Fazer concessões é privatizar, conforme definição do Houaiss. Mas coerência e a observação da lexicografia não são comuns em governos brasileiros. Sejam eles de esquerda, de direita, de centro, de cima, de baixo, de frente ou de trás.
Graça Foster deu um pretexto para os marqueteiros demo-tucanos defenderem seus candidatos presidenciais das acusações de que demo-tucanos só sabem privatizar. Basta usarem o discurso de Graça Foster.
Se bem que os atuais governistas estão privatizando aeroportos e querendo leiloar bacias de petróleo e gás. Fazer concessões é privatizar, conforme definição do Houaiss. Mas coerência e a observação da lexicografia não são comuns em governos brasileiros. Sejam eles de esquerda, de direita, de centro, de cima, de baixo, de frente ou de trás.
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segunda-feira, abril 22, 2013
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sábado, 20 de abril de 2013
Está no Houaiss: pôr sob responsabilidade de empresa particular a gestão de (bem público) = privatizar
Em tempos de privatização do Maracanã, lembrei que Paulo Henrique Amorim costuma dizer que as privatizações dos governos lulo-dilmistas não são privatizações. Segundo ele, privatização só ocorre quando há venda de ativos de patrimônio público, como fez o presidente FHC com estatais como a Vale, o sistema Telebrás e várias empresas de energia elétrica. Para o homem da Conversa Afiada, o que Dilma e seus aliados fazem é concessão, com o patrimônio em questão permanecendo como propriedade da União. Como está acontecendo agora com os aeroportos. E está para acontecer com o Maracanã.
Ontem mandei um recado para Paulo Henrique Amorim através do Twitter:
Está no dicionário Houaiss: pôr sob responsabilidade de empresa particular a gestão de (bem público) = privatizar
Pra bom entendedor, 140 caracteres (ou menos) bastam.
No dicionário também está escrita a segunda definição de privatização: realizar (empresa privada) a aquisição ou incorporação de (empresa pública). Como aconteceu na Era FHC.
Tem jornalistas que deveriam voltar para a escola. Não voltam porque querem continuar no engano ou querem enganar os outros.
Ontem mandei um recado para Paulo Henrique Amorim através do Twitter:
Está no dicionário Houaiss: pôr sob responsabilidade de empresa particular a gestão de (bem público) = privatizar
Pra bom entendedor, 140 caracteres (ou menos) bastam.
No dicionário também está escrita a segunda definição de privatização: realizar (empresa privada) a aquisição ou incorporação de (empresa pública). Como aconteceu na Era FHC.
Tem jornalistas que deveriam voltar para a escola. Não voltam porque querem continuar no engano ou querem enganar os outros.
domingo, 14 de abril de 2013
Está no Houaiss: pôr sob responsabilidade de empresa particular a gestão de (bem público) = privatizar
Em tempos de privatização do Maracanã, lembrei que Paulo Henrique Amorim costuma dizer que as privatizações dos governos lulo-dilmistas não são privatizações. Segundo ele, privatização só ocorre quando há venda de ativos de patrimônio público, como fez o presidente FHC com estatais como a Vale, o sistema Telebrás e várias empresas de energia elétrica. Para o homem da Conversa Afiada, o que Dilma e seus aliados fazem é concessão, com o patrimônio em questão permanecendo como propriedade da União. Como está acontecendo agora com os aeroportos. E está para acontecer com o Maracanã.
No último dia 11 mandei um recado para Paulo Henrique Amorim através do Twitter:
Está no dicionário Houaiss: pôr sob responsabilidade de empresa particular a gestão de (bem público) = privatizar
Pra bom entendedor, 140 caracteres (ou menos) bastam.
No dicionário também está escrita a segunda definição de privatização: realizar (empresa privada) a aquisição ou incorporação de (empresa pública). Como aconteceu na Era FHC.
Tem jornalistas que deveriam voltar para a escola. Não voltam porque querem continuar no engano ou querem enganar os outros.
No último dia 11 mandei um recado para Paulo Henrique Amorim através do Twitter:
Está no dicionário Houaiss: pôr sob responsabilidade de empresa particular a gestão de (bem público) = privatizar
Pra bom entendedor, 140 caracteres (ou menos) bastam.
No dicionário também está escrita a segunda definição de privatização: realizar (empresa privada) a aquisição ou incorporação de (empresa pública). Como aconteceu na Era FHC.
Tem jornalistas que deveriam voltar para a escola. Não voltam porque querem continuar no engano ou querem enganar os outros.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
A política brasileira é algo admirável e canhota: todos dizendo serem mais esquerda que os outros
Resposta para Raphael Tsavkko:
Continuo curtindo seu blogue, Tsavkko. Embora eu tenha a estranha sensação de que é muito fácil ser de esquerda no Brasil. Seja dentro do governo ou fora do governo. Mesmo sendo esquerda autêntica, como é o seu caso. Afinal, todo mundo diz que é de esquerda, todo mundo diz que é progressista (até o Bolsonaro, do PP!), todo mundo diz que é politicamente correto. Se alguém da esquerda acerta, é porque é de esquerda. Que maravilha! Se alguém erra, é porque é de direita ou era alguém da esquerda que virou direita. Facinho, facinho de se desvencilhar. A esquerda é pura, santa, imaculada, Não erra nunca. Nem o Papa falando de fé e doutrina católica com a assistência do Espírito Santo é tão infalível quanto a esquerda. Se meterem um exame de DNA no Governo Lula-Dilma, encontraremos o querido DNA da esquerda, ali. Por mais que a direita esteja ali presente no Governo, como o amigo Tsavkko bem apontou. Se foi a esquerda que pariu politicamente o Lula e a Dilma durante o regime militar (ele como líder sindical, ela como guerrilheira), que assumam a paternidade ou a maternidade. Mas eu sinceramente não espero que a esquerda assuma coisa alguma. Eu sou um descrente absoluto, como o amigo Tsavkko. Se Lula é Deus (como os fanáticos fazem crer que seja), eu prefiro ser ateu. Um dia veremos a esquerda e a direita caírem juntas, e se juntarem ao demo-tucanato no raio que o parta. Aí ascenderá algo superior.
Continuo curtindo seu blogue, Tsavkko. Embora eu tenha a estranha sensação de que é muito fácil ser de esquerda no Brasil. Seja dentro do governo ou fora do governo. Mesmo sendo esquerda autêntica, como é o seu caso. Afinal, todo mundo diz que é de esquerda, todo mundo diz que é progressista (até o Bolsonaro, do PP!), todo mundo diz que é politicamente correto. Se alguém da esquerda acerta, é porque é de esquerda. Que maravilha! Se alguém erra, é porque é de direita ou era alguém da esquerda que virou direita. Facinho, facinho de se desvencilhar. A esquerda é pura, santa, imaculada, Não erra nunca. Nem o Papa falando de fé e doutrina católica com a assistência do Espírito Santo é tão infalível quanto a esquerda. Se meterem um exame de DNA no Governo Lula-Dilma, encontraremos o querido DNA da esquerda, ali. Por mais que a direita esteja ali presente no Governo, como o amigo Tsavkko bem apontou. Se foi a esquerda que pariu politicamente o Lula e a Dilma durante o regime militar (ele como líder sindical, ela como guerrilheira), que assumam a paternidade ou a maternidade. Mas eu sinceramente não espero que a esquerda assuma coisa alguma. Eu sou um descrente absoluto, como o amigo Tsavkko. Se Lula é Deus (como os fanáticos fazem crer que seja), eu prefiro ser ateu. Um dia veremos a esquerda e a direita caírem juntas, e se juntarem ao demo-tucanato no raio que o parta. Aí ascenderá algo superior.
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sábado, 30 de junho de 2012
Previsões sombrias sobre a Copa 2014 não são coisas de 'urubólogos'
A blogosfera lulo-dilmista, jocosa que só, cunhou um termo para aqueles que fazem a mínima previsão pessimista a respeito do desenvolvimento econômico e social do país: urubólogos. Termo normalmente aplicado apenas aos comentaristas econômicos neoliberais que geralmente trabalham na imprensa dita golpista. O engraçado é que essa blogosfera dita progressita faz algo que seu suposto adversário político Fernando Henrique Cardoso fazia, ao classificar como fracassomaníacos todos que discordavam dos rumos do Governo e da nação sob sua gestão. Não há diferença em classificar os outros como fracassomaníacos ou urubólogos.
Eu francamente discordo de uns e de outros. Discordo dos urubólogos que não reconhecem os poucos méritos do Governo e não reconhecem que, mesmo com as sérias deficiências educacionais e estruturais, este país tem um enorme potencial de crescimento. Apesar do Governo, não por causa dele, e muitas vezes apesar das ações governamentais contrárias ao país. Também discordo da blogosfera lulo-dilmista, essa em que alguns integrantes dizem detestar futebol, mas reduzem torpemente o debate político a um Fla-Flu entre os progressistas lulo-dilmistas e todos os outros, muito convenientemente não fazendo distinção entre as diferentes tendências dos outros.
Essa blogosfera progressista ainda não não classificou como urubólogos aqueles que preveem um saldo de dívidas monumentais e de estádios ociosos, após a Copa 2014. Mas não demorarão. Ficam atacando a ala fisiológica direitista que apoia o Governo Lula-Dilma (foi Lula quem trouxe a Copa) e poupam a dupla que acreditam ter encerrado a História com sua chegada ao poder, não havendo nada a surgir depois deles.
Aqui trago endereços para uma matéria radiofônica que aborda essa problemática da Copa 2014, sem mencionar uma única tendência política. É uma matéria mais técnica (sem ser tecnocrata) que qualquer outra coisa. E ainda tem o mérito de abordar o problema dos estádios ociosos da Copa 2010, que a imprensa governista tida como golpista esconde. A matéria está dividida em duas partes.
Exclusivo: quatro sedes da Copa do Mundo de 2014 têm estaduais deficitários - Com média de público irrisória, Mato Grosso, Amazonas, Distrito Federal e Rio Grande do Norte correm o risco de ficar com quatro elefantes brancos após o Mundial
Exclusivo: organizadores da Copa ignoram custos de manutenção dos estádios - Apesar dos campeonatos estaduais deficitários, Mato Grosso, Amazonas, Rio Grande do Norte e Distrito Federal mantém otimismo e rejeitam rótulo de elefante branco
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Marcelo Delfino
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sábado, junho 30, 2012
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Lula e Dilma continuarão vencendo todas! Até que...
Se quiser ler o complemento do título, leia este texto até o final.
Tive a ideia de escrever este texto depois de ler uma entrevista de Armando Boito Jr. (professor do Departamento de Ciência Política da Unicamp e Editor da revista Crítica Marxista) no jornal Brasil de Fato. No blogue do Altamiro, fiz um comentário irresistível:
Eu dou gargalhada com essa gente. Estão no poder e ainda querem posar de críticos.
Fiz referência a críticos como Armando Boito Jr.
A ideia que trago aqui é que o lulo-dilmo-petismo continuará no poder e os candidatos lulo-dilmistas vencerão todas as eleições presidenciais daqui por diante, enquanto o grosso da população estiver satisfeita com a vida que leva e enquanto a elite brasileira estiver dividida entre a elite fisiológica neoliberal (lulo-dilmista) e a neoliberal ortodoxa (adepta do demo-tucanismo).
A rigor, pro grosso da população brasileira, tá delícia, tá gostoso. Mudar pra quê? Tá (quase) todo mundo comprando de tudo a prestações de perder de vista, tá (quase) todo mundo fazendo faculdade (mesmo que sejam faculdades particulares que formam autômatos, não cidadãos autônomos), tá (quase) todo mundo curtindo muita música de cabresto, tá (quase) todo mundo bestificado porque agora pode ver o Neymar em TVs de alta definição. Ainda que através de uma antena no alto de um barraco caindo aos pedaços numa favela.
Lula e Dilma continuarão vencendo todas! Até que...
1 - A elite internacionalista brasileira deixe de ser dividida e resolva apoiar unida um oposicionista. Não tem como os neoliberais ortodoxos elegerem alguém se o grosso da população e a elite fisiológica neoliberal forem lulo-dilmistas. E o grosso do influenciável eleitorado brasileiro, vendo a elite lhe pedindo votos ora para lulo-petistas ora para candidatos da direita, na dúvida fica onde já está: no lulo-dilmismo.
2 - Ou que ocorra um levante nacionalista neste país, para enxotar todos esses internacionalistas que fizeram ou fazem parte dos governos demo-tucanos ou lulo-dilmistas.
Desconsidero a viabilidade da ultraesquerda e da extrema esquerda, porque esses, ainda que divididos, votam majoritariamente nos candidatos lulo-petistas, quando convém. Não representam alternativa alguma ao Governo Federal. Até são satisfeitos parcialmente pelo Governo...
Tive a ideia de escrever este texto depois de ler uma entrevista de Armando Boito Jr. (professor do Departamento de Ciência Política da Unicamp e Editor da revista Crítica Marxista) no jornal Brasil de Fato. No blogue do Altamiro, fiz um comentário irresistível:
Eu dou gargalhada com essa gente. Estão no poder e ainda querem posar de críticos.
Fiz referência a críticos como Armando Boito Jr.
A ideia que trago aqui é que o lulo-dilmo-petismo continuará no poder e os candidatos lulo-dilmistas vencerão todas as eleições presidenciais daqui por diante, enquanto o grosso da população estiver satisfeita com a vida que leva e enquanto a elite brasileira estiver dividida entre a elite fisiológica neoliberal (lulo-dilmista) e a neoliberal ortodoxa (adepta do demo-tucanismo).
A rigor, pro grosso da população brasileira, tá delícia, tá gostoso. Mudar pra quê? Tá (quase) todo mundo comprando de tudo a prestações de perder de vista, tá (quase) todo mundo fazendo faculdade (mesmo que sejam faculdades particulares que formam autômatos, não cidadãos autônomos), tá (quase) todo mundo curtindo muita música de cabresto, tá (quase) todo mundo bestificado porque agora pode ver o Neymar em TVs de alta definição. Ainda que através de uma antena no alto de um barraco caindo aos pedaços numa favela.
Lula e Dilma continuarão vencendo todas! Até que...
1 - A elite internacionalista brasileira deixe de ser dividida e resolva apoiar unida um oposicionista. Não tem como os neoliberais ortodoxos elegerem alguém se o grosso da população e a elite fisiológica neoliberal forem lulo-dilmistas. E o grosso do influenciável eleitorado brasileiro, vendo a elite lhe pedindo votos ora para lulo-petistas ora para candidatos da direita, na dúvida fica onde já está: no lulo-dilmismo.
2 - Ou que ocorra um levante nacionalista neste país, para enxotar todos esses internacionalistas que fizeram ou fazem parte dos governos demo-tucanos ou lulo-dilmistas.
Desconsidero a viabilidade da ultraesquerda e da extrema esquerda, porque esses, ainda que divididos, votam majoritariamente nos candidatos lulo-petistas, quando convém. Não representam alternativa alguma ao Governo Federal. Até são satisfeitos parcialmente pelo Governo...
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Marcelo Delfino
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Crise das esquerdas acontece não por falta de aviso
Resposta para Mingau de Aço:
Este é o melhor texto de 2012 do principal blogue do amigo Alexandre Figueiredo. Pretendo escrever uma resposta a este texto. Estou até usando a mesma imagem do Blogger, pra ligar bem um texto com outro. Não pretendo reproduzi-lo no meu blogue. Pretendo apenas escrever algo que acrescente algo do que penso sobre esses assuntos.
Não foi por falta de aviso que o amigo e outros eleitores de Dilma Rousseff estão vendo a crise das esquerdas, seja a lulo-dilmista no poder ou a esquerda oposicionista. Eu e muita gente contrária ao neoliberalismo e à esquerda avisamos que a presidenta aliada à fauna e à flora da fisiologia partidária brasileira (PMDB à frente) faria um governo tão cheio de bandalheira como o que seria (e jamais será) um novo governo tucano, que também teria partidos fisiológicos na base, incluindo o próprio PMDB. Mas, não! Os eleitores de Dilma não nos deram ouvidos. Preferiram fazer de tudo para nos cooptar, nesta maldita falsa democracia que nos OBRIGA a ir lá nas urnas, ao invés de nos dar o direito de ir lá votar ou de fazer outra coisa no domingo.
Aliás, abro aqui um parênteses. Parece que meu amigo, xará e irmão do Alexandre chamado Marcelo Pereira quer cooptar para o socialismo a turma que ainda quer ficar em cima do muro numa época como esta (exemplo aqui). Sei disso porque fui dessa turma. Eu não tinha posicionamento algum, há pouco tempo atrás. Era tipo um Enéas da vida: "contra tudo isso que está aí". Quando leio os textos do xará, percebo que ele escreve para gente que é hoje como eu fui no passado. Ele até confundiu as coisas, muito por minha culpa. Aquele termo infeliz que inventei há tempos atrás, o cimismo ou ser cimista, não significava "ficar em cima do muro". Significava estar ao lado do Brasil, que está ACIMA desse cenário político-partidário-ideológico. No entanto, acredito que o termo, usado malandramente pelo meu xará para cooptar internautas para a causa socialista, acabou adquirindo esse significado que Marcelo quis impor, do "ficar em cima do muro", mesmo. Mas alguns estrupícios que estavam em cima do muro nos anos 80 era melhor que tivessem ficado lá. Os tucanos, por exemplo. Se tivessem ficado lá até hoje, não teriam eleito FHC nem teriam posto a Pátria à venda. Eu deixei o muro não para vender a pátria como o demo-tucanato fez. Foi para sair do comodismo rancoroso de um quase quarentão e para ansiar alternativas nacionalistas para este país. Alternativas não neoliberais e não extremistas, nem pela extrema esquerda nem pela extrema direita. Comecei a buscar alternativas ainda no tempo do extinto blogue Brasil, um País de Tolos, que tive que extinguir exatamente para marcar essa minha mudança de comportamento e em respeito aos leitores que talvez não concordassem em acompanhar o novo blogue. Fiz uma faxina na minha lista de linques, antes de criar este blogue aqui. Foi uma lipoaspiração, mesmo. E ainda coloquei um linque para um partido novo que ainda pretendo ver registrado, que na verdade tem 11 anos mas não obtém registro no TSE porque o tribunal quer manter essa corriola de 29 partidos fisiológicos ou que querem ser fisiológicos, que vão do extremo PCO ao direitista envergonhado DEM, passando por partidos de direita oposicionista, direita governista, esquerda governista e esquerda oposicionista. Todos os quatro grupos unidos contra a soberania nacional. Não que não haja nacionalistas no campo da esquerda nem no da direita. Há, sim. Só que são esmagados pela máquina política representada pelas mais diversas corporações privadas, por ONGs e por esses 29 partidos políticos. Espero que esses nacionalistas se juntem um dia aos que já saíram dessa farsa dos 29 partidos.
Se querem mais exemplos de posicionamentos, não de omissões ou do cimismo tal como imaginado por meu amigo xará, continuem acompanhando este blogue.
Voltando ao artigo do Alexandre, há mais coisas citadas por ele que gostaria de comentar.
Também acredito nos movimentos sociais. São manifestações de uma sociedade que pretende ser democrática, embora ainda não seja devido a questões como o voto obrigatório, já citado neste texto. Os movimentos que respeito são diversos, como movimentos sindicais, de sem terra, de sem teto, de estudantes e vários outros. Eu mesmo participei das movimentações sindicais da categoria da qual fiz parte: a de auxiliares de controle de endemias. Passei muitas manhãs e inícios de tarde embaixo de sol quente na frente da Prefeitura, em manifestações reivindicatórias. Será que algum amigo leitor participou alguma vez de manifestações reivindicatórias para sua categoria? Fora essas manifestações, perdi a conta do número de manifestações (não de natureza sindical) as quais compareci. A diferença minha para o Alexandre é que não acredito nessa de que movimento social deva ser, necessariamente, ligado à esquerda. Vide os países com regime de partido único, geralmente comunista. Lá não tem como movimento social reivindicatório ser de esquerda. Tem que ter outra tendência política. Senão vira chapa branca e não conseguirá arrancar nada do Governo. O ideal é que movimentos sociais sejam politizados (senão não existem), mas sem serem ideológicos. Vai que antigos aliados assumem o Governo e esse Governo trai o movimento social, como acontece agora mesmo com alguns movimentos sociais que se dizem decepcionados com Dilma Rousseff. Só resta se virar contra o Governo ou aceitar caladinhos o papel de otários eleitores governistas traídos.
Dou meus parabéns a Alexandre Figueiredo por ele ter dito que a privatização dos aeroportos mancha o governo de Dilma Rousseff. Alexandre não tem noção do quão vis são essas dondocas progressistas com quem ele tem andado, inclusive em encontros de blogueiros progressistas no Rio de Janeiro. Agora mesmo Paulo Henrique Amorim (o homem da conversa fiada) defendeu na TVT a privataria dilmista, dizendo que são concessões, não privatizações como as de FHC e José Serra. Esses caras são capazes de descartar sumariamente qualquer dissidente que ouse questionar atitudes da "Nossa Senhora do Divino Lulopetismo" (senhora deles, que fique claro). Alexandre Figueiredo critica com razão os neocons da direita. Ele mesmo pode ser chamado de neocon por essa esquerda chapa branca, ao discordar de alguns pontos do Governo dos sonhos do lulodilmismo. Eu tive contatos há um tempo atrás com aquele grupo de dondocas reacionárias do Blogs pela Democracia, e botei meu antigo blogue naquele grupo por alguns dias ou semanas, mas ouvi meu amigo Marcelo Pereira, pensei melhor e deixei aquelas dondocas reacionárias pastando sozinhas. Meu amigo Alexandre será capaz de deixar o tal movimento de blogueiros progressistas quando ele mesmo for chamado de neocon? Raphael Tsavkko já deixou.
Como Alexandre, não gosto de sermões de pastores tipo RR Soares e Silas Malafaia, não curto o programa do Chaves mexicano, detesto noticiário policial e mais ainda o Big Brother seja lá de que país for.
Não faço críticas à esquerda apenas por fazer, pra dizer que todo mundo é igual, todo mundo é corrupto, nem sou nenhum anarquista, que acredita que não devesse haver Estado, nem Governo, nem Executivo, nem Legislativo, nem Judiciário. Senão não poderia ter passado a vida inteira fazendo concursos e trabalhando em órgãos públicos. As alternativas que desejo para o meu país eu exponho constantemente neste blogue. Pena que essas alternativas são esmagadas por esse cenário político-ideológico-partidário daqueles grupos todos que citei antes. Não compactuo com neocons nativos tipo Reinaldo Azevedo, nem neocons gringos como Yoani Sanchez, dissidente cubana escalada pelos irmãos Castro para receber gordos proventos de toda a direita mundial (os Castro poderiam ter confiscado a grana) para espinafrar o Governo cubano na precária Internet local e pra todo mundo dizer "Oh! O Governo cubano é democrático! Tanto que permite uma voz dissidente lá dentro paga por gente de fora!". Só acredito que se esses neocons querem continuar sendo os bobos da corte neoliberal de seus países ou internacional, não podem ser impedidos. Não dá para impedir ninguém de ser palhaço.
P.S: Muita gente quer fazer da política uma coisa maniqueísta, como se houvesse apenas dois lados. Só que a política não se restringe ao preto e ao branco, ou ao azul e ao vermelho. A política é multicolorida e plural. Reflexo da multiplicidade de indivíduos, que também não são iguaizinhos uns aos outros, nem mesmo os gêmeos. Cada indivíduo é único.
Texto publicado originalmente no Blogue do Delfino.
Este é o melhor texto de 2012 do principal blogue do amigo Alexandre Figueiredo. Pretendo escrever uma resposta a este texto. Estou até usando a mesma imagem do Blogger, pra ligar bem um texto com outro. Não pretendo reproduzi-lo no meu blogue. Pretendo apenas escrever algo que acrescente algo do que penso sobre esses assuntos.
Não foi por falta de aviso que o amigo e outros eleitores de Dilma Rousseff estão vendo a crise das esquerdas, seja a lulo-dilmista no poder ou a esquerda oposicionista. Eu e muita gente contrária ao neoliberalismo e à esquerda avisamos que a presidenta aliada à fauna e à flora da fisiologia partidária brasileira (PMDB à frente) faria um governo tão cheio de bandalheira como o que seria (e jamais será) um novo governo tucano, que também teria partidos fisiológicos na base, incluindo o próprio PMDB. Mas, não! Os eleitores de Dilma não nos deram ouvidos. Preferiram fazer de tudo para nos cooptar, nesta maldita falsa democracia que nos OBRIGA a ir lá nas urnas, ao invés de nos dar o direito de ir lá votar ou de fazer outra coisa no domingo.
Aliás, abro aqui um parênteses. Parece que meu amigo, xará e irmão do Alexandre chamado Marcelo Pereira quer cooptar para o socialismo a turma que ainda quer ficar em cima do muro numa época como esta (exemplo aqui). Sei disso porque fui dessa turma. Eu não tinha posicionamento algum, há pouco tempo atrás. Era tipo um Enéas da vida: "contra tudo isso que está aí". Quando leio os textos do xará, percebo que ele escreve para gente que é hoje como eu fui no passado. Ele até confundiu as coisas, muito por minha culpa. Aquele termo infeliz que inventei há tempos atrás, o cimismo ou ser cimista, não significava "ficar em cima do muro". Significava estar ao lado do Brasil, que está ACIMA desse cenário político-partidário-ideológico. No entanto, acredito que o termo, usado malandramente pelo meu xará para cooptar internautas para a causa socialista, acabou adquirindo esse significado que Marcelo quis impor, do "ficar em cima do muro", mesmo. Mas alguns estrupícios que estavam em cima do muro nos anos 80 era melhor que tivessem ficado lá. Os tucanos, por exemplo. Se tivessem ficado lá até hoje, não teriam eleito FHC nem teriam posto a Pátria à venda. Eu deixei o muro não para vender a pátria como o demo-tucanato fez. Foi para sair do comodismo rancoroso de um quase quarentão e para ansiar alternativas nacionalistas para este país. Alternativas não neoliberais e não extremistas, nem pela extrema esquerda nem pela extrema direita. Comecei a buscar alternativas ainda no tempo do extinto blogue Brasil, um País de Tolos, que tive que extinguir exatamente para marcar essa minha mudança de comportamento e em respeito aos leitores que talvez não concordassem em acompanhar o novo blogue. Fiz uma faxina na minha lista de linques, antes de criar este blogue aqui. Foi uma lipoaspiração, mesmo. E ainda coloquei um linque para um partido novo que ainda pretendo ver registrado, que na verdade tem 11 anos mas não obtém registro no TSE porque o tribunal quer manter essa corriola de 29 partidos fisiológicos ou que querem ser fisiológicos, que vão do extremo PCO ao direitista envergonhado DEM, passando por partidos de direita oposicionista, direita governista, esquerda governista e esquerda oposicionista. Todos os quatro grupos unidos contra a soberania nacional. Não que não haja nacionalistas no campo da esquerda nem no da direita. Há, sim. Só que são esmagados pela máquina política representada pelas mais diversas corporações privadas, por ONGs e por esses 29 partidos políticos. Espero que esses nacionalistas se juntem um dia aos que já saíram dessa farsa dos 29 partidos.
Se querem mais exemplos de posicionamentos, não de omissões ou do cimismo tal como imaginado por meu amigo xará, continuem acompanhando este blogue.
Voltando ao artigo do Alexandre, há mais coisas citadas por ele que gostaria de comentar.
Também acredito nos movimentos sociais. São manifestações de uma sociedade que pretende ser democrática, embora ainda não seja devido a questões como o voto obrigatório, já citado neste texto. Os movimentos que respeito são diversos, como movimentos sindicais, de sem terra, de sem teto, de estudantes e vários outros. Eu mesmo participei das movimentações sindicais da categoria da qual fiz parte: a de auxiliares de controle de endemias. Passei muitas manhãs e inícios de tarde embaixo de sol quente na frente da Prefeitura, em manifestações reivindicatórias. Será que algum amigo leitor participou alguma vez de manifestações reivindicatórias para sua categoria? Fora essas manifestações, perdi a conta do número de manifestações (não de natureza sindical) as quais compareci. A diferença minha para o Alexandre é que não acredito nessa de que movimento social deva ser, necessariamente, ligado à esquerda. Vide os países com regime de partido único, geralmente comunista. Lá não tem como movimento social reivindicatório ser de esquerda. Tem que ter outra tendência política. Senão vira chapa branca e não conseguirá arrancar nada do Governo. O ideal é que movimentos sociais sejam politizados (senão não existem), mas sem serem ideológicos. Vai que antigos aliados assumem o Governo e esse Governo trai o movimento social, como acontece agora mesmo com alguns movimentos sociais que se dizem decepcionados com Dilma Rousseff. Só resta se virar contra o Governo ou aceitar caladinhos o papel de otários eleitores governistas traídos.
Dou meus parabéns a Alexandre Figueiredo por ele ter dito que a privatização dos aeroportos mancha o governo de Dilma Rousseff. Alexandre não tem noção do quão vis são essas dondocas progressistas com quem ele tem andado, inclusive em encontros de blogueiros progressistas no Rio de Janeiro. Agora mesmo Paulo Henrique Amorim (o homem da conversa fiada) defendeu na TVT a privataria dilmista, dizendo que são concessões, não privatizações como as de FHC e José Serra. Esses caras são capazes de descartar sumariamente qualquer dissidente que ouse questionar atitudes da "Nossa Senhora do Divino Lulopetismo" (senhora deles, que fique claro). Alexandre Figueiredo critica com razão os neocons da direita. Ele mesmo pode ser chamado de neocon por essa esquerda chapa branca, ao discordar de alguns pontos do Governo dos sonhos do lulodilmismo. Eu tive contatos há um tempo atrás com aquele grupo de dondocas reacionárias do Blogs pela Democracia, e botei meu antigo blogue naquele grupo por alguns dias ou semanas, mas ouvi meu amigo Marcelo Pereira, pensei melhor e deixei aquelas dondocas reacionárias pastando sozinhas. Meu amigo Alexandre será capaz de deixar o tal movimento de blogueiros progressistas quando ele mesmo for chamado de neocon? Raphael Tsavkko já deixou.
Como Alexandre, não gosto de sermões de pastores tipo RR Soares e Silas Malafaia, não curto o programa do Chaves mexicano, detesto noticiário policial e mais ainda o Big Brother seja lá de que país for.
Não faço críticas à esquerda apenas por fazer, pra dizer que todo mundo é igual, todo mundo é corrupto, nem sou nenhum anarquista, que acredita que não devesse haver Estado, nem Governo, nem Executivo, nem Legislativo, nem Judiciário. Senão não poderia ter passado a vida inteira fazendo concursos e trabalhando em órgãos públicos. As alternativas que desejo para o meu país eu exponho constantemente neste blogue. Pena que essas alternativas são esmagadas por esse cenário político-ideológico-partidário daqueles grupos todos que citei antes. Não compactuo com neocons nativos tipo Reinaldo Azevedo, nem neocons gringos como Yoani Sanchez, dissidente cubana escalada pelos irmãos Castro para receber gordos proventos de toda a direita mundial (os Castro poderiam ter confiscado a grana) para espinafrar o Governo cubano na precária Internet local e pra todo mundo dizer "Oh! O Governo cubano é democrático! Tanto que permite uma voz dissidente lá dentro paga por gente de fora!". Só acredito que se esses neocons querem continuar sendo os bobos da corte neoliberal de seus países ou internacional, não podem ser impedidos. Não dá para impedir ninguém de ser palhaço.
P.S: Muita gente quer fazer da política uma coisa maniqueísta, como se houvesse apenas dois lados. Só que a política não se restringe ao preto e ao branco, ou ao azul e ao vermelho. A política é multicolorida e plural. Reflexo da multiplicidade de indivíduos, que também não são iguaizinhos uns aos outros, nem mesmo os gêmeos. Cada indivíduo é único.
Texto publicado originalmente no Blogue do Delfino.
Postado por
Marcelo Delfino
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sábado, junho 30, 2012
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