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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Distrito Federal poderá ter trem de passageiros de subúrbio ligando Brasilia a Luziania



Os governadores do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e de Goiás, Marconi Perillo, assinaram nesta quinta-feira acordo de cooperação com o Governo Federal para dar início à transformação da linha férrea entre Brasília e Luziânia (GO) em linha regular de transporte de passageiros. Além de integrar ainda mais a região, a implantação do novo meio de transporte beneficiará cerca de 500 mil moradores do Entorno Sul e desafogará o trânsito, tirando de circulação até 100 mil carros que passam diariamente pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA).

A assinatura do acordo permite o início dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Socioambiental (EVTEA) para a instalação do novo trem de passageiros. Além dos governos do DF e de Goiás, celebraram a parceria os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes, a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Senadores, deputados distritais, estaduais e federais brasilienses e goianos, além de prefeitos dos municípios do Entorno, testemunharam a assinatura do convênio.

“Temos aqui uma união suprapartidária em prol do desenvolvimento do Entorno. Nossa integração é pela sobrevivência da nossa região, que tem uma das maiores concentrações populacionais do país e precisa dessas ações conjuntas”, destacou o governador Agnelo Queiroz. Ele explicou que hoje a ferrovia é utilizada apenas para o transporte de cargas e, com a mudança, poderá beneficiar centenas de milhares de passageiros que moram na região do Entorno Sul. “A melhoria do transporte é um desdobramento do PAC do Entorno, que eu e o governador Marconi Perillo apresentamos à presidenta Dilma Rousseff”, acrescentou.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, reitera: “Estamos muito entusiasmados com essa perspectiva real e concreta para integrar o estado de Goiás a Brasília. A implantação do transporte ferroviário de passageiros é a concretização de um sonho e de um compromisso de campanha, firmado nos planos de governo meu e do governador Agnelo Queiroz”.

Benefícios – Agnelo Queiroz lembra que o projeto também contribuirá com o desenvolvimento econômico da região, uma vez que a adaptação da ferrovia vai gerar novos postos de trabalho. “Isso sem contar a melhoria da qualidade de vida. Esse estudo vai acelerar a entrega de um novo tipo de transporte para a nossa população, que perde quatro ou cinco horas por dia para ir ao trabalho e voltar. Esse tempo poderá ser usado para a pessoa se qualificar profissionalmente ou para ficar com a família, por exemplo”, avaliou.

A coordenação do comitê técnico da ferrovia estará a cargo da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). Segundo o diretor-superintendente do órgão, Marcelo Dourado, a adaptação será uma obra relativamente simples. “A linha férrea já está pronta e essa adaptação terá um gasto muito pequeno para uma obra desta magnitude: R$ 1 milhão por quilômetro e vai beneficiar 500 mil pessoas”, detalhou. “O custo total dos estudos e de preparação para o começo das obras está estimado entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões”, completou Dourado.

Fonte: Agência Brasília 
Rede Integrada de Transporte Coletivo

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mobilidade & Transportes: Ramal ferroviário Santa Cruz - Itaguaí poderá voltar em breve

     Excelente noticia que tive ontem do blog Cidadania do Porto, do nosso amigo Danilo Aguiar, colaborador do site parceiro Tvs do RJ. O Ramal Santa Cruz Itaguaí poderá voltar em breve. Porém ha uma novidade na volta deste ramal, ele será eletrificado até Itaguaí e poderá ter duas linhas. A outra novidade é com relação ao trajeto. Ele reaproveitará o trecho de linha dupla até o Matadouro, e de lá um novo leito ou viaduto será construído até o trecho da Rua João XVIII, pouco depois da Rua do Império, continuando seu trajeto normal até Itaguaí, ou seja, este ramal não mais passará atrás do hospital Pedro II e não terá mais passagem de nível no centro de Santa Cruz. O governo do estado já iniciou o processo de desapropriação e desocupação de imóveis na região de Santa Cruz, porém tem feito isso de forma lenta.
        O ramal Santa Cruz - Itaguaí foi desativado em 1993 por conta de danos em uma ponte no Rio Guandu, que nunca foi consertada. Após isso, este ramal nunca mais voltou a funcionar e teve vários trechos invadidos e trilhos roubados. Nele, também operou os trens de primeira e segunda classe, as Litorinas e os trens populares com carros de madeira, os lendários Macaquinhos. Ambos iam até Mangaratiba e foram extintos pela RFFSA em 1982, permanecendo apenas a linha Santa Cruz - Itaguaí, com carros de aço carbono e com roletas internas, onde eram cobradas as passagens, como nos ônibus.
         A volta deste ramal só está sendo possível, pois a CSA está financiando parte do projeto e também porque a cidade de Itaguaí e arredores tem tido um gigantesco crescimento demográfico, por conta dos diversos investimentos feitos naquela região que será coberta pelo renascente ramal Santa Cruz - Itaguaí. E também porque o transporte rodoviário, seja ele o individual, coletivo, alternativo e os de fretamento já começam á não dá conta da crescente demanda, que tende a crescer cada vez mais, em função de mais investimentos que poderão vir para aquele local, como a construção de mais dois portos e um aeroporto. Por conta de tudo isso, a volta deste ramal torna-se inevitável.  Soma-se a isso o fato de que além da Supervia ser obrigada a operar este ramal, por força de clausulas do contrato de concessão,  também o fato de que Supervia fôra comprada pela Odebrecht, que tem procurado restruturar a empresa, com objetivo de torna-la séria e rentável.
     Torço imensamente pela volta deste ramal. Ramal este que nunca deveria ter sido desativado e que ao invés disso, era para ter sido duplicado e eletrificado. Cabe agora, a nós contribuintes e eleitores, torcer para que este ramal volte de verdade e cobrar do estado e da Supervia a aceleração nas desapropriações e na obra, e não deixar que ele vire obra inacabada, como ocorre em muitas obras pelo Brasil afora. Este ramal é de grande importância para aquela região e não pode continuar fora de operação, por motivos citados anteriormente. Temos de lutar com todas as forças pela volta deste ramal, já modernizado, eletrificado e com duas linhas. Os povos do Rio e de Itaguaí, a economia local e estadual, a mobilidade e o meio ambiente merecem e agradecem! Pensem nisso! Leiam o texto do nosso amigo Danilo Aguiar.
Tudo leva a crer que o novo ramal de Itaguaí seguirá os mesmos moldes do ramal de Paracambí

O Blog Cidadania do Porto após contato com a assessoria de imprensa da SUPERVIA, confirmou através de nota que a empresa aguarda a posição do estado em relação a remoção das casas e desocupação dos terrenos para a reconstrução da linha férrea que ligará a estação de Santa Cruz a nova estação de Itaguaí.
Após o governo do estado proceder a desocupação total do leito aonde passará a linha férrea, a empresa concessionária Supervia iniciará a implantação do trecho, espera-se que as antigas estações, que eram 3 (Arrozal, Cristo Redentor e Distrito Industrial) também sejam reabertas.
Tudo leva a crer que esse novo ramal será operada por linha simples eletrificada a exemplo do ramal de Paracambí. Pela primeira vez, a Supervia comunica oficialmente que o único impecílio ao início do projeto está nas mãos do estado (que é a desocupação do espaço da linha).

Prof. Danilo Aguiar

Blog Cidadania do Porto