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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Os partidos de mentirinha

Resposta para Correio do Brasil:

Precisou apenas aparecer uma personalidade pública dizendo que o país tem partidos de mentirinha pra nossa laboriosa classe política dar pití, como seria esperado. Num país onde não há partidos nacionalistas, nem de direita assumida nem conservadores assumidos, só há partidos genéricos. Praticamente apenas partidos de mentirinha disputam eleições no Brasil. Maus exemplos não faltam. Não dá para levar a sério dois partidos que extirparam o "Liberal" até do nome: DEM e PR. Temos um partido social-democrata que é de "gente diferenciada" e antissocial. O PTB não é trabalhista, o PP não é progressista, o PSB não é socialista e o PMDB pisoteia a história do MDB. O pessoal do PC do B anda muito bem relacionado com a alta burguesia internacional, notadamente a ligada à FIFA e ao COI. Os partidos com C de Cristão são antros de fariseus. Os fariseus tem má fama desde sempre, até na Bíblia, que eles não seguem. O pessoal da ultra-esquerda é falso por natureza. Por fim, aquele Partido de Traidores está longe de defender o trabalho, trabalhadores ou qualquer coisa parecida, variação ou contração.

Como dizia Cazuza: meu partido é um coração partido e as ilusões estão todas perdidas. Deve haver milhões de brasileiros na mesma situação.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Graça Foster dando pretexto para a defesa de demo-tucanos

Alguns integrantes do Governo Lula-Dilma adoram criar pretexto para que as campanhas eleitorais dos candidatos governistas não possam usar a tática (até agora) vitoriosa de vincular o demo-tucanato às privatizações. Outro dia, ao defender a política de reajustes de preços dos combustíveis adotada pela Petrobrás e descartar qualquer interferência do governo para segurar novos aumentos de combustível e evitar impacto na inflação, a presidente Graça Foster disse que nenhum governo "de esquerda, de direita nem de centro" fará "qualquer mal" à companhia, "extremamente importante para a economia do país".

Graça Foster deu um pretexto para os marqueteiros demo-tucanos defenderem seus candidatos presidenciais das acusações de que demo-tucanos só sabem privatizar. Basta usarem o discurso de Graça Foster.

Se bem que os atuais governistas estão privatizando aeroportos e querendo leiloar bacias de petróleo e gás. Fazer concessões é privatizar, conforme definição do Houaiss. Mas coerência e a observação da lexicografia não são comuns em governos brasileiros. Sejam eles de esquerda, de direita, de centro, de cima, de baixo, de frente ou de trás.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A política brasileira é algo admirável e canhota: todos dizendo serem mais esquerda que os outros

Resposta para Raphael Tsavkko:

Continuo curtindo seu blogue, Tsavkko. Embora eu tenha a estranha sensação de que é muito fácil ser de esquerda no Brasil. Seja dentro do governo ou fora do governo. Mesmo sendo esquerda autêntica, como é o seu caso. Afinal, todo mundo diz que é de esquerda, todo mundo diz que é progressista (até o Bolsonaro, do PP!), todo mundo diz que é politicamente correto. Se alguém da esquerda acerta, é porque é de esquerda. Que maravilha! Se alguém erra, é porque é de direita ou era alguém da esquerda que virou direita. Facinho, facinho de se desvencilhar. A esquerda é pura, santa, imaculada, Não erra nunca. Nem o Papa falando de fé e doutrina católica com a assistência do Espírito Santo é tão infalível quanto a esquerda. Se meterem um exame de DNA no Governo Lula-Dilma, encontraremos o querido DNA da esquerda, ali. Por mais que a direita esteja ali presente no Governo, como o amigo Tsavkko bem apontou. Se foi a esquerda que pariu politicamente o Lula e a Dilma durante o regime militar (ele como líder sindical, ela como guerrilheira), que assumam a paternidade ou a maternidade. Mas eu sinceramente não espero que a esquerda assuma coisa alguma. Eu sou um descrente absoluto, como o amigo Tsavkko. Se Lula é Deus (como os fanáticos fazem crer que seja), eu prefiro ser ateu. Um dia veremos a esquerda e a direita caírem juntas, e se juntarem ao demo-tucanato no raio que o parta. Aí ascenderá algo superior.

sábado, 21 de julho de 2012

Políticos e empresas privadas unidos na gastança

Mais uma resposta para Altamiro Borges:

Nem é apenas uma questão partidária ou antipartidária (por eu não confiar em nenhum desses 30 partidos registrados, já incluídos os mais recentes PSOL, PRB, PSD e PPL). Porque se Lula trouxe a Olim Piada para o Rio, o DEMo Cesar Maia trouxe o Pan de 2007. E nem se deve observar apenas a leviandade da atual classe política, que domina o Estado brasileiro. A iniciativa privada também ajuda a tornar qualquer evento desses uma temeridade. Basta ver o quanto pressionam o poder público para superfaturar qualquer compra e qualquer licitação.

Não duvido da capacidade do Brasil e de seus entes federados em organizarem grandes eventos. O problema é que sempre jogam a fatura lá para cima e fazem a festa dos fornecedores.

sábado, 30 de junho de 2012

Lula e Dilma continuarão vencendo todas! Até que...

Se quiser ler o complemento do título, leia este texto até o final.

Tive a ideia de escrever este texto depois de ler uma entrevista de Armando Boito Jr. (professor do Departamento de Ciência Política da Unicamp e Editor da revista Crítica Marxista) no jornal Brasil de Fato. No blogue do Altamiro, fiz um comentário irresistível:

Eu dou gargalhada com essa gente. Estão no poder e ainda querem posar de críticos.

Fiz referência a críticos como Armando Boito Jr.

A ideia que trago aqui é que o lulo-dilmo-petismo continuará no poder e os candidatos lulo-dilmistas vencerão todas as eleições presidenciais daqui por diante, enquanto o grosso da população estiver satisfeita com a vida que leva e enquanto a elite brasileira estiver dividida entre a elite fisiológica neoliberal (lulo-dilmista) e a neoliberal ortodoxa (adepta do demo-tucanismo).

A rigor, pro grosso da população brasileira, tá delícia, tá gostoso. Mudar pra quê? Tá (quase) todo mundo comprando de tudo a prestações de perder de vista, tá (quase) todo mundo fazendo faculdade (mesmo que sejam faculdades particulares que formam autômatos, não cidadãos autônomos), tá (quase) todo mundo curtindo muita música de cabresto, tá (quase) todo mundo bestificado porque agora pode ver o Neymar em TVs de alta definição. Ainda que através de uma antena no alto de um barraco caindo aos pedaços numa favela.

Lula e Dilma continuarão vencendo todas! Até que...

1 - A elite internacionalista brasileira deixe de ser dividida e resolva apoiar unida um oposicionista. Não tem como os neoliberais ortodoxos elegerem alguém se o grosso da população e a elite fisiológica neoliberal forem lulo-dilmistas. E o grosso do influenciável eleitorado brasileiro, vendo a elite lhe pedindo votos ora para lulo-petistas ora para candidatos da direita, na dúvida fica onde já está: no lulo-dilmismo.

2 - Ou que ocorra um levante nacionalista neste país, para enxotar todos esses internacionalistas que fizeram ou fazem parte dos governos demo-tucanos ou lulo-dilmistas.

Desconsidero a viabilidade da ultraesquerda e da extrema esquerda, porque esses, ainda que divididos, votam majoritariamente nos candidatos lulo-petistas, quando convém. Não representam alternativa alguma ao Governo Federal. Até são satisfeitos parcialmente pelo Governo...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Esquerda regressista light e as centrais sindicais estão desiludidos com Dilma

   Quem diria, o pessoal da pseudo-esquerda brsileira está se desiludindo com ela. Até quem se beneficiou com isso e defendia ela e seu partido com unhas e dentes está desolado. Nessas horas que eu digo, ainda bem que não votei nela e nem no Lula em sua releição, embora tivesse votado nele no segundo turno em 2002. Porém, como ele não cumpriu o que prometia emudou sua politica em 2003 e somando o caso do Mensalão, deixei de ser eleitor do PT desde aquele momento. Leiam esta matéria de um blogueiro e jornalista que tanto defendia, o Sr. Altamiro Borges, originado de outro jornalista, Luis Nassif. Leiam e tirem suas conclusões.


Dilma e o abandono da sua base política

Por Luis Nassif, em seu blog:

Não estão claros, ainda, os movimentos políticos da presidenta Dilma Rousseff.

Em breve ela começará a enfrentar uma oposição inédita das centrais sindicais. O afastamento da Força Sindical é apenas um primeiro sinal. O sinal mais preocupante será da CUT e dos sindicatos filiados a ela. A continuar a dinâmica política atual, é questão de tempo.

Começou com estranhamento, em função da aproximação de Dilma de seus antigos adversários. Continuou com mágoas, pelo que consideram falta de atenção continuada. E está transbordando para raiva.

Um preço que o governo Dilma estará pagando de graça.

Movimentos iniciais

Ela foi eleita por uma base de apoio dos sindicatos, movimentos sociais, blogosfera, base criada por Lula e ampliada pela adesão de grandes grupos e da classe média satisfeita com os rumos da economia.

Teve por adversários, ferozes, o tea party de José Serra, a chamada opinião pública midiática, embalados pela velha mídia, manipulando preconceitos, espalhando boatos, recorrendo a um denuncismo inédito na moderna história política brasileira - similar ao modelo Rupert Murdoch.

Foi uma guerra épica, que deixou mortos e feridos de lado a lado.

Eleita, tendo a maior base de apoio parlamentar que um presidente já dispôs, tratou de se aproximar dos adversários e de reduzir a fervura política - no que agiu corretamente. Tem que investir em ser a presidente de todos os brasileiros.

Aí avançou o sinal.

Para mostrar que não era a "terrível" Dilma retratada pela mídia, afastou-se dos sindicatos. O Plano Brasil Maior, lançado ontem, conseguiu apresentar um pacto de competitividade do qual as centrais sindicais sequer participaram.

É um retrocesso inédito. Nem Fernando Collor foi tão longe. Com toda resistência que provocava nos trabalhadores, ensaiou o primeiro pacto produtivo da história brasileira, com as câmaras setoriais da indústria automobilística, conduzidas pela Ministra Dorothea Werneck, Lá, pela primeira vez - vindo de um governo ferozmente liberalizante - se concluía que a preservação da produção nacional era de interesse direto de empresários e trabalhadores.

A detente abriu espaço para programas de qualidade, para diversos pactos ao longo dos anos 90 que modernizaram as relações trabalhistas no país.

Denúncias e denuncismo

Dilma não apenas se distanciou dos sindicatos, mas passou a endossar denúncias da velha mídia.

É evidente que denúncias fundamentadas precisam ser apuradas e as distorções resolvidas. Mas há maneiras e maneiras. Há informações de investigações em curso na Polícia Federal que justificariam a razia ocorrida no Ministério dos Transportes. Em vez de uma ação objetiva, discreta e fulminante - que carcaterizaria uma vitória do governo - permitiu-se um show midiático que vai estimular a volta do denuncismo.

A lógica é simples. As denúncias fazem as primeiras vítimas - mas num alarido que pega gregos e troianos nas mesmas acusações. Depois, abre espaço para o festival de mágoas dos demitidos. O ápice de uma denúncia midiática é a demissão do acusado. O jornalismo brasiliense vive em função de dois sonhos: derrubar autoridades (primeiro secretários, depois ministros até o auge de presidentes) e pacotes econômicos.

Ontem o Jornal Nacional dedicou maior tempo ao desabafo do ex-Ministro Alfredo Nascimento do que ao Plano Brasil Maior. Na sua última edição, Veja abriu amplo espaço a um sujeito demitido da Conab por corrupção explícita, para que pudesse "denunciar" seus colegas que o demitiram, sem a necessidade de apresentar provas. Época enceta uma campanha contra a Agência Nacional de Petroleo em cima de informações que lhe foram passadas pela própria ANP dois anos atrás.

A comunicação do governo está restrita ao mundo das sucursais brasilienses; os contatos de Dilma com o mundo das associações empresariais - que tem e devem ser consultadas, mas não com exclusividade.

O que parecia um movimento tático - de se aproximar dos adversários e diminuir a fervura - a cada dia que passa ganha contorno de mudança estrutural do leque de alianças. Correta ou não, é essa a percepção cada vez mais forte em setores sindicais e do leque de aliados da campanha de 2010.

Lula costumava caçoar da ingenuidade do "Palocinho" (como o chamava), que sempre acreditava que ganharia o título de sócio remido do clube principal.

No final do ano passado, Palocci garantiu a Lula que Veja estaria preparando uma edição finalmente reconhecendo os méritos de seu governo. Na semana anunciada, a capa em todas as bancas: "O governo mais corrupto da história".


Blog do Miro