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terça-feira, 23 de julho de 2013

O PiG de Governista. No estado de São Paulo

Resposta para Blog do Mello publicada no Facebook:

Tem gente que não acredita no PIG. Tem gente que não acredita que eles trabalhem em conjunto, na base do um por todos, todos por um. Vou falar exatamente pra esse pessoal.

Vocês leram reportagem da IstoÉ desta semana em que a multinacional alemã Siemens confessa esquema de corrupção em São Paulo, que atravessa todos os governos tucanos, de Mauro Covas a Alckmin, passando por José Serra?

Já seria o caso de chamarmos o PiG de PiG com G de Governista, não é mesmo? Governista em relação ao governo paulista, que completará 20 anos no final de 2014.

De vez em quando, alguém sai da panela de apoio ao PSDB-SP. Como a IstoÉ, citada pelo Mello. Outros lhe ocupam o lugar, como a Carta Capital, que dedicou nesta semana só duas páginas ao assunto. E sem sequer uma chamadinha na capa.

Esquerda brasileira: do "A luta continua, cumpanhêro!" ao "Eike lindo!"

Resposta para Leonardo Ivo:

Organização de Combate à Corrupção

O maior erro do nosso regime militar foi não ter criado uma subversão ideológica ao comunismo, não ter informado devidamente a todo o Brasil o que ele significa e como é devastador, hoje brasileiros não tem embargo de conhecimento algum sequer pra identificar estas ações comunistas, estas milícias e o que elas querem, que estão espalhadas em todo o Brasil.
Em quase toda Europa e nos EUA desde o início sempre foram feitas tais subversões, houve países em que chegaram a fazer cerimônias queimando a bandeira do comunismo em público e transmitindo para o país todo, a mesma bandeira que a CUT usa, que o MST usa, aquela da foice e martelo. Este foi o nosso erro, os militares confiaram demais no poder do Exército, que poderiam manter aquilo apenas a força e não na conscientização, no ensino, nas escolas, em todos os lugares, o resultado está aí, malditos como o Tancredo Neves entre outros políticos conseguiram enganar a todos. Estamos vivendo um passado que já morreu, não é a OCC que está no passado, é o Brasil que está, a América Latina que está, por acaso lembram do nome do partido comunista comandado por Lenin, Stalin e Trotsky? O nome era Social Democratas. Exatamente como o nosso PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), pra informação de muitos, o FHC sempre foi comunista, privatizar não torna um partido capitalista, é apenas um jogo para se manter no poder. O Lenin fez isto, tornou algumas propriedades privadas para que acalmasse a população por algum tempo e não a fizesse desistir da "revolução" que matou milhões de russos. O PSDB é o lado "intelectual" do comunismo no Brasil e o PT é o lado terrorista, aquele preparado para aniquilar as classes que não os interessa.

Leonardo Ivo

Será que PSDB é mesmo esquerdaE o PT?

Marcelo Pereira

E o Capitalismo? Quem vai combater?

Meu amigo Marcelo Pereira, se quem tem obrigação ideológica de combater o Capitalismo e os Grandes Empresários incorporou a ambos na base de apoio do Governo que tem os genes da esquerda (se meter exame de DNA aparecerão os genes), não serão os não esquerdistas que combaterão.

O tradicional "A luta continua, cumpanhêro!" foi trocado pelo "Eike lindo!". Se as esquerdas (a falsa e a verdadeira) caírem, não farei nada para impedir ou protestar. Ficarei quieto, assistindo de camarote.

Eu sempre disse que o regime militar foi ineficiente até sob o ponto de vista da visão tecnocrata dos neoliberais, pois não aniquilou a esquerda. Aniquilou milhares com a morte, mas pensou reprimir os demais apenas pela força e pela censura, sem fazer o contraponto ideológico. O resultado está aí. Ao fazerem apenas um contraponto bélico, alimentaram a corja que cresceu politicamente e está aí até hoje: José Serra, FHC e aqueles que fundaram o PT.

A verdadeira reforma política não virá desses partidos que estão aí. Virão de partidos de ideologias não assumidamente representadas, podendo até mesmo partir de dissidentes dos grupos partidários atualmente fora do poder.

No entanto, sou contra que se queime bandeiras, seja do que for.

O mi mi mi de João Pedro Stédile é uma hilariante tragicomédia

É a conclusão a que se chega depois da leitura atenta do Blog do João Pedro Stédile. Dá para se divertir rindo dele. É uma boa ideia se divertir com os mi mi mis dos poderosos, seja lá qual for a ideologia que tenham, da extrema direita à extrema esquerda. Porque passar a vida toda só se indignando (ou, pior, juntando raiva) faz mal à saúde. E é isso que essa corja no poder quer: que os discordantes morram mais cedo, para que sobrem somente eles e o cordão de puxa-sacos e bajuladores em geral.

Na ótica do Stédile, todo mundo é culpado pela inflação: a burguesia em geral, a imprensa burguesa, os bancos, as empresas do agronegócio e a "base social tucana que opera o aumento dos preços, beneficiando-se com o aumento dos seus lucros" (essa base social tucana são os "capitalistas proprietários das fábricas, supermercados ou lojas do comércio"). A típica meia verdade de um dirigente profissional do MST.

Meia verdade porque, até aqui, há a verdade na apuração de culpados pela inflação. Só que falta a outra metade: a culpa do Governo Lula-Dilma nessa história toda. Um governo que torra bilhões de reais de dinheiro público com copas, olim piadas e outras bobagens. Ah, mas aqui o cumpanhêro Stédile estaria acabando com as ilusões em torno de um governo que a cumpanherada chama de "pogressista (sic), democrático e popular". No governo do cumpanhêro Sarney também era assim: todo mundo tinha culpa pela inflação. Menos o governo. Chegaram a acionar a Polícia Federal para caçar boi no pasto, botando a culpa nos pecuaristas pela alta do preço da carne, fossem grandes ou micropecuaristas.

Aliás, dá para levar a sério um governo que gera coisas como os "fiscais do Sarney"?

Coitados dos sem-terra de verdade, se continuarem dependendo da corja para promover a Reforma Agrária que esses líderes poderiam ter feito mas empurram com suas barrigas gordas adiante. Barrigas que engordaram bastante nesses dez anos no poder. Se eles não fizeram a Reforma Agrária, ninguém jamais a fará. Filhos e netos dos sem-terra continuarão herdando somente a lona plástica que serve de telhado nos assentamentos.

João Pedro Stédile é tão atrasado que nem os socialistas de verdade que conheço utilizam mais esses termos que ele usa. Os socialistas que conheço preferem chamar os maiores capitalistas não mais de burguesia, mas de Grandes Empresários. Assim mesmo, em maiúsculas. O termo burguesia é tão gasto que já foi utilizado até por capitalistas confessos, como o saudoso Renato Russo, que usou o termo para se referir à elite de Brasília em Faroeste Caboclo.

Se Stédile aceita de bom grado utilizar o mesmo linguajar de um capitalista como foi Renato Russo, faça bom proveito. E que ouça mais da obra da Legião Urbana. Melhor que aquela música de cabresto que até os dirigentes do MST e os sem-terra ouvem.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Os partidos de mentirinha

Resposta para Correio do Brasil:

Precisou apenas aparecer uma personalidade pública dizendo que o país tem partidos de mentirinha pra nossa laboriosa classe política dar pití, como seria esperado. Num país onde não há partidos nacionalistas, nem de direita assumida nem conservadores assumidos, só há partidos genéricos. Praticamente apenas partidos de mentirinha disputam eleições no Brasil. Maus exemplos não faltam. Não dá para levar a sério dois partidos que extirparam o "Liberal" até do nome: DEM e PR. Temos um partido social-democrata que é de "gente diferenciada" e antissocial. O PTB não é trabalhista, o PP não é progressista, o PSB não é socialista e o PMDB pisoteia a história do MDB. O pessoal do PC do B anda muito bem relacionado com a alta burguesia internacional, notadamente a ligada à FIFA e ao COI. Os partidos com C de Cristão são antros de fariseus. Os fariseus tem má fama desde sempre, até na Bíblia, que eles não seguem. O pessoal da ultra-esquerda é falso por natureza. Por fim, aquele Partido de Traidores está longe de defender o trabalho, trabalhadores ou qualquer coisa parecida, variação ou contração.

Como dizia Cazuza: meu partido é um coração partido e as ilusões estão todas perdidas. Deve haver milhões de brasileiros na mesma situação.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Graça Foster dando pretexto para a defesa de demo-tucanos

Alguns integrantes do Governo Lula-Dilma adoram criar pretexto para que as campanhas eleitorais dos candidatos governistas não possam usar a tática (até agora) vitoriosa de vincular o demo-tucanato às privatizações. Outro dia, ao defender a política de reajustes de preços dos combustíveis adotada pela Petrobrás e descartar qualquer interferência do governo para segurar novos aumentos de combustível e evitar impacto na inflação, a presidente Graça Foster disse que nenhum governo "de esquerda, de direita nem de centro" fará "qualquer mal" à companhia, "extremamente importante para a economia do país".

Graça Foster deu um pretexto para os marqueteiros demo-tucanos defenderem seus candidatos presidenciais das acusações de que demo-tucanos só sabem privatizar. Basta usarem o discurso de Graça Foster.

Se bem que os atuais governistas estão privatizando aeroportos e querendo leiloar bacias de petróleo e gás. Fazer concessões é privatizar, conforme definição do Houaiss. Mas coerência e a observação da lexicografia não são comuns em governos brasileiros. Sejam eles de esquerda, de direita, de centro, de cima, de baixo, de frente ou de trás.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A política brasileira é algo admirável e canhota: todos dizendo serem mais esquerda que os outros

Resposta para Raphael Tsavkko:

Continuo curtindo seu blogue, Tsavkko. Embora eu tenha a estranha sensação de que é muito fácil ser de esquerda no Brasil. Seja dentro do governo ou fora do governo. Mesmo sendo esquerda autêntica, como é o seu caso. Afinal, todo mundo diz que é de esquerda, todo mundo diz que é progressista (até o Bolsonaro, do PP!), todo mundo diz que é politicamente correto. Se alguém da esquerda acerta, é porque é de esquerda. Que maravilha! Se alguém erra, é porque é de direita ou era alguém da esquerda que virou direita. Facinho, facinho de se desvencilhar. A esquerda é pura, santa, imaculada, Não erra nunca. Nem o Papa falando de fé e doutrina católica com a assistência do Espírito Santo é tão infalível quanto a esquerda. Se meterem um exame de DNA no Governo Lula-Dilma, encontraremos o querido DNA da esquerda, ali. Por mais que a direita esteja ali presente no Governo, como o amigo Tsavkko bem apontou. Se foi a esquerda que pariu politicamente o Lula e a Dilma durante o regime militar (ele como líder sindical, ela como guerrilheira), que assumam a paternidade ou a maternidade. Mas eu sinceramente não espero que a esquerda assuma coisa alguma. Eu sou um descrente absoluto, como o amigo Tsavkko. Se Lula é Deus (como os fanáticos fazem crer que seja), eu prefiro ser ateu. Um dia veremos a esquerda e a direita caírem juntas, e se juntarem ao demo-tucanato no raio que o parta. Aí ascenderá algo superior.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Kibe Loco bancando Aécio presidente?

Antonio Pedro Tabet e seus colaboradores se concentram tanto nas piadas, encarnações e gracinhas que vez ou outra deixam aparecer alguma vontade encubada. Disseram que a Olimpíada 2016 será aberta por Aécio Neves e Luciano Huck. Estão insinuando que o presidente eleito em 2014 será Aécio Neves? Se estão, é muita responsabilidade bancar uma reviravolta dessas no cenário político nacional com tanta antecedência. Sem contar que já teve gente da Veja dizendo que o Huck deveria ser eleito presidente pelo PSDB.

Vale lembrar que todas as Olimpíadas costumam ser abertas pelo chefe de governo local e pelo prefeito da cidade.

Fonte: Kibe Loco.

Roteiro - Cerimônia de Abertura 2016

21h
Aécio e Luciano Huck declaram abertos os Jogos.

sábado, 30 de junho de 2012

Lula e Dilma continuarão vencendo todas! Até que...

Se quiser ler o complemento do título, leia este texto até o final.

Tive a ideia de escrever este texto depois de ler uma entrevista de Armando Boito Jr. (professor do Departamento de Ciência Política da Unicamp e Editor da revista Crítica Marxista) no jornal Brasil de Fato. No blogue do Altamiro, fiz um comentário irresistível:

Eu dou gargalhada com essa gente. Estão no poder e ainda querem posar de críticos.

Fiz referência a críticos como Armando Boito Jr.

A ideia que trago aqui é que o lulo-dilmo-petismo continuará no poder e os candidatos lulo-dilmistas vencerão todas as eleições presidenciais daqui por diante, enquanto o grosso da população estiver satisfeita com a vida que leva e enquanto a elite brasileira estiver dividida entre a elite fisiológica neoliberal (lulo-dilmista) e a neoliberal ortodoxa (adepta do demo-tucanismo).

A rigor, pro grosso da população brasileira, tá delícia, tá gostoso. Mudar pra quê? Tá (quase) todo mundo comprando de tudo a prestações de perder de vista, tá (quase) todo mundo fazendo faculdade (mesmo que sejam faculdades particulares que formam autômatos, não cidadãos autônomos), tá (quase) todo mundo curtindo muita música de cabresto, tá (quase) todo mundo bestificado porque agora pode ver o Neymar em TVs de alta definição. Ainda que através de uma antena no alto de um barraco caindo aos pedaços numa favela.

Lula e Dilma continuarão vencendo todas! Até que...

1 - A elite internacionalista brasileira deixe de ser dividida e resolva apoiar unida um oposicionista. Não tem como os neoliberais ortodoxos elegerem alguém se o grosso da população e a elite fisiológica neoliberal forem lulo-dilmistas. E o grosso do influenciável eleitorado brasileiro, vendo a elite lhe pedindo votos ora para lulo-petistas ora para candidatos da direita, na dúvida fica onde já está: no lulo-dilmismo.

2 - Ou que ocorra um levante nacionalista neste país, para enxotar todos esses internacionalistas que fizeram ou fazem parte dos governos demo-tucanos ou lulo-dilmistas.

Desconsidero a viabilidade da ultraesquerda e da extrema esquerda, porque esses, ainda que divididos, votam majoritariamente nos candidatos lulo-petistas, quando convém. Não representam alternativa alguma ao Governo Federal. Até são satisfeitos parcialmente pelo Governo...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Esquerda regressista light e as centrais sindicais estão desiludidos com Dilma

   Quem diria, o pessoal da pseudo-esquerda brsileira está se desiludindo com ela. Até quem se beneficiou com isso e defendia ela e seu partido com unhas e dentes está desolado. Nessas horas que eu digo, ainda bem que não votei nela e nem no Lula em sua releição, embora tivesse votado nele no segundo turno em 2002. Porém, como ele não cumpriu o que prometia emudou sua politica em 2003 e somando o caso do Mensalão, deixei de ser eleitor do PT desde aquele momento. Leiam esta matéria de um blogueiro e jornalista que tanto defendia, o Sr. Altamiro Borges, originado de outro jornalista, Luis Nassif. Leiam e tirem suas conclusões.


Dilma e o abandono da sua base política

Por Luis Nassif, em seu blog:

Não estão claros, ainda, os movimentos políticos da presidenta Dilma Rousseff.

Em breve ela começará a enfrentar uma oposição inédita das centrais sindicais. O afastamento da Força Sindical é apenas um primeiro sinal. O sinal mais preocupante será da CUT e dos sindicatos filiados a ela. A continuar a dinâmica política atual, é questão de tempo.

Começou com estranhamento, em função da aproximação de Dilma de seus antigos adversários. Continuou com mágoas, pelo que consideram falta de atenção continuada. E está transbordando para raiva.

Um preço que o governo Dilma estará pagando de graça.

Movimentos iniciais

Ela foi eleita por uma base de apoio dos sindicatos, movimentos sociais, blogosfera, base criada por Lula e ampliada pela adesão de grandes grupos e da classe média satisfeita com os rumos da economia.

Teve por adversários, ferozes, o tea party de José Serra, a chamada opinião pública midiática, embalados pela velha mídia, manipulando preconceitos, espalhando boatos, recorrendo a um denuncismo inédito na moderna história política brasileira - similar ao modelo Rupert Murdoch.

Foi uma guerra épica, que deixou mortos e feridos de lado a lado.

Eleita, tendo a maior base de apoio parlamentar que um presidente já dispôs, tratou de se aproximar dos adversários e de reduzir a fervura política - no que agiu corretamente. Tem que investir em ser a presidente de todos os brasileiros.

Aí avançou o sinal.

Para mostrar que não era a "terrível" Dilma retratada pela mídia, afastou-se dos sindicatos. O Plano Brasil Maior, lançado ontem, conseguiu apresentar um pacto de competitividade do qual as centrais sindicais sequer participaram.

É um retrocesso inédito. Nem Fernando Collor foi tão longe. Com toda resistência que provocava nos trabalhadores, ensaiou o primeiro pacto produtivo da história brasileira, com as câmaras setoriais da indústria automobilística, conduzidas pela Ministra Dorothea Werneck, Lá, pela primeira vez - vindo de um governo ferozmente liberalizante - se concluía que a preservação da produção nacional era de interesse direto de empresários e trabalhadores.

A detente abriu espaço para programas de qualidade, para diversos pactos ao longo dos anos 90 que modernizaram as relações trabalhistas no país.

Denúncias e denuncismo

Dilma não apenas se distanciou dos sindicatos, mas passou a endossar denúncias da velha mídia.

É evidente que denúncias fundamentadas precisam ser apuradas e as distorções resolvidas. Mas há maneiras e maneiras. Há informações de investigações em curso na Polícia Federal que justificariam a razia ocorrida no Ministério dos Transportes. Em vez de uma ação objetiva, discreta e fulminante - que carcaterizaria uma vitória do governo - permitiu-se um show midiático que vai estimular a volta do denuncismo.

A lógica é simples. As denúncias fazem as primeiras vítimas - mas num alarido que pega gregos e troianos nas mesmas acusações. Depois, abre espaço para o festival de mágoas dos demitidos. O ápice de uma denúncia midiática é a demissão do acusado. O jornalismo brasiliense vive em função de dois sonhos: derrubar autoridades (primeiro secretários, depois ministros até o auge de presidentes) e pacotes econômicos.

Ontem o Jornal Nacional dedicou maior tempo ao desabafo do ex-Ministro Alfredo Nascimento do que ao Plano Brasil Maior. Na sua última edição, Veja abriu amplo espaço a um sujeito demitido da Conab por corrupção explícita, para que pudesse "denunciar" seus colegas que o demitiram, sem a necessidade de apresentar provas. Época enceta uma campanha contra a Agência Nacional de Petroleo em cima de informações que lhe foram passadas pela própria ANP dois anos atrás.

A comunicação do governo está restrita ao mundo das sucursais brasilienses; os contatos de Dilma com o mundo das associações empresariais - que tem e devem ser consultadas, mas não com exclusividade.

O que parecia um movimento tático - de se aproximar dos adversários e diminuir a fervura - a cada dia que passa ganha contorno de mudança estrutural do leque de alianças. Correta ou não, é essa a percepção cada vez mais forte em setores sindicais e do leque de aliados da campanha de 2010.

Lula costumava caçoar da ingenuidade do "Palocinho" (como o chamava), que sempre acreditava que ganharia o título de sócio remido do clube principal.

No final do ano passado, Palocci garantiu a Lula que Veja estaria preparando uma edição finalmente reconhecendo os méritos de seu governo. Na semana anunciada, a capa em todas as bancas: "O governo mais corrupto da história".


Blog do Miro