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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Os partidos de mentirinha

Resposta para Correio do Brasil:

Precisou apenas aparecer uma personalidade pública dizendo que o país tem partidos de mentirinha pra nossa laboriosa classe política dar pití, como seria esperado. Num país onde não há partidos nacionalistas, nem de direita assumida nem conservadores assumidos, só há partidos genéricos. Praticamente apenas partidos de mentirinha disputam eleições no Brasil. Maus exemplos não faltam. Não dá para levar a sério dois partidos que extirparam o "Liberal" até do nome: DEM e PR. Temos um partido social-democrata que é de "gente diferenciada" e antissocial. O PTB não é trabalhista, o PP não é progressista, o PSB não é socialista e o PMDB pisoteia a história do MDB. O pessoal do PC do B anda muito bem relacionado com a alta burguesia internacional, notadamente a ligada à FIFA e ao COI. Os partidos com C de Cristão são antros de fariseus. Os fariseus tem má fama desde sempre, até na Bíblia, que eles não seguem. O pessoal da ultra-esquerda é falso por natureza. Por fim, aquele Partido de Traidores está longe de defender o trabalho, trabalhadores ou qualquer coisa parecida, variação ou contração.

Como dizia Cazuza: meu partido é um coração partido e as ilusões estão todas perdidas. Deve haver milhões de brasileiros na mesma situação.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada


Há alguns meses foi reaberto o tradicional cinema Imperator, agora um centro cultural da Prefeitura com três salas de cinema, teatro, espaço para exposições e terraço ao ar livre no alto do prédio onde ficava o antigo telhado. Só conheci o novo Imperator na última terça-feira, ao escolher o local para ver o novo filme O Hobbit: Uma Jornada Inesperada. Vi na sala 1, com direito a imagem 3D. E som original e legendas na tela, porque rejeito filme dublado com todas as minhas forças, sempre que possível. Deixei de ver outros filmes perto de casa e fui pra Botafogo e pra Barra da Tijuca só pra ver aqueles outros filmes com som original e legendas.

Sobre este filme em questão, trata-se do primeiro dos três filmes que o diretor Peter Jackson lançará baseados no livro O Hobbit de J. R. R. Tolkien. Jackson está fatiando (© 2012 - Joaquim Barbosa) o livro em três partes, ou seja, em três filmes. Para delírio do enorme fã-clube de Tolkien espalhado em dezenas de países. E, a julgar por esse primeiro filme da trilogia O Hobbit, o fatiamento está saindo bem feito e consistente.

Acredito que estão exagerando um pouco com alguns elogios a esse primeiro filme da trilogia. Já houve gente dizendo que o filme é melhor do que os da trilogia O Senhor dos Anéis, outra trilogia de Jackson, esta baseada nos três livros da trilogia homônima de Tolkien. Mas também não é um filme inferior. É um filme sensacional com outra abordagem. Enquanto aqueles filmes da saga O Senhor dos Anéis tinham uma abordagem mais clássica, este de O Hobbit tende mais para o atual cinema arrasa-quarteirão, com humor e as acachapantes cenas de ação, que se agravam a cada avanço do protagonista Bilbo Baggins e de seus amigos anões na jornada empreendida por eles. O filme, no entanto, mantêm algo da aura classicona dos da outra trilogia de Jackson, sem se tornar um filme arrasa-quarteirão fútil como tantos que tem por aí. Não entregarei nada da história deste texto. O que apenas faço questão de anotar (e isso não é revelação da história em si) é que fica a impressão de que o protagonista Bilbo Baggins era, de fato, o mais ativo herói hobbit de ação da franquia O Hobbit-O Senhor dos Anéis de Tolkien. Embora o maior herói da franquia seja seu sobrinho Frodo, que mesmo sendo mais contido, foi o único com desprendimento suficiente para levar o lendário Um Anel para ser destruído na mesma montanha vulcânica em Mordor onde o vilão Sauron o havia forjado. Mas essa história da destruição do Um Anel começa apenas na trilogia O Senhor dos Anéis.

Publicado originalmente no Blogue de Delfino em 25 de dezembro de 2012.