Menos mal que o prefeito Eduardo Paes interditou hoje o Engenhão, antes que aquela cobertura desabasse na cabeça do distinto público.
O que deveria cair é o céu na cabeça da cartolagem e da politicagem carioca. O Engenhão foi projetado pela Delta (fonte: matéria de O Globo) e construído pela Prefeitura ainda na gestão de Cesar Maia para aquele evento mambembe dos Jogos Pan-Americanos de 2007, que juntou um bando de universitários americanos e atletas cucarachos de diversos países. E alguns atletas brasileiros ditos "de ponta" se achando muito, porque em algumas disputas derrotaram esses atletas do escalões inferiores dos esportes olímpicos e/ou pan-americanos.
O Engenhão custou R$ 380 milhões. Quem concluiu a construção foi o consórcio formado pelas empreiteiras baianas Odebrecht e OAS. Cheguei a ver a obra por dentro, na época em que trabalhei no serviço de combate à dengue. Isso foi entre 2006 e 2007, alguns meses antes de concluírem o estádio. Passei vários meses trabalhando exclusivamente no estádio e no espaço em volta ocupado pelas empreiteiras. Eu logo vi que tinha alguma coisa errada com aquele projeto de cobertura do estádio. Aquela estrutura apoiada em quatro gigantescos tubos de aço sustentados por quatro torres de alvenaria não poderia jamais ter sido feita às pressas, como foi feita, para cumprir os prazos do Pan 2007. Esse tipo de obra tem que ser feito com cuidado, e sem correria.
O prefeito atual disse que a obra de construção dos anéis superiores das alas Norte e Sul (previstas apenas para a Olimpíada 2016) não seria mais feita, devido ao alto custo. O prefeito disse que deverão ser feitas "estruturas provisórias", seja lá o que ele quis dizer com isso. O estádio foi arrendado pelo Botafogo, mas continua sendo propriedade da Prefeitura, apesar da negativa de alguns alvinegros paspalhões. Mas agora a municipalidade terá que desembolsar o que gastaria na obra das novas arquibancadas na recuperação ou na reconstrução da cobertura. Devia aproveitar para tirar recursos de obras questionáveis tipo derrubada da Perimetral, BRTrem e o escambau, para consertar essa cobertura (já que o estádio está aí, pior seria fecha-lo definitivamente) e realizar obras ainda mais urgentes, como a reconstrução do Elevado do Joá, que ao meu ver já está prontinho para desabar. Como a cobertura do Engenhão.
Quanto à cartolagem carioca, agora ficaram sem estádio para os jogos do Botafogo, do Flamengo e do Fluminense. A guerra se instalou dentro da torcida vascaína, que se divide entre ceder o Estádio de São Januário para todos os quatro supostos "times grandes" do Rio, ceder só para jogos envolvendo um deles e um "time pequeno" ou de fora do Rio, ou simplesmente continuar usando o estádio só em jogos do Vasco com "times pequenos" ou de fora do Rio. Alguns vascaínos sonham em ver o Vasco recebendo os times rivais em São Januário nos jogos em que o Vasco for mandante. Com o futebolzinho podre que esses quatro "times grandes" estão jogando, o Aterro do Flamengo é o melhor local para transferir as partidas deles todos.
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terça-feira, 26 de março de 2013
Deveria cair o céu na cabeça da cartolagem e da politicagem carioca
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Marcelo Delfino
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terça-feira, março 26, 2013
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Há alguns meses foi reaberto o tradicional cinema Imperator, agora um centro cultural da Prefeitura com três salas de cinema, teatro, espaço para exposições e terraço ao ar livre no alto do prédio onde ficava o antigo telhado. Só conheci o novo Imperator na última terça-feira, ao escolher o local para ver o novo filme O Hobbit: Uma Jornada Inesperada. Vi na sala 1, com direito a imagem 3D. E som original e legendas na tela, porque rejeito filme dublado com todas as minhas forças, sempre que possível. Deixei de ver outros filmes perto de casa e fui pra Botafogo e pra Barra da Tijuca só pra ver aqueles outros filmes com som original e legendas.
Sobre este filme em questão, trata-se do primeiro dos três filmes que o diretor Peter Jackson lançará baseados no livro O Hobbit de J. R. R. Tolkien. Jackson está fatiando (© 2012 - Joaquim Barbosa) o livro em três partes, ou seja, em três filmes. Para delírio do enorme fã-clube de Tolkien espalhado em dezenas de países. E, a julgar por esse primeiro filme da trilogia O Hobbit, o fatiamento está saindo bem feito e consistente.
Acredito que estão exagerando um pouco com alguns elogios a esse primeiro filme da trilogia. Já houve gente dizendo que o filme é melhor do que os da trilogia O Senhor dos Anéis, outra trilogia de Jackson, esta baseada nos três livros da trilogia homônima de Tolkien. Mas também não é um filme inferior. É um filme sensacional com outra abordagem. Enquanto aqueles filmes da saga O Senhor dos Anéis tinham uma abordagem mais clássica, este de O Hobbit tende mais para o atual cinema arrasa-quarteirão, com humor e as acachapantes cenas de ação, que se agravam a cada avanço do protagonista Bilbo Baggins e de seus amigos anões na jornada empreendida por eles. O filme, no entanto, mantêm algo da aura classicona dos da outra trilogia de Jackson, sem se tornar um filme arrasa-quarteirão fútil como tantos que tem por aí. Não entregarei nada da história deste texto. O que apenas faço questão de anotar (e isso não é revelação da história em si) é que fica a impressão de que o protagonista Bilbo Baggins era, de fato, o mais ativo herói hobbit de ação da franquia O Hobbit-O Senhor dos Anéis de Tolkien. Embora o maior herói da franquia seja seu sobrinho Frodo, que mesmo sendo mais contido, foi o único com desprendimento suficiente para levar o lendário Um Anel para ser destruído na mesma montanha vulcânica em Mordor onde o vilão Sauron o havia forjado. Mas essa história da destruição do Um Anel começa apenas na trilogia O Senhor dos Anéis.
Publicado originalmente no Blogue de Delfino em 25 de dezembro de 2012.
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Marcelo Delfino
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terça-feira, fevereiro 05, 2013
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Sobre o aumento das passagens de ônibus para R$ 3,05, possivelmente em janeiro
Resposta para CBN Rio no Facebook:
Concessionário de linha de ônibus não joga para perder. Os prefeitos sempre dão uma mãozinha pra eles. Primeiro aumentaram a passagem para R$ 2,75, sob pretexto de financiar a operação de funilaria: colocar a mesma pintura em todos os ônibus da cidade, com uns detalhes aqui ou ali para distinguir só os quatro consórcios em cores ridículas como amarelo apagado, azul bebê e verde marca texto. Agora esse aumento escorchante para pagar o ar condicionado, que já deveria ser item de série numa cidade escaldante como o Rio de Janeiro.
Tá na hora dos empresários de ônibus retribuírem para esta cidade a montanha de dinheiro que ganharam por décadas, com a ajuda desses políticos paspalhões.
Mais detalhes aqui.
Concessionário de linha de ônibus não joga para perder. Os prefeitos sempre dão uma mãozinha pra eles. Primeiro aumentaram a passagem para R$ 2,75, sob pretexto de financiar a operação de funilaria: colocar a mesma pintura em todos os ônibus da cidade, com uns detalhes aqui ou ali para distinguir só os quatro consórcios em cores ridículas como amarelo apagado, azul bebê e verde marca texto. Agora esse aumento escorchante para pagar o ar condicionado, que já deveria ser item de série numa cidade escaldante como o Rio de Janeiro.
Tá na hora dos empresários de ônibus retribuírem para esta cidade a montanha de dinheiro que ganharam por décadas, com a ajuda desses políticos paspalhões.
Mais detalhes aqui.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
sábado, 30 de junho de 2012
Crise das esquerdas acontece não por falta de aviso
Resposta para Mingau de Aço:
Este é o melhor texto de 2012 do principal blogue do amigo Alexandre Figueiredo. Pretendo escrever uma resposta a este texto. Estou até usando a mesma imagem do Blogger, pra ligar bem um texto com outro. Não pretendo reproduzi-lo no meu blogue. Pretendo apenas escrever algo que acrescente algo do que penso sobre esses assuntos.
Não foi por falta de aviso que o amigo e outros eleitores de Dilma Rousseff estão vendo a crise das esquerdas, seja a lulo-dilmista no poder ou a esquerda oposicionista. Eu e muita gente contrária ao neoliberalismo e à esquerda avisamos que a presidenta aliada à fauna e à flora da fisiologia partidária brasileira (PMDB à frente) faria um governo tão cheio de bandalheira como o que seria (e jamais será) um novo governo tucano, que também teria partidos fisiológicos na base, incluindo o próprio PMDB. Mas, não! Os eleitores de Dilma não nos deram ouvidos. Preferiram fazer de tudo para nos cooptar, nesta maldita falsa democracia que nos OBRIGA a ir lá nas urnas, ao invés de nos dar o direito de ir lá votar ou de fazer outra coisa no domingo.
Aliás, abro aqui um parênteses. Parece que meu amigo, xará e irmão do Alexandre chamado Marcelo Pereira quer cooptar para o socialismo a turma que ainda quer ficar em cima do muro numa época como esta (exemplo aqui). Sei disso porque fui dessa turma. Eu não tinha posicionamento algum, há pouco tempo atrás. Era tipo um Enéas da vida: "contra tudo isso que está aí". Quando leio os textos do xará, percebo que ele escreve para gente que é hoje como eu fui no passado. Ele até confundiu as coisas, muito por minha culpa. Aquele termo infeliz que inventei há tempos atrás, o cimismo ou ser cimista, não significava "ficar em cima do muro". Significava estar ao lado do Brasil, que está ACIMA desse cenário político-partidário-ideológico. No entanto, acredito que o termo, usado malandramente pelo meu xará para cooptar internautas para a causa socialista, acabou adquirindo esse significado que Marcelo quis impor, do "ficar em cima do muro", mesmo. Mas alguns estrupícios que estavam em cima do muro nos anos 80 era melhor que tivessem ficado lá. Os tucanos, por exemplo. Se tivessem ficado lá até hoje, não teriam eleito FHC nem teriam posto a Pátria à venda. Eu deixei o muro não para vender a pátria como o demo-tucanato fez. Foi para sair do comodismo rancoroso de um quase quarentão e para ansiar alternativas nacionalistas para este país. Alternativas não neoliberais e não extremistas, nem pela extrema esquerda nem pela extrema direita. Comecei a buscar alternativas ainda no tempo do extinto blogue Brasil, um País de Tolos, que tive que extinguir exatamente para marcar essa minha mudança de comportamento e em respeito aos leitores que talvez não concordassem em acompanhar o novo blogue. Fiz uma faxina na minha lista de linques, antes de criar este blogue aqui. Foi uma lipoaspiração, mesmo. E ainda coloquei um linque para um partido novo que ainda pretendo ver registrado, que na verdade tem 11 anos mas não obtém registro no TSE porque o tribunal quer manter essa corriola de 29 partidos fisiológicos ou que querem ser fisiológicos, que vão do extremo PCO ao direitista envergonhado DEM, passando por partidos de direita oposicionista, direita governista, esquerda governista e esquerda oposicionista. Todos os quatro grupos unidos contra a soberania nacional. Não que não haja nacionalistas no campo da esquerda nem no da direita. Há, sim. Só que são esmagados pela máquina política representada pelas mais diversas corporações privadas, por ONGs e por esses 29 partidos políticos. Espero que esses nacionalistas se juntem um dia aos que já saíram dessa farsa dos 29 partidos.
Se querem mais exemplos de posicionamentos, não de omissões ou do cimismo tal como imaginado por meu amigo xará, continuem acompanhando este blogue.
Voltando ao artigo do Alexandre, há mais coisas citadas por ele que gostaria de comentar.
Também acredito nos movimentos sociais. São manifestações de uma sociedade que pretende ser democrática, embora ainda não seja devido a questões como o voto obrigatório, já citado neste texto. Os movimentos que respeito são diversos, como movimentos sindicais, de sem terra, de sem teto, de estudantes e vários outros. Eu mesmo participei das movimentações sindicais da categoria da qual fiz parte: a de auxiliares de controle de endemias. Passei muitas manhãs e inícios de tarde embaixo de sol quente na frente da Prefeitura, em manifestações reivindicatórias. Será que algum amigo leitor participou alguma vez de manifestações reivindicatórias para sua categoria? Fora essas manifestações, perdi a conta do número de manifestações (não de natureza sindical) as quais compareci. A diferença minha para o Alexandre é que não acredito nessa de que movimento social deva ser, necessariamente, ligado à esquerda. Vide os países com regime de partido único, geralmente comunista. Lá não tem como movimento social reivindicatório ser de esquerda. Tem que ter outra tendência política. Senão vira chapa branca e não conseguirá arrancar nada do Governo. O ideal é que movimentos sociais sejam politizados (senão não existem), mas sem serem ideológicos. Vai que antigos aliados assumem o Governo e esse Governo trai o movimento social, como acontece agora mesmo com alguns movimentos sociais que se dizem decepcionados com Dilma Rousseff. Só resta se virar contra o Governo ou aceitar caladinhos o papel de otários eleitores governistas traídos.
Dou meus parabéns a Alexandre Figueiredo por ele ter dito que a privatização dos aeroportos mancha o governo de Dilma Rousseff. Alexandre não tem noção do quão vis são essas dondocas progressistas com quem ele tem andado, inclusive em encontros de blogueiros progressistas no Rio de Janeiro. Agora mesmo Paulo Henrique Amorim (o homem da conversa fiada) defendeu na TVT a privataria dilmista, dizendo que são concessões, não privatizações como as de FHC e José Serra. Esses caras são capazes de descartar sumariamente qualquer dissidente que ouse questionar atitudes da "Nossa Senhora do Divino Lulopetismo" (senhora deles, que fique claro). Alexandre Figueiredo critica com razão os neocons da direita. Ele mesmo pode ser chamado de neocon por essa esquerda chapa branca, ao discordar de alguns pontos do Governo dos sonhos do lulodilmismo. Eu tive contatos há um tempo atrás com aquele grupo de dondocas reacionárias do Blogs pela Democracia, e botei meu antigo blogue naquele grupo por alguns dias ou semanas, mas ouvi meu amigo Marcelo Pereira, pensei melhor e deixei aquelas dondocas reacionárias pastando sozinhas. Meu amigo Alexandre será capaz de deixar o tal movimento de blogueiros progressistas quando ele mesmo for chamado de neocon? Raphael Tsavkko já deixou.
Como Alexandre, não gosto de sermões de pastores tipo RR Soares e Silas Malafaia, não curto o programa do Chaves mexicano, detesto noticiário policial e mais ainda o Big Brother seja lá de que país for.
Não faço críticas à esquerda apenas por fazer, pra dizer que todo mundo é igual, todo mundo é corrupto, nem sou nenhum anarquista, que acredita que não devesse haver Estado, nem Governo, nem Executivo, nem Legislativo, nem Judiciário. Senão não poderia ter passado a vida inteira fazendo concursos e trabalhando em órgãos públicos. As alternativas que desejo para o meu país eu exponho constantemente neste blogue. Pena que essas alternativas são esmagadas por esse cenário político-ideológico-partidário daqueles grupos todos que citei antes. Não compactuo com neocons nativos tipo Reinaldo Azevedo, nem neocons gringos como Yoani Sanchez, dissidente cubana escalada pelos irmãos Castro para receber gordos proventos de toda a direita mundial (os Castro poderiam ter confiscado a grana) para espinafrar o Governo cubano na precária Internet local e pra todo mundo dizer "Oh! O Governo cubano é democrático! Tanto que permite uma voz dissidente lá dentro paga por gente de fora!". Só acredito que se esses neocons querem continuar sendo os bobos da corte neoliberal de seus países ou internacional, não podem ser impedidos. Não dá para impedir ninguém de ser palhaço.
P.S: Muita gente quer fazer da política uma coisa maniqueísta, como se houvesse apenas dois lados. Só que a política não se restringe ao preto e ao branco, ou ao azul e ao vermelho. A política é multicolorida e plural. Reflexo da multiplicidade de indivíduos, que também não são iguaizinhos uns aos outros, nem mesmo os gêmeos. Cada indivíduo é único.
Texto publicado originalmente no Blogue do Delfino.
Este é o melhor texto de 2012 do principal blogue do amigo Alexandre Figueiredo. Pretendo escrever uma resposta a este texto. Estou até usando a mesma imagem do Blogger, pra ligar bem um texto com outro. Não pretendo reproduzi-lo no meu blogue. Pretendo apenas escrever algo que acrescente algo do que penso sobre esses assuntos.
Não foi por falta de aviso que o amigo e outros eleitores de Dilma Rousseff estão vendo a crise das esquerdas, seja a lulo-dilmista no poder ou a esquerda oposicionista. Eu e muita gente contrária ao neoliberalismo e à esquerda avisamos que a presidenta aliada à fauna e à flora da fisiologia partidária brasileira (PMDB à frente) faria um governo tão cheio de bandalheira como o que seria (e jamais será) um novo governo tucano, que também teria partidos fisiológicos na base, incluindo o próprio PMDB. Mas, não! Os eleitores de Dilma não nos deram ouvidos. Preferiram fazer de tudo para nos cooptar, nesta maldita falsa democracia que nos OBRIGA a ir lá nas urnas, ao invés de nos dar o direito de ir lá votar ou de fazer outra coisa no domingo.
Aliás, abro aqui um parênteses. Parece que meu amigo, xará e irmão do Alexandre chamado Marcelo Pereira quer cooptar para o socialismo a turma que ainda quer ficar em cima do muro numa época como esta (exemplo aqui). Sei disso porque fui dessa turma. Eu não tinha posicionamento algum, há pouco tempo atrás. Era tipo um Enéas da vida: "contra tudo isso que está aí". Quando leio os textos do xará, percebo que ele escreve para gente que é hoje como eu fui no passado. Ele até confundiu as coisas, muito por minha culpa. Aquele termo infeliz que inventei há tempos atrás, o cimismo ou ser cimista, não significava "ficar em cima do muro". Significava estar ao lado do Brasil, que está ACIMA desse cenário político-partidário-ideológico. No entanto, acredito que o termo, usado malandramente pelo meu xará para cooptar internautas para a causa socialista, acabou adquirindo esse significado que Marcelo quis impor, do "ficar em cima do muro", mesmo. Mas alguns estrupícios que estavam em cima do muro nos anos 80 era melhor que tivessem ficado lá. Os tucanos, por exemplo. Se tivessem ficado lá até hoje, não teriam eleito FHC nem teriam posto a Pátria à venda. Eu deixei o muro não para vender a pátria como o demo-tucanato fez. Foi para sair do comodismo rancoroso de um quase quarentão e para ansiar alternativas nacionalistas para este país. Alternativas não neoliberais e não extremistas, nem pela extrema esquerda nem pela extrema direita. Comecei a buscar alternativas ainda no tempo do extinto blogue Brasil, um País de Tolos, que tive que extinguir exatamente para marcar essa minha mudança de comportamento e em respeito aos leitores que talvez não concordassem em acompanhar o novo blogue. Fiz uma faxina na minha lista de linques, antes de criar este blogue aqui. Foi uma lipoaspiração, mesmo. E ainda coloquei um linque para um partido novo que ainda pretendo ver registrado, que na verdade tem 11 anos mas não obtém registro no TSE porque o tribunal quer manter essa corriola de 29 partidos fisiológicos ou que querem ser fisiológicos, que vão do extremo PCO ao direitista envergonhado DEM, passando por partidos de direita oposicionista, direita governista, esquerda governista e esquerda oposicionista. Todos os quatro grupos unidos contra a soberania nacional. Não que não haja nacionalistas no campo da esquerda nem no da direita. Há, sim. Só que são esmagados pela máquina política representada pelas mais diversas corporações privadas, por ONGs e por esses 29 partidos políticos. Espero que esses nacionalistas se juntem um dia aos que já saíram dessa farsa dos 29 partidos.
Se querem mais exemplos de posicionamentos, não de omissões ou do cimismo tal como imaginado por meu amigo xará, continuem acompanhando este blogue.
Voltando ao artigo do Alexandre, há mais coisas citadas por ele que gostaria de comentar.
Também acredito nos movimentos sociais. São manifestações de uma sociedade que pretende ser democrática, embora ainda não seja devido a questões como o voto obrigatório, já citado neste texto. Os movimentos que respeito são diversos, como movimentos sindicais, de sem terra, de sem teto, de estudantes e vários outros. Eu mesmo participei das movimentações sindicais da categoria da qual fiz parte: a de auxiliares de controle de endemias. Passei muitas manhãs e inícios de tarde embaixo de sol quente na frente da Prefeitura, em manifestações reivindicatórias. Será que algum amigo leitor participou alguma vez de manifestações reivindicatórias para sua categoria? Fora essas manifestações, perdi a conta do número de manifestações (não de natureza sindical) as quais compareci. A diferença minha para o Alexandre é que não acredito nessa de que movimento social deva ser, necessariamente, ligado à esquerda. Vide os países com regime de partido único, geralmente comunista. Lá não tem como movimento social reivindicatório ser de esquerda. Tem que ter outra tendência política. Senão vira chapa branca e não conseguirá arrancar nada do Governo. O ideal é que movimentos sociais sejam politizados (senão não existem), mas sem serem ideológicos. Vai que antigos aliados assumem o Governo e esse Governo trai o movimento social, como acontece agora mesmo com alguns movimentos sociais que se dizem decepcionados com Dilma Rousseff. Só resta se virar contra o Governo ou aceitar caladinhos o papel de otários eleitores governistas traídos.
Dou meus parabéns a Alexandre Figueiredo por ele ter dito que a privatização dos aeroportos mancha o governo de Dilma Rousseff. Alexandre não tem noção do quão vis são essas dondocas progressistas com quem ele tem andado, inclusive em encontros de blogueiros progressistas no Rio de Janeiro. Agora mesmo Paulo Henrique Amorim (o homem da conversa fiada) defendeu na TVT a privataria dilmista, dizendo que são concessões, não privatizações como as de FHC e José Serra. Esses caras são capazes de descartar sumariamente qualquer dissidente que ouse questionar atitudes da "Nossa Senhora do Divino Lulopetismo" (senhora deles, que fique claro). Alexandre Figueiredo critica com razão os neocons da direita. Ele mesmo pode ser chamado de neocon por essa esquerda chapa branca, ao discordar de alguns pontos do Governo dos sonhos do lulodilmismo. Eu tive contatos há um tempo atrás com aquele grupo de dondocas reacionárias do Blogs pela Democracia, e botei meu antigo blogue naquele grupo por alguns dias ou semanas, mas ouvi meu amigo Marcelo Pereira, pensei melhor e deixei aquelas dondocas reacionárias pastando sozinhas. Meu amigo Alexandre será capaz de deixar o tal movimento de blogueiros progressistas quando ele mesmo for chamado de neocon? Raphael Tsavkko já deixou.
Como Alexandre, não gosto de sermões de pastores tipo RR Soares e Silas Malafaia, não curto o programa do Chaves mexicano, detesto noticiário policial e mais ainda o Big Brother seja lá de que país for.
Não faço críticas à esquerda apenas por fazer, pra dizer que todo mundo é igual, todo mundo é corrupto, nem sou nenhum anarquista, que acredita que não devesse haver Estado, nem Governo, nem Executivo, nem Legislativo, nem Judiciário. Senão não poderia ter passado a vida inteira fazendo concursos e trabalhando em órgãos públicos. As alternativas que desejo para o meu país eu exponho constantemente neste blogue. Pena que essas alternativas são esmagadas por esse cenário político-ideológico-partidário daqueles grupos todos que citei antes. Não compactuo com neocons nativos tipo Reinaldo Azevedo, nem neocons gringos como Yoani Sanchez, dissidente cubana escalada pelos irmãos Castro para receber gordos proventos de toda a direita mundial (os Castro poderiam ter confiscado a grana) para espinafrar o Governo cubano na precária Internet local e pra todo mundo dizer "Oh! O Governo cubano é democrático! Tanto que permite uma voz dissidente lá dentro paga por gente de fora!". Só acredito que se esses neocons querem continuar sendo os bobos da corte neoliberal de seus países ou internacional, não podem ser impedidos. Não dá para impedir ninguém de ser palhaço.
P.S: Muita gente quer fazer da política uma coisa maniqueísta, como se houvesse apenas dois lados. Só que a política não se restringe ao preto e ao branco, ou ao azul e ao vermelho. A política é multicolorida e plural. Reflexo da multiplicidade de indivíduos, que também não são iguaizinhos uns aos outros, nem mesmo os gêmeos. Cada indivíduo é único.
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