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quinta-feira, 25 de julho de 2013

As presepadas tem seus dias contados

Resposta para Adriana Filgueira:

Acredito que o professor (ex-frei) Leonardo Boff discorda de alguns argumentos trazidos aqui pelos colegas debatedores. Olha que nem sou adepto do Boff. Mas reconheço a importância de seus pronunciamentos.

Há mudanças acontecendo no âmbito interno da Igreja, mesmo na Arquidiocese do Rio. Até o Dom Orani está indo num caminho contrário ao dos antecessores Dom Eugenio e Dom Eusébio, assim como Francisco age diferente de Paulo VI, de João Paulo II e de Bento XVI. Este ano não acabará sem que Dom Orani chegue ao cardinalato.

As presepadas tem seus dias contados. Algumas presepadas só continuarão em nichos específicos, como a RCC. O que ainda acontece de montão por aí são resquícios dos pontificados e governos arquidiocesanos anteriores.

Se os globais e os políticos brasileiros não mudam, é porque em geral são (neo)liberais em todos os sentidos. Suas crenças, ideias e ações diferem muito do que deveria ser o de um católico.

No mais, concordo no que tange à RCC. Aquilo é mais protestantismo pentecostal dentro da Igreja Católica que qualquer outra coisa. É vale tudo, mesmo. Até sertanejo universitário tem lá dentro.

E, realmente, os políticos brasileiros sabem torrar dinheiro. O seu, o meu, o nosso dinheiro.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Os sem-noção do 'Jornal Hoje' exibiram cena final de 'Faroeste Caboclo'


No início da tarde de ontem, o Twitter foi tomado por uma onda de indignação. E por um motivo justo. O alvo era a edição de hoje do JH, que exibiu uma reportagem sobre o novo filme Faroeste Caboclo, a ser lançado nos cinemas no próximo dia 31 e que já está sendo exibido em pré-estreias pelo país afora.

O problema é que a reportagem exibiu trechos da CENA FINAL do filme, com o destino dos principais personagens da trama.

Exibir ou contar o final de um filme é, no mínimo, uma indelicadeza com quem não viu ainda um filme que está nos cinemas ou ainda nem estreou. Na certa, os sem-noção do Jornal Hoje pensam que, como o filme foi inspirado na música homônima (um mega sucesso do rock brasileiro), todo mundo tem que saber que, de fato, o filme acaba de maneira semelhante à trama descrita na música. Como se todo mundo fosse obrigado a curtir o filme já sabendo previamente o que verá na tela e todo mundo conhecesse a música, só porque ela foi um mega sucesso nacional. Aliás, o falecido ator Marcos Paulo disse que não conhecia a música, antes de ser convidado para ser um dos atores coadjuvantes do filme.

Não assisto o Jornal Hoje porque na hora em que o programa é exibido eu estou trabalhando. Mas vi os protestos no Twitter antes de sair pro almoço. Minha mãe viu o telejornal, e chegou a comentar um ato cometido por uma das personagens na cena final. Eu já estou sabendo demais a respeito desse filme! Melhor parar por aqui, pra não incorrer no mesmo erro dos sem-noção do Jornal Hoje.

Dois tuítes sobre o fato aqui e aqui.

sábado, 27 de abril de 2013

Assinantes debatem a TV paga, comparando-a com a TV aberta

Resposta para TV Magazine:

Em 24/04/2013, JoaoMB escreveu:

Isso é simples de explicar:

1 - Os telejornais da TV por assinatura não tem a mesma qualidade do Jornal Nacional

2 - As novelas da TV por assinatura não tem a mesma qualidade das novelas da Globo

3 - As imagens das partidas transmitidas pela TV por assinatura (HD porco e alta taxa de compressão) não são perfeitas como as da TV digital aberta

4 - A TV por assinatura ainda tem muitos enlatados. Ainda trata muito da cultura norte americana.

5 - A TV por assinatura não tem programação local, ou seja, você precisa da TV aberta para saber o que acontece na sua cidade.

Isso só para citar alguns itens!

Mais ou menos.

O que o Jornal Nacional menos tem é qualidade. É um jornal feito especialmente para pessoas que acreditam em tudo que aparece na telinha. Não é à toa que o chamam de "o jornal pro Homer Simpson". Embora os canais de notícias fechados sejam editorialmente ligados aos grupos aos quais pertencem, eles aprofundam mais as notícias. Vide a própria Globo News, mais próxima do Jornal da Globo que do JN. O público desses canais (incluindo também Band News, Record News e os canais gringos) é mais crítico.

Praticamente não há novelas na TV paga. No Brasil, novela é um formato tipicamente de TV aberta. A ficção na TV paga é dominada por filmes e seriados. Só há novelas no Canal Viva, que já é um canal de reprises da Globo.

O espaço para os enlatados gringos está diminuindo. A nova lei da TV paga está obrigando os canais a correrem atrás de enlatados nacionais. Na falta deles, vários canais estão recorrendo a filmes nacionais com curto intervalo de exibição.

E, realmente, pouco há de telejornalismo local na TV paga. A não ser na Globo News, que carrega seu jornalismo com notícias locais do Rio e de São Paulo, com matérias rigorosamente iguais às exibidas no RJ TV, no SP TV, no Bom Dia Rio e no Bom Dia São Paulo. A Globo News chega a levar ao ar informes ao vivo do trânsito das duas cidades, recorrendo ao Globocop, moto linques, carros de reportagens e imagens dos centros de operações das prefeituras. Há também os debates e entrevistas nas TVs das assembleias estaduais e das câmaras de vereadores, tratando de temas locais.

domingo, 14 de abril de 2013

Jabá no Domingão? Eu quero é novidade!



O colunista Leo Dias informou nesta semana que passou que Fausto Silva descobriu em fevereiro de 2011 um esquema de jabá em seu programa Domingão do Faustão, na Rede Globo, e que Fausto teria demitido todos os produtores envolvidos no esquema.

Eu quero é novidade! Até o reino mineral sabe que os estilos de música popularesca só tem a visibilidade que tem (desde bem antes de haver Faustão ou Rede Globo) à custa de muito jabá, a quantia que responsáveis por programações de rádio e de televisão cobram de artistas e produtores para reservarem espaço para artistas na programação. Aliás, o jabá é anterior até mesmo à existência do rádio e da televisão. Nos teatros do século XIX, era comum os produtores e artistas jabazeiros colocarem plateias pagas nos espetáculos teatrais e musicais para aplaudirem os artistas, pois os aplausos eram a medida de popularidade dos artistas da época. Hoje em dia o jabá permanece firme e forte na televisão. Fausto Silva finge uma ingenuidade há muito perdida, ao se comportar como se não houvesse jabá em seu próprio programa. Desde a estreia de seu programa dominical em 1989 ele privilegia a música popularesca. Antes do Domingão do Faustão, a grande plataforma jabazeira da Rede Globo era o Cassino do Chacrinha, onde os produtores reservavam espaço para os artistas à custa de eles se apresentarem sem cachê nos clubes do subúrbio carioca em eventos de playback que eram uma espécie de 'Cassino do Chacrinha' itinerante. Esse esquema de jabá foi denunciado pela banda Capital Inicial, que na época ainda não flertava com os artistas da música popularesca, mesmo se apresentando nos mesmos programas de TV.

Embora ainda seja forte na TV, o jabá musical diminuiu drasticamente no rádio, que hoje está entregue ao jabá político-ideológico, esportivo e religioso. O jabá se deslocou para a Internet. Ou alguém ainda é ingênuo o suficiente para acreditar que as listas de músicas mais baixadas, clipes mais visualizados e itens mais curtidos são determinadas só por popularidade?

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

'Faroeste Caboclo' será o último filme do ator Marcos Paulo

Marcos Paulo foi um dos grandes atores da TV e do cinema nacional. Tido como um dos grandes galãs da dramaturgia brasileira, começou sua carreira na televisão em 1967, na novela O Morro dos Ventos Uivantes, na extinta TV Excelsior. Participou como ator de vários outros trabalhos televisivos na própria TV Excelsior, na TV Bandeirantes, na TV Record e principalmente na Rede Globo, sendo seu último trabalho como ator uma participação especial na novela Desejo Proibido (2007-2008). Seu primeiro trabalho como diretor em televisão foi na novela Dancin' Days (1978-1979), e seu último programa dirigido foi o seriado Os Caras de Pau, iniciado em 2006 e ainda em produção. Foi um dos quatro diretores da novela Roque Santeiro, seu maior sucesso como diretor.

Marcos Paulo fez bem menos trabalhos no cinema. Foi diretor de apenas um filme: o policial Assalto ao Banco Central (2010). Participou como ator de sete filmes, sendo o primeiro Eu Transo, Ela Transa (1972)  e o sexto filme foi Se Eu Fosse Você 2 (2009).

Falecido ontem devido a uma embolia pulmonar, Marcos Paulo deixou um trabalho inédito gravado: seu sétimo filme como ator. Trata-se do filme Faroeste Caboclo, baseado na música homônima composta por Renato Russo e transformada em sucesso pela sua banda Legião Urbana. No filme, Marcos Paulo ficou com o papel do senador Ney, pai de ninguém menos que Maria Lúcia, uma das personagens principais da música e do filme e papel da atriz Ísis Valverde. Ney foi um dos personagens criados especificamente para o filme.

Faroeste Caboclo, o filme, já foi todo rodado. Está em fase de finalização, que está atrasada. Críticos de cinema informam que o filme só deverá estrear agora ao longo de 2013. Por ocasião do lançamento, além das inevitáveis homenagens a Renato Russo, espera-se homenagens também ao ator Marcos Paulo, cujo (agora) trabalho póstumo torna-se mais esperado ainda.

O portal oficial do filme publicou em 8 de novembro de 2011 (já faz mais de um ano) um texto contendo um breve histórico e depoimentos de Marcos Paulo, com comentários sobre seu último personagem.

sábado, 1 de setembro de 2012

A falta de professores de ciências exatas

O Bom Dia Brasil de 13 de agosto mostrou uma boa reportagem sobre a falta de professores de ciências exatas nas escolas de ensino médio (física, química, biologia, etc). Isso me fez lembrar que eu mesmo enfrentei esse problema, no Colégio Estadual Visconde de Cairu, no Méier, cidade do Rio de Janeiro. E olha que já faz bastante tempo: foi no ano de 1989, quando cursei o primeiro ano do então 2º grau. O colégio não tinha professor de química para a minha turma, por mais que a diretora pedisse na Secretaria Estadual de Educação o envio de um professor. A então diretora da escola resolveu se desdobrar e, sendo ela licenciada em química, resolveu ela mesma ser a nossa professora naquele ano. Minha turma não enfrentou problema semelhante nos anos seguintes.

É bem provável que várias turmas que chegaram depois no colégio tenham enfrentado a falta de professores em algumas matérias.

Nenhum país pode ser decentemente desenvolvido se não estimula a carreira docente, inclusive nessas matérias de ciências exatas. A falta de professores nessas matérias está na raiz do atraso tecnológico do Brasil.

Rede Globo é anarcocapitalista

Resposta para Tribuna da Imprensa:

A Rede Globo é plutocrática. Mas, se dependesse dela, não haveria nem plutocracia. O regime vigente no Brasil seria o anarcocapitalismo. Ou seja: as corporações superariam o Estado e qualquer tipo de controle, impostos ou regulamentos e fariam tudo sem regulamentação alguma da sociedade, inclusive os serviços de segurança, justiça, educação e saúde.

Pra chegarmos nesse estágio, falta só oficializar o que já existe.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Bobagens olímpicas na Rádio Catedral


Alguns debatedores do programa Vox Populi da Rádio Catedral são uns pândegos. No último dia 7, disseram que a Olimpíada 2012 não estava tendo grande audiência porque estava sendo transmitida pela Rede Record, que segundo eles só tem importância em São Paulo, não tendo repercussão no Rio de Janeiro.

Não é o que eu vi aqui no Rio de Janeiro e nos índices do Ibope. A Record costumava atingir a liderança de audiência, quando os atletas brasileiros estavam competindo ao vivo. E naquela semana eu estava almoçando num restaurante, assistindo uma partida de hóquei feminino ao vivo. A TV do restaurante não estava no Globo Esporte. E a partida nem era com a seleção brasileira. Era com as seleções da Holanda e da Nova Zelândia. Perguntem se a dona Globo estaria transmitindo partida de hóquei.

Se a linha editorial da Record é francamente anticatólica, isso não dá direito aos senhores debatedores do Vox Populi de distorcerem informações. Houve, sim, um tempo em que a Record não tinha grande audiência no Rio de Janeiro. Mas foi no tempo dos donos da Jovem Pan. Não agora, sob o domínio dos bispos. Que não são os católicos, que fique claro.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Teles querem ficar com os canais de Tv analógicos vagos após fim das transmissões analógicas.

Isso pode prejudicar não apenas as TVs, mas também colocar por terra o projeto da Abert de transferir as emissoras de Am para os canais 5 e 6 de Tv para fazerem deles um FM extendido ou a digitalização do Am por estas bandas. Vale lembrar que até os radioamadores podem sair prejudicados, podem avançar sobre as bandas de 6 e 2m (50 e 144Mhz, respectivamente). Algum tempo atrás, as teles chegaram a avançar na faixa de 11m(px), o que felizmente não foi adiante. Prém só tem um lado bom ai, é o fato de haver uma futura regionalização da programação de Tv, algo que não ocorre ha muito tempo nas TVs do pais. De qualquer forma temos que lutar contra isso.
"

Em guerra com telefônicas, Globo admite regionalizar programação

Há uma guerra no ar.
Redes de televisão e companhias telefônicas estão travando uma disputa nos bastidores dos gabinetes de Brasília. As teles querem tirar canais reservados para a televisão aberta para ofertarem mais telefonia móvel (celular). Para não ceder canais às telefônicas, a Globo já fala até em aumentar a regionalização da programação, um assunto que sempre provocou urticária nos executivos da emissora.
As teles reivindicam do governo federal as frequências (canais) que ficarão ociosas após 2016, quando está previsto o término da transição da TV analógica para a TV digital, também chamado de "apagão analógico" e "switch off".
Por exemplo: hoje, em São Paulo, a Record transmite no canal 7 (sinal analógico) e no canal 19 (digital). Quando a TV analógica estiver totalmente ultrapassada, em tese a Record terá de devolver ao governo o canal 7, assim como a Globo terá de devolver o canal 5 de São Paulo e o SBT, o 4. As telefônicas querem esses canais para usar na telefonia móvel.
As emissoras de TV (todas) não querem ceder espaço hoje dedicado à radiodifusão para as telecomunicações (telefonia). Argumentam que precisarão de maior espaço eletromagnético (frequências/canais) para oferecer novas tecnologias, como a super-high definition (TV de definição muito superior à atual alta definição) e o 3D integral.
Funcionários da rede japonesa NHK testam
câmara de TV de super-alta definição
O assunto dominou discussões na Broadcast & Cable 2011, feira de engenharia de televisão que encerrou ontem em São Paulo.
Em um seminário anteontem (quarta, 24), Fernando Bittencourt, diretor da Central Globo de Comunicação, defendeu pela primeira vez a regionalização da programação da TV.
Segundo ele, os canais que ficarão disponíveis após o apagão analógico "permitirão a regionalização da TV". Ele defendeu que os canais hoje analógicos sejam transformados em digitais e concedidos a afiliadas das redes, que passariam a produzir conteúdo local.
Assim, hipoteticamente, o canal 5 de São Paulo poderia se transformar em uma afiliada da Globo no ABC, que passaria a irradiar telejornais focados na região.
"Ter programação local significa ter cultura local, jornalismo local, publicidade local", afirmou Bittencourt. "O Brasil tem 5.500 municípios, mas só 235 tem geradoras de TV e produzem programação local. É muito pouco 235 geradoras para 5.500 municípios", argumentou.
O discurso da Globo tem um forte apelo político. Os próprios políticos seriam beneficiados com a transformação de canais analógicos em digitais, porque mais municípios teriam propaganda eleitoral gratuita.
A fala da Globo pró-regionalização da programação de TV soa um tanto estranho. É a rede que menos programação local permite às suas afiliadas, e, mesmo assim, impõe um padrão nacional de qualidade. A programação regional nas afiliadas da Globo se limitam a três telejornais locais e a algumas faixas de horário aos sábados, domingos e finais de noite.
Dividendo Digital
A entrega de canais hoje ocupados pelas redes de TV às telefônicas ganhou um termo pomposo: "dividendo digital". Em um outro seminário na Broadcast & Cable, Leila Loria, diretora da área de regulamentação da Telefônica, defendeu a ocupação dos canais de TV analógicos pelo serviço de telefonia móvel. "É o serviço móvel que irá alavancar a banda larga", defendeu Leila.
As TVs querem manter os atuais canais
analógicos para transmitir em 3D integral
Segundo a executiva, os canais de TV analógicos quando ocupados pela telefonia (como ocorre em outros países) "trazem mais benefícios ao país".
Consultor da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), Paulo Ricardo Balduíno combateu o dividendo digital. "Antes de falar em dividendo digital no Brasil, precisamos fazer a transição para a TV digital e discutir o futuro da televisão digital. Temos de garantir espectro para a televisão aberta", afirmou.
Segundo Balduíno, as telefônicas estão reclamando de barriga cheia. A telefonia móvel no Brasil ocuparia 200 megahertz a mais de banda do que a telefonia móvel dos Estados Unidos.
Apesar de as teles terem faturamento quase 10 vezes superior aos das redes de TV, a radiodifusão tem mais força política. As TVs venceram a disputa com as teles em torno do sistema de TV digital, em 2006.
A julgar pelo discurso de membros do governo, as redes de TV estão levando vantagem na luta pela preservação dos canais analógicos. "A TV aberta acerta na programação, faz o que a população quer. E faz com qualidade, porque exporta para diversos países. Essa discussão [da entrega dos atuais canais analógicos para as teles] está em aberto. Não faz sentido fixar datas, como querem alguns", disse na Broadcast & Cable André Barbosa, assessora da Casa Civil da Presidência da República."
Contexto Livre

domingo, 31 de julho de 2011

Sobre a Globo News canal 36 UHF e os canais de TVA

     Reinaugurando a minha participação no site TVs do RJ, comecei  esclarecendo algumas coisas relacionadas a Globo News canal 36 UHF. Em fevereiro deste ano, mas precisamente no carnaval, estive passando no sambódromo e me deparei com uma equipe de técnicos de um carro de externa da Globo que fazia a cobertura daquele evento. Diante disso, aproveitei para fazer perguntas relacionadas a situação do canal 36 pertencente a Rio Metro TVA, cujo o nome fantasia é Globo News. Perguntei a eles três coisas, sobre sua origem, história, função daquele canal, o porquê de este ser mantido seu sinal  codificado e sobre aquele momento em meados do ano passado onde este ficou descodifcado por quase dois meses. Eles me responderam o seguinte: aquele canal, assim como demais os canais de TVA, não eram oferecidos para pessoas físicas, mas para prédios, condomínios e operadoras de tv por assinatura, para serem oferecidos aos seus condôminos e assinantes.

     Eles eram oferecidos da seguinte forma: no caso dos condomínios e prédios, tanto a Globo News como os demais canais de TVA, forneciam seus decodificadores para os condomínios e estes disponibilizavam para os seus condôminos por meio do sistema de antena coletiva, onde estes últimos pagavam ou não uma pequena mensalidade para receber estes canais junto com os canais abertos através desta. No caso das empresas de tv por assinatura, era a mesma coisa onde estas ao invés de captar o sinal destes canais por satélite ou fibra ótica como é hoje, também se utilizavam do mesmo serviço para fornecer estes canais para seus assinantes, onde estes canais também forneciam seus decodificadores para estas empresas. Resumindo, eles não eram feitos para serem recebidos pelo usuário final, ou seja, o telespectador ou assinante, e sim, para um intermediário que repassava para os primeiros.  Isso era óbvio de perceber, pois se fosse assim,o assinante o telespectador destes canais de TVA teria que ter um decodificador para cada canal, o que seria um tremendo transtorno além de ser impraticável.

     Eles inicialmente eram focados para os condomínios e prédios, numa época em que as operadoras de tvs por assinatura eram inexistentes ou ainda estavam engatinhando. Com a expansão das empresas de tv por assinatura e com a mudança de obtenção de sinal destes canais de TVA por satélite e fibra ótica, e ainda, a ida destas empresas para os condomínios e prédios, a existência destes canais de TVA se tornou praticamente inútil. Então para continuar existindo, eles passaram a abrir total ou parcialmente seus sinais, além é claro, de arrendar parte ou totalmente sua grade horária para terceiros como ocorre hoje.

     Durante todo este tempo em que ocorreu evoluções nestes canais de TVA, o governo nada fez. Só veio a tomar alguma posição sobre eles agora com a vinda da tv digital e com a necessidade de se tomar alguma posição sobre a situação deles. Durante mais de vinte anos em que eles estão ativos, e vivendo esta situação de zumbis, o governo além de não fazer nada, também não sabia o que fazer com eles, empurrando a resolução desta situação deles durante anos e anos. Este teve o poder de transformar estes canais em canais abertos comuns ou restranmissões de geradoras de tv aberta e não o fez, ou seja, só agora ele está tomando posição sobre isso e mesmo assim, de forma tímida e lenta.

     Voltando ao assunto sobre a Globo News, eles me informaram que aquele período de dois meses em que este canal esteve com seu sinal descodificado, foi por conta de um erro operacional por parte deles e que não era para ter acontecido, embora eles tenham admitido aquilo como um teste de sinal. Com relação ao fato de mante-lo descodificado em parte da programação ou totalmente descodificado, eles me relataram que não está no plano da Globo fazer isso e que esta também não quer faze-lo. Perguntei a eles porque diante disso eles ficam transmitindo um sinal codificado para o nada, já que na teoria ninguém pode recebe-lo e eles me disseram que era para manter o canal ativo e o governo não tomar este canal de TVA pertencente a Globo por inatividade, por isso eles o mantém no ar mesmo transmitindo nesta situação.

     Tal situação se constitui um tremendo desperdício de espectro, tempo, energia e de dinheiro, que só prejudica a quem quer e precisa trabalhar, como no caso de geradores e produtores honestos, a população que deixa de ter mais opções de canais abertos disponíveis. O outro problema seria o desperdício de espectro, onde estes canais poderiam estar sendo usados não apenas para a faixa de TV como para outros serviços como internet, celular, radio e TV amador,  que é uma versão televisiva do rádio amador que existe em outros países como nos EUA, em vários países da Europa e da América Latina, e energia e dinheiro, pois se gasta inutilmente energia e dinheiro com funcionários e energia elétrica para manter estes equipamentos de transmissão funcionando. Espera-se que o governo decida logo o que fazer com eles e os transformem em canais digitais, porém entregando a quem realmente quer trabalhar e não para oportunistas como fazem hoje com os canais analógicos. Enquanto isso, nós telespectadores temos que esperar por tais mudanças e ir acompanhando suas programações limitadas e arrendadas destes canais de TVA. Que isso se resolva logo.