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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Teles querem ficar com os canais de Tv analógicos vagos após fim das transmissões analógicas.

Isso pode prejudicar não apenas as TVs, mas também colocar por terra o projeto da Abert de transferir as emissoras de Am para os canais 5 e 6 de Tv para fazerem deles um FM extendido ou a digitalização do Am por estas bandas. Vale lembrar que até os radioamadores podem sair prejudicados, podem avançar sobre as bandas de 6 e 2m (50 e 144Mhz, respectivamente). Algum tempo atrás, as teles chegaram a avançar na faixa de 11m(px), o que felizmente não foi adiante. Prém só tem um lado bom ai, é o fato de haver uma futura regionalização da programação de Tv, algo que não ocorre ha muito tempo nas TVs do pais. De qualquer forma temos que lutar contra isso.
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Em guerra com telefônicas, Globo admite regionalizar programação

Há uma guerra no ar.
Redes de televisão e companhias telefônicas estão travando uma disputa nos bastidores dos gabinetes de Brasília. As teles querem tirar canais reservados para a televisão aberta para ofertarem mais telefonia móvel (celular). Para não ceder canais às telefônicas, a Globo já fala até em aumentar a regionalização da programação, um assunto que sempre provocou urticária nos executivos da emissora.
As teles reivindicam do governo federal as frequências (canais) que ficarão ociosas após 2016, quando está previsto o término da transição da TV analógica para a TV digital, também chamado de "apagão analógico" e "switch off".
Por exemplo: hoje, em São Paulo, a Record transmite no canal 7 (sinal analógico) e no canal 19 (digital). Quando a TV analógica estiver totalmente ultrapassada, em tese a Record terá de devolver ao governo o canal 7, assim como a Globo terá de devolver o canal 5 de São Paulo e o SBT, o 4. As telefônicas querem esses canais para usar na telefonia móvel.
As emissoras de TV (todas) não querem ceder espaço hoje dedicado à radiodifusão para as telecomunicações (telefonia). Argumentam que precisarão de maior espaço eletromagnético (frequências/canais) para oferecer novas tecnologias, como a super-high definition (TV de definição muito superior à atual alta definição) e o 3D integral.
Funcionários da rede japonesa NHK testam
câmara de TV de super-alta definição
O assunto dominou discussões na Broadcast & Cable 2011, feira de engenharia de televisão que encerrou ontem em São Paulo.
Em um seminário anteontem (quarta, 24), Fernando Bittencourt, diretor da Central Globo de Comunicação, defendeu pela primeira vez a regionalização da programação da TV.
Segundo ele, os canais que ficarão disponíveis após o apagão analógico "permitirão a regionalização da TV". Ele defendeu que os canais hoje analógicos sejam transformados em digitais e concedidos a afiliadas das redes, que passariam a produzir conteúdo local.
Assim, hipoteticamente, o canal 5 de São Paulo poderia se transformar em uma afiliada da Globo no ABC, que passaria a irradiar telejornais focados na região.
"Ter programação local significa ter cultura local, jornalismo local, publicidade local", afirmou Bittencourt. "O Brasil tem 5.500 municípios, mas só 235 tem geradoras de TV e produzem programação local. É muito pouco 235 geradoras para 5.500 municípios", argumentou.
O discurso da Globo tem um forte apelo político. Os próprios políticos seriam beneficiados com a transformação de canais analógicos em digitais, porque mais municípios teriam propaganda eleitoral gratuita.
A fala da Globo pró-regionalização da programação de TV soa um tanto estranho. É a rede que menos programação local permite às suas afiliadas, e, mesmo assim, impõe um padrão nacional de qualidade. A programação regional nas afiliadas da Globo se limitam a três telejornais locais e a algumas faixas de horário aos sábados, domingos e finais de noite.
Dividendo Digital
A entrega de canais hoje ocupados pelas redes de TV às telefônicas ganhou um termo pomposo: "dividendo digital". Em um outro seminário na Broadcast & Cable, Leila Loria, diretora da área de regulamentação da Telefônica, defendeu a ocupação dos canais de TV analógicos pelo serviço de telefonia móvel. "É o serviço móvel que irá alavancar a banda larga", defendeu Leila.
As TVs querem manter os atuais canais
analógicos para transmitir em 3D integral
Segundo a executiva, os canais de TV analógicos quando ocupados pela telefonia (como ocorre em outros países) "trazem mais benefícios ao país".
Consultor da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), Paulo Ricardo Balduíno combateu o dividendo digital. "Antes de falar em dividendo digital no Brasil, precisamos fazer a transição para a TV digital e discutir o futuro da televisão digital. Temos de garantir espectro para a televisão aberta", afirmou.
Segundo Balduíno, as telefônicas estão reclamando de barriga cheia. A telefonia móvel no Brasil ocuparia 200 megahertz a mais de banda do que a telefonia móvel dos Estados Unidos.
Apesar de as teles terem faturamento quase 10 vezes superior aos das redes de TV, a radiodifusão tem mais força política. As TVs venceram a disputa com as teles em torno do sistema de TV digital, em 2006.
A julgar pelo discurso de membros do governo, as redes de TV estão levando vantagem na luta pela preservação dos canais analógicos. "A TV aberta acerta na programação, faz o que a população quer. E faz com qualidade, porque exporta para diversos países. Essa discussão [da entrega dos atuais canais analógicos para as teles] está em aberto. Não faz sentido fixar datas, como querem alguns", disse na Broadcast & Cable André Barbosa, assessora da Casa Civil da Presidência da República."
Contexto Livre

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Faixa de Am pode migrar para o VHF e virar faixa extendida do FM

   Conforme eu tinha dito aqui e em redes sociais, havia a possibilidade de migração das emissoras de ondas médias para o FM sem necessidade de tirar as existentes ou fazer varredura profunda para abrigar mais canais na atual faixa. Isso é possivel, pois muitos receptores ja vem com faixa de Fm que vão de 76MHZ (canal 5) a 108MHZ, cobrindo toda faixa de FM. O meu rádio de ondas curtas Philco PH60 (modelo da Degen) já vem assim da mesma forma como vários celulares e MP3's. No Japão, por exemplo não é usada a faixa de 90Mhz a 108Mhz, mas de 76 a 90MHZ. 

      Se por um lado é bom porque salva as emissoras de Am de falência e dando sobrevida á elas, por outro lado isso é muito ruím, já que a faixa de ondas médias possui alcance de centenas de quilômetros. Se isso for implementado, deixaremos de ouvir excelentes rádios como Jovem Pan, Inconfidência, Itatiaia, Bandeirantes e etc, pois esta faixa ficará praticamente muda. Tomara que consigam digitalizar esta faixa ou mesmo use esta faixa extendida para digital, mas sem desativar as transmissões em AM. Quanto ao prazo do fim das transmissões analógicas de tv, acho dificíl elas sairem do ar nesta epoca, pois as emissoras e os fabricantes não estão investindo o suficiente na tv digital e nem o próprio governo os obriga a isso. E ainda se soma a isso o fato de que milhões de brasileiros ainda estarão assistindo em analógico em 2016. Diante disso vamos ver como vai ficar tudo isso. Leiam o texto do Tudo Radio.

 

Anatel apresenta plano expansão de faixa FM


Um assunto abordado pelo Tudo Rádio recentemente veio à tona novamente. No início do mês passado, o presidente da Associação Estadual de Rádio do Rio de Janeiro (Aerj), Hilton Alexandre, apresentou uma proposta que visa o crescimento das rádios AM em todo o Brasil. Segundo Hilton, a proposta prevê a migração das emissoras de AM para os canais 5 ou 6 da TV analógica ou para um canal da TV digital. O assunto foi debatido durante o Brasil Rádio Show, evento realizado no final de maio, em São Paulo.


Na quarta-feira, engenheiros da Superintendência de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) apresentaram uma pesquisa para radiodifusores e representantes da Abert, apontando que a expansão da faixa FM pelos canais 5 e 6 de televisão, com o objetivo de aumentar a disponibilidade de canais de rádio, é tecnicamente viável. Esta é a principal conclusão do estudo A extensão da Faixa de FM (eFM) e a migração da faixa de OM: o quê fazer com os canais 5 e 6 da televisão na era digital.
O estudo propõe que as rádios AM migrem para um canal adjacente na faixa de FM. A justificativa são as crescentes dificuldades enfrentadas pelas emissoras que operam em Onda Média, como o aumento do ruído urbano. “Muitos radiodifusores alegam que o rádio AM não terá excelente recepção como as FM quando o rádio for digitalizado”, explica o diretor de Tecnologia da Abert, Ronald Barbosa. Além disso, a expansão no espectro FM seria um caminho para digitalizar o rádio. “Aqueles que queiram digitalizar seu sinal AM poderão fazê-lo a qualquer tempo”, explica Barbosa.
De acordo com a proposta, a migração das rádios AM para a faixa FM seria voluntária. “A idéia é utilizar os canais 5 e 6 de televisão que são adjacentes à faixa FM”, explicou Thiago Aguiar Soares, engenheiro da Anatel e um dos autores do estudo. “Utilizamos os mesmos critérios técnicos usados para as faixas FM e conseguimos um plano viável, considerando distâncias mínimas”, explicou.
O estudo considerou as rádios de Santa Catarina. Mas, de acordo com os engenheiros da Anatel, o projeto piloto pode ser implementado em todos os estados brasileiros. A extensão da faixa FM será possível com a desocupação de canais de TV. De acordo com o Decreto 5.820, até 2016 os canais com transmissão analógica serão desocupados com a transição do sinal analógico para o digital.
Segundo Soares, os canais 5 e 6 foram escolhidos por serem adjacentes às freqüências de FM e pertencerem à radiodifusão. Segundo o estudo, o espaço aberto nesses canais têm capacidade de criar 57 novos canais de 200 KHz. Isso não significa que os canais serão criados, apenas que é viável, enfatizou.
Proposta
A proposta de utilizar os canais 5 e 6 de TV para aumentar a disponibilidade de canais FM não  é uma novidade. Alguns países como Estados Unidos e México já implementam projetos semelhantes. No México, 181 emissoras AM já migraram para faixas FM.
De acordo com Hilton Alexandre da Silva, presidente da Aerj (Associação das Emissoras de Rádio e TV do Estado do Rio de Janeiro), a proposta é uma solução para a digitalização do rádio. Além disso, é uma alternativa para desafogar o espectro, que está congestionado nos grandes centros urbanos.  A transmissão na faixa estendida deve ser toda digital, defende Silva. “Precisamos garantir que o rádio AM chegue com qualidade aos ouvintes e a solução é a transição para o rádio digital”, diz.
Ele afirma que, assim como ocorre na TV, as rádios devem funcionar simultaneamente nas duas freqüências durante o período de transição. “As rádios AM prestam um serviço muito grande, é a voz da comunidade. O rádio digital só vai avançar quando avançar a questão do rádio AM”, diz Silva.
No total, 95% das emissoras de rádio AM têm potência de até 10 kHz. “São emissoras pequenas e locais que sofrem com problemas como as rádios piratas. Seria um sopro para o rádio”, acredita.
Com informações da Assessoria de Comunicação da Abert


Fonte:Tudo Radio